Desafio: Santos – Parte II

Posted: September 27, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Nutrition, Photography, Português, Training
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Na entrada da rota de manutenção já tinha uma subida, não muito longa, não muito curta. Paramos ao fim e fizemos um pic-nic. Sentamos e dividimos um pouco das frutas, pães e castanhas que tínhamos. Todo mundo que pedalavam e nos via ria ou fazia algum comentário. Rimos e papeamos por uns 15 minutos e depois seguimos em frente. Parte do trecho de terra parte no asfalto, nenhuma grande dificuldade até onde estava o André e cia para checar os freios da galera.

Bike checada, e seguimos viagem.  As paisagens pelo caminho foram maravilhosas, me distraiam um pouco. A Mata Atlântica é cheia de cores, cheia de verdes. O ar úmido e gelado era bem gostoso, depois de tanto sol na cabeça e de tanto calor da pedalada, esse clima me agradava.  Nas descidas eu controlava minha velocidade mas não segurava o freio. A estrada tinha de um lado morro e do outro um precipício que em alguns momentos só tinha um muro baixo de mais ou menos 25 cm de altura de proteção. No caminho me peguei pensando para que servia esse muro e cheguei a conclusão que era pra salvar a bike numa possível perda de controle do ciclista, o ciclista voa precipício abaixo mas a bike fica.

Paramos em uma cacheira, lavamos o rosto na bica, respiramos ar puro e conhecemos um novo canto remoto. Em um dia tantas coisas, tantas vistas, tantas cores. Antes mesmo de terminar  o percurso minha mente seguia repetindo as imagens num processo de tentar guardar cada detalhe de forma a não ser esquecido. Me vi num passeio ao invés de um desafio. Mas como dizemos na escalada toda via tem um crux e o dessa via uma hora ia chegar. A essa altura eu tinha concluído que o crux tinha sido a primeira subida lá no Grajaú, mas de repente vejo uma subida com boa parte da galera a frente empurrando e quem pedalava tinha uma cara sofrida.

Parei a bike no início, bebi algumas goladas de água, respirei fundo e fui. Com calma, controlando a ansiedade e a respiração. Só parei na hora que um ciclista que empurrava a bike entrou na minha frente e parou, isso me irritou um bocado, pedi pra galera que empurrava tentar ficar do mesmo lado e deixar um lado livre para aqueles que tentavam pedalar.  Subi na bike e recomecei, começar a pedalar na subida é algo um tanto complicado, tentei 3 vezes até conseguir, no topo lá estava o Ben me esperando, vi em seu rosto a felicidade ao ver que consegui chegar lá em cima sem empurrar, em seu olhar eu conseguia ver o orgulho e isso me deixava ainda mais realizada. Desci da bike e comemorei com ele.  Sentamos comemos e ficamos papeando com quem já estava por lá. Dali em diante foi uma descida interminável até Cubatão.

A saída do parque Serra do Mar é num bairro bem pobre e pra evitar assaltos seguimos unidos, a orientação era de irmos num grupo sólido até a ciclovia de Santos. Passando a rodoviária eu já me sentia super feliz, chegar ao quiosque então era uma mistura de diversos sentimentos bons.

Para comemorar comemos lula, peixe e tomamos muito suco, certeza que a nossa nutricionista Isabella vai ficar feliz em saber que escolhemos esse cardápio no lugar de breja e batata frita.

Esse foi um trajeto difícil, ainda mais quando se pensar em descer pra praia, mas olhando pra trás, depois de Sorocaba, Santos não foi tão difícil assim.

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