Segurança e técnicas de auto-resgate

Posted: June 15, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Hiking, Medical, Mountaineering, Nutrition, Português, Training
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Todo mundo por aqui deve saber que nós nunca estivemos numa montanha, logo nunca enfrentamos os perigos que existem ali. Por isso o terceiro dia foi um dia de se aprender. Também não queríamos forçar os que estavam doente e mesmo Augusto ainda não estava 100%. Acordamos umas oito da manhã, nos reunimos para um chá quente e cereal. Demos uma caminhada pelo lago, brincamos com um estilingue boiviano que Kirk tinha comprado no primeiro dia. Depois nos reunimos para treinar tipos de nós. Os principais foram: oito – o nó mais usado no montanhismo e também na escalada da rocha, “eight in a bite” , prusik, clover, fishmen, e outros mais. Aprendemos onde deve ficar a sua ancora, o texas kick, o prusik de segurança, e como deixar sua cadeirinha mais segura com carabinas no seguro.

Como não temos fotos e esse monte de nome de no deve parecer grego, segue um vídeo mostrando como se fazer esses e outros nós tão importantes para o escalador:

Depois aprendemos que em caso de queda numa crevasse o certo é deixar os pés longe das paredes, porque o crampon pode segurar bruscamente e você acabar girando o corpo, não se deve soltar o ice axe e assim que possível craválo com as duas mãos na parede usando-o como breque, entendido isso depois de compreendido o posicionamento fomos para a rocha para aprender como sair de dentro da crevasse, subindo com a ajuda do texas kick.

Vídeo demonstrando o uso do Texas kick:

Fomos até uma rocha velha e que me dava medo só de olhar a cada agarrada as pedras se soltavam. Mas de acordo com o Caleb era segura se pendurar na corda e se içar até mais ou menos 10 metros do chão. O primeiro a tentar foi Augusto, que por ter uma cadeirinha de fita simples, não conseguiu nem sair do chão, falando português claro, as fitas amassavam as bolas dele. Desistiu e foi a vez do Ben que teve um pouquinho de dificuldade no começo, é complicado se equilibar e tentar se sustentar tão perto do chão, mas ele conseguiu, dificuldades na descida também superadas, chegou a vez de Kirk que tinha uma cadeirinha parecida com a de nosso parceiro italiano mas o nosso super homem não teve problemas, até brincou com o aperto na virilha. Finalmente chegou minha vez, por causa do vento forte estava com um pouco de sinusite mas me esforcei e encarei a tarefa, todos dando o suporte e falando que eu etava indo muito bem, fui subindo, subindo e subindo até que Caleb riu e perguntou quando eu ia começar a descer, dei graças por poder começar a descida. Treino terminado hora de voltar ao acampamento, com a sinusite mais forte e os ventos também a volta não foi das mais agradáveis. Chegando no acampamento vesti uma touca e me enfiei dentro da barraca não saindo nem pra comer. De lá pude ouvir eles combinando a nossa primeira saída para a montanha, às 2h30 da manhã começariamos a caminhada sentido ao Pequeño Alpamayo. Comemos um macarrão e dormimos ansiosos.

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