Salar de Uyuni

Posted: June 3, 2012 by Natália Almeida in Português
Tags: , , , , , ,

Antes mesmo de pensar nessa viagem a Bolívia eu sempre quis conhecer o Salar do Uyuni. Nas férias passadas, quando fomos a Galápagos, eu tinha 10 dias a mais de férias que o Ben, fui para Argentina e o plano era viajar de onibus de Buenos Aires até Potosi a cidade onde fica o Salar. No fim das contas acabei tendo que diminuir minha estádia na Argentina porque meu irmão que morava na Irlanda na época estava no Brasil e iria embora antes de eu chegar.

É possível que você nunca tenha ouvido falar deste lugar e ao imaginar um salar veja um lugar chato e sem grandes atrativos. Muito pelo o contrário, se der um busca na internet verá fotos dessa imensidão branca. O Salar do Uyuni é o maior do mundo, tem 16 mil km2  e estimadamente 100 m de profundidade, e o mais curioso é que continua crescendo graças as chuvas. Quando está molhado parece como um grande espelho e o efeito do reflexo é incrível.

Em La Paz está cheio de agencias de turismo oferecendo pacotes para o Uyuni de 1 a 3 dias. Pesquisamos em várias e os preços e opções variam muito. Escolhemos um pacote de duas noites e 1 dia com diversas atrações inclusas. A dica que já dou é que fechando pacotes em La Paz as informaçõe são meio perdidas e mentirosas eu diria. No nosso pacote estava inclusa a Gruta de las Galáxias, chegando em Potosi o Guia nos informa que só é possível visitá-la em um pacote com dois dias. Uma pena mas também não valia a pena brigar com o guia lá por ago fechado com uma outra agência na capital.

De La Paz a Potosi fomo com um onibús de viagem como os do Brasil, que serve uma comida bem gostosa, fornecem cobertor e traveseiro. A estrada nas primeiras horas da viagem são boas mas nas últimas 4 horas não sei o que tinha mais buraco ou pedra. Um sacolejo só. Outro problema é que no meio da viagem acordei assustada me sentindo em um forno assando. O motorista não regulou a temperatura e estava muito quente. Mas nada que um pedido educado não resolva e o ar-condicionado não voltasse a funcionar.

Ao todo são 11 horas de viagem. Ao chegar a cidade é pequena e curiosa. Muito frio e poeira te esperam ao descer do onibús. Aqui comemos um café da manhã delicioso: omelete. Paquencas de quinoa e chocolate quente.

Saímos para o tour em uma van com mais 5 pessoas: o guia, um argentino e sua namorada canadense, e dois garotos suíços. O argentino já conseguiu irritar o guia em menos de 10 minutos e daí em diante tivemos que aguentar um guia de mal-humor.

Mas vamos as atrações:

Cemitério de Trens:

Num grande deserto há diversas carcaças de trens abandonadas, enferrujadas e com diversas adaptações eu diria. Parece como um grande playground, e é impossível não voltar a ser criança e se divertir em seus balanços, gangorras, tentar levantar pesos tudo feito com as sucatas das máquinas. O que mais me chamou a atenção é um rosto todo aramado, uma obra de arte.

O Ben até pediu pra voltar mais tarde de tão fotogênico que ele achou o lugar.

Salar do Uyuni:

Estar nele so me fez tentar calcular o que é mais impressionante seu tamanho ou a beleza de suas rachaduras e reflexos. Para quem gosta de fotos diferentes aqui é um ótimo lugar para experimentar. Como é tudo branco e plano se perde bem a noção de profundida e distância e se pode criar vários efeitos.  Lá também tivemos a oportunidade de conhecer o Antigo Hotel de Sal já deativado. Ele é todo construído em tijolos feitos de sal e inclusive seus movéis era feitos do mesmo jeito.  Fechou por causa de uma nova lei que proíbe construções de casas e hotéis dentro do salar para evitar a combinação.

Incahuasi:

Um parque no meio do salar com cactos milenares que chegam a 12 metros de altura. Algas marinhas gigantes petrificadas, e Llhamas que pertencem aos caseiros. É cobrado 30 bolivianos para visitar o parque. Aqui também é a parada oficial do almoço. Seguindo as trilhas é possível ter uma vista panorâmica do parque e do salar.

O dia foi bem corrido e a volta a La paz não foi tão confortável. Chegamos a capital às 6h e para nosso azar o dia só estava começando mesmo. Pegamos um taxi direto para o hotel (Casa Hermanos Manchego) – antes de irmos ao Uyuni havíamos combinado de chegar às 7am e que deixaríamos nossas malas grandes com eles – apesar do acerto esperamos do lado de fora até as 8h30. Cansados, irritados e com fome resolvemos ir tomar um café da manhã pelos arredores.  Já alimentados voltamos ao hotel e esperamos mais 20 minutos. Tentamos mandar email e telefonar mas não obtivemos respostas. Estavámos começando a pensar em ligar para a Polícia ou até mesmo de tentar abrir a janela para pegar nossas coisas quando finalmente Fortunata a funcinária responsável pelo café da manhã chegou. Toda sorridente veio toda desinformada perguntando porque chegamos tão cedo. Explicamos que já estavámos lá há mais de 3 horas e que só queriamos nossas malas que iríamos ficar em outro lugar. Ela insistiu para ficarmos mas já havíamos pensado antes de mudar de hotel, na Casa Hermanos nunca tem ninguém para pedir explicação ou dicas, e como ficar na casa de alguém emprestada. Pegamos um taxi e viemos ao outro lado da cidade onde achamos um albergue onde pudemos dormir, tomar um banho quente e saber mais sobre o que fazer.

Comments
  1. carmem says:

    Lindas fotos!!!! Já é bom pra se acostumar com o branco dos polos!! hehe Aproveitem! Bjs

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s