Um time perfeito

Posted: June 12, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Hiking, Mountaineering, Português, Training
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Os últimos 6 dias não foram fáceis. Tivemos momentos de frustração, enfermidade, exaustão, frio, fome… Mas não foi tudo ruim não, nessas horas a habilidade de manter o bom humor e ser companheiro é uma arte onde todos do grupo se mostraram mestres.  Por falar em equipe , já não sei direito se contei um pouco de cada um deles pra vocês, e mesmo se já tinha falado tenho a certeza que agora tenho uma opinião mais consolidada sobre cada um, todos muito diferentes mas com uma essência que se completa.

Vou começar pelos guias, Caleb o nosso guia americano vindo direto do Alaska, com seus 27 anos já tem muita experiência de montanha e além de guia é instrutor de diversos cursos de montanhismo, salvamento, técnicas avançadas entre outras coisas, recém-casado e o assunto que mais gosta é sobre sua esposa e sobre como está confuso sobre o futuro, ficar ou não ficar no Alaska. Pra mim é o típico americano perdido dos filmes adolescentes, acredita em todos os mitos sobre a América do Sul, namorou a vida toda a mesma garota e se sente o homem mais sortudo do mundo por ter se casado com ela. Meio calado e desorganizado em relação a alimentação, a frase que mais se ouve dele é “Hot drinks!” fala essa que tem seus momentos felizes e outros irritantes – é assim que ele nos acordar às 2h30 para começar a caminhada. Um rapaz alto e magrelo parece ter mais de 30, mas isso certamente é culpa da exposição constante a sol e ao frio das montanhas.

José, nosso guia local, uma das pessoas mais cheias de vida que já conheci, sempre sorridente, brincalhão e querendo sempre nos ajudar, é com certeza o anjo da guarda de todos nessa viagem. Ele é o responsável em nos levar a todos os lugares, a garantir que caso alguém desista da montanha volte ao acampamento com segurança e está sempre de olho se estamos confusos com todos os equipamentos que temos que carregar durante a longa caminhada ao pico. No seu carro sempre ouvimos o bom e clássico Rock´n Roll com muito ACDC, Black Sabbath e Queen. Ouvimos seus comentários em um espanglish. Sempre que vê eu e o Ben nos saluda com um bom paulistano “Tudo joia?” seguido de uma longa risada. Nos dias de cama dentro da tenda sempre vinha checar se eu estava bem e pedir para eu sair da tenda para não ficar com dores de cabeça. Com seu jeitinho preocupado e observador nos deixa seguro para encarar os próximos desafios.

Augusto, um italiano que vive no Texas, consegue imaginar a mistura disso? Com certeza sua imaginação não faria jús a figura em questão. É ele quem inicia a maior parte das conversas sempre com perguntas e histórias interessantes. Esse musicista e pesquisador cientifíco é sim uma combinação de incoêrencias. A começar pela vida profissional, estudou piano clássico e música por boa parte da adolescencia e vida adulta, como virou pesquisador cientifíco ainda não consegui entender como alguém tão ligado a arte e a criatividade pode ir para uma área tão técnica e burocrática. Um verdadeiro romântico e um solteiro feliz, ainda busca encontrar aquela paixão eterna. Um pouco hipocondríaco, e isso ele assume, foi o que mais se preocupou com meu machucado na boca e praticamente me levou até o médico. Nos dias do acampamento é o que sempre tenta melhorar a qualidade nutricional da comida, tentando fazer com que Caleb evite frituras e comidas picantes. Super empolgado com esse projeto, o tempo todo nos dá ideias e novas opções de mídias e patrocínios.

Kirk, não tem tempo ruim para esse americano de NY que parece a mistura de diversos personagens filmes, antigamente trabalhava em trade markets, hoje é técnico de Hóquei. Tem histórias incríveis dos 3 anos que viajou pelo mundo. Nesse tempo escalou picos como Aconcágua, Kilimanjaro. Mt Mckinley e Cotopaxi, viajou pela África de bicicleta, conheceu os Himalaias nepalês, não satisfeito ao chegar nos EUA resolveu cruzar o país de bicicleta. Um exemplo de superação e alguém que nos faz acreditar ainda mais como esse nosso sonho é possível e que depende de nós mais do que qualquer coisa. Sempre vivaz e nos fazendo rir. É a força motivacional do grupo.

A equipe se completa com os dois personagens que nem precisa de introdução: eu e o Ben.

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