Archive for August, 2012

 

Com o fim do ano se aproximando e nossas férias também, começamos a planejar o grande treino de ciclismo.

Uma viagem com mais de 1000 kilômetros e mais de 15 dias de duração precisará de bastante equipamento, alguns são bem óbvios, outros nem tanto.

Tenho lido nos últimos meses muito sobre bike touring e dei uma conferida nas listas de oque levar de viajante experientes, combinei essas listas e acrescentei ou tirei coisas.

Ainda não estou 100% seguro de quais peças sobresalentes devemos levar, mas isso não deve ser um grande problema já que não estaremos distantes da civilização em momento algum.

Aqui segue a lista inicial, acredito que aí ainda entrarão coisas.

Aceitamos dicas!

Acessórios presos na Bike:

•Alforges dianteiros e traseiros

•Bolsa de guidão

•Selim confortável

•Bar-end no guidão

•Suporte Caramanhola + Caramanhola (2)

•Ciclocomputador

•Luz traseira

•Farol dianteiro

•Espelho

•Buzina

•Paralamas

•Trava(para uma viagem uma u-lock não é ideal pelo peso excessivo)

Equipamento de Camping:

•Barraca 4 estações

•Saco de dormir 4 estações

•Isolante Térmico

•Saco estanque(para organizar tudo dentro dos alforges)

•Fogareiro

•Combustível Fogareiro

•Panela

•Talheres

•Filtro de água

•Dry Bag grande (prender no rack do bagageiro traseiro com a barraca)

•Mochila de ataque

•Capa para bike (fina, para uso de noite no caso de muita neve)

•Alfinetes (toda cicloviagem e acampamento tem seu momento gambiarra! esteja preparado para ele)

•Pratos

•Canecas

Roupas de ciclismo:

•Capacete

•Óculos

•Jersey (2 sendo pelo menos uma de manga longa)

•Shorts e calça para pedalar (2 ou 3)

•Luvas dedo longo

•Meias(2 ou 3) pelo menos uma de gore-tex

•Sapatilhas

•Fleece

•Pernitos

•Manguitos

•Cap ou bandana (usados por baixo do capacete previnem do suor escorrer nos olhos, e o cap com sua pequena aba ajuda a proteger do sol em momentos que o óculos fica muito embaçado, como em subidas muito íngremes)

•Balaclava

•Botas impermeáveis (capa de sapatilha)

•Segunda pele (base layer)

•Corta vento impermeável

Roupas para cidade/acampamento:

•Camisetas

•Calça

•Bermuda

•Underwear

•Chinelo/Tênis

•Toalha

Mala de comida:

•Refeições

•Snacks

•Tempero

•Pó de mistura para bebidas energéticas

Documentos:

•Passaporte

•Cartão crédito

•Dinheiro

•Passagens

•Cópias do passaporte(guardar separado)

•Seguro médico internacional

•Cartão telefônico

•Agenda de contatos

Gadgets e itens de viagem:

•Celular+carregador

•Lanterna de cabeça

•Câmera+carregador

•Mini tripé

•Mp3 player

•GPS

•Mapas, planilhas e planos altimétricos

•Canetas e marcadores

•Caderno anotações

•Cadeado

•Binóculos

•Adaptador de tomada

•Lanterna

•Bússola

•Apito

•Isqueiro

Ferramentas e peças sobressalentes:

•Bomba de inflar

•Espátulas e remendos

•Câmaras reserva

•Adaptador de válvula

•Desengrachante

•Lubrificante

•Raios (pelo menos 6 de cada medida usada nas bikes)

•Sapatas de freio

•Pneu reserva(dobrável)

•Cabos de câmbio e freio

•Porcas e parafusos variados

•Lacre plástico

•Taquinhos extra para sapatilha

•Luvas cirúrgicas (para mexer na corrente e no caso de primeiros socorros)

•Canivete de ferramentas

•Chave de raios

•Links de corrente

•Corrente exta

•Extrator de cassete (só faz sentido se levarmos um cassete extra)

•Canivete suiço

•Silver tape

•Alicate

Itens de higiene pessoal e primeiros socorros:

•Band-aid

•Anti-séptico

•Lenços umedecidos

•Gazes

•Analgésico

•Vaselina

•Anti alérgico

•Relaxante muscular

•Talco para os pés

•Carbono contra diarréia

•Zinco

•Papel higiênico

•Sabão (o mesmo para louça, roupas e corpo)

•Protetor Solar

•Protetor labial

•Repelente

•Escova de dentes

Something slightly different…

Posted: August 30, 2012 by Ben Weber in English, Miscellaneous
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An article published in The Guardian a few days ago about my aunt – if she is shown to be right, it would mean that I am Edvard Munch’s great-grandson… now that would be very cool!

Janet Weber, who believes she is the granddaughter of Edvard Munch

Edvard Munch was my grandfather, says Surrey-born nun

Janet Weber believes her grandmother had a fling with The Scream painter and is willing to undergo DNA tests to prove it

Mark Brown, arts correspondent
guardian.co.uk, Monday 27 August 2012 16.51 BST
A British-born nun has said she is willing to undergo DNA tests to establish whether she is the grandchild of Edvard Munch.

Janet Weber believes her grandmother, Eva Mudocci, had a fling with Munch which resulted in her becoming pregnant with twins in 1908. Mudocci never told Munch and the artist, in official histories, is said to have died childless.

Weber had never publicly spoken about her possible link to the artist until recently, when she was approached more or less at the same time by a Norwegian broadcast journalist and a British PR man researching a show in Milton Keynes by the contemporary Norwegian artist Pushwagner.

A programme about the link was broadcast in Norway two weeks ago, prompting interest including a reaction from Elisabeth Munch-Ellingsen, a great-great-granddaughter of Munch’s uncle Petter Andreas Munch. She told reporters: “This is fun for us, if it’s true.”

Mudocci, born Evangeline Hope Muddock, was a talented violinist who toured Europe with her companion Bella Edwards, a pianist, giving concerts. The two women were together for 50 years but Eva gave birth to twins Isobel (Janet’s mother) and Kai in December 1908.

Mudocci first met Munch in 1903, introduced by the composer Delius when she and Edwards were living in Paris. Munch was clearly taken with her lively personality and dark beauty as he wanted to make “the perfect portrait” of her, which he arguably did in his magnificent lithograph ‘The Brooch.’

They remained friends and corresponded with each other, but the question is whether there was something more which resulted in the birth of twins in a private clinic in the Danish city of Nykøbing Falster in 1908.

The twins came to England in their mid-teens. In later life Kai, an artist who studied under Augustus John, returned to Denmark, where he became mentally unstable and was hospitalised.

Isobel, meanwhile, studied music and went on to work at the BBC. She married a Swiss banker, lived in London and had three children – Bent (now 79), Sven (who died in 2001) and Janet, now 72.

Janet was born in Caterham, Surrey, and went to the Royal Ballet school until she was 15 before studying theatre. To the horror of her parents, she became a nun and has lived for the past 40 years in Connecticut, returning to the UK about twice a year.

The question of who her mother’s real father is has been there most of her life.

“My mother never knew for certain, she never got any information from my grandmother,” said Weber. “It was a bit of an anguish to her.

“My mother would have liked to have known who her father was but at the same time it was just difficult to talk about it, there were very few people she was able to talk about it with. And in the family it was to some extent a non-subject, even though we were intrigued.”

Weber has vague childhood memories of her grandmother and visiting her house in Notting Hill. “The house seemed very dark and there were lots and lots and lots of artefacts. She and Bella were cooking something on the stove and I have memories of acrid smells and artefacts and dramatic people.”

So is it true and can it ever be proved? The question of DNA testing has been raised in the Norwegian media and Weber has said she would be willing. She says she is not seeking money but would just like to lay the story to rest.

“I would be fine to do any test – it would lay to rest whether he is or isn’t, and because I’m the last one who can tell the story, for the sake of my nephews and nieces.”

Edvard Munch – The Scream

Depois da parada para água e repor as energias na padaria, continuamos a pedalada.

A estrada de terra era bem ruinzinha, muita pedra solta e poeira voando. Eu sem óculos tive que penar para manter os olhos abertos, algumas horas os apertei para não fechar ou frear de uma vez, qualquer coisa que eu fizesse podia derrubar quem vinha atrás ou me derrubar.

O teste daqui para frente foi de confiança, coisa que eu ainda não tenho tanto a essa altura, mas não me deixei abalar. Segui em frente. Devagar nas subidas e cuidadosa nas descidas. Fui vencendo cada metro.

Num determinado momento chamam a minha atenção “Ei,o pneu furou!”. Paro a bike, vejo o pneu traseiro baixo e me vejo muito sem ter o que fazer. Ainda não tínhamos comprado o kit de reparos, nem câmara extra ou qualquer outra coisa que pudesse me ajudar. Começo a empurrar a bike, o jeito ia ser esse, levar a bicicleta lado a lado até o fim. Mas ainda não ia ser agora que eu iria passar perrengue. Dois ciclistas pararam para me auxiliar. Tiraram a roda, tentaram trocar a câmara mas não era do mesmo tamanho então um remendo era a solução, não a mais rápida mas a que dava na hora. Foi bom ver como se faz, achar o furo, achar a farpa, lixar, remendar, encher, ver o lado certo do pneu e re-encaixar na bike. Tudo certo, hora de voltar a pedalar.

Ao chegar na balsa, encontro o Ben, André, Thelma e mais uns 3 ciclistas. Conto do pneu furado e da sorte de não ter sido a última do grupo.

Conversa daqui, conversa de lá. O André começa a questionar a minha velocidade nas descidas. Tira sarro e tenta me mostrar que meu medo é algo besta, que tenho que confiar mais. Do outro lado tento explicar da onde vem esse temor, mas logo vejo que é inútil. Eu não vou convencê-lo e ele não vai me convencer.

O que era pra ser asfalto!Saindo da balsa, finalmente asfalto, pena que não dura muito. A estrada está sendo re-capiada e a pista que iríamos pegar está uma quebradeira só.

O sol na cabeça o dia todo começa a me exaurir, e o fato de não ter comido praticamente nada o dia todo unido a muito exercício não ajuda.

Daqui pra frente vou me esforçando cada vez mais, e saber que a próxima parada é num restaurante me motiva a continuar. Ainda bem que as subidas e descidas são mais gentis e ao chegar no restaurante vou correndo pegar um prato e comer algo leve, gostoso e fortificante.

Saindo de lá, fiquei no grupo que iria pela rodovia, com o pneu remendado pegar mais trilha de pedra não me pareceu uma boa. E mais a frente vi que fiz a escolha certa. Pedalando na rodovia, percebi que meu pneu fazia um barulho diferente. Parei e vi que mais uma vez estava furado.

De novo peço ajuda, a galera para, olha e vê que o remendo soltou, mais uma vez: acha furo, lixa, remenda e enche. E lá vai eu pedalar de novo.

Sigo num ritmo bom mas sempre prestando atenção se tudo está certo na bike. Chegando na estação de Rio Grande da Serra a felicidade e a sensação de dever cumprido só para quando os funcionário da CPTM nos dizem que só poderemos embarcar de 6 em 6. Por sorte eu e o Ben estávamos na terceira remessa e conseguimos ir cedo para casa.

Antes de ir para casa, paramos na padaria para tomar um suco, uma sopa e papear um abocadinho.

Chegando em casa ducha e cama, o que mais poderíamos querer.

More cycling adventures have been coming thick and fast – during the week, we have been doing training such as riding up and down hills leading up to Avenida Paulista, and 50km rides through the city at night, just getting used to more and more riding. We have been slowly getting more and more things for our bikes as well – extra inner tubes, pumps, puncture repair kits, stands, speedometers – and we will need to get a whole lot more: spanners, keys, baggage racks, cycling shoes and pedals with clips (makes riding soooo much easier, though need a little while getting used to), oils… and plenty more.

But in the mean time, the cycling with the Bicicreteiro group has been going well, and the weekend before this last one, we went to Rio Grande da Serra, a nice 75km cycle ride away from the city on a route that would see us cycle there and get a train back. This week Paulo, who has relatively better experiences riding longer distances, joined us. At the meeting point by the smelly River Pinheiros (about 8km away from our house), there was a group of around 30 of us, though as the day drew out, the group split into a number of smaller pelotons as we went along the cycle path at our different paces, and tried to not get lost as there were parts where we took a little while to cross-reference what André had written in the route plan and with the different road names around us.

Though shorter than the previous routes, this was definitely harder (though again, quite picturesque, with us going by lakes outside of the city and taking short trips on the car ferries over these lakes) mainly due to more the different surface types – we went along gravel roads this time as well as the smoother asphalt highways. Incredible the difference it all makes – average speeds of around 30km+ per hour along the flats on the highways, with my maximum speed getting up to just over 60km going downhill on the smooth, well-made surfaces, whilst the steep cimbs up hill on these same highways saw people reduce to around 7kmph. Many got off their bikes on the gravel tracks. I managed to make it staying on the bike (much to my happiness!), though not without a good deal of aching in my legs and, with the hybrid tyres , I occasionally felt the bike slipping in the gravel and the bike losing grip.

Am definitely not a fan of falling off bikes: the thought of the pain in my chest when I landed on top of it after falling head-over-heals in Bolivia is somewhat off-putting, as is Natalia’s experience inBolivia when she suffered a similar fate though a few more cuts than myself; as a kid riding along I also had a good few bad experiences losing control, not being able to make the turns on roads and going into ditches and walls… not nice. So losing grip and falling off on the rough surfaces of these roads would definitely not have been very healthy. I think the actual speed you go needs to be a careful balance – though this is just my opinion: you go too slow and you are tense, your bike is more easily affected by the grit and stones in your way, whereas if you go a little faster, these stones will just pop out of your way. If you go too fast, however, and you do lose control – the loose stones are too big to budge, from under your tyre or you are stuck going into a turn, then you are that much more vulnerable to doing serious damage to yourself when you are fall.

Fortunately, we did not suffer any accidents like that, though the journey to Rio Grande da Serra wasn’t without problems… (to be continued)

Thanks to André for the photographs!

Fortunately no accidents like that for us this time, but there were other problems… (more to come)

A cada semana um novo desafio. No último domingo as dificuldades foram além das subidas e descidas. Para o desafio do Solo Sagrado virar o do Rio Grande da Serra você teria que multiplicar as ladeiras por 30, as avenidas com alto fluxo de ônibus por 10 e ainda por cima adicionar muita estrada de terra e pedra solta. Em contra partida as paisagens eram lindas e a Ilha do Bororé surpreendente.

Como sempre a saída estava marcada na estação Vila Olímpia só que dessa vez às 7h30. Acordar cedo é sempre o problema ainda mais depois de uma semana puxada. Fomos pedalando até a estação e no caminho paramos numa padaria para comer um bauru e beber um suco de laranja.
A pedalada para a estação não tem mais nenhum segredo e levamos 20 minutos, chegamos lá no horário exato e já tinha uma galera reunida. Todo mundo se preparando e papeando.

Encontro na CicloviaEncontramos o Paulo, e estávamos os 3 super empolgados com o trajeto e também por essa primeira experiência em equipe. De início seguimos juntos, na frente, pedalando e papeando e mantendo o mesmo ritmo. Na ciclovia fomos rápidos, ali eu me sinto segura pra ir numa velocidade maior, e o cheiro é um incentivo para sair logo dali.
Ao fim da ciclovia já enfrentamos uma subidinha cabrera no Grajaú. Eu infelizmente não consegui terminar em cima da bike mas foi por muito pouco. Não demorou muito chegaram outras subidas e descidas no bairro e o caminho até a balsa já foi bem cansativo. As subidas depois foram ficando fáceis e as descidas tensas, ainda mais com tanta lotação. As lotações se mostraram menos cuidadosas com os ciclista, num certo momento uma quase me derruba a sorte foi um carro estacionado onde pude me apoiar. Xinguei e gritei horrores, o motorista que ainda estava no carro me olhou assustado com a minha reação e só tive tempo de me desculpar e seguir pedalando. Porém aqui optei em ir pela calçada bem devagar.

Pegamos a primeira balsa e todos continuavam empolgados, deu pra notar que algumas pessoas já haviam desistido, mas o começo realmente não havia sido fácil. Do outro lado do rio uma nova paisagem, um novo clima e até parecia um novo ar. A mata atlântica por toda Igreja na Ilha do Bororeparte e a cidadela um verdadeiro encanto, uma igrejinha antiga onde estava tendo uma missa, gente sentada na rede e uma calmaria. Parecia que estávamos a quilômetros de distância da capital e pelo contrário ainda estávamos nela.

O charme da ilha nos distraia e tornava tudo mais agradável. as subidas não me assustavam e as descidas já estava começando a me habituar a pressão certo dos freios. Mais uma balsa e tudo vai ficando mais insólito, mais distante. Não há vestígios da metrópole, e o simples respirar já me acalma. Nesse trecho o asfalto dá ugar a terra batida, a primeira subida já faz diversos ciclistas descerem de suas bikes e subir empurrando, eu fui com cuidado e devagarzinho. Consegui!

No topo uma padaria comunitária é a parada obrigatório pra quem quer comer ou beber alguma coisa.

Daqui pra frente muita coisa aconteceu, mas isso eu vou contar no próximo post!

Agradeço desde já as fotos da galera do pedal!

Natália no Solo Sagrado

Natália no Solo Sagrado

O segundo treino de bike foi mais puxado. E ter feito no sábado ao invés de domingo não ajudou muito. Como domingo era dia dos pais, parte do grupo resolveu fazer o treino no sábado, um grupo pequeno de 9 pessoas. A saída estava marcada ara às 8 am na estação Vila Olímpia, como era cedo saímos de casa e pedalamos até lá. A cidade às 7vam no final de semana é perfeita para pedalar, até as grandes avenidas estão bem vazias. Levamos menos de 20 minutos até a estação.

Mesmo olhando o mapa antes não consegui saber quais seria o desafios dessa pedalada, iríamos para o extremos sul da cidade e passaríamos por ruas e avenidas que eu nunca antes havia passado.

O início foi bem fácil ciclovia da Marginal, aqui eu sempre pedalo forte porque normalmente é a parte do trajeto em que eu me sinto mais segura.  Mas também segura até que ponto, não sei se eu gostaria de ir sempre treinar ali, o cheiro é forte e o rio extremamente poluído. Em dias secos e de sol o odor é ainda pior e não sei se é saudável fazer exercício aeróbico respirando os gases que devem sair do rio. A única imagem que me faz pensar que não deve ser tão maléfico são as famílias de capivaras e as aves que vivem ao redor dele.

O caminho até o Solo Sagrado era recheado de subidas e descidas, avenidas grandes com grande movimentação de ônibus e carros, e ruas em condições péssimas. Durante a pedalada me questionei  sobre a escolha das ruas desse trajeto.

Eu pedalei super bem no plano e as subidas foram de certa maneira bem fáceis.  Só foi mais puxado numa das ultimas subidas, mas consegui conquistá-la sem descer da bike. Nas subidas eu sempre conseguia passar uma galerinha e ir pedalando na frente mas por incrível que pareça bastava chegar uma descida e eu ia pro último lugar. Só de ver que vai começar a descer eu paro de pedalar e tento segurar o freio a descida inteira. Nessa estradinha que leva ao Solo sagrado principalmente por que havia diversas curvas e era uma faixa pra ir outra pra voltar. Meu coração acelerava de medo e eu ficava toda tensa. Ver o grupo descendo super rápido só me dava mais medo ainda. Não sou tão fã de velocidade  assim e não gosto da ideia de não ter muito controle em caso de queda ou de aparecer um buraco pelo caminho.

Depois de mais ou menos  4horas chegamos ao templo. Lá um guia nos mostrou o lugar e fizemos um picnic. Para quem não sabe o Solo Sagrado é um templo da igreja messiânica localizado ao lado da represa de Guarapiranga. Conta com diversos jardins, espelhos d’água, espaços de contemplação e meditação. Pra quem não conhece vale uma visita.

The Circle South – route planned by O Bicicreteiro

Depois de uma horinha de descanso era hora de continuar a pedalada, aqui o grupo se dividiu, a maioria a seguir de volta pra casa e 4 (Eu, Ben, Ricardo e Weber) iriam seguir a planilha de volta a estação.

O trajeto agora me assustava, passaríamos pelo Rodoanel e pela Régis Bittencourt, onde o movimento de caminhões é grande. No caminho até o Rodoanel fui tentando me acalmar e pegar mais confiança. Chegando no rodoanel eu estava bem e ver que tinha acostamento ajudou a me deixar segura. Aqui como sempre o que eu ganhava frente nas subidas me passavam nas descidas. Em um certo momento o Ricardo foi atrás de mim me aconselhando, falando que eu ia mais rápido no plano do que na descida. Mas quando ele ficava perto de me acostumar minha imaginação fértil me bombardeava de ideias de coisas que poderia acontecer se eu fosse muito rápido e minha mão voltava instintivamente a segurar o freio. Um pouco antes de acabar o trecho do Rodoanel, achamos uma área verde com sombra e nos sentamos lá para mais um lanchinho. Todos os caminhões que passavam nos buzinavam como que nos apoiassem. No começo as buzinadas me deixavam intrigadas, eu achava que era uma repreensão mas depois vi que era uma forma dos motoristas nos darem um apoio moral.

O trecho da Régis foi mais complicada porque não tinha acostamento e os motoristas já não respeitavam . E a condição da estrada era péssima o que não nos permitia pegar muita velocidade. Ao terminar esse trecho respirei aliviada. Daqui para a estação foi um passeio.

Na estação todos decidiram seguir o rumo de casa no pedal. O Ricardo já morava por ali, eu e o Ben rumamos para a Ana Rosa e o Weber seguiu para Santana.

Ao chegar em casa decidimos ir até a padaria e pegar o buffet de sopa e assim terminar o dia de forma mais relaxada. Lá rimos e conversamos sobre os desafio enfrentados.

After the relatively flat and calm ride through the cycle ways of São Paulo, the Bicicreteiro group organized a ride that would take us a little further out of the city in the direction of Interlagos and the Solo Sagrado temple. A few more hills which required lower gears and a few more main avenues meaning more cars to deal with – not helped by the fact that we went on the Saturday (because of Father’s Day on the Sunday) meaning that there were much fewer cycle ways. With Father’s Day, it also meant that the group was much smaller this time with only nine of us – we were following a route printed out from André’s instructions, with a guy called Ricardo leading the way. We probably averaged around 20km/hour though had plenty of stops to work out where we were and where to go next.

The Circle South – route planned by O Bicicreteiro

The route started off at Vila Olimpia, at the cycle path along the River Pinheiros – probably one of the worst smelling rivers I have passed by in my entire life, in all the countries I have been to. It is just a slow-moving cess pool of filfth, filled to the brim with chemicals and pollution from people and industries. The local government has had the decency though to put in a nice long cycle path which must go for around 40km along the side of the river. I guess that as the cars are not killing off the cyclists fast enough, poisoning us all with the foul fumes from this stench hole might do the trick. Okay, sorry, I am being ungrateful – it is definitely nice to have the path there. Going along the path for about 8km, we turned off, went along the Marginal Pinheiros highway (extremely busy road with about six lanes of traffic in either direction), along the pavement, for a few hundred metres before crossing a bridge over the river and then moving up into Interlagos.

A bit of relaxation at the Solo Sagrado

It probably took us three or four hours or so to get to the Solo Sagrado which is only around 30km or so away from our start point. The Temple is a very nice and calm place above a lake, and we took the chance to relax and walk around, have a picnic on the grass and look at the giant carp. We even got a mini free tour from one of the people there, and Natalia saw a snake in the grass as we sat down – fortunately she only told me after we got up.

Going back was different – half of the group went back the way we had gone, while Natalia, Ricardo, myself and one other guy decided to keep following André’s route… which meant going along the Rodoanel and the Rodovia Regis Bittencourt (BR 116). The Rodoanel is a giant ring road around Sao Paulo which is used by all heavy traffic and as you can imagine, plenty of cars. We went along it for about 20km or so. The surface is smooth which definitely helped, and there is a hard shoulder, which helped even more so: the giant trucks and long vehicles passing by occupy the entirety of their lanes and you wouldn’t want to be in front of them steaming up behind you. These trucks come with a considerable amount of fumes coming out of them, and plenty of wind pressure which pushes you forward but also sideways – every time they went by, you could feel yourself and the bike getting bushed a bit to the side. The drivers all probably thought we were crazy, but fortunately everything was okay and I even quite enjoyed it – especially in comparison to the BR 116. This road connects São Paulo with Curitiba and is another main trunk road. There is a hard should but there are many more vehicles going off and on it than on the Rodoanel. The surface is much more patchy than the Rodoanel meaning that you had to pay much more attention to where you were going as this is not a road where you would like to fall off…

We all made it safe and sound though eventually, and it was lovely being back on the smelly cycle path a few kilometres north from where we started. Natalia and Ricardo pulled up the rear though it was good seeing Natalia increasing in confidence with downhill riding and also with her gears, even though theses gears needed a good adjustment. We felt better afterwards than after the ride the previous Sunday, and looking forward to the next ride.

Estação São Miguel Paulista (c) O Bicicreteiro

We got to really test our new bikes a week after buying them with the Bicicreteiro cycle group (www.bicicreteiro.org). This is a group of people who are training for the 100km ride to Santos, which will be taking place on 2 September. It is a good distance and though it will be largely downhill, there will be some pretty tough uphill sections and, should any rider get too tired in the middle, there won’t be much help in terms of public transport to take you back to São Paulo… so it is wise to stay in good shape for it. The group goes on training rides every Tuesday and Thursday night in the city of São Paulo – mainly practicing going up and down steep hills – and then longer rides on Sundays. We only joined the group towards the end of the first week, so missed the first few sessions, though we joined in time for a nice 85km ride going along the cycle ways in the eastern and northern areas of the megapolis, from São Miguel Paulista to Tatuapé, Parque de Joventude, Barra Funda and Vila Lobos before heading down towards Ibirapuera Park.

We went on a Sunday and there were around 60 of us in total, led by André Pasqualani. André is a cyclist who has had fantastic experiences of cycling with his Biomass project (http://bicicreteiro.org/projeto-biomas/) during which he cycled for over 6,000 kilometres through the Pantanal, Amazonia, Mata Atlantica forest; the Cerrado, and four other national parks… He aims to help increase enthusiasm for cycling in São Paulo – a city in which the general antipathy felt by motorists towards cyclists is spectacular in its scope; and a city in which I have spent five years psyching myself up to get courage to actually ride a bike because of this antipathy and the fear of drivers on the roads. Certainly a good cause as with all the smoke from cars on the streets of the city, having more people on more environmentally friendly means of transportation would definitely help.

Being in the group of 60 certainly helps with the fear – safety is definitely in numbers. One of the good things about cycling on Sundays is that many of the roads in the city have a lane closed off and dedicated to cyclists until 4pm, making it slightly safer for us all. However, this is just with some of the roads and we occasionally had to take some major avenues, so with all of us in the group, we were able to go largely with less worry about other vehicles not seeing us.

At Vila Lobos Park (c) O Bicicreteiro

Also, with the peloton, you can also get some aerodynamic support to make life easier: staying out of the wind by keeping close to the person in front. I got lost and separated from the group at the start and was riding around like crazy for a good half hour or so before I eventually caught up, and in riding quickly by myself, I certainly felt the wind in my face – it was nice catching up with the group and ducking in with them to stay in their slip stream.

The journey on this Sunday was pretty smooth and it was good for me as a first big ride back, and good for Natalia to start getting to know the bike better. We quickly noticed that our bikes needed a few adjustments – the seat on mine was slightly too low which led to me getting sore knees, whilst Natalia’s gears kept slipping whilst going into the lower range – fortunately there were not too many hills to go up meaning that she didn’t have to use these ones too often. We definitely do need to do a bike mechanics course though soon so we are prepared for if and when we really do need to adjust or repair the bikes when by ourselves on the road…

Estação São Miguel Paulista (Foto (c) o Bicicreteiro 2012)

Antes de mais nada desculpa o relapso das últimas semanas mas de hoje em diante o site vai estar mais vivo.

Nesse tempo algumas novidades no treino como nossa inscrição no 2º Desafio Bicicletas ao Mar, com treinos as terças e quintas saindo do parque do Ibirapuera e aos domingos com treinos de longas distâncias e que levam quase o dia todo, visando no último domingo (02/09/12) a viagem de 100 km até a cidade de Santos pela estrada de manutenção.

Domingo (05/08) participamos do nosso primeiro treino, um trajeto de mais ou menos 85km passando pelas principais ciclovias, ciclorotas e ciclofaixas de São Paulo, não vou escrever muito sobre como são 85 km porque não foram tão difíceis quanto eu imaginei, tudo bem que passamos por poucas subidas. E também o meu condicionamento físico está em dia com os treinos na CP.

O maior desafio mesmo foi acordar às 6am e sair para a Estação São Miguel Paulista, subir e descer as escadas com a bicicleta aqui no nosso prédo e nas estações. Chegando lá um grupo de mais ou menos 40 pessoas estavam a espera do André, um dos organizadores que por acaso estava no trem conosco. Saímos rumo a ciclovia, percurso de 10 minutos mais ou menos, chegando lá o André já me para e pede pra eu descer da bike, o banco estava mal regulado, ele ajusta checa e re-checa, e me acompanha até fim da ciclovia, me dá dicas sobre como trocar as marchas, como pedalar e cansar menos, posicionamento e tudo mais. Conversamos sobre esse projeto e sobre uma viagem que ele quer fazer do Acre ao Chile. Ele fala que viajar pedalando não é difícil, o segredo é cada um saber respeitar o ritmo e o limite do outro. Ainda mais numa viagem longa e extrema como a do 360.

Chegando na entrada do Parque Ecológico Tiête, esperamos todos chegarem para re-agrupar. Depois de uns 8 minutos o Ben chega, eu pensei que ele tinha entrado no parque porque eu era a última, mas conversando com ele descubro que ele havia se perdido e tinha dado uma grande volta para nos achar.

(Foto (c) o Bicicreteiro 2012)

 pra frente o grupo ficou mais junto e me dava medo andar com tanta gente junta e um tanto inexperiente, por isso optei em ficar no fundo, me senti a mais segura. O trajeto passou por todas as regiões da cidade e foi bom para eu ver que o contrário do que pensava São Paulo é muito mais plana do que montanhosa, indo da zona leste para a norte e depois para a oeste só subi nas pontes, e da oeste para a sul subimos a Hélio Pelegrino e depois a Cons. Rodrigues Alves para chegar em casa.

Em casa não estava tão cansada quanto imaginava, e o corpo sem dor, quer dizer a bunda depois de um dia no selim chega em casa dolorida, mas nada que um banho de banheira não resolvesse.

Cycling and São Paulo

Posted: August 9, 2012 by Ben Weber in Cycling, Training
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The Ribble Valley – a slightly more picturesque and safer place to cycle… (c) http://www.canisfamiliaris.co.uk

Phew! Sorry it has been a while since any updates. Busy days!

Well, a lot has happened – with the highlight being our two new bikes. Bikes are expensive in Brazil – twice what they cost in the United States. We wanted hybrid bikes as opposed to racing or mountain bikes, so bikes that are not too heavy but at the same time are built so they can carry baggage and be quite sturdy. Also, a good gear range was important.

It has been a long time since I have ridden a lot – when I was a kid really, I went with my older brothers Mark or Franklyn on bike rides around Lancaster and also the Orkney Islands (the way I learned to ride was when I was… I dunno, around seven years old on the islands, and my brother took me up to the top of a hill on the bike and just gave me a push… oh yes, I learned..!). The Orkney Islands were almost perfect for kids to ride around causing chaos on the bikes, and when we lived in Lancaster, we frequently went on rides of 40-60miles around the Ribble Valley and the area… so quite decent distances.

Merida Crossway

The bikes we got were a Kona Dew for myself and a Merida Crossway for Natalia (no more Konas). Both with 27 gears, so a healthy range to make life easier going up the hills (and we will definitely need these!). Natalia needs to learn how to use them first… that would definitely be a start! We finally got them setup for us by 6pm – the time it gets dark in São Paulo and, with no car, we had to ride them back a good 10km to our house. Not the longest distance in the world…

But São Paulo isn’t the Ribble Valley… it’s slightly busier and you are lucky if car, bus or truck drivers even acknowledge your existence to give you space. It isn’t pleasant, especially

Kona Dew

when you are getting back to grips with riding. And at night it feels even scarier, and riding along the roads in areas we know well just seemed a little bit more complicated not to get lost. We stayed off the main avenues though the going was pretty slow – and the gears hadn’t been adjusted properly at the store so they slipped in some of the lower gears – not particularly helpful.  

We made it back safe and sound eventually, and it was nice to see our cat again in the house. Riding along the roads made me remember why I had let my cycling slip since moving to a large city – but like it or not, we are going to get used to it and on Sundays at least there are hundreds of kilometres of cycle routes demarcated across the city, and we have found a group that does journeys along these as well as training sessions during the week… safety in numbers! So it will get better.

…And São Paulo… a slightly busier place for a cyclist to navigate…

Hora de pedalar

Posted: August 4, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Training
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Enquanto esse site anda meio parado a vida e a rotina dos 3 participantes desse projeto está em constante mudança.

Com muito treino, visitas em casa, aniversário do Ben a maior novidade são os nossos novos xodós: 2 bicicletas novinhas e perfeitas para o nosso treino.

A minha bike híbrida Merida vermelha  e a do Ben uma híbrida Kona Dew azul, já partimos para uma pedalada pelas ruas de Moema a caminho de casa, eu fiquei com medo dos carros mas nada que com o tempo eu não me acostume. O corpo não reclamou de nada, a única dificuldade foi chegar em casa sem pegar grandes avenidas ou a Av. 23 de Maio mas com a ajuda do celular e do google maps conseguimos.

Amanhã começamos a treinar aos domingos, terças e quintas com a galera do O Bicicreteiro a cada domingo iremos para uma nova rota com o objetivo de fazer o Desafio Bicicletas ao Mar que será no dia 02-09-2012, onde num percurso de 100 km saímos aqui de São Paulo rumo a Santos.

Esse tipo de evento é muito importante em nosso treinamento por ser uma motivação a médio prazo, a ideia daqui para frente é incluir novos desafios que nos motivem mais e mais.

Se você quiser participar desse desafio se inscreva e comece a treinar:  2 Desafio Bicicletas ao mar.

Patagonia – Near Ushuaia (c) Arangoa – Beautiful but perhaps not the most challenging of environments

The other ride we are considering, after John O’Groats-Land’s End and Buenos Aires-Santiago is my personal least favourite of the lot – from Ushuaia to Punta Arenas.

It should be… spectacular with the scenary. Going through the Patagonian landscape is not something one does every day. There are plenty of beautiful mountains to pass through and plenty of side trips that could extend this relatively short journey (approximately 700km if we did it direct), which go into areas like the Tierra del Fuego, and islands such as Cape Horne… To make it more challenging, we could go in July, the winter in the southern hemisphere, so we get to experience colder and windier conditions. We could also extend it to make it longer by cycling up to Puerto Deseado – something that would make it almost on par with the distances that we would otherwise cycle in the UK or in going to Santiago.

But in comparison to the positives of the other two trips, with the altitude gain going into the Andes; the longer distances involved in those journeys; the weather conditions in the British winters… this just seems inadequate and won’t prepare us as well for the worst that the roads could throw at us. Though we would be going through mountain valleys, there would be relatively little in terms of altitude gain and loss by doing this route, and the routes would be largely flat. And finally, although we are in South America, getting around the place still isn’t the easiest task in the world, and neither the cheapest – and going down to Ushuaia could be as costly as going to the UK, and even take considerably longer due to the connections we would need to take.

So I will take some convincing to choose this route instead of the others. If you have some ideas about the route that I might not have considered, however, I would be eager to hear. As I say, going to Patagonia isn’t something we do every day…