Archive for May, 2012

La Paz is high. Over 3,500 metres (and the airport at El Alto is at just over 4,000 metres) – coming from São Paulo at around 760 metres above sea level, this is a bit of a change. Altitude sickness starts to become more common for travellers reaching 2,400 metres, so we are a bit higher than this.

During my time in Tibet and also Colombia, I had been to some pretty high places and had generally got by okay with standard acclimatization – relaxing for a few days before doing anything strenuous. Natalia hasn’t had quite so much experience and when we were in Quito last time, it was slightly harder for her, so this time she also prepared by taking Diamox (a drug for Glaucoma but also commonly used for helping climbers with altitude sickness). When we arrived in La Paz on Monday evening, we were prepared for an environment which would leave us slightly breathless.

We didn’t feel much at first – though we did just stroll along at the airport, and then it was a taxi to the hotel. It was an amazing view, by the way, as we came down from the airport. El Alto looks a bit of a slum and hides much of the city of La Paz, but as you start descending, you get a fantastic view over the city down the valley, with the snowy peaks of Illimani a beautiful backdrop to the place. When we got to the hotel, I carried both the bags for a while and that certainly left me short of breath. We both noticed quite quickly that our mouths became dry very frequently and we definitely needed to keep drinking plenty of water.

After having been shown around the hotel, we just relaxed and rested for the night in our room. I read for a while, while Natalia slept. A rather alarming thing happened in that Natalia got up to go to the bathroom, and she said that she was thirsty. When she was walking, it looked like that she was drunk, and then when she got back, she closed the door behind her and tried to switch on the light. But she collapsed and bashed her head against the door handle. Fortunately, she was okayish, though she couldn’t remember exactly what happened. I gave her more water and she recovered – just a bit of pain on the side of her face. Not sure exactly for the reasons for this – whether it was due to the altitude, maybe she needed more water (though she didn’t see dehydrated), though at the same time I noticed that one of the side effects of Diamox is confusion/disorientation – climbers have commented about how on the first day of using Diamox, they felt like they were climbing after having had a few drinks. Everything turned out okay in the end though.

So yesterday, we just wondered around La Paz – up the main trunk road to the San Francisco Church – a former convent that was constructed in the mid-16th Century (quite splendid inside, with an amazing chapel and a host of religions paintings as well as an impressive exterior which features a host of catholic and indigenous carvings in the stone) – and enjoying the restaurants (Llama meat was really very nice!). Bolivians seem to like their fried chicken and desserts (a hundred metre queue for one dessert shop was quite impressive – though we didn’t wait in line to find out what the delights there were really like. We probably walked steadily over the day for about six hours or so (with breaks for sitting, eating etc), and while we were occasionally short of breath, we felt okay on the whole and were pleased with the way things had gone.

As a note, the difference between being in the sun and the shade was quite impressive – really felt quite cool in the shade and we needed our fleeces, though we were easily able to walk in just t-shirts in the sunlight. But something I forgot from my time in Tibet was how bright the sun can be. Even with the pretty dark mountaineering sunglasses (with side protection as well to make sure that the eyes are full protected from snow-blindness while out in blinding white snow conditions) my eyes hurt a little and I was grateful to have taken them with me just for a day trip.

Finally, one of the … more interesting… parts of the day was at a cash machine, and we thought we would record a little for prosperity… (speaking in Portuguese, but it should be quite easy to see what was happening…)

A primeira noite estava sendo de muito descanso. Escrevemos o post, fizemos um lanche rápido aqui mesmo no hotel e enquanto fui dormir o Ben ficou lendo livro e na Internet.

Por volta da meia-noite acordo morrendo de vontade de ir ao banheiro e beber água, de acordo com o Ben levantei da cama parecendo uma bêbada. Quando voltei do banheiro a luz do quarto estava apagada e ele me pediu para acender resolvi fechar a porta antes e a próxima lembrança foi eu no chão passando a mão no rosto e chorando de dor. Nossa meu rosto doía muito. O Ben do meu lado tentando me acalmar, dizendo que estava tudo bem e me pedindo para beber mais água. Apaguei literalmente.  Hoje passei o dia rindo tentando entender o que tinha acontecido!

Acordei diversas vezes por enconstar os lados doloridos do rosto na cama. Ontem pela manhã fui correndo ao espelho pensando que devia ter ficado vários hematomas, mas nada. Eu examinando bem de perto consegui notar mas o Ben não via nada.

Os efeitos da altitude são incríveis, e se não estiver bebendo água o tempo todo você percebe bem. Ontem bebi água a toda hora, e tentei acordar durante à noite para me hidratar.

O dia foi interessante, andamos o dia todo e por estarmos na parte baixa da cidade em sua maioria subimos, o que é um bom treino. Caminhamos pelo centro, nos encantamos com a Igreja e Convento de San Francisco uma construção do século 16, destaca-se na entrada um portal todo esculpido em pedra que mistura imagens sacras e indígenas, descobri que o nome dado a esse estilo é barroco mestiço. Lindo de se ver. Ao entrar no Museu você pode se ver quadros e entender como viviam os franciscanos antigamente. É possivel entrar na cripta e subir onde ficam os sinos, de lá a vista é incrível.

O centro da cidade é recheado de praças e é impossível não notar a quantidade de livrarias e restaurantes que vendem frango frito, pelo jeito a paixão culinária do país.

Na hora de almoçar não optamos pelo “pollo frito” mas sim por um retaurante chamado Café Colonial onde comemos Picada de Llama, uma delícia. O lugar é muito simples e decorado com diversas capas de vínil antigos de jazz, blues, tango, entre outros. Amúsica do mesmo estilo da decoração, logo maravilhosa. Gastamos nem 30 reais com os comes e bebes.

O Illimani ao fundo deixa a cidade muito bonita, de todos os lugares se vê o pico nevado e tudo vira um cartão postal,

nos pegamos num certo momento descendo uma das avenida em direção a ele, a impressão é que dá pra ir andando e isso chega a ser hipnotizante e tentador. Nas calçadas da Avenida Camacho é possível  ler diversos trechos de poemas e frases sobre a montanha, e se nota a importância que ela tem para a Bolívia.

Para terminar o dia fomos jantar no restaurante Mongos, famoso por bons pratos e uma noite animada ao som de salsa. Lá pudemos brindar a viagem com uma cerveja boliviana Huaris que dá de 10 a 0 na Quilmes, Patrícia ou Norteña, que importem ao Brasil já.

Com certeza o que ronda a cabeça de vocês é o que gostamos mais né?

Hummm para ser sincera acho que vocês nunca pensariam o que foi.

Apesar de tantas vistas apaixonantes, comidas deliciosas acho que vou concordar com o Ben que o ponto alto do nosso dia foi onde menos esperamos que fosse, em menos e 1 m² foi possível encontrar algo inimaginável e surpreendentemente engraçado:

Espero que tenha achado tão cômico e surreal quanto a gente.

Me apresentando…

Posted: May 30, 2012 by Paulo Filho in Logistics, Português, Training

Bom, alguns de vocês devem estar pensando como eu vim parar aqui no 360extremes. Nada mais justo então que eu explicar isso no meu primeiro de muitos posts aqui no blog do 360extremes.

Eu trabalho na mesma video-produtora que a Natália. Não trabalhamos juntos, mas em salas vizinhas, então já nos conhecíamos. Apesar disso, fiquei sabendo do projecto pelo facebook da Nati, e logo mandei uma mensagem pra ela, me oferecendo para ser o terceiro integrante. Pena que foi atrasado, nessa data, eles já tinham fechado com o Norm, mas me falaram que eu tinha o perfil e que seria legal ter feito comigo o projeto. Continuei acompanhando o blog e o perfil do 360extremes no facebook, cada vez mais interessado e torcendo para que eles resolvessem que 3 pessoas não era o suficiente e abrissem a vaga para um quarto integrante. Não foi isso que aconteceu, mas com a desistência do Norm a terceira vaga foi reaberta e novamente eu me candidatei e então tive uma conversa mais séria com a Natália e com o Ben sobre o projecto, falando quais eram as minhas ambições e quais eu achava que seriam os maiores desafios.
Fiquei muito feliz quando eles me disseram que eu era o escolhido.

Viajar é algo que eu sempre gostei de fazer, pedalar também. A oportunidade de fazer as duas coisas, rodando o mundo é algo que eu não poderia deixar passar.

Agora tenho que correr atrás do tempo perdido nos treinamentos de escalada, e intensificar meus treinos no ciclismo que já faço há algum tempo. Espero que todos vocês me recebam bem por aqui. Juntos vamos rodar o mundo!

Looking over the Andes from our plane window

So where was I..? Ah yes, that’s right, we had succeeded in the challenge of leaving São Paulo…

Nice flight to Santiago – a pleasant 3hours and 40 minutes and a great view over the Andes as we approached the city. The city itself is surrounded by mountains which tower over the lower altitudes and there was this layer of cloud hovering above cloud level which made it quite picturesque. Would be nice to spend time in the city sometime, so we made a note to come back.

Off the plane and in going to La Paz we thought International Connections would be the way forward. Seemed logical enough considering this was Chile and we were off to Bolivia. No one around to ask, so we went through all the security and so on, but on the other side the flight wasn’t listed. Found some LAN staff and apparently we had to go through immigration, customs and go to the domestic terminal (the plane stopped at Iqueque, so it was domestic…). Fortunately we had enough time.

Filled out all the immigration forms (“how long are we staying in Chile?” “1 hour” / “Where are you staying in Chile?” “Santiago International Airport”) and through the customs part where they x-rayed everything, and through a ten (which turned to be twenty) minute walk (quite close, but we had not been really convinced about exactly where we needed to go) to the domestic part. More x-ray machines; laptop out of the bag… and Natalia realised that her thermos (which we really do need for water as it is insulated for the colder weather on the mountains) had been left behind – at the customs place. So getting to our gate, we asked around and we just had to go back to speak with them.

Back past the x-ray machines… back along the walk to the international arrivals section… and finding a customs security officer to speak with to let us through. 10 minutes ringing the door and one appeared – they let me go through (only one of us) and I walked back to the x-ray machine where we thought it had been left. I showed them my thermos which was identical, and the guy I spoke with recognised it and thought I had found it – it took a little while explaining in my dodgy Spanish that we had a second one which was identical. He understood and said that yes, they had got it, and took me to another office to collect it. Much to my happiness, it was there.

Illimani over the city as we descend from El Alto airport

So, back outside, meeting Natalia… back along the walk to the domestic terminal… back through the x-ray machines (laptop out the bag again)… and to the gate. Finally all set with just five minutes at immigration at Iqueque where they checked us out the country.

Arriving in La Paz at 5pm… the airport at El Alto is high.. so we just strolled along to get our bags. Nice people at the immigration; the most uncomprehensive customs bag searches ever, and a taxi ride to the hotel. Going down the mountain we had spectacular views over the lower city and also of the two main mountains we will climb – Illimani and Huayna Potosi. They look amazing, and just seeing them there made everything well worth it.

To the centre of La Paz

It all started off so well. A great day to travel on; everything packed and organized; hotel booked for first few nights; saying our goodbyes to everyone and then Natalia’s brother giving us a lift to the airport, and arriving there two hours before the flight…

Things began to look a little strange when we couldn’t find the check-in desk for our airline in the terminal wing. We asked around and people said that we were in the right place, so we should go round the back where the offices of the airline companies are located. We found the office for our company, Aerosur, though the second bad indication came with the fact that this office was locked with no staff in sight. Bemused and slightly worried we went around to find an information desk… On the way there, I looked up at the flights board and… third bad sign: our flight was not listed. I double checked the dates and we were definitely on time and on the right date. And things began to look even worse when we spoke to the person at the information desk who, when we mentioned the name Aerosur, gave a sigh and said we should go an speak to the Airline Regulatory Authority, ANAC. In doing just this, we were told about how the airline was no longer operating.

Great.

The lady told us to speak with people at BOA – another Bolivian airline – who were taking Aerosur passengers. Unfortunately their flight had left earlier in the afternoon and they didn’t have another flight until Tuesday… and they couldn’t guarantee we would be fitted on to it. Extremely difficult to keep the temper in check; after all the time, energy and investment we have put into organizing this training expedition to Bolivia, the thought of it not happening just was not really appealing to either of us. At all. The only alternatives we could think of would be going by bus, which, if we had longer before the expedition started would have been a decent alternative, or getting another ticket with another airline – which is what we did with in getting tickets with LAN. Fortunately they had a flight this Monday morning (via Santiago). Unfortunately, they cost a minor fortune.

So we bit the bullet. We will have to work out how to get our money back from the initial ticket when we get back to São Paulo (though I suppose we can start making in-roads with that in the next couple of days as we need to relax with the high altitude here in La Paz).

The new flight left São Paulo at 7am, so we got to the airport for 5am. Check-in was fine; grab a coffee and a bite to eat… fine… withdraw some extra cash (we had already withdrawn some on the preceding day, but I wanted some more just in case of emergency)… and, inexplicably, the card is blocked. Won’t even let me put a PIN number in. Call my bank, Itau; get asked a hundred security questions and again trying not to let my temper get the better of me… then once I have convinced them that I am really me, the attendant can’t answer my question and has to put me through to another sector. Couldn’t be more clichéd if we had tried. Oh, and then the line went dead. Call again, and apparently I need to go to a bank branch to unblock the card. Problem is that nothing is open that time of morning and there certainly won’t be a branch in Bolivia. Bite my lip and hang up. By now am just tired and want to get on the plane.

Fortunately, everything else (in São Paulo at least) was nice and smooth. Straight through immigration; great sunrise as we headed to our plane on a bus, and no delays. In spite of everything, we were off!

Pra quem ainda não sabe vou logo avisando que a vinda a La Paz foi cheia de emoções até demais.

Saímos domingo de casa cheios de empolgação para a tão esperada viagem. Meu irmão nos levou ao Aeroporto e a primeira surpresa. O balcão de check-in não tinha ninguém e nenhuma sinalização. Nos mandam ao escritório da cia aérea (AEROSUR), fechado e sem sinal de vida. Vamos a ANAC e nos informam que a empresa aérea faliu e não opera mais no Aeroporto de Guarulhos. Ficamos sem saber o que fazer, e nosso dinheiro? E nosso treinamento? E nossas férias?

O stress começa tomar conta e a única solução que nos dão é a de ir a outra cia aérea boliviana (BOA) que está pegando passageiros da AEROSUR e encaixando nos lugares vagos dos seus voos.

Chegando a BOA somos recebidos por André, que já nos avisa que eles só fazem voos as terças e domingos e que o voo de domingo saiu às 14h20. Ele nos diz para voltarmos na terça e tentar entrar no voo, mas que isso não é garantido.

Começamos a buscar soluções, ligo para meu pai – advogado – e ele me diz que o melhor a fazer é comprar outra passagem enquanto ele fica em São Paulo tentando recuperar o dinheiro da agência em que compramos. A vontade a essa altura era de chorar e gritar. Revoltados essa é a tradução de nosso sentimento.

Vamos a LAN e vemos que tem um voo pela manhã de segunda com parada em Santiago do Chile, o preço absurdos R$2635,00 por pessoa.

Saímos de lá e vamos na TAM tentar comprar com milhas pelo menos para um de nós. Não havia disponibilidade com milhas.

Começo a procurar na internet e encontro praticamente o mesmo voo da LAN só que com mais uma parada em Iquito porém mais barato. Ainda bem que temos cartão de crédito, compramos as passagens e parcelamos o máximo que dava.

Ligamos para meu irmão ir nos buscar para dormimos na casa dele. O coitado teve que acordar no dia seguinte às 4am para nos levar.

Fazemos o check-in, tomamos um café, e tentamos sacar mais dinheiro para não depender do cartão aqui. O Ben põe o cartão na máquina e diz que está bloqueado. Liga na empresa do cartão e explicam que ele deveria estar fora do Brasil e que para desbloquear só na agência. Ele explica o que aconteceu, responde um questionário com perguntas absurdas para confirmar que era ele mesmo e ao fim a atendente informa que não pode fazer nada. Ele fica ainda mais nervoso com tudo.

Finalmente o voo para Santiago do Chile, durmo quase o tempo todo, temos uma hora para pegarmos o próximo voo. Vamos ao corredor de embarques internacionais, passamos pela policia que checa nossas malas e ao ir ao portão não é mais o nosso portão, olhamos a lista de partidas e nada do nosso voo. Vamos a um funcionário da Lan que nos informa que esse é um voo considerado doméstico. Então temos que dar entrada no Chile, passar pela imigração, alfandega, entrar no portão de embarques nacionais, passar nossas malas na checagem de novo para finalmente chegarmos ao portão certo.

Preenchemos diversos papéis de declaração, de entrada, de visto de turismo… No meio de tanta confusão acabo deixando minha garrafa de água numa das máquinas de raio-x. Ao chegar no portão de embarque é que me dou conta. O funcionário da Lan nos manda voltar até o raio-x que dá entrada no Chile para pegarmos. Lá vamos nós fazer todos os processos burocráticos novamente. Tudo isso por uma garrafa de água hahaha 

Mas tudo bem, conseguimos recuperá-la e o pouco tempo que nos resta ali no aeroporto ficamos tomando um café e tentando entender como pode uma viagem do Chile a Bolívia pode ser considerada nacional. Não faz sentido algum.

O voo a La Paz faz escala em Iquito, e lá chegando temos que descer do voo para dar saída do Chile. Começamos a achar tudo muito engraçado.

Aqui comemos um sanduíche de pão miga com carne assada, uma delícia e ainda melhor para quem já não aguentava mais comida de avião.

O voo de Iquito a La Paz dura 45 minutos. E foi um voo calmo, eu que normalmente fico com dores de ouvido fortes não tive problemas em nenhuma das decolagens e pousos. O efeito da altitude até agora não são dos mais fortes, uma dor de estomago que vai e volta é o que mais incomoda.

A paisagem do aeroporto de La Paz é incrível, os picos nevados e as montanhas dão uma beleza mais que especial. De lá é possível reconhecer dois dos picos que iremos Huayna Potossi e Illimani.

No caminho ao hotel dá pra ver a como a desigualdade social é um problema grave no país, que mistura a fragilidade de uma grande favela a imponência  ao fundo dos Andes. Mesmo com tanta pobreza o povo se mostra receptivo e alegre.

Estamos hospedados em uma espécie de B&B muito lindo e aconchegante.Uma casa antiga com móveis antigos bem bonitos. Fomos recebidos por Isabela a dona da Casa Hermanos Manchego que nos fez sentir em casa mostrando tudo na cozinha e nos dando livre acesso aos cômodos. Enquanto escrevo esse post o Ben está lá preparando um chá de coca e torradas com geleia. Agora vamos descansar um pouco antes de bater perna pela cidade.

Sei que só a vinda já foi cheia de emoções mas ainda espero por mais. Certeza que a Bolívia será surpreendente e inesquecível.

Final 24 hours in São Paulo. Quite excited, to say the least; just getting final bits and pieces together. A quick visit to Casa de Pedra where we did some wall traversing, slackline and bouldering for an hour or so. Not long but it was nice to see everyone at the gym again and get a little more exercise before we leave. Final packing of the bags – not everything in the rucksacks, but into a couple of large duffle bags (aside from our summit packs which we will use as hand baggage). Our flight to La Paz will last four hours, as we have a change at Santa Cruz. We will arrive in La Paz at 8pm local time.

From GoOutdoors.co.uk – rucksack guide

Everything will of course go into the rucksacks – I have an 85L and Natalia a 75L pack. There are ways which you can pack to make things easier in terms of accessing everything and distributing the load so it’s all nice and balanced. We find that putting the sleeping bag and the foamless sleeping pads makes it easy to get to them through the bottom zipper at night when we camp. Anything else that we might need at night can also go down at the bottom; heavier stuff going into the middle and also close to the spine – this helps keep the centre of gravity close to your body rather than unbalancing you. Food, cooking kit and long term water supplies are good candidates for here. Wrapping lighter weight items around these is a good way to stop things from moving around when you are going, and then everything else that we might need to access quickly (headlamps, med-kits, sunglasses, rain jackets/shells etc) closer to the top where you can get at them.

Ice axes and other long poles can go on the outside.

Plenty of places online which provide advice about packing rucksacks – REI is a good place to start (http://www.rei.com/expertadvice/articles/loading+backpack.html) as does Gooutdoors.co.uk (http://www.gooutdoors.co.uk/expert-advice/rucksack-guide), with a good overview of rucksacks and their common features, and how to pack them, and also (very importantly for the larger rucksacks) how to fit them so the weight is transferred over your body properly.

Illimani atrás de La Paz

Semana pré viagem… Hummm! Tanto a fazer e eu e o Ben parecemos dois idosos esquecidos, cada hora vemos que algo está faltando. Serão 28 dias na Bolívia, tudo será uma grande novidade o clima, as cidades, a altitude, a cultura, o esporte, a paisagem, as pessoas, a comida… UFA, tudo. Adoro me sentir desafiada e de aprender coisas novas, e nada como um mês no desconhecido.

Algumas coisas conseguimos nos preparar como o frio, que compramos diversos layers um pra cada tipo de temperatura; quanto ao montanhismo treinamos os nós e tentamos concentrar o treino em força e resistência; quanto a altitude a Dr Isabela explicou a importância de estar hidratado e que lá mais importante do que nunca é seguir a risca a alimentação de 3 em 3 horas e consumir entre 3 a 4 litros de água por dia…

De todos os fatores o que mais me dá medo é a altitude. Quando fomos para Galápagos ficamos 2 dias em Quito – que é quase 1000 metros mais baixa que La Paz – eu fiquei grogue. Cansada, com dor de cabeça forte e falta de apetite. Não sei ao certo quanto tempo levei pra me adaptar porque para ser sincera não deu esse tempo, viajamos para Galápagos no segundo dia de manhã.

Tudo bem que dessa vez temos 7 dias de aclimatação. Depois encontramos com o grupo da MGI.

O roteiro é assim:

Os primeiros dias serão de aclimatação em La Paz mesmo e nas ruínas de Tiwanaca. Seguimos em direção a Copacabana onde aproveitaremos o Lago Titicaca (o lago navegável mais alto do mundo) onde passearemos de barco e caminharemos bastante em volta. Uma vez aclimatados nas partes baixas, iremos para montanhas mais baixas treinar a parte técnica. A primeira montanha será o Condoriri (15200 pés), depois de aclimatados aqui vamos para o pico Pequeno Alpamayo (17,613′), Ilusioncita (16,896′) ou Ilusion, (17,500′) ou até mesmo completar o Condoriri, que seria demais. Se der tudo certo aqui vamos ao nosso primeiro grande objetivo o Huayna Potosi.  Com 6088 metros, parecendo uma grande pirâmide de gelo é a montanha mais frequentada da Bolívia. Ao terminar esse pico terminamos também a primeira fase da viagem. Depois de 14 dias voltamos a La Paz, mas só por um dia. Certeza que dormir numa cama quentinha e tomar um banho quente será um presente.

A Cordilheira Real

Depois seguimos para o Illimani o pico mais alto da Cordilheira Real, com 6462 metros. Esse é o nosso objetivo. Sabemos das dificuldades, sabemos das exigências físicas e como teremos que nos dedicar à parte técnica nas montanhas anteriores. Mas quem acredita sempre alcança, assim diz o ditado e assim queremos que seja…. Quer dizer pelo menos assim dizia Renato Russo.

É agora a ansiedade bate, afinal escrever o roteiro, preparar as malas, comprar as coisas que faltam… Esses preparativos todos só me fazem ter mais e mais vontade de ir logo…

Nesse mês tentaremos mantê-los o mais atualizados possíveis. E vão acompanhando as aventuras do Paulo por aqui, esse mês pra ele também vai ser puxado semana que vêm tem mais uma etapa da competição de endurance dele, 300km. Toda a força pra ele nessa etapa e pra nós lá na Bolívia.

Seeing deaths in any sport is never good, and mountaineering is an activity that sees its fair share of fatalities. Last week has been bad when we look to see how there were four deaths on Mount Everest, near the summit. Happening just before our adventure into the Andes, the timing for us reading about these things isn’t great either in terms of making us nervous.

Photo by Lesley Weber at Alligin, Scotland. Beautiful region; potentially deadly without the right preparation…

Mount Everest might be the highest, but it isn’t the hardest mountain, technically speaking, in the world to climb. Hundreds of people climb it each year. Tamae Watanabe has become the oldest woman to climb the mountain, at 73 years old. Other mountains are much more dangerous – on K2 for example, around 25% of those who have attempted it have perished. But people still get killed climbing Everest, just like they do on lower mountains. The mountains in Scotland are by no means the highest in the world, but people still get killed climbing them. One of my sisters, Lesley and her boyfriend Billy frequently venture into the highlands – they can easily talk about how the conditions in the mountains can change from pleasant to terrifying there…

Things can go wrong, even for the most skilled and experienced mountaineer, no matter which mountain range they are going up.

Up in the mountains, the weather can change in the blink of an eye, and if you find yourself in a blizzard, you can quickly find yourself disoriented. Even with experience you will be in trouble, though with inadequate preparation, you could easily become lost, frostbitten or falling off the edge of an unseen precipice…

After 2,500 metres, the altitude starts taking effect. Though there are times of day and periods when the risks of avalanches are higher than others (fresh, heavy snow is always a high risk, and as the temperatures warm up, so does the likelihood of snow falling), you can always be unlucky to be on the wrong end of one….

Above 5,000 metres and you are reaching the extremes already. Couple this with the physical exertion of mountaineering, and you are taking risks. Going too high too quickly will make things even worse and increases the risks of disaster. Becoming fatigued and arriving too late in the day at the summit will increase risks of exposure to the elements… equipment problems won’t help…

A host of other reasons can contribute towards a tragic end.

Not the best thoughts to have as we start on such an expedition, huh? Maybe not, but at the same time we always need to remember how we need to always be as careful as possible. Huayna Potosi is generally considered one of the “technically easier” mountains, though in spite of this, we will not be taking it lightly in any way; we are there to climb, enjoy the experience but also respect the mountain; we are there to learn and to train for greater challenges ahead, not take unnecessary risks with our lives. Indeed, respecting the mountain and being aware of all of the risks and possibilities is a good way to start minimizing the risks as we are making our ascents.

Illimani – one of our objectives – a tremendous backdrop to the city of La Paz

So yes, less than three days to go till we leave São Paulo! Our excitement is growing – this will be a major first for us. The first time to Bolivia; the first time on a big mountaineering expedition; the first time going over 6,000 metres… feelings of anxiety, excitement, worry… nervousness… all setting in! Have we done enough training to be able to deal with the challenges ahead? How will we cope with the climbing in the snow? Carrying the heavy rucksacks? How will we be able to cope with the altitude (La Paz is around 4,000 metres, and the body starts feeling the effects of altitude at about 2,100 metres)? The amount of oxygen in the air at 5,000 metres is about half what it is at sea-level…

Well, we believe we have done enough and are in good enough shape for this training project (training for a training expedition… sounds strange, doesn’t it..?! but we are taking this all very seriously and everything needs to be trained for!). And what we will be doing over the next few weeks will be exciting. Traversing glaciers; setting out at midnight for summit attempts; climbing some of the most beautiful mountains in the Andes… a lot to learn and a lot to look forward to!

So, here is a basic overview of our itinerary for the month – an itinerary that should allow us good time to provide updates on the site and indeed, we should have plenty of great stories from the expedition!

  • Days 1-3: Settling in to La Paz and acclimitising to the altitude
  • Days 4-6: To Salar de Uyuni and the salt flats
  • Days 7-10: Back to La Paz and hikes at Tiwinaku (one of Bolivia’s most important archaeological sites) and Isla Surique on Lake Titicaca
  • Day 11: To our first base camp near Lake Tuni Condorini (4,500 metres / 15,000 feet)
  • Day 12: Further acclimitisation hiking to 4,875 metres (16,000 feet) at the glacier terminus
  • Day 13: Reviewing skills and preparation for ascent of Ilusion
  • Day 14: Climb over a heavily crevassed glacier and steep snow ridges to the Ilusion peak
  • Day 15: Summit attempt of Pequeno Alpamayo, from where (hopefully!) we should have some fantastic views Huayna Potosi, the first major objective
  • Day 16: Hiking and return to rest at La Paz
  • Day 17: Relaxing in La Paz
  • Day 18: To our Huayna Potosi base camp at 4,785 metres (15,700 feet)
  • Day 19: Climbing all day to high camp at 5,600 metres (18,400 feet)
  • Day 20: Up at midnight for our Huayna Potosi summit attempt, over glaciers, through ice falls and around crevasses for over eight hours to the peak at 6,088 metres (19,974 feet)
  • Day 21: Resting
  • Day 22: To Illimani base camp, near Pinaya village, at 4,420 metres (14,500 feet)
  • Day 23: To Camp I at 5,090 metres (16,700 feet)
  • Day 24: Scrambling over rock to High Camp at 5,600 metres (18,372 feet)
  • Day 25: Summit day on Illimani! Going along crevassed glaciers and slopes of 30-40degrees to the summit ridge and reaching the top at 6,438 metres (21,122 feet) – the highest mountain in the Cordilleira Real and second highest peak in Bolivia! Should be quite a view!
  • Day 26: an optional summit/weather day
  • Day 27: Return to La Paz
  • Day 28: Back to Sao Paulo
  • Day 29: Back to work and back to planning!!

Terceiro integrante

Posted: May 24, 2012 by Natália Almeida in Logistics, Português, The Journey, Training
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Todo mundo aqui já sabe como a saída do Norm nos pegou de surpresa, achavámos que ele era o parceiro ideal, mas esse é um projeto que exige muito comprometimento e disposição, e também adaptacão e saber lidar com as adversidades. Só não esperávamos ter que lidar com uma adversidade agora. Mas melhor cedo do que tarde.

A questão do terceiro integrante não parece clara para a maioria das pessoas. Porque precisa de mais 1? Essa é a pergunta que sempre ouvimos,

Essa terceira pessoa é essencial para o projeto por motivos de segurança. Qualquer problema no caminho é mais fácil de lidar em 3 do que em 2. São mais braços e pernas, mais força na hora que precisarmos carregar ou arrumar algo e mais cabeça para solucionar problemas.

Com a escolha do Norm cometemos um erro, a de acreditar que alguém de longe poderia nos dar e ter o suporte necessário durante o treinamento exaustivo de 2 anos. A distância dificulta em muito o conforto dessa relação. Como conseguir deixar a pessoa se sentir segura e até mesmo confiante sem um contato constante? Ao fim chego a conclusão que ter que administrar mais um problema é desnecessário. Dessa vez sabíamos bem o que queríamos: uma pessoa com experiência em escalada ou ciclismo, que tenha noção do que o 360 Extremes exije, que tenha a paixão e a vontade que temos pelo projeto, que tenha uma personalidade que nos complemente e principalmente que more aqui em São Paulo.

Conversamos com algumas pessoas, umas pareciam querer só fugir da vida daqui e ir viajar, não entendendo a real dimensão do projeto, aqui não é férias nem estaremos tirando um ano de celibato, é uma viagem cansativa, arriscada e mentalmente difícil.

Outros estavam numa fase de transição da vida e não nos convenceram se estariam com o mesmo compromentimento em 2 anos. E ainda tivemos os apaixonados demais eu diria, os que tudo o que falávamos concordavam sem dar ideias, sem ter perguntas ou dúvidas. Tivemos sim 2 ou três pessoas que nos fizeram pensar mas como as coisas são engraçadas quem escolhemos estava na nossa cara.

Paulo é um colega do meu trabalho. É uma pessoa que vi a vida e a personalidade mudar de um tempo pra cá, tudo isso por meio da bicicleta. Ele sempre pedalou mas desde o ano passado começou a ficar mais envolvido em pedaladas a longas distâncias, participar de provas de endurance, e estudar e treinar cada dia mais.

Uma semana depois de fecharmos com o Norm ele veio conversar comigo e tive que dizer que a vaga havia sido preenchida. Mesmo sem estar na equipe ele sempre me cobrava o fato de não termos comprado a bicicleta ainda e de não irmos as pedaladas de final de semana que ele faz com os amigos. Quando a posição re-abriu avisei e deu pra ver no rosto dele que a vontade de fazer parte ainda existia.

Com alguns desencontros conseguimos finalmente sentar e conversar. Batemos um papo muito bom, ele tinha ideias e diversas perguntas, conhecia a rota e conseguiu nos explicar o que é e não e possível de fazer em termos de pedalada. Além de saber muito sobre ciclismo, qual a bike ideal e coisas assim, ele tem uma personalidade boa. É focado e me parece ter a disposição mental e física que essa equipe precisa. Ficamos muito felizes de poder apresentá-lo aqui como parte desse projeto. Que vocês deem as boas vindas a ele.

Less than a week to go…

Posted: May 23, 2012 by Ben Weber in English, Equipment
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Less than one week to go before we fly to Bolivia and we are just about all ready, equipment-wise. We have all of our base, mid and shell layers as well as down jackets to keep us even warmer in case weather turns against us; balaclavas; beanies; helmets; BD Storm headlamps; trekking poles; Black Diamond Raven ice axes (walking through the New York Metro with the axes was quite an experience in terms of getting some very strange looks from people, including police officers who were probably wondering if they were legal – they are pretty darn big and sharp!); socks; boots…

The clothing is mainly North Face, Deuter, Curtlo and Salomon, with Casa de Pedra base layers; and we have also got Julbo ski goggles and mountaineering sun glasses which look pretty cool…  The technical, largely Black Diamond or Petzl (we also got ourselves Petzl Reverso 4 belay devices which, whilst we probably won’t need to use it in all its functions, will most likely come in useful in the future).

Also, among other points medications are not something that we can afford to leave behind – we will be taking with us a broad spectrum antibiotic in case we get any bugs, Diamox and Decadron (Dexamethasone) for altitude sickness; iodine for water sterilization; and other medicines for stomach problems and nausea. Obviously we are not planning on being sick, but we need to be prepared.

Also, armed with the Canon EOS 7D (probably not something we will take on the summit attempts as it is a bit big and heavy!); a smaller digital camera and Contour HD video camera and a Sony video camera, we should be able to get some good footage in and make something we hope will be pretty special at the end of this journey.

Acho que no meu último post não deixei claro uma coisa: o que é um 7a?

Para responder isso eu tenho que voltar lá no começo.

Por aqui vocês puderam acompanhar todas as nossas impressões e evolução nesses 6 meses de escalada. Lembram que de início não existiam níveis ou vias e ao olhar para uma parede qualquer agarra era A agarra. Com o tempo passamos a respeitar as cores e vias o que nos exigia um melhor posicionamento. E assim sozinhos fomos absorvendo maneiras novas de se colocar, e assim saímos do quarto para o quinto grau. Não vou mentir dizendo que essa transição foi um exemplo de superação, porque não foi. Foi o mais simples e instintivo possível. Na época serviu de m

otivação.

O quinto foi um pouco mais desafiador, nos exigia maior concentração e nos deu uma gama de movimentos muito maior. A partir daqui já estávamos contando com a ajuda do Fábio, que nos ajudou a entender movimentos como o flag, gancho, jump… Por que aqui estávamos viciados a virar o corpo o que dificultava a ler e entender a via. Então a evolução do quinto para um quinto sup foi mais suada. Aqui aprendemos que não é porque uma via é de dificuldade maior que então precisamos virar mais. Às vezes a via pede de você uma subida de frente, que nem sempre a subida vai parecer um ballet.

Conquistar um quinto sup sim é uma delícia. Aqui cada via é um desafio, cada via um aprendizado.

Foi numa dessas que eu perdi o controle psicológico e chorei, gritei e chutei a parede como se a culpa fosse dela de eu não ter conseguido chegar ao topo. Com isso aprendi como é importante para o escalador auto-controle. Equilíbrio e consciência são as chaves de uma boa escalada. Equilíbrio para exigir de sí mais sem criar um stress ou uma frutração. Equilíbrio na hora de dar um impulso. Equilíbrio emocional para lidar com as quedas e ainda assim voltar com calma para tentar o movimento novamente. Consciência em cada movimento, consciência de saber a hora de parar. Consciência para entender que você pode descer da via que mais tarde ela vai estar ali te esperando. Essas duas características são treináveis e isso é um trabalho de auto-conhecimento antes de qualquer coisa.

Hoje na Casa de Pedra estamos treinando em vias de sexto grau. E agora mais do que nunca é um desafio mental. Precisamos melhorar nossa visão, estudar a via do chão nunca foi tão essencial, e esse estudo é realmente o nosso ponto fraco. Identificar o crux e saber administrar a força e a energia é o que define a conclusão da via. Sei que vou descobrindo a via enquanto faço, e sei que com isso acabo perdendo a agarra boa na minha cara e optando por um reglete que está lá em cima. Por causa de um move “burro” acabo gastando uma força desnecessária e chego ao crux cansada e exausta. Desisto da via e no chão entendo meu erro.

Eu sempre digo que o gostoso da escalada é ser um esporte de superação pessoal, e a essa altura o nível de inteligência nas escolhas, o nível de força e equilíbrio mental são tão altos que aqui é a hora que você vai saber se você é ou não é da escalada. Porque aqui você tem duas opções ou se frustrar de tal maneira e abandonar a prática ou se encantar ainda mais e querer estudar e treinar mais e mais. Pra mim a dificuldade do sexto ou um sexto sup tornou o desafio ainda mais gostoso.

Agora, a grande pergunta O que é um 7A?

Um 7a pra nós a essa altura é uma prova de que estamos no caminho certo. Nesse nível a via exige de você um domínio de tudo acima.Você precisa ser calmo, escolher cada pé e mão já pensando no próximo move, porque aqui mais do que nunca o movimento não é isolado e a sabedoria em escolher bem é o que vai te ajudar a administrar a energia.

Ao fim apesar de cansado você tem aquele gostinho de quero mais, de ser super herói, de conquistar mesmo um pedacinho de rocha e essa rocha é o melhor lugar do mundo. Ao terminar você senta e observa a paisagem do topo e não consegue pensar em nada, os pés doem sim, mas é uma dor que não incomoda, ela é simplesmente a comprovação de nossa determinação e dedicação.

Esse 7A é muito importante, e pra ser sincera mais importante ainda quando pensamos que fomos os únicos a concluí-lo sem “roubar”, eu ainda me cobro por uma hora ter segurado na costura para ajeitar minhas mãos, mas o Ben foi demais, se mostrou incansável e conquistou cada pedacinho da via sem precisar ser erguido ou se puxar nas costuras.

Sunday was our final opportunity to go rock climbing out in the open before our coming trip to Bolivia, and we used it by going with the guys from Casa de Pedra to Pedra Bela, a couple of hours away from the city, near a place called Bragança. We had been there once before on our first time rock climbing and it had been an interesting experience, with us struggling on climbs which are described as “easy” with class 5 routes proving a problem (to convert to the US scale, ignore the 5 and subcontract 4).

We have been regularly completing grade 6 six climbs at the Casa de Pedra gym, – including climbs with only very tiny holds for your fingers, so we were quite eager to see how we had improved. We also wanted to work in training ourselves with a belay device we would be using on the mountain – at the gym we have to use the Grigri because of Brazilian laws: they are more secure for catching falls due to a self-lock mechanism. The traditional tube style belay device is much lighter and is generally seen as more effective for lead climbers due to there being no auto-lacking mechanism. We got ourselves a Petzl Reverso, which has the same basics as a standard belay device though is also good for climbing with two ropes (over difficult terrain where you aren’t necessarily going in straight lines), and also for belaying two climbers at once. Since we will be using this type of belay device in climbing the mountains in Bolivia, and since mis-use of the device can easily lead to falls… we thought it would be good to train with people who knew how to use it properly…

And so we went, and improved we have!

Arriving at the rock at about 9am, we were presented with easy grade three climbs to start off with. These grades we did find very easy and were effectively strolling up them. Getting used to the belay device wasn’t too hard either. You just always need to remember to keep the rope tightly secured beneath the device, quickly giving slack to allow a climber to keep going up, and bringing your hands back down again, below the device. With Fabio, Mineiro and Adebas from the gym keeping a close eye on us, we soon built our confident. After lunch, some harder climbs were mounted including the grade five I had struggled with for a long time before finishing the other time, and another which was new… different. It looked pretty vertical to me, that’s for sure. Adebas didn’t tell us what grade it was at first… just for us to give it a try. I went first.

After struggling a little at the beginning and falling a couple of times, I managed to find some rock crystals to put my toes on and grab hold of with my finger tips. Slowly but surely, I was able to make my way up. It was not until I passed the hardest part of the climb that Adebas called up to say that it was a grade 7A – something I just learned now is the first of climbs which are considered “Sporting” grades. And I managed it! The view from the top felt pretty special – better than the views from just a few metres away along the rock where we climbed the grade 3s…! At the same time though, something left me slightly unsatisfied. Not sure exactly what it was… maybe because I know we still have loads of work to do and this is still just the beginning. Natalia managed to do it as well, which was great (though she was mad with herself for using one of the metal bolts in the cliff to help support her weight as she climbed… but she used them much less than others there, so it was still great!).

And then, just before sunset, back to the grade five… both Natalia and I managed to climb it first time in just about five minutes or so… at least it seemed really quick, anyway! I think I almost felt better in managing this than I did with the 7A! But all the same, with the way we managed with the belay device and the different climbs, we were both extremely happy with the day. It was a fitting end to see one of the more impressive sunsets we have seen for a very long time just as we packed up all the gear.

So next week, we will be on the plane to Bolivia, and greater… and much higher challenges.

Às 6h nos levantamos e começamos a arrumar as coisas, enquanto um separa os equipamentos o outro vai fazendo o café da manhã. Refeição essa que deve ser caprichada ainda mais para um dia de muita escalada.  No menu de hoje uma cumbucona de banana e maçã picada com mel e granola, para beber  suco de maracujá e amora.

Saímos de casa às pressas para a Casa de Pedra,  ponto de encontro das saídas da Kaiporah, lá encontramos com conhecidos e outros nem tanto. Galera animada e ansiosa.

Seguimos para Pedra Bela, estamos empolgados em voltar pro lugar do nosso primeiro contato com a rocha. No carro da Letícia (estagiária da Kaiporah) o Ben encosta na janela e dorme praticamente o caminho todo, eu vou papeando com o Leandro e a Letícia coisas de trabalho, de escalada, de vida e tudo mais o que surgisse de assunto.

Chegando na pedra tudo pronto, vias armadas, tenda com água e equipamentos e o Fábio, Mineiro e Adebás nos recebem com avisos, explicações e cuidados. O que mais me deixa segura nessas escaladas é poder contar com eles ali. A escalada é um esporte perigoso mas saber que temos como responsáveis 3 caras que além de experientes são muito cuidadosos nesse quesito deixa todos mais relaxados.

Subimos uma via de terceiro grau, e foi realmente um passeio sem dificuldades. Enquanto o Ben tirava umas fotos eu fiz segurança para quem precisava, aja braço. Depois começamos a treinar a segurança com o reverso. A dinâmica entre fazer a seg com o Gri-Gri e o Reverso muda bastante, e os riscos também. Enquanto no Gri-Gri você pode soltar a corda que o equipamento trava automáticamente com o reverso soltar a corda da mão direita é sinônimo de corda solta e de escalador sem segurança alguma.  Escalada é um esporte que exige atenção então o medo de perder a corda não me passa pela cabeça ainda mais quando se pesquisa as vantagens e diferenças entre os dois métodos de segurança (o reverso é um freio tubo com funções de freio dinâmico, o que absorve melhor o impacto na hora da queda permitindo correr um pouco de corda já o Gri-Gri é um freio estático então não permite que a corda corra na queda o que pode ser perigoso em quedas longas).

Com a atenção do Mineiro começamos a experiência de subir e descer no reverso. Fomos muito bem para ser sincera. E assim foram 3 vias de terceiro grau, uma de quarto superior e uma que no começo não tinha nível porque o Adebás não queria assustar. O Ben foi o primeiro a encarar, reclama daqui reclama de lá, tenta por um pé aqui outro lá e aos poucos ele vai conquistando cada agarra e cristalzinho. Passou o crux que ficava logos nos primeiros  movimentos e depois passeou até o fim da via. Lá de cima parou e observou um pouco a bela vista. Desceu e lá fui eu tentar subir. A essa altura já estávamos todos assustados ao saber que a via sem nível na verdade era um 7a. Demorei um pouco para encontrar os pés bons e quando achei me apoiei  e me equilibrei o problema foi me ajeitar no quarto move. Escorreguei, recomecei, troquei de pé, tentei melhorar as mãos… Suei para conseguir passar e só passei porque uma hora segurei na costura para poder ajeitar as mãos.  Com o sol na cara e a certeza de já ter passado o pior fui dominando e subindo até o fim. Lá em cima tirei a sapatilha, sentei, massageando meus pés contemplei cada pedacinho verde daquela paisagem.

Para finalizar um quinto grau em que da primeira vez ficamos mais de meia hora cada um para conseguir. Hoje nem parecia a mesma rocha de tão rápido e despreocupados que fizemos.

O bom de voltar as mesmas vias na rocha é poder conferir a nossa evolução e perceber a importância dos treinos indoors.

Agora é só se preparar para um mês sem rocha e escalada na Casa de Pedra mas de muita novidade no montanhismo no gelo na Bolívia.