2 dias, 200km – Parte 2

Posted: December 28, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Logistics, Photography, Português
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morungaba-bambuzal

A saída de Atibaia não foi fácil, antes de qualquer coisa tivemos que arrumar os problemas com com a bike do Ben, amarra daqui, tira o parafuso do meu bagageiro frontal e coloca no suporte traseiro dele, faz um monte de gambiarra e pronto a bike deve aguentar, re-organizar os alforjes, comer e sair para a estrada que tem 2 km de asfalto e depois um longo trecho de terra até a rodovia que estava em péssima condições e com uma subida longa cheia de crateras e pedras grandes. Acabamos empurrando a bike até o topo porquê com os problemas que já tínhamos tido com as bikes era melhor não ficar arriscando.
Já na rodovia os primeiros 30km foram tranquilos, é muito gostosos pedalar na Dom Pedro, o acostamento é largo e muito bem conservado, os caminhões buzinam o tempo todo nos dando apoio e nos incentivando. Pegamos a saída para Morungaba que é uma subida um tanto íngreme e sem acostamento. Aqui a estrada tem algumas surpresas como um lindo bambuzal que forma como se fosse um túnel. Não tem como não parar para admirar e também não querer aproveitar a sombrinha para um break.

Asphalt road into earth track...

Asphalt road into earth track…


Daqui pra frente o acostamento não existe ou quando tem é estreito e esburacado. Eu aconselho aqueles que vão pedalar por aqui a andar bem no limite entre a pista e o que deveria ser acostamento prestando atenção aos barulhos dos carros, se ouvir som de motor velho se arrisque e pedale por um tempo no acostamento. Não entendo qual é o tipo de magnetismo que fuscas, variantes, brasilhas e carros com mais de 15 anos sentem em nos assustar ou em tentar nos derrubar. As kombis mais a frente descobri que conseguem ser mais assustadoras, pelo fato de caber mais gente dentro que tentam nos dar tapinhas gritar bem alto e as vezes até espirrar água. Deve ter algum estudo psicológico sobre essa necessidade de nos ver desequilibrar em cima de nossas frágeis e indefessas bikes. Bambuzal Morungaba
Outra coisa importante nessa estrada é a presença de muitas motos de alta-performance correndo a milhão e desrespeitando toda e qualquer tipo de lei ou prudência. Apesar de olhá-los com certo medo os motociclistas tomam cuidado aos nos ultrapassar. E justamente por serem numerosos não têm como passar desapercebido um bar voltado para eles no centro de Morungaba o que nos pareceu uma ótima opção de parada. Tomamos gatorade, comemos um pedaco de bolo, nos reabastecemos de água e saímos de novo para pedalar.
O calor insuportável, e para melhor daqui pra frente as sombras eram raridades e doces surpresas numa estrada recheada de súbidas longas e poucas descidas.
Amparo é um vale, mas para descermos até ela temos que subir, subir e subir.
As subidas são longas e constantes o que as deixam mais fáceis o grande problema foi o calor ( sensação térmica de 44ºC) e a falta de sombras e opções de paradas.
Reclamei e muito e parei diversas vezes para me refrescar e molhar a cabeça.
Chegamos ao centro de Amparo, mas perdemos o último ônibus para São Paulo, liguei para meu tio que mora lá fomos a casa dele que nos esperava com carne na churrasqueira e uma latinha de cerveja bem gelada. Nos refrescamos e papeamos muito por lá. Depois o jeito foi pegarmos um ônibus para Campinas e de lá outro para São Paulo.
Chegamos em casa queimados e cansados, mas contente com o resultado do final-de-semana.
Aqui o link Garmim:
http://connect.garmin.com/course/2576891#.UNsbmHI_xyY.email

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