Archive for November, 2012

Adaptação é como defino esses últimos tempos.

Os dias de agora são corridos, tenho que administrar uma rotina que inclua treinos, alimentação saudável e 16 horas de trabalho por dia. Essa maratona diária não me dá folgas nem aos finais de semana que são ocupados um dia com trabalho e outro com pedaladas longas de mais de 100km. E apesar de serem rotas já conhecidas ganham desafios novos como alforjes a cada viagem mais pesados e sapatilhas de clipe.

Tanto um quanto o outro eu estou em fase de adaptação, arrumar os alforjes não é tão simples e tentar equilibrar o peso dos dois lados tem se mostrado uma arte, já os pedais são um teste de sobrevivência e posso dizer que quase reprovei logo na primeira prova. E se eu não passasse, talvez não poderia estar escrevendo esse post agora.

Semana passada fomos a Itu, na Estrada de Romeiros sem acostamento e cheia de subidas, o meu primeiro dia oficial com os pedais foi no modo “Hard”. Até que estava indo bem apesar de nas primeiras subidas não confiar tanto de ir com os dois pés presos, com o passar dos km fui ganhando confiança e me atrevendo cada vez mais a testar os limites, até que numa das subidas antes de Pirapora perdi o controle da minha respiração e resolvi parar. Com os dois pés clipados me concentrei para tirar um dos pés e quando consegui pensei em pedalar mais um pouco para tirar o outro, na hora que consegui tirar o segundo pé e fui descer da bike para o lado esquerdo, o meu pé de apoio clipou novamente e caí no meio da estrada, tentei não me desesperar e tentei levantar a bike que ainda presa ao meu pé levantou mas caiu novamente. Imagine, eu caída no meio de uma estrada de duas mãos com uma faixa para cada sentido sem acostamento e com um caminhão vindo em minha direção. Sim fiquei com medo. Sim queria gritar. Mas me desesperar naquele momento era o mesmo que desistir e então vi que minha única saída era chutar a bike com força para o gramado e ir me arrastando para fora da pista. Até que consegui ir mais pro canto mas mesmo assim o caminhão teve que invadir a outra pista para desviar de mim. Depois desse susto levantei, bebi água e encarei a subida novamente.

Quando fiz a última curva vejo o Ben me esperando e ali me bateu um desespero e comecei a chorar imaginando tudo o que poderia ter sido. Ele vendo meu estado volta em minha direção e pergunta o que aconteceu. Ele me acalma e seguimos viagem. A cada subida vejo meu corpo surtar e minha respiração acelerar junto com meu coração. Essas eram as sequelas do trauma anterior. Mesmo sem clipar ou clipando somente um dos pés meu corpo e minha cabeça tremiam de medo a cada lembrança do que havia passado. O tempo todo fui tentando lidar com esse medo e sabia que se desistisse da sapatilha ali seria ainda mais difícil encará-la depois, por isso fui respeitando meu medo e forçando meus limites aos poucos.

Ao chegar em Pirapora encontrei com o caminhão parado e descarregando em uma casa, parei e conversei com o motorista que me disse algo que me fez lhe ser muito agradecida:”Não parei porque ali com curvas e sem acostamento seria muito perigoso e também não buzinei com medo de te assutar, pensei que seria pior”, eu sorri e agradeci dizendo que se tivesse buzinado eu provavelmente teria desistido e o som da sua buzina iria me parecer o som da morte. Ele riu de leve e disse para eu tomar mais cuidado.

E certamente eu tomei muito mais dali em diante. Conseguimos chegar em Itu, mas não no tempo normal. 

Já nesse final de semana os desafios foram os mesmos pés clipados e bikes pesadas mas o destino mudou: Atibaia. Pra contribuir ainda mais para o treino pegamos chuva em quase toda a segunda metade do trajeto, e encarei quase toda a viagem com os pés atados aos pedais. O peso do trauma ainda existia mas bem mais controlado. Encarei subidas e mantive meu ritmo. Fui super bem apesar da minha bicicleta parecer estar na marcha pesada mesmo quando estava na 1/1. Encarei subidas intermináveis e outras que eram bem mais leves do que a minha lembrança guardava, mesmo assim um dia intenso.

No fim da viagem estava me sentindo super feliz e realizada por ter encarado mais de 100km e ainda estar me sentindo disposta, e o melhor, sem problemas com os pedais. Mas nunca se sabe o que pode acontecer porque a viagem só acaba, quando acaba e faltar 3 km não é sinônimo de trajeto cumprido. E foi exatamente faltando isso que a minha corrente travou e tentei evitar o que descobri ser inevitável para quem tem pés clipados e está numa subida: a queda.

Caí mas dessa vez escolhi o lado certo mas com a queda minha calça rasgou e tive que encarar o resto do pedal com metade da bunda de fora. Ainda bem quer era pouco!

O resultados dessas duas semanas: pés calejados e com unhas escuras, bunda e braços com hematomas, menos uma calça para Inglaterra, uns arranhões na bike, mas mesmo assim o saldo é positivo porque as pernas se mostraram capazes de carregar mais do que eu imaginava, estou mais confiante em relação as sapatilhas com clipe, sem falar que meu auto-controle está melhorando e assim consigo resolver melhor os problemas.

Okay, it has taken us a little while to go through all the video we got from Bolivia – quite a massive amount of content gathered, and so many hours in the day to go through it all, work at the office, and train, and organize everything. I hope you can forgive us!

This is just a short clip from the top of Huayna Potosi, the first time we had ever been above 6,000 metres, and only the third time we had been on mountains summits higher than 5,000m. So it was a pretty nice achievement, and I still feel pretty chuffed about managing it, though it wasn’t anything massively technical. At that altitude, every step is painful so, technical or not, a lot of work goes into it (and the body loses about 700 calories an hour!)

While it was exhausting, it was still amazing and had beautiful views of the surrounding mountains of the Bolivian Andes. As I guess I have mentioned a couple of times, however, my head for heights is pretty awful. I don’t like them! I have got used to the heights involved in climbing rocks, and that took a bit of practice… So going down the mountain was, with the knife-edge ridge down from the summit at least, absolutely terrifying. Makes me wince just watching this film and I hope you like it!

Thanks again to Casa de Pedra for their support with this project – and again to Kirk, for giving loads of help on the way down!

Among the additional equipment we have just acquired is the North Face VE-25 tent. Not the cheapest tent in the world, but certainly worth it:

It is a three-person, four season tent, which is used by mountaineers in the Himalayas and up Everest, and also by polar explorers – capable of providing good shelter in extreme cold and in strong winds.

In looking at the reviews of the tent, people have mentioned that it is heavy – which it is at just over 5 kilos when packaged. But then again, when you get a three person, four season tent, you don’t really expect that it will be light as a feather, do you? We will be able to split the load between the group, so it won’t be too much of a burden when we are cycling on the road. I have also seen a couple of people commenting that the tent is slightly hard to set up… though others have said that it can be set up easily by one person.

We never know what the weather will be like in the UK in winter – it could as easily be beautiful as it could be blowing a gale outside, so I think going with a four season tent for this journey is the best idea. Also, as we will be using this tent throughout the entire project, it doesn’t really make sense investing in a lighter, less substantial tent now, and then spending more on the four season tent in the future.

We shall soon see about how we find it – living in São Paulo, we don’t have that much space to practice setting things up – especially not in the central areas, where it is just an urban jungle, and people would probably be slightly… curious if we tried putting it up in the park! But we shall go off in to the mountains around the city soon to test this and get used to the thing.

In São Paulo, you can get the North Face VE-25 from Casa de Pedra – along with less expensive but excellent quality ones such as the Marmot Limelight 3 season tent, among a number of others. Check them out.

Posted: November 24, 2012 by Ben Weber in Uncategorized

With the previous close shave we had with Natalia (http://360extremes.com/2012/11/22/accident-avoidance/), this is a great article from Lasesana about whether or not to wear helmets. Both Natalia and I wear helmets all the time (though had the truck hit Nat this time, am not sure if it could have done much to help… again, a frightening thought). I think in Brazil, and especially in the cities, it makes a lot of sense. However, we know plenty of people who don’t… Have a read and see what you think.

lasesana

Debating whether helmet laws save lives or discourage cycling

From my column in the Washington Times Communities

WASHINGTON DC, October 24, 2012- Last month, a friend and cycling blogger sent me an article and asked me whether I wore a helmet when I rode my bicycle.  I said that I did wear a helmet, but the truth is, I should have said I wear one most of the time, depending on the ride.  And, if personal experience and observation holds, a lot of people do the same.  The question of whether to wear or not to wear a helmet is heating up, with strong arguments on both sides.

There is no doubt that if you are in a bicycle accident involving a head injury, a helmet may very well save your life or prevent brain damage.  Many argue however, that while there is a very small chance of being in…

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Accident avoidance…

Posted: November 22, 2012 by Ben Weber in Cycling, English, Training
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The first big test for us with riding with the bike pedals came this weekend when we went back to Itu. It was tricky, and we made it alive – but only just!

We got up pretty early, around 6am, as we normally do for our long distance rides. We filled up our new panniers with a bit of weight – not too much as this was the first time riding with them. For me, riding with a few litres of water, along with my heavy zoom lens and camera was enough to make quite a bit of a difference. Natalia had a bit less than me, with just a few litres of water. We slipped on our cycle shoes and headed out.

It felt a bit strange for me at first though I was pretty happy the way I adapted to the new shoes. Every now and then I tried to lift my foot off the pedal and felt them stuck on it, but generally was able to get my feet out in time – fortunately for me, no falling off. Which was nice, It also felt so so so much nicer(!) having the weight in the panniers at the back of the bike as opposed to a rucksack on my back as I had been doing on previous rides.

Natalia found it a bit harder getting used to the pedals. She was doing great at first, although I guess she was slightly nervous using them. We got to Santana de Paraiba, passing up and down the steep hills at Barueri, and around 40km into the whole ride with no problems. After a wander around the historic town of Paraiba, we continued onwards towards Pirapora – about 14km up the road, but with a bit of a brutal uphill en route. It was along this uphill where Natalia, in trying to stop to catch her breath, had problems in getting her feet off the pedals – she managed to clip out, but clipped herself in again and came off: falling road-side instead of on to the verge… just when a truck was coming. Nat described how the truck narrowly missed her head as she struggled to get herself dis-entangled from the bike and get out of the vehicle’s way. Scary. Very scary.

I was a bit in front of her when it happened, and didn’t see it. The first I heard of it when the truck passed me and passenger shouted at me that Natalia was in trouble. I looked behind and saw her riding up, and as she got close she stopped and I guess a bit of shock hit her, so we stayed put for a while to get some rest.

Passing by the truck on the other side of the hill, Nat spoke with the driver who wondered what had happened. Nat explained about the clips, and the driver apologised for not having stopped to see if she was alright, as the whole road up the hill was pretty dangerous – which it was. He also said that he didn’t sound his horn as he didn’t want to give her more of a surprise as he had already been able to see she was in a spot of bother. Nat was pretty grateful about the horn part as she readily admitted that had he sounded it, it would have probably scared the life out of her and made things worse.

Thankfully everything was alright in the end. Nat recovered okay though was obviously a bit shaken for a while. We were able to make it to Itu by the end of the day – at a slower rate than we normally do, and Nat used the platform part of her pedals instead of the clips as she didn’t feel comfortable using them – certainly can’t blame her for that! She knows that will need to get used to them as there is a lot to gain in riding with them, especially over the long distance rides, so we’ll be cycling again with them soon. At the end of the day, though, we were just happy to get back home, relax, and see the cat again!

Desafio Rural: Depois

Posted: November 16, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

Eu à esquerda logo no começo da prova. Foto:Desafio Rural

Como prometido, esse é o post onde eu conto como foi a minha experiência no Desafio Rural.

No sábado anterior ao desafio, peguei um ônibus na Rodoviária do Tiête com destino a Jacareí.
A viagem foi bem tranquila, aproximadamente 1h20 dentro do ônibus. Consegui dormir no ônibus oque foi bom para dar uma leve descansada. Chegando na rodoviária de Jacareí me informei e o hotel ficava há aproximadamente 4km dali. Foi bem tranquilo chegar, fazia bastante calor, as 20h00 a temperatura era de 25ºC mas um ventinho ajudava a refrescar. Fiz o check-in no hotel e fui procurar algum lugar para comer. Achei uma pizzaria que parecia uma boa pedida. Nenhum problema com a comida, mas a quantidade de pernilongos estava incomodou bastante. Voltei pro hotel para dormir cedo. Diferente doque anunciava o site  do hotel, não havia ar condicionado. Com a temperatura elevada foi uma noite bastante mal dormida. Acordei às 05h20, tomei um banho, um café da manhã bom, peguei a bicicleta e fui fazer a vistoria. Os termômetros nas ruas, às 06h00 já marcavam 24ºC.

A vistoria existe para conferir se o participante está com os itens de segurança obrigatórios, que eram: Luz frontal branca, luz trazeira vermelha, capacete e colete refletivo. Tudo estava certo e agora era só aguardar a hora da largada que estava programada para às 07h30. Foi o tempo de ficar ali, conhecendo pessoas, jogando conversa fora, trocando experiências. É por isso também que é muito legal participar dessas provas, todo mundo tem alguma coisa pra contar, para ensinar…

O começo da prova foi bom, eu estava indo num ritmo muito bom, mas sem me desgastar. Nos 20 primeiros Km mantive uma média de 17.6km/h oque é bom levando em consideração que o terreno era acidentado e com poucos trechos de asfalto. No final destes 20km, tinha um Ponto de Controle(PC1)
lá comi mais alguma coisa leve, tomei bastante gatorade e reabasteci minha garrafa d’água. Foi uma parada bem rápida, não mais que 5 ou 6 minutos para não esfriar o corpo. Era menos de 9am quando deixei o PC. Dali seriam mais 25km até o próximo PC. Segui boa parte destes quilômetros conversando com um pessoal mais experiente e foi bem legal esse trecho também. Até então tudo corria perfeitamente.

Média de velocidade por trecho e perfil altimétrico do Desafio Rural

Cheguei no PC2 às 10h22. Já tinha percorrido metade da prova. Eram 45km acumulados até então. Comi mais, tomei mais gatorade, e reabasteci novamente a garrafa. Dali pra frente começou a ficar complicado. O sol estava muito quente e dali até o final não havia mais nenhum PC. Agora tinha que ir de qualquer forma até Jacareí novamente. O terreno também ficou pior, com além dos trechos de terra batida, algumas partes de lama. Apesar disso, a troca pelos pneus mais finos se mostrou um acerto. Eles não me fizeram perder muita tração, e ajudaram bastante. Já a escolha de ir com pedais plataforma e sem sapatilhas foi um erro.

Não é bronze, é sujeira mesmo.

Comecei a ter que racionar muito a água até o momento que ela acabou por completo. Sem água também não arrisquei comer mais nada além de uma pequena porção de rapadura. A sede era tanta que em determinado momento precisei pedir para outro ciclista que passava me dar um gole da que ele ainda tinha. A esperança agora era chegar logo em um bar que a organização falou que ia ter no meio do caminho entre o PC2 e o final do desafio. Chegar até lá foi para mim uma luta e também um dos meus piores momentos no desafio. Quando finalmente cheguei no bar, já com mais de 70km pedalados, logo pedi uma água e para minha surpresa não tinha mais água. O dono do bar me contou que não avisaram para ele que ali ia ter uma prova de bike e que quem tinha passado antes já tinha comprado toda a água que ele tinha para o dia. Apesar de não tomar refrigerantes nessa hora pedi um Coca Cola, que deveria repor o sódio perdido. Depois pedi para encher a caramanhola com água da torneira mesmo, e o dono do bar entendeu e colocou bastante gelo também dentro.

Começei nessa hora a ficar com medo de não completar o desafio no tempo máximo permitido, que era de 06h45. Tinha seguido de forma bem lenta aquele trecho e agora precisava acelerar. Comi duas bananas e apertei o passo. O trecho de terra dali pra frente deu uma significativa melhorada enquanto o calor piorava. Foi um alívio quando finalmente cheguei no asfalto novamente. Dali em diante eram só mais uns 3km até o final da prova. Completei a prova às 14h16. Foram 06h35 de pedal, terminei bastante cansado. Ainda deu tempo de ir até o hotel, tomar um banho e ir para a rodoviária. Esses 4km do hotel até a rodoviária pareciam muito mais longos doque na noite anterior. Agora é treinar muito mais para que dá próxima vez não seja tão difícil.

No final da prova com o certificado. Foto: Desafio Rural

Cycling with baggage…

Posted: November 14, 2012 by Ben Weber in Cycling, English, Training
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While in New York, I also got cycle racks for our front and back wheels – Tubos Cargo Evo 700c for the back wheels, and Tubos Tara for the front – an additional total of just over a kilogram of weight to the bikes. Not much, but can feel a difference at least on the light Kona Dew bike I use – Natalia’s Merida Crossway already feels like it weighs a ton, so you don’t notice it too much. No problem fixing the racks to my bike, but it was tricky with Natalia’s, and the front racks don’t combine with it – slightly annoying, though it will be easy enough to exchange them. We probably will only really use the racks at the back for our winter tour, though we thought better getting them all fitted just in case.

Though these racks can take a weight of 40kg, what I would have liked to have got was at least one baggage trailer – these can really take a load and with the BOB, but I didn’t order one in time and there was nothing in the shop when I was in New York. Unfortunately, with the hurricane and all that, a lot of the other shops that I might have been able to go to were closed. On thinking about it, getting a trailer back might have been hard and probably would have cost a bit with airline fees, though I see I see that Burly makes a nice trailer that can carry loads of up to 45kg, and has a 105 litres of space. When folded it measures 82.3cm x 54.6cm x 16.5cm so it might just be able to fit into our bags… A couple of shops in London sell it as well, so we might consider picking it up when over there.

To go with the back racks, I picked up Ortlieb Backroller Classics panniers. Waterproof, with a capacity of 40 litres, these again should suffice for the UK journey. Getting waterproof panniers was essential – goodness knows what the weather will be like and how bad it will get, so always prepare the worst! We will have to fit the sleeping bags and thermals mats on top of them all, but there will be space for everything. The only problem will be how to divide our three-man tent between us all – it weighs a solid 5kg. Just balancing it on top of the bike rack and seeing how the bike reacted, and the bike squeaked heavily as I pushed the brakes.

So now with this all, we need to train riding with heavier loads – see how hard the 100km journeys become, and do this on consecutive days to get used to riding the distances with these loads. I imagine that we will need to brake much earlier and put up with less responsive bikes in general so the more we work with this, the better. Last thing we want is to lose control on a steep downhill slope. Unfortunately, we won’t be able to train in very windy conditions – the wind here only really gets strong temporarily before it starts raining heavily, and never gets anywhere near what it can get in the UK…

A cada dia que passa mais perto estamos de sair de São Paulo rumo a Grã Bretanha e essa viagem vem cheia de expectativas e pressões. Enfrentar o inverno britânico em cima de uma bicicleta não será nada fácil, a mudança constante do tempo sempre foi algo famoso na na Escócia e o que mais me preocupa são os ventos e o terreno com icy. Mas essa preocupação é pequena em comparação a ansiedade que tenho para cair numa viagem de descobertas, a cada dia algo novo, um desafio, uma surpresa. A cada dia pedalar numa estrada prestando atenção a sua volta, aos ambientes e paisagens, aos terrenos e árvores, ao céu e ao horizonte. O verde inglês certamente estará presente com suas relvas e gramados, as montanhas e morros escocês vão modificar a paisagem a cada metro e o frio espero que seja um parceiro acolhedor de nossos dias.

As descobertas de um lugar, de uma cultura, de um país começam muito antes de se fazer a viagem efetivamente, começa nas pesquisas por rotas, por hospedagem, por opções de paradas… As descobertas se fazem por uma busca de imagens, por um texto lido na internet, por vídeos de aventura ou docs sobre o destino. Pelo menos assim começam as minhas, e é delicioso me ver aprendendo e estudando como se fosse semana de prova, estudando minha matéria predileta, conhecendo lugares, animais e objetos que diferentes da época da escola agora são palpáveis. Ler uma história curiosa ou até mesmo fantástica e descobrir que é verdade, é algo indescritível e que fixa em nossas cabeças. Tenho certeza que nesse 1 mês fora, e nesses +20 dias que estaremos em busca de fronteiras mentais, desafiando nosso corpo e convivendo arduamente as descobertas serão muito maior e pessoal do que essas que faço agora, sei também que o se conhecer no dia-a-dia vai nos exigir muita paciência, compreensão, civilidade, companheirismo e respeito. E toda essa cobrança pessoal que cada um carrega que para mim é algo simples e corriqueiro, uma cobrança que todos deviam carregar no dia-a-dia mas que a sociedade de hoje não se cobra mais porque deixamos em pensar em comunidade e pensar num individual a muito tempo e as cobranças pessoais de cada um se transformaram em ambições e competições. Não que esse tipo de postura seja errada, mas nesse tipo de viagem e projeto se adotarmos uma postura dessas ou nos dividimos ou nos matamos no meio do caminho.

Ainda com todas essas expectativas e pensamentos não posso prever as surpresas de cada um, certamente teremos uma visão divergente em certos pontos e a nossa percepção de cada coisa pode sim convergir ou divergir. Hoje o que vejo em cada um de nós é uma sede de conhecer e conseguir, o que vejo são medos diferentes, são  ideias que se somam e um destino: Orkney Island na Escócia. Para mim um ótimo lugar para se terminar por suas belezas, para o Ben um re-encontro com sua infância, já para o Paulo não sei bem dizer e não quero colocar palavras em sua boca.

Mas para você que lê esse post e que seja bem possível nunca ter ouvido falar deixo fotos, porque vale mais a pena mostrar do que falar:

New pedals…

Posted: November 12, 2012 by Ben Weber in Cycling, Training
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We finally put our new cycling clip pedals on to the bikes today. As opposed to the standard pedals where you rest your shoes on top of the pedals, with these you have special cycle shoes with clips that lock into the pedals meaning that you lose less energy when you pedal: Basically… when you are cycling with standard pedals the main force you generate is from the downward motion from your legs, followed to a lesser extent by the forward/backward motions as you rotate your legs. However, the upward motion of your legs is all but lost. However, when you are clipped in to the pedals, you can utilize all the forces, as being locked in you also lift the pedal upwards as you move your leg up.

The only problem is in how to get used to them… I have only used standard pedals in all the cycling I have done, and the thing is when you are clipped in, you can’t just take your foot off of the pedal when you need to stop at a traffic light (or anywhere!). You have to give a little twist with your foot to un-clip yourself. Seems simple enough, but remembering this and forgetting the old habits is actually a little tricky, and as you find yourself coming to a halt but with feet unable to be taken off the pedals, it is easy to get a bit nervous and find yourself falling off the bike. Very amusing to watch others from the safety of the payment, but quite embarrassing at a traffic light, with lots of cars around but no obvious reason there to fall off. I have to force myself to remember and, at least am finding now, take one of my feet off the pedals before I start braking, so that by the time I stop, I can put it on the ground with no problems. But depending on the tightness of the clip, when you are not used to them and do this too soon, you can accidentally clip yourself back in and not realize  so by the time you come to a stop…. that falling feeling creeps over you…!

The benefits are, however, definitely worth the cost in price and in red faces, especially with long distance biking. Even just practicing riding along the pavement, I could feel a difference, and people say you save about 20% energy over the course of the ride. I think we were getting used to it at the end of our first day. No nasty falls or anything like that, but I suspect that stopping and starting while going up hills could be tricky, and Natalia is a bit worried about the downhills and losing control. I think we will be alright, though of course it will take a little longer to get used to it. And it will be worth it in the end.

Ponte metálica Foto: Divulgação

Como falei no meu post anterior: Provas, bicicletas e treinos, agora esse final de semana vou participar do Desafio Rural.
Trata-se de uma prova no estilo Randonneur, onde o ciclista deve ser totalmente auto-suficiente. Não é também uma prova competitiva, não há premiação e nem colocação. O desafio da prova é contra você mesmo. Esse é o tipo de prova que mais me agrada. Não sou uma pessoa competitiva, mas gosto de testar meus limites.

O desafio rural, está começando agora a sua série 2013, será uma sucessão de provas nas quais a dificuldade de distância vão sempre aumentando. Essa primeira prova terá 87km de extensão sendo quase todos esses kilômetros em estradas não pavimentadas e trilhas. Isso deixa as coisas bastante diferentes. Eu tenho mais experiência em andar no asfalto. A única experiência mais longa que tive com pedalar na terra, foi exatamente um desafio rural anterior, realizado em maio de 2012 que serviu como um teste para a organização ver se era viável organizar esse tipo de prova.

Foram 76km saindo de Mogi das Cruzes e depois voltando para lá. Na época eu não tinha uma Mountain Bike para utilizar e peguei uma emprestada. Essa, infelizmente não aguentou o tranco da prova. Faltando 6km para o final, o free-hub quebrou, isso fez com que a pedalada não fosse mais transferida para a roda. Eu pedalava e a bicicleta não saia do lugar. Empurrei durante 4km até que um carro da organização veio me buscar. Não terminar a prova foi bastante frustrante, ainda mais tão perto do final. Mas tudo bem, isso já foi superado e agora chegou a oportunidade de fazer direito.

A grande diferença entre pedalar no asfalto e na terra é que na terra o desgaste é maior e a aderência é menor. Também como o terreno é mais acidentado, em trilhas você tem subidas e descidas bem mais inclinadas que as existentes em rodovias. Juntando subidas acidentadas e chão de cascalho solto, os desafios são mais técnicos do que de resistência propriamente dita. E é isso que eu quero agora melhorar na minha pedalada. Saber transpor esse tipo de terreno e não me assustar com as subidas e descidas é psicologicamente bastante importante, mesmo porque oque aprenderei é “ficar calmo em frente à adversidades” e esse tipo de comportamento é importante e pode ser extrapolado para várias outras situações em cima ou não da bicicleta. É para mim, oque para o Ben e a Nati, é a escalada.

Mapa e perfil altimétrico do Desafio Rural Jacareí

O mapa da prova, pode ser visto aqui.

Agora tenho poucos dias também para tomar algumas decisões em relação a bicicleta:
•Quais pneus utilizar: Estou com um par de pneus 29×52 e um par de 29×32. O primeiro número simboliza o diâmetro do pneu e o segundo a largura do mesmo. Então tenho um par bem grosso e outro mais fino. O grosso proporciona uma melhor tração em cascalho ou lama. O mais fino possue uma rolagem melhor e vai demandar menos esforço em terra batida. Como não conheço o terreno estou com com dúvida, devo esperar a previsão do tempo para decidir. Em caso de chuva irei com os mais grossos.

•Quais pedais utilizar: A bicicleta está equipada com pedais plataforma, mas tenho também pedais clipless, que são os que se usa com sapatilha. O com sapatilha eu costumo utilizar nas outras bicicletas, e o pé preso ajuda bastante na hora de pedalar porque além do movimento de empurrar os pedais você também consegue puxar. A desvantagem é que como eu não sou um Mountain Biker experiente, esse mesmo pé preso que vai ajudar em algumas horas, pode me levar pro chão se em algum momento eu perder a tração da roda trazeira e não conseguir desclipar a tempo de colocar o pé no chão. Essa decisão é a mais difícil que tenho que tomar antes do desafio.

A prova é no domingo. Na semana que vem farei um post contando como foi.

Provas, bicicletas e treinos

Posted: November 7, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

Com o fim do ano chegando, as provas que eu participo de bike vão ficando mais próximas. No meu calendário agora já constam duas. A primeira é no dia 11 de novembro e se chama “Desafio Rural”, trata-se de uma prova em Jacareí, que percorre uma distância de 87km em paisagens rurais, sem asfalto e de certa forma um pouco mais difícil. A outra é o Audax 200km, que é uma prova de estrada, toda no asfalto, que começa e termina em Holambra. Agora é a hora de apertar nos treinos de bike. O legal de participar dessas provas é que apesar de nenhuma das duas serem competitivas(não existe colocação e premiação) nelas você passa por desafios e situações que em outras situações a desistência seria mais tentadora.

Como são duas provas completamente diferentes, o ideal para cada uma delas é um bicicleta diferente. Felizmente, eu tenho bicicletas ideais para cada uma das provas.

Nas provas em terra, eu uso uma Rock Mountain Soul 29. Trata-se de uma bicicleta de Mountain Bike, que utiliza pneus grandes e largos para transpor terrenos irregulares, ela também conta com freios a disco que trabalham bem independente da lama e uma suspensão que suaviza as descidas mais acidentadas. Pesa algo em torno de 12KG

Minha Mountain Bike da Rock Mountain

Nas provas de estrada eu uso a minha bicicleta preferida, que é a minha Cinelli. É uma bicicleta para estrada, também chamada de speed. Ela possui pneus finos que diminuem o arrasto aerodinâmico e tornam a rolagem mais fácil. Nela também eu fico em uma postura mais agressiva, mas mesmo assim confortável. É uma bike feita de um ótimo material que a torna leve e bastante macia. Pesa 9KG contando acessórios como superte para caramanhola, e luzes.

Minha bicicleta de estrada da Cinelli

Até seria possível utilizar a mesma bicicleta nas duas provas, teria que ser uma híbrida ou uma ciclocross, mas eu não tenho nenhuma que se encaixe nessas categorias.

Agora é um momento de focar na bicicleta. Fazer mais treinos durante a semana, treinos longos de preferência, como os 57km que eu consigo fazer indo na ciclovia do Rio Pinheiros e treinos de subida que dá pra fazer no bairro de Perdizes.

Cada uma dessas provas ainda vai receber 2 posts aqui no blog, sempre um antes e um depois de cada uma delas.

Ben em uma NY sitiada!

Posted: November 6, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Equipment, Português, Training
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Como já falei anteriormente estou trabalhando igual louca, porque afinal de contas bancar esse projeto nem sempre é fácil para nós. E com mais um treinamento longo chegando precisamos correr atrás de comprar equipamentos, passagens, juntar o dinheiro de comida e verba extra para caso algo aconteça, em resumo garantir as despesas. Para diminuir os gastos o Ben mais uma vez fez um bate volta para NY, e nos abastecer dos melhores equipamentos pelos menores preços. O Furacão Sandy nos assustou e ficamos com medo de isso nos fazer perder dinheiro, mas no fim tudo deu certo. O Ben ainda conseguiu passar um tempo e conversar bastante com o Kirk (nosso companheiro das montanhas bolivianas), e ele deu diversos conselhos e bastante a se pensar para essa e as próximas viagens de bike. A opinião dele sempre nos foi de grande importância porque além dele pedalar desde sempre, esse americano baixinho e bem mirradinho já viajou pela África de bicicleta, cruzou os EUA pedalando e viajou o mundo. E fez tudo isso de um jeito que acho bem complicado: solitário. Lembro dele nos contando histórias de suas aventuras pelo mundo e de como uma bola na África faz total diferença na sua viagem. Dizia que era só tirar a boa que vinha diversas pessoas jogar bola e brincar. Nas coisas belas e pessoas legais que conheceu. De quando sua bicicleta quebrou em uma estrada sem nada por perto e diversas outras que me servem de inspiração.

Hoje vejo que ele fica contente em ver que pessoas como ele ainda existem no mundo e que ainda tem gente que larga tudo em busca de um sonho. E nos admira por estarmos fazendo tudo de forma organizada e planejada. Acho que é por isso mesmo que cada novo treinamento que resolvemos fazer ele nos enche de perguntas, ideias e conselhos. Dessa vez que o treino será pedalar mais de 20 dias consecutivos ele não podia deixar de nos falar tudo o que pensa e conhece, afinal essa é a sua área de expertise.
Um de seus conselhos veio de uma dúvida do Ben que não sabia se alforjes ou um trailer B.O.B seria melhor para a próxima viagem, e Kirk explicou que um BOB facilitaria e muito as coisas por ser mais fácil de organizar as coisas grandes e não afetar tanto o balanço da bike, e que pensando em mim os alforjes são mais recomendado, porque eu não tenho a força que o Ben tem, uma pena que na loja dos EUA eles não tinham o que nos deixou com a opção de comprarmos em Londres antes de partirmos rumo a Orkney Island.

Conversaram sobre as bikes, sobre coisas que seriam interessantes de se adaptar e outras que seriam besteiras. Treinos para aprendermos a manter o mesmo ritmo e ele deu uma ideia que achei bem legal que seria a de usarmos bicicletas Tandem, explicou que no plano e na descida os 3 pedalando juntos seria fácil mas nas subidas aí sim seria o verdadeiro desafio. E sei que seria mesmo porque é justamente nesse ponto que o grupo se separa e se divide.
Esses 3 dias do Ben foi de muitas novidades mas também vai nos dar diversas coisas pra pensar. Ideias ideias ideias e mais ideias…

Pier A at Battery Park – restoration interrupted

Getting to New York was nice and easy: in spite of having to change flights in Toronto with Air Canada, before going to Newark Liberty Airport, it probably worked out much quicker doing it this way than when I flew directly to JFK the last time, when I had four hours wait in the immigration line. The good thing with Canada for people going to the US is that the immigration queues are there, and it was easily done within the time I had before my connecting flight. A such, the flight to Newark was almost like a domestic trip, with no immigration when I arrived there.

So after that, I had plenty of time to get a lot of my shopping the afternoon I arrived, meaning that today I had the day free as Kirk, the friend from Bolivia with whom I would have been staying, at been in New Hampshire – away from the hurricane. His apartment is in lower Manhattan and as such had been without electricity until Friday night and, with all the traffic problems, fuel shortages and general chaos in the city, it was pretty understandable that he decided come back on Saturday instead. Meant that I wasn’t able to get my gear sorted with REI (which has been occupying a good amount of space in Kirk’s kitchen for the past couple of weeks!), but with the city coming back to normal, it should all be good to do tomorrow.

First thing was first – one more trip to the Mac store to pick a couple of smaller things I had forgotten the preceding day, and then I wanted to investigate the areas of lower Manhattan that had been the worst affected and, if my time held out, get over to Staten Island, before going back to pick up my things from the hotel. I was slightly tired from the flight the day before, but ah well, didn’t want to waste any time. Didn’t make it over to Staten in the end (though I did have a little nap at the ferry terminal – for 15 minutes or so before I was told I shouldn’t stay there napping…) but it was still a good walk.

As if nothing happened…

Midtown Manhattan was an area where it really does seem like nothing has happened. Plenty of tourists, plenty of life, plenty of business and a fun and as enjoyable place as it was last time I was here. Down below 34th Street and things were seemingly quieter, though with the electricity back to normal, it seemed okay enough. A few shops you would expect to be open were still shut, with notices in the window saying that they would stay shut until Sunday or Monday. The parks had reopened and the squirrels were out in force (and were remarkably friendly – it was good that they hadn’t been blown away in the winds!) But as I got further down, things gradually became quieter and quieter, especially below Canal Street. From then on down, the business was generated partly by tourists at the World Trade Center site and at Battery Park itself, though largely from all the engineers around pumping water from the subway tunnels. The flood waters have well and truly receded, but the water being pumped onto the roads everywhere was still considerable.Passed a few trees that had been uprooted in the winds, but nothing massive.

It was down along the walk from Battery Park up along FDR Drive on the East Side where you could see a bit more of the mess left behind by the storm. Plenty of debris washed on to the promenade  and plenty of mess. The road down along and underneath the Brooklyn Bridge was disgusting, and full of rubbish and debris. And the smell wasn’t great, either. In spite of it all, however, joggers (probably still annoyed about the NY Marathon being called off) passed by on a regular basis, and I suspect it will be like it never happened sooner rather than later. As for the rest of the north-eastern coast, unfortunately, I guess this is a much harder question to sort out…

The East Side promenade

Back to New York

Just less than three months to go before our British winter cycle tour so not long.  I will be going to New York this coming weekend to meet Kirk, who was mountaineering with us in Bolivia, and also to pick up a load of equipment – hopefully the city will have recovered from Hurricane Sandy, which is tearing its way through the area as I write. Chatted with Kirk earlier today and he is alright, outside the city. His place looks to be outside of the flooded area (at the moment at least), and hopefully it will stay like that.

VE25 – Being put to good use…

On the kit side, as well as a new Mac to work on the editing side, and a new camera for photography and video filming, camping equipment is primary on the list. We are getting a North Face VE 25 four season, three-person, tent that has exceptional reviews and is frequently used in high mountain expeditions as well as polar expeditions. Also some -40C sleeping bags: will be a bit hot for the UK, though at least when you are warm, you can open up the zippers to stay cooler, though if you are too cold, it is much harder to get warmer. The difference in price is ridiculous… here in Brazil at one place we saw 0C sleeping bags for R$2,000… about US$1,000…! It doesn’t take much research to see that this is pretty extortionate in comparison to the costs of sleeping bags in the UK or US.

With the wintry conditions, we are fully expecting days where we will be rained on constantly, and that there will be some tough winds, so water/windproof layers are all ready to pack, as are base and mid layers to help us keep warm when the temperatures are low.

With the further training equipment – the Polar RS800CX watch will be useful to help us monitor our progress training, as will the Garmin Edge bike computer. And then of course the bikes and bike equipment… one decision to make is whether to get baggage racks with panniers, or a trailer….

BOB Yak trailer

Ortlieb Back Rollers are the options we are looking at for panniers: they can take a good amount of weight and are nice and easy to get on and off; BOB Ibex Plus and BOB Yak Plus trailers look to be interesting options – and price-wise it might make sense; they come with dry sacks, you can fit lots of cargo into them, and they are extremely stable. Problem will be getting them into the bags in New York, though they should fit into the large duffle bags… hopefully. Also trailers give us heavier loads to carry – the Yaks, 13lbs (5.89kg) and Ibex, 17lbs (7.71kg) – though the Ibex have suspension systems which would help on the rougher roads. Choices choices…

Aside from this, strong back and front lights not just to see in low light conditions, but to also help car drivers see us – especially important when visibility is low and the roads are curvy. The lights we are getting are Planet Bike Blaze – nice strong lights which can be seen  a mile away, just a problem of limited battery life at their strongest settings. And of course: the helmets. Definitely can’t be forgotten!

Sobre selims: Uma briga a mais, um treino a menos

Posted: November 1, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

O ciclista tem necessariamente três pontos de 3 pontos de contato com a bike: Guidão, Selim e Pedais.

O mais importe quando se trata de conforto é o selim. Pensando assim, sempre achei que vale a pena investir num bom selim se a proposta é dedicar horas ao uso daquela bicicleta.
Eu tenho já há mais de um ano, o selim que é unanimidade quando se fala de conforto em cicloturismo. Um selim inglês da marca Brooks que tem o mesmo processo de fabricação desde 1866. Os selims da brooks, são feitos de couro e não possuem nenhum tipo de acolchoado, trata-se de uma tira de couro maleável que se adapta às curvas do ciclista.  Esse processo de amaciamento dura em torno de 300km. Depois desse período o selim fica bastante confortável mesmo depois de 14horas pedalando no mesmo dia.

Eu tenho hoje três bicicletas, cada uma para usos diferentes, mas possuia apenas um selim Brooks, o modelo B17 Narrow.

Brooks B17 Narrow

Eu utilizava ele na minha bike de estrada, que apesar de não ser a que eu mais uso, é que quando eu pego, fico mais horas em cima. A minha bike urbana, que utilizo todos os dias roda muito mais, mas como são deslocamentos mais curtos eu acabo ficando no máximo 40minutos seguidos em cima dela. Já na de estrada pelo menos aos sábados são 4 horas pedalando.

Surgiu porém na semana passada a oportunidade de comprar mais um selim Brooks. Um amigo tinha comprado para montar uma bicicleta nova mas desistiu, então tinha o banco ainda sem uso. Vendeu para mim por um preço bem bacana e eu peguei. Trata-se de um outro modelo de Brooks, o B17 imperial.

Brooks B17 Imperial

Esse modelo difere um pouco do outro por essa abertura em cima. Ela existe por um motivo: aliviar a pressão no períneo e prevenir qualquer problema que esta possa causar.

Resolvi colocar esse novo selim na bike de estrada, e passar o antigo para a bike de uso diário.
Fiz a troca e saí para um treino na ciclovia do rio Pinheiros. Da minha casa até o acesso da ciclovia na Ponte da Cidade Universitária, são 5km. Com o selim novo demorei 1hora para fazer esse trajeto, foram 4 paradas para ajeitar o selim. A altura não era tanto um problema, mas a inclinação dele sim. As vezes escorregava para frente, as vezes ficava com a ponta muito para cima. Sei que quando finalmente cheguei na ciclovia começou uma garoa fina e já estava também escurecendo. Era pra ser um treino de 57km, acabei pedalando só 20km por causa de todo o tempo perdido na briga com o selim. Mas tudo bem, esse tipo de coisas acontece. Agora é tentar amaciar ele o mais rápido possível e me preparar para as provas de bike do final do ano.