Do desastre a descoberta!

Posted: February 2, 2012 by Natália Almeida in Português, Training
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A maioria das pessoas que me conhecem sabem como sou desajeitada. E esse jeito me acompanha desde quando me entendo por gente. Acho que tenho um nível pequeno de dislexia, não comprovada, mas tenho sintomas clássicos como trocar letras ao escrever, nunca ter assimilado o que é direita e esquerda além da completa falta de coordenção pra fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo… Desde criança sofro com isso, nunca consegui andar e beber ao mesmo tempo, ao brincar de pega-pega ou esconde-esconde quando corria tropeçava nos meus próprios pés, sempre derrubava o café com leite de manhã… Era um perigo. Tanto é que quebrei os dentes da frente mais de uma vez… Você deve estar pensando “ Essa menina devia ser muito arteira”, mas não, se perguntar para a minha mãe ela vai falar que o pestinha era o meu irmão Gabriel, o meu problema sempre foi ser desastrada.

Fiquei pensando nisso hoje pedalando na bicicleta, que loucura entrar num projeto louco desses com um histórico como esse, que loucura achar que vou conseguir correr por aí, onde já se viu Eu, Natália, esportista! Me pareceu piada, e até comecei a rir sozinha com meus pensamentos.

Depois de muito pedalar – porque correr na esteira nem pensar – de fazer muita musculação, lá vou eu calçar minhas sapatilhas, vestir minha cadeirinha e enfrentar mais paredões… Fiz uma travessia e apesar de precisar melhorar no posicionamento, consegui terminar, fui pra primeira subida uma via vermelha de nível médio, e subi direitinho, sem pisar na agarra errada e nem esforçar os braços… Depois fui tentar a via azul, um dos níveis mais díficeis da academia, e lá vou eu, fazendo meu ballet na parede. Subi com certa tranquilidade,  o lugar para as mãos e pés certos, o posicionamento, as viradas tudo parecia sair natural. Uma dança, isso que foi.

Ao descer, penso “ É, acho que você não é tão descordenada assim, acho que ainda não tinha achado o esporte que fizesse sentido nessa cabeça…”.

Agora entendo, não vim no mundo com pressa, então aprender a correr pra quê, vim no mundo pra ir alto, pra poder parar e admirar as paisagens… Não tenho que ter pressa, tenho que observar, que me atentar, que concentrar.

Ai, que felicidade poder se encontrar! É o 360 extremes realmente mudando a minha vida, já me fazendo descobrir, e nem precisei sair de SP.

Até mais.

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