Desafio Rio Grande da Serra – Parte 2

Posted: August 29, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Equipment, Português, Training
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Depois da parada para água e repor as energias na padaria, continuamos a pedalada.

A estrada de terra era bem ruinzinha, muita pedra solta e poeira voando. Eu sem óculos tive que penar para manter os olhos abertos, algumas horas os apertei para não fechar ou frear de uma vez, qualquer coisa que eu fizesse podia derrubar quem vinha atrás ou me derrubar.

O teste daqui para frente foi de confiança, coisa que eu ainda não tenho tanto a essa altura, mas não me deixei abalar. Segui em frente. Devagar nas subidas e cuidadosa nas descidas. Fui vencendo cada metro.

Num determinado momento chamam a minha atenção “Ei,o pneu furou!”. Paro a bike, vejo o pneu traseiro baixo e me vejo muito sem ter o que fazer. Ainda não tínhamos comprado o kit de reparos, nem câmara extra ou qualquer outra coisa que pudesse me ajudar. Começo a empurrar a bike, o jeito ia ser esse, levar a bicicleta lado a lado até o fim. Mas ainda não ia ser agora que eu iria passar perrengue. Dois ciclistas pararam para me auxiliar. Tiraram a roda, tentaram trocar a câmara mas não era do mesmo tamanho então um remendo era a solução, não a mais rápida mas a que dava na hora. Foi bom ver como se faz, achar o furo, achar a farpa, lixar, remendar, encher, ver o lado certo do pneu e re-encaixar na bike. Tudo certo, hora de voltar a pedalar.

Ao chegar na balsa, encontro o Ben, André, Thelma e mais uns 3 ciclistas. Conto do pneu furado e da sorte de não ter sido a última do grupo.

Conversa daqui, conversa de lá. O André começa a questionar a minha velocidade nas descidas. Tira sarro e tenta me mostrar que meu medo é algo besta, que tenho que confiar mais. Do outro lado tento explicar da onde vem esse temor, mas logo vejo que é inútil. Eu não vou convencê-lo e ele não vai me convencer.

O que era pra ser asfalto!Saindo da balsa, finalmente asfalto, pena que não dura muito. A estrada está sendo re-capiada e a pista que iríamos pegar está uma quebradeira só.

O sol na cabeça o dia todo começa a me exaurir, e o fato de não ter comido praticamente nada o dia todo unido a muito exercício não ajuda.

Daqui pra frente vou me esforçando cada vez mais, e saber que a próxima parada é num restaurante me motiva a continuar. Ainda bem que as subidas e descidas são mais gentis e ao chegar no restaurante vou correndo pegar um prato e comer algo leve, gostoso e fortificante.

Saindo de lá, fiquei no grupo que iria pela rodovia, com o pneu remendado pegar mais trilha de pedra não me pareceu uma boa. E mais a frente vi que fiz a escolha certa. Pedalando na rodovia, percebi que meu pneu fazia um barulho diferente. Parei e vi que mais uma vez estava furado.

De novo peço ajuda, a galera para, olha e vê que o remendo soltou, mais uma vez: acha furo, lixa, remenda e enche. E lá vai eu pedalar de novo.

Sigo num ritmo bom mas sempre prestando atenção se tudo está certo na bike. Chegando na estação de Rio Grande da Serra a felicidade e a sensação de dever cumprido só para quando os funcionário da CPTM nos dizem que só poderemos embarcar de 6 em 6. Por sorte eu e o Ben estávamos na terceira remessa e conseguimos ir cedo para casa.

Antes de ir para casa, paramos na padaria para tomar um suco, uma sopa e papear um abocadinho.

Chegando em casa ducha e cama, o que mais poderíamos querer.

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