Desafio: Solo Sagrado

Posted: August 20, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Photography, Português, Training
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Natália no Solo Sagrado

Natália no Solo Sagrado

O segundo treino de bike foi mais puxado. E ter feito no sábado ao invés de domingo não ajudou muito. Como domingo era dia dos pais, parte do grupo resolveu fazer o treino no sábado, um grupo pequeno de 9 pessoas. A saída estava marcada ara às 8 am na estação Vila Olímpia, como era cedo saímos de casa e pedalamos até lá. A cidade às 7vam no final de semana é perfeita para pedalar, até as grandes avenidas estão bem vazias. Levamos menos de 20 minutos até a estação.

Mesmo olhando o mapa antes não consegui saber quais seria o desafios dessa pedalada, iríamos para o extremos sul da cidade e passaríamos por ruas e avenidas que eu nunca antes havia passado.

O início foi bem fácil ciclovia da Marginal, aqui eu sempre pedalo forte porque normalmente é a parte do trajeto em que eu me sinto mais segura.  Mas também segura até que ponto, não sei se eu gostaria de ir sempre treinar ali, o cheiro é forte e o rio extremamente poluído. Em dias secos e de sol o odor é ainda pior e não sei se é saudável fazer exercício aeróbico respirando os gases que devem sair do rio. A única imagem que me faz pensar que não deve ser tão maléfico são as famílias de capivaras e as aves que vivem ao redor dele.

O caminho até o Solo Sagrado era recheado de subidas e descidas, avenidas grandes com grande movimentação de ônibus e carros, e ruas em condições péssimas. Durante a pedalada me questionei  sobre a escolha das ruas desse trajeto.

Eu pedalei super bem no plano e as subidas foram de certa maneira bem fáceis.  Só foi mais puxado numa das ultimas subidas, mas consegui conquistá-la sem descer da bike. Nas subidas eu sempre conseguia passar uma galerinha e ir pedalando na frente mas por incrível que pareça bastava chegar uma descida e eu ia pro último lugar. Só de ver que vai começar a descer eu paro de pedalar e tento segurar o freio a descida inteira. Nessa estradinha que leva ao Solo sagrado principalmente por que havia diversas curvas e era uma faixa pra ir outra pra voltar. Meu coração acelerava de medo e eu ficava toda tensa. Ver o grupo descendo super rápido só me dava mais medo ainda. Não sou tão fã de velocidade  assim e não gosto da ideia de não ter muito controle em caso de queda ou de aparecer um buraco pelo caminho.

Depois de mais ou menos  4horas chegamos ao templo. Lá um guia nos mostrou o lugar e fizemos um picnic. Para quem não sabe o Solo Sagrado é um templo da igreja messiânica localizado ao lado da represa de Guarapiranga. Conta com diversos jardins, espelhos d’água, espaços de contemplação e meditação. Pra quem não conhece vale uma visita.

The Circle South – route planned by O Bicicreteiro

Depois de uma horinha de descanso era hora de continuar a pedalada, aqui o grupo se dividiu, a maioria a seguir de volta pra casa e 4 (Eu, Ben, Ricardo e Weber) iriam seguir a planilha de volta a estação.

O trajeto agora me assustava, passaríamos pelo Rodoanel e pela Régis Bittencourt, onde o movimento de caminhões é grande. No caminho até o Rodoanel fui tentando me acalmar e pegar mais confiança. Chegando no rodoanel eu estava bem e ver que tinha acostamento ajudou a me deixar segura. Aqui como sempre o que eu ganhava frente nas subidas me passavam nas descidas. Em um certo momento o Ricardo foi atrás de mim me aconselhando, falando que eu ia mais rápido no plano do que na descida. Mas quando ele ficava perto de me acostumar minha imaginação fértil me bombardeava de ideias de coisas que poderia acontecer se eu fosse muito rápido e minha mão voltava instintivamente a segurar o freio. Um pouco antes de acabar o trecho do Rodoanel, achamos uma área verde com sombra e nos sentamos lá para mais um lanchinho. Todos os caminhões que passavam nos buzinavam como que nos apoiassem. No começo as buzinadas me deixavam intrigadas, eu achava que era uma repreensão mas depois vi que era uma forma dos motoristas nos darem um apoio moral.

O trecho da Régis foi mais complicada porque não tinha acostamento e os motoristas já não respeitavam . E a condição da estrada era péssima o que não nos permitia pegar muita velocidade. Ao terminar esse trecho respirei aliviada. Daqui para a estação foi um passeio.

Na estação todos decidiram seguir o rumo de casa no pedal. O Ricardo já morava por ali, eu e o Ben rumamos para a Ana Rosa e o Weber seguiu para Santana.

Ao chegar em casa decidimos ir até a padaria e pegar o buffet de sopa e assim terminar o dia de forma mais relaxada. Lá rimos e conversamos sobre os desafio enfrentados.

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