Huayna Potosí – lá vamos nós

Posted: June 19, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Hiking, Mountaineering, Nutrition, Photography, Português, Training
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Obrigada Augusto por sua foto!

Mais um dia de decanso em La Paz, e acordamos já irritados com o fato de a água quente ainda não ter chegado ao quarto 206. Descemos para o café da manhã, e de lá fomos pedir um outro quarto para poder tomar banho, a recepcionista me pede paciência novamente e diz que vai mandar alguém. Outro rapaz vem verificar e vê que não tem jeito. Ao descer a recepção novamente uma discussão para a recepcionista nos ceder outro quarto, mas problema resolvido e lá fomos nós ficar limpos antes de começar a arrumação das malas e mochilas.

Nesse dia nenhuma grande novidade. No dia seguinte saímos cedo para o acampamento base do Huayna Potosi, na frente do hotel ao invês de José e seu Land Cruiser 91, estava Miriam a gerente da Agência local, e dois táxis. As malas já tinham ido mais cedo. Alguns quilômetros a frente encontramos o sorridente José e seu carro já todo pronto. O caminho do centro ao acampamento base leva mais ou menos 2 horas, em uma estrada que na minha opinião deve ser a mais nova Death Road. Entre uma curva e outra brincamos que temos que calcular o peso para  lado mais longe do precipício. A poeira e o deserto nos acompanham até um cemitério. Parada obrigatória para fotos. Enquanto o Ben e Augusto se deliciavam com as fotos das mini capelas e louças, eu ouvia a explicação de José, O cemiterio é para os mineradores que morreram nas antigas minas de zinco. Muitos trabalharam lá anos atrás, mas com o preço baixo do mineral acabaram fechando. Mais a frente passamos por toda a estrutura das minas, ainda de pé mas bem deterioradas.

Alguns minutos depois descemos no acampamento, a ideia inicial era acampar mas como tinha muita neve, Caleb optou pelo refúgio. Nos arrumamos em colchões, e Kirk nos convidou para um hiking. A ideia me pareceu ótima e seria uma boa oportunidade para treinar nas botas plásticas. Augusto começou a ter problemas estomacais de novo e decidiu ficar e descansar.

A caminhada por entre pedras foi difícil, não confiava em minhas botas grandes e pesadas, e escorreguei em muitas pedras, nos locais com neve era ainda pior. Com calma e me irritando em alguns momentos logrei chegar ao topo. Ao fim uma pedra lisa e que para mim parecia um escorregador era a parte final. Me neguei em pisar mas com a insistência do Ben e do Caleb encarei o desafio com muito medo. Sobrevivi, mas ainda tínhamos que descer. Kirk me ajudou com as botas, apertou bem no tornozelo e me deu dicas de como seria melhor. De volta ao refúgio cochilamos enquanto Kirk ainda caminhava nos arredores.

Acordamos uma hora depois e começamos uma partida de Uno, todos menos Augusto que não tinha melhorado nada. As regras do jogo me pareciam confusas e Caleb inventava coisas novas que nos deixava com dúvidas sobre de quem era a vez a todo momento.

No fim, o Ben ganhou e tivemos que aguentá-lo se chamando de rei do Uno o tempo todo.

Às 21h, finalmente uma refeição quente, macarrone cheese com atum. Comi um pouco porque não me parecia a melhor comida do mundo. Augusto pulou a refeição e os outros se esbaldaram.

Hora de dormir, amanhã será um dia puxado, a trilha até o acampamento superior prometia ser curta porém complicada.

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