Ele lá e Eu cá

Posted: May 15, 2012 by Natália Almeida in English, Nutrition, Português
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O Ben passou o final de semana em Nova Iorque, e como eu disse antes, nada de férias e sim muita correria para conseguir em pouco tempo comprar tudo o que falta de equipamentos para a viagem para Bolívia, fazer contatos em relação ao projeto e a possíveis exposições de suas fotos em galerias e também conhecer a cidade que ele ainda não tinha visitado.

A chegada dele não foi tão ruim quanto ele esperava, na verdade foi bem pior. O coitado ficou numa fila de mais de 4 horas para imigração sem acesso água e cadeira para sentar. Ele e toda a fila não tinham coragem de questionar as condições com medo de ter a entrada impedida. Quando ele me contou isso eu fiquei imaginando como seria se os americanos fossem tratados assim na nossa entrada. A própria imprensa brasileira iria massacrar a burocrácia e a falta de respeito.  Iriam falar absurdos. E nós brasileiros e pelo jeito europeus somos desrespeitados e nada é dito. Mas tudo bem depois de muito viajar descobri que deve fazer parte de nós nos diminuir e dar valores e medidas diferentes entre nós e os outros. É como diz o ditado: “ A grama do vizinho é sempre mais verde”, não sei quem disse isso mas com ceteza era um sábio.

Depois desse pequeno desabafo, deixa eu contar um pouquinho do meu final de semana, sem grandes novidades isso eu vou deixar para o Ben que deve estar cheio.

Sexta uma enxaqueca me jogou no sofá e só saí de lá para fazer uma jantinha (purê de batata, figado e salada de radichio), acabei engrenando numa série na tv e tentei dormir. Coisa muito difícil de se fazer quando o Ben não está em casa. As gatas fazem barulho e eu fico achando que alguém está entrando no apartamento – detalhe eu moro no 4 andar e os vizinhos do prédio são casas. Com muito esforço consegui tirar cochilos longos.

Sábado acordei cedo mas cansada, comi um café da manhã (mamão com granola e suco de manga), e fui dar uma volta pelo bairro, a ideia era andar pelo parque mas como o tempo não era dos melhores não quis arriscar chegar ao Ibirapuera e chover.

O bom de andar por aqui é re-descobrir o bairro, a Vila Mariana sempre me pareceu um bairro velho, e sem muitas novidades, mas de uns tempo pra cá muita gente nova tem comprado e alugado casas por aqui o que acaba gerando surpresas. Descobri um brechó muito gracinha e com coisas legais, não comprei nada porque estamos em fase de poupar e não de gastar. Andei pela feira que tem aos sábado, e foi bom para lembrar da época em que morava no Jd Brasil e todo sábado tinha feira na porta de casa.

Passei na Casa de Pedra  fiz umas travessias e olhei um pouco da galera fazendo boulder. A caminho de casa dei uma caminhada pela Paulista e depois nada como ficar no quentinho de casa, ainda mais quando a dor de cabeça não desistia de ir e voltar.

Domingo acordei cedo, Dia das Mães e eu havia prometido ir ver a minha avó Tita, tomei um café na padaria (pão na chapa e café com leite, o café da manhã predileto dos paulistanos). A Tita é uma pessoa que eu quase não vejo, na realidade só em datas festivas. Ela sempre morou num  bairro afastado e a falta de carro nunca ajudou nesse problema. Depois de lá ida a casa da sogra do meu pai, muito papo, risada e lasanha.

A melhor parte do final de semana vem agora, final do Campeonato Paulista, Santos e Guarani, e num jogo bem gostoso de assistir terminei com a alegria de poder gritar: TRI CAMPEÃO.

Além do jogaço, meu pai é a pessoa mais histérica do mundo, o homem gritava por tudo, por gol, por falta, por impedimento, por escanteio, por chute, literalmente gritava por tudo. Aí me rachei de rir dele todo nervoso em frente a Tv. Para melhorar o resto da tarde a Regina ( minha madrasta e quiroprata) colocou minha coluna e cervical que estavam toda torta eu diria, cada mexida que ela dava tudo estralava e o melhor foi que depois dessa sessão a dor de cabeçå sumiu e pareceu que 10kg que estavam nas minhas costas sumiram.

Segunda de volta ao trabalho, o que para muitos é uma tortura mas que eu até gosto. Com surpresa de ter de volta o Diretor do P24h, Juan. Já fazia quase 2 meses que não podíamos contar muito com ele, e estávamos nos virando pra tentar compensá-lo.

Por isso termino esse post desejando à ele toda a sorte e força do mundo. E é muito bom tê-lo de volta a bordo desse barco de piratas loucos que é esse Polícia 24h.

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