Desafio Rio Grande da Serra – Parte 1

Posted: August 25, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Environment, Equipment, Training
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A cada semana um novo desafio. No último domingo as dificuldades foram além das subidas e descidas. Para o desafio do Solo Sagrado virar o do Rio Grande da Serra você teria que multiplicar as ladeiras por 30, as avenidas com alto fluxo de ônibus por 10 e ainda por cima adicionar muita estrada de terra e pedra solta. Em contra partida as paisagens eram lindas e a Ilha do Bororé surpreendente.

Como sempre a saída estava marcada na estação Vila Olímpia só que dessa vez às 7h30. Acordar cedo é sempre o problema ainda mais depois de uma semana puxada. Fomos pedalando até a estação e no caminho paramos numa padaria para comer um bauru e beber um suco de laranja.
A pedalada para a estação não tem mais nenhum segredo e levamos 20 minutos, chegamos lá no horário exato e já tinha uma galera reunida. Todo mundo se preparando e papeando.

Encontro na CicloviaEncontramos o Paulo, e estávamos os 3 super empolgados com o trajeto e também por essa primeira experiência em equipe. De início seguimos juntos, na frente, pedalando e papeando e mantendo o mesmo ritmo. Na ciclovia fomos rápidos, ali eu me sinto segura pra ir numa velocidade maior, e o cheiro é um incentivo para sair logo dali.
Ao fim da ciclovia já enfrentamos uma subidinha cabrera no Grajaú. Eu infelizmente não consegui terminar em cima da bike mas foi por muito pouco. Não demorou muito chegaram outras subidas e descidas no bairro e o caminho até a balsa já foi bem cansativo. As subidas depois foram ficando fáceis e as descidas tensas, ainda mais com tanta lotação. As lotações se mostraram menos cuidadosas com os ciclista, num certo momento uma quase me derruba a sorte foi um carro estacionado onde pude me apoiar. Xinguei e gritei horrores, o motorista que ainda estava no carro me olhou assustado com a minha reação e só tive tempo de me desculpar e seguir pedalando. Porém aqui optei em ir pela calçada bem devagar.

Pegamos a primeira balsa e todos continuavam empolgados, deu pra notar que algumas pessoas já haviam desistido, mas o começo realmente não havia sido fácil. Do outro lado do rio uma nova paisagem, um novo clima e até parecia um novo ar. A mata atlântica por toda Igreja na Ilha do Bororeparte e a cidadela um verdadeiro encanto, uma igrejinha antiga onde estava tendo uma missa, gente sentada na rede e uma calmaria. Parecia que estávamos a quilômetros de distância da capital e pelo contrário ainda estávamos nela.

O charme da ilha nos distraia e tornava tudo mais agradável. as subidas não me assustavam e as descidas já estava começando a me habituar a pressão certo dos freios. Mais uma balsa e tudo vai ficando mais insólito, mais distante. Não há vestígios da metrópole, e o simples respirar já me acalma. Nesse trecho o asfalto dá ugar a terra batida, a primeira subida já faz diversos ciclistas descerem de suas bikes e subir empurrando, eu fui com cuidado e devagarzinho. Consegui!

No topo uma padaria comunitária é a parada obrigatório pra quem quer comer ou beber alguma coisa.

Daqui pra frente muita coisa aconteceu, mas isso eu vou contar no próximo post!

Agradeço desde já as fotos da galera do pedal!

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