La Paz igual a descanso

Posted: June 24, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Hiking, Mountaineering, Photography, Português, Training
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La Paz é uma cidade bagunçada e um tanto caóticas, carros vem e vão a todo instante e respeito ao pedestre é algo que eles realmente não aprenderam na auto-escola. Uma briga de carros e pessoas que vão e volta sem parar no meio da fumaça e da poeira. O barulho de buzinas gastas, motores velhos, carburadores furados e de pessoas falando são a trilha que embala sua estada pelo centro. Para chegar a Calle Illampu, onde fica nosso hotel, passamos por diversos mercados de ruas e barracas vendendo das coisas mais comuns ao mais bizarro. Mesmo com todo esse caos a me esperar não tem como não sentir aliviado em poder descansar. Ouvir a palavra La Paz soa como calmaria, descanso, noites bem dormidas, banheiros limpos, comida quente e variada, acesso a internet e todo o luxo que estamos privados no acampamento. Não que eu não goste de acampar, aqui na Bolívia tem sido uma experiência de dois lados, boas conversas, caminhadas, lindas paisagens mas de outro muita dor de estômago, uma doença que não para e pouca comida. Me anima sempre a cada novo acampamento que vamos, mas a frustração de ainda não ter conseguido um pico me persegue e invade meus pensamentos a toda hora. Tenho consciência que não tenho controle sobre esse mal que anda me afetando e que me enfraquece a cada retorno. A vinda para La Paz me enche de esperança, vir a capital é sempre sinônimo de fim de uma etapa mas também de recomeço. É daqui que começamos e é aqui que terminamos, logo mais uma chance de recuperação antes do Illimani.

A noite saímos para comer no Café Banais, ver o Augusto melhor foi bom, pena que daqui para frente não teríamos mais a sua companhia ou a de Kirk, eles fecharam o pacote de 14 dias que se encerrava essa noite. No dia seguinte partiriam para o Uyuni numa viagem de 3 dias conhecendo o salar, as grutas e as lagoas com flamingos.

Volto para o hotel e não ter nenhuma dor de estômago só me deixa mais animada. Vamos dormir que amanhã é dia de passear e levar os nossos 2 parceiros para conhecer a porte cult da cidade, do outro lado da avenida Perez Velasco tem uma infinidade museus, catedrais e galerias. O destino na verdade era a Calle Jaen a mais antiga da cidade.

Acordamos atrasados para o café da manhã mas mesmo assim conseguimos chegar a tempo. O dia foi cheio como imaginamos e o passeio agradável. Entramos no museu de intrumentos musicais e nos divertimos muito, por 5 bolivianos você pode conhecer um pouco da cultura musical local e tocar muitos dos instrumentos expostos. Depois fomos a um café que fica no fim da rua, onde comemos sanduíches e bebemos capuccino. O Ben e o Augusto provaram Chocococo, que é um chocolate quente com leite condensado, mais gostoso do que imaginei. 

Depois de muito passeio hora de voltar ao hotel e arrumarmos as malas seja pra ir para o Illimani ou para o Uyuni. Uma despedida breve e a certeza do reencontro quando voltarmos da montanha.

Arrumar a mala parece cada dia mais simples, e dessa vez fica fácil saber escolher o que fica no hotel e o que levamos. A noite chega e junto a fome, ligamos para Caleb e vamos ao Lunas, um restaurante bem perto do hotel. Lá conversamos sobre o que nos espera em Illimani e comemos uma lasanha vegetariana. Voltamos para o hotel e combinamos de sair amanhã às 9am.

Agradecimento a Augusto por suas fotos aqui nesse post.

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