Archive for March, 2013

Banks of the River Ness

While waiting for the hard drive and the CF disk to be recovered (with the tecnicians now!! Hopefully should only need one more week or so to come back… hopefully they manage to get all the data!), I remembered that we had a few photos from Inverness that we took on a spare CF disk. I think I talked a bit about Inverness when we were going up through it, but this time we were coming down from the Orkney Islands, where we had met up with my mother.

Going back down south to Inverness from Thurso after we left the Orkney ferry, we took the bus rather than the train, though we would get a sleeper train down to London. It meant there was a bit of a hassle as we had to put the bikes into boxes to be able to put them into the bus – they wouldn’t let us take them otherwise, so we had to dismantle them and get them in one piece, and then reassemble them in Inverness to get to the train station.

Views back over the hills we had gone through and the coast we had cycled along. Very different going back down south by bus.

Views back over the hills we had gone through and the coast we had cycled along. Very different going back down south by bus.

The good thing about going by bus, however, was that we got to see over the route we had taken. The bus driver was crazy and was going pretty fast along the roads which seemed much narrower being in the bus than when were on the bikes – both Natalia and I looked at each other, thinking that we both must have been nuts to be going along that road with drivers like this! And am sure that this particular driver must have passed us a couple of times when we had been riding as the service from Thurso to Inverness was quite frequent. It was nice though – the two-and-a-bit day ride that we had taken from Inverness compressed into a four hour bus journey. This time we were able to sit down and relax, and enjoy the views as we went.

In Inverness we had a good seven hours or so to wait before the train, so plenty of time to put everything together, leave everything at the left luggage point in the station, have a nice long drawn-out lunch (at Zizzi again, where we had eaten on the stop-over coming up – as I say, definitely liked that place a lot), and then a stroll along the river. We could see mountains in the distance, mountains we had been and sweated through. It seemed a bit strange not having to ride any more, and the journey really was coming to an end with just a couple more days or so before going back to São Paulo. Both of us felt like we were in shape to continue for another couple of thousand miles or so, and I don’t think either of us really wanted it to stop and go home. So we sat down in evening on the sleeper train to London, much as we were pleased with ourselves for doing it, it seemed slightly anti-climatic… here we were going back down to London, and it will be a long time before we do anything like this again… Admittedly, the next time will over considerably longer distances and the challenges there will be fantastic, but all we could think about was that it would have been nice to have been able to keep going.

Hoje finalmente estreia o Entre Papos e Panelas, um programete semanal que teremos aqui no site.

A Dra. Isabella Alencar – nossa nutricionista funcional – comandará as facas e panelas da nossa cozinha para ensinar receitas super práticas, saudáveis e que certamente ajudará na nossa – e porque não sua – performance esportiva.

E por falar em performance nada mais justo que a primeira receita seja daquela que é adorada pela maioria dos atletas de alta performance: a batata-doce.O baixo índice glicêmico dela nos permite ter energia por mais tempo durante a atividade esportiva!

Abaixo uma lista de benefícios sobre esse tubérculo só lembrado nas nossas mesas durante as festas juninas:

  • Fonte de carboidratos, fibras;
  •  Rica em vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, ferro, potássio e fósforo.
  •  Regula o sistema nervoso e Digestivo;
  •  Previne a hipertensão;

Cada 100g de batata doce tem em média 116 calorias – 1,16g de proteínas, 30,10g de carboidratos e 0,32g de lipídios.

Satisfação total!

Como eu já disse viver na capital paulistana nem sempre é fácil, por isso a busca por lazer e uma vida saudável é interminável e um tanto desafiadora. Pedalar aos finais de semana para a praia ou interior é muito bom, mas para aqueles que tem sede por mais e mais, o jeito é incluir outros esportes. E as vantagens de diversificar as suas atividades esportivas não param só em te dar opções mas também previnem contusões e tendinites. Por exercitar diferentes  músculos com outros  movimentos gera um fortalecimento mais completo. A musculação sempre deixada de lado por aqueles que não buscam ficar bombados é essencial para uma evolução em qualquer esporte além de dar suporte para os ligamentos e articulações. Nós que precisamos estar com o corpo e a mente prontos para qualquer coisa já que esse projeto vai nos levar ao limite, ficamos cada vez mais versáteis e buscando treinos e atividades que nos ajudem. E foi por isso que começamos a escalar. A escalada é uma ótima dica para aqueles que buscam um corpo forte, alongado e maleável. Por trabalhar flexibilidade, resistência e força do corpo todo é um esporte mais que completo, sem falar da melhora na auto-estima, concentração e resistência mental.

Paulista - Va de BikeHoje mais do que nunca percebo como o mundo da bike e da rocha andam cada dia mais perto um do outro. Afinal de contas nada mais gostoso do que cair na estrada em cima da magrela, chegar no meio da natureza em algum cantinho razoavelmente perto da capital e escalar na rocha. Lá de cima ver a vista e pensar que conquistou não só quilômetros mas também “alturas”. Essa proximidade vejo pelos que estão a minha volta, a quantidade de gente indo e voltando da Casa de Pedra de bike aumenta mais e mais, hoje são organizadas pedaladas as quintas e até rola uns pedais longos de final de semana, na CP alunos novos são frutos invertidos, ciclistas que vão lá ver qual é a boa das agarras e paredões. Esse crescimento de ambos dos esporte é animador, e até dá um tanto de orgulho ver o rumo que as pessoas estão pegando. Na Europa o uso de bike e escalada como lazer e meio de se manter em forma já é antigo, e tenho certeza que um dos fatores por grande parte da postura aventureira, da consciência ambiental e da maneira de lidar com coisas ligadas a melhora da qualidade de vida sejam tão enraizadas.

Para pedalar existem diversos grupos no face, em blogs, bicicletaria e bairros da cidade que te ajudam a iniciar a prática já a escalada parece mais distante, por isso hoje vim aqui mostrar que não é tão difícil começar a escalar, muito menos ir atrás de experimentar. Treino de Equilibrio - Slackline

Caso você queira tentar a primeira vez num ginásio com diversos níveis de dificuldades e segmentos do esporte sugerimos a Casa de Pedra que fica pertinho do metro Barra Funda. Além de ser o maior ginásio de escalada esportiva do país com paredes de até 14m de altura e mais de 100 vias de escalada guiada, top rope e boulder você ainda conta com uma estrutura completa de musculação. É possível ir um dia só para conferir ou fazer um plano mensal, dá uma olhadinha no site ou passa lá e conversa na recepção.

Casa de Pedra climbing gym, São Paulo

Casa de Pedra, São Paulo

Para aqueles viciados em esporte na natureza, e não querem nem passar perto de uma academia, indicamos a Kaiporah uma agência de esporte de aventura que nasceu justamente para ajudar ao acesso a esportes como: bike, yoga, trekking e claro escalada. Todo mês são programadas diversas saídas para as rochas no interior que cerca a cidade de São Paulo. As vias normalmente tem de diversos níveis de dificuldade e eles fornecem todo o equipamento de segurança, lanches super saudáveis e instrutores super experientes que vão te ajudar a superar os obstáculos e conquistar o cume.

Esse domingo caso você queira ir conferir vai rolar uma saída para o Guarujá no Morro do Maluf com vias muito boas para iniciantes e intermediários, caso queira saber mais informações dá uma perguntada lá na pagina deles Kaiporah.

Conquering the Impossible / English / Français / Deutsch / 日本

Mike Horn’s journey around the Arctic Circle is truly inspirational and his book Conquering the Impossible, the story of this 12,000 mile (around 18,000km) journey is superb. Even if one doesn’t have plans of going to the North Pole, I would definitely recommend reading this.

Mike, with relatively little experience in the Arctic environment, set about in 2002 on this journey that would take him 27 months to complete; sailing against currents and winds to get to Greenland; going through the permanent pitch black night of the Arctic winter in northern Canada, struggling through temperatures reaching as low as -68C (-92F)(!!), coming face to face with polar bears and, in the summer, grizzly bears; falling into freezing water; losing control of his kite and being dragged  miles due to the speed it was going; worked his way through a massive amount of Russian bureaucracy and finally making it across Siberia (a large part through winter)… At the same time as this, meeting a vast array of generous and fantastic people who helped him on his way. Mike really reached the limits of what an adventure explorer could face., motivated himself to get past these boundaries and go through the environments in the winter, which nobody had gone before – for the simple reason that they would die. Incredible.

With our own plans of this expedition, reading about Mike’s journey is first of all very educational and then also extremely encouraging. The sponsorship; the equipment used, the plans made, the thought processes behind decisions, all interesting to see and useful for us to take into consideration. Though we will have our polar training in just less than a year, it was fascinating reading about Mike’s experiences with polar bears, and the understanding and experiences he gained through speaking with Inuit peoples and then face-to-face with them. He talked about how you can tell what mood the bear is in by just looking at the tracks; how wide they are and what angles they are going in – essential in being able to gauge how to react to it if you were to actually come close to it… the details he provides of his adventures throughout the book make for a really riveting read.

All extremely absorbing and keep the pages flicking by, and I would highly recommend it!

Entre Papos e Panelas

Posted: March 19, 2013 by Natália Almeida in Nutrition, Português, videos
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Essa quarta-feira (20/03/2013) estreia o Entre Papos e Panelas, um programa comandado pela Isabella Alencar onde você vai aprender várias dicas e receitas para uma vida saudável.

 

 

 

Conflitos e confissões sobre São Paulo

Posted: March 18, 2013 by Natália Almeida in Cycling, Environment

Sao Paulo

Estar em São Paulo nem sempre é fácil. A relação com a cidade é como uma montanha russa sem fim. Num mesmo dia consigo sentir tantas coisas, pensar tantas coisas, querer tantas outras… Minhas raízes já não estão nessa terra há tempos, e a cada hora questiono minhas razões de ainda estar aqui.

Sao Paulo trafficA cidade pede tanto de mim: tempo, paciência, compreensão e às vezes ignorância. E o que me dá de volta?
Me dá trabalho, me dá opções e me cansa.
Olhando para trás consigo ver uma Natália apaixonada por essa metrópole, que ia a cinemas, festivais, parques e teatros. Que caminhava pelas ruas de Perdizes, Pompeia,  Vila Madalena e Bela Vista sem rumo, e com alguns amigos. Que ria a toa e só conseguia ver coisas boas.
Mas tudo muda tão rápido, né?
E a cidade não é a mesma de 13 anos atrás, hoje o trânsito não tem horário, o metro é lotado sempre, e a segurança nas ruas piorou e muito.
Fico pensando que não deve ser fácil para os que tem 15 ano hoje.
A cidade até que tenta criar opções ao ar livre, e hoje em dia que ando de bicicleta me vejo querendo mais, mais e mais. E não sou só eu não, muito gente quer. O número de pessoas pedalando, patinando e andando de skate nas ruas aumentou, mas junto com isso o número de acidentes em uma cidade nada preparada para os esportistas outdoor. As pessoas saem de casa com seus transportes em busca de vida mais livre e independente. Porém o investimento para que essa vida saudável e relax é pouco, e espero que isso melhore. Quem sabe com mais segurança para pedalar para o trabalho, para as visitas a amigos e familia, para relaxar e com menos carros, eu volte a ter aquele amor que tinha por essa minha cidade ainda querida mas um tanto ingrata!

I haven’t been posting much recently, for something I think I mentioned briefly in a couple of posts, in that we have had a bit of a data disaster… well, two data disasters really… and I have been waiting to try and get things sorted out.

First problem occurred in the Orkney Islands with a Compact Flash Disk -a 32GB Sandisk Extreme card, that had accumulated 27GB of photos and video from a couple of days on the island. I was about to upload the information to the computer, and was previewing a couple of photos on the computer… when suddenly the computer stopped reading the card and started saying it needed formatting. Very annoying considering all that information and the images from those beautiful islands. (Reading about this CF card afterwards, even though Sandisk are considered good, a number of people have had this problem with this particular CF card)

Second and much worse… when starting to organize all the photos and video from the entire LEJOG course we had gone through, with everything temporarily on an external 1TB hard drive before we copied them to our main backup server… (though quickly editing some video to put as a short clip on the site)… the HD fell on to the ground. Entirely my own fault. I picked it back up and initially it was still being read by the computer, though making a beeping sound… I didn’t realize exactly what this meant until it was too late (it basically means “unplug, now!!!” because the motor had been damaged) and then it stopped working.

Extremely frustrating and annoying. We have hopes that the data can be recovered – we have taken to specialists here in São Paulo who have run a diagnosis: the HD has got damaged MTF and LBA sectors, as well as bad blocks and a broken motor – they think there is a 65% chance of total data recovery – while the CF disk has defective MTF and LBA sectors. Whatever exactly these sectors are, am not sure (reading about it they seem to do with the way all the information is organized, though ultimately for me it is a bit meaningless)… though the specialists here think that the CF disc has only 50% chance of total recovery. All for a total cost of about US$ 1200 for them both.

Looking at companies in the United States and it seems that things aren’t any cheaper up there either, with prices with Ontrack being between US$900-$2000, just for the hard drive. Another company, Platinum Recovery estimate between US$500-$1450 for the HD and $200-$900 for the CF disc… oh and we would have to fedex things to them and get another HD back… without doing their own diagnosis, they give an average of 95% recovery…

What to do? Well, we have to get the data back, so not much choice in the matter, and thinking about all the potentially lost files is quite sad, so I guess we just have to bite the bullet. Lessons learned? Yes. Nasty lessons which you don’t want to have to repeat in a hurry:

Always back up everything you can as soon as you can no matter where you are. If you can, backup in multiple locations; on to the cloud if possible and will have access to fast internet connections, but if not bring other spare HDs.

Use smaller memory discs in your camera. 27GB is a lot of information to lose. It might not be as convenient or easy to use smaller cards, but you don’t have to worry so much. Coming back to the previous point, if your camera has a slot for a second memory card like mine, use it for backing up instead of for extra space.

Painful thinking about all of this – to be honest I just want the  images and video back, which would be like anyone in a similar situation.

Vocês já ouviram falar e muito da Dra. Isabella Alencar, mas para aqueles que ainda não conhecem o seu blog, aproveitei para divulga-lo um pouco com essa promoção:
Concorra a um blend de proteína!!Para concorrer é necessário responder a pergunta na foto do link abaixo: A proteína é importante na alimentação para..?

Não esqueça de curtir a fanpage da nutri Isabella Alencar Nutricionista e compartilhar essa foto!

www.facebook.com/photo.php?fbid=420861051336968&set=a.380368035386270.90607.379406892149051&type=1&theater

Concorra a um blend de proteína!!Para concorrer é necessário responder a pergunta nesse post: A proteína é importante na alimentação para..?

Não esqueça de curtir a fanpage da nutri Isabella Alencar e compartilhar essa foto!

Promoção Blend de Proteína
1,480km in cycling through the British winter
1,500km in cycling through the British winter

Hoje aqui posso agradecer aqueles que nos ajudam e que o apoio foi de suma importância nessa mais nova conquista.

Obrigado a Casa de Pedra por estar ao nosso lado desde o começo, onde podemos treinar em uma estrutura completa e nos manter condicionado para qualquer desafio: seja escalada, ciclismo, montanhismo ou corrida. Você nos dá flexibilidade para fazer dessa expedição um  sucesso.

Obrigado Dra. Isabella Alencar por acreditar em nós, por estar sempre atenta a tudo que possa melhorar nossa performance, por nos instruir em cada treino e em cada nova modalidade que entramos e por nos ensinar o valor que uma boa alimentação tem na vida de um atleta. Certamente sem a sua dieta esses 17 dias pedalados teriam sido muito mais cansativos.

Obrigado ao Fabio Jobim  com seus treinos na escalada reforçando e desafiando minha cabeça mais e mais, por trabalhar minha resistência e me deixar pronta para esse desafio!

Obrigado a minha família e amigos que me apoiaram todos os dias. Que o 360 Extremes continue me levando a lugares e experiências que exijam de mim superação.

On the start line... 1,500km to go..!

On the start line… 1,500km to go..!
1,480km in cycling through the British winter

1,500km in cycling through the British winter

Right, we are still waiting for the hard drive and the CF card to come back along with the recovered data. The good news from the technical guys looking into it is that they will be able to recover the data. Great news, really, as imagining losing all of those photographs and videos is really not a very nice thought at all. Just when we will get everything back is another question. There are loads of posts that I want to write, but I think it would not be so good without some of the photos I want to show – just a short clip of the hellish conditions on the final day of cycling would be nice! But no, not until we get back all the recovered data. I just hope that no files have been corrupted…

On the start line... 1,500km to go..!

On the start line… 1,500km to go..!

So for now, here are a few pictures taken from the course of the winter ride from Land’s End to John O’Groats (excluding the final day, which is the time from when no files had been downloaded from the drive). It was an incredible experience all round, really. I feel (justifiably, I think!) quite proud of myself and Natalia, though at the same time a little worried about Paulo and his knee – as I mentioned in an earlier post, this would need to be sorted out as we definitely don’t want a repeat of that on the expedition itself – hopefully there is no long-lasting problem. Coming back to the positives, however, and it was great as at the end of the day (though I had a couple of problems with my knee early into the ride before I got by saddle height sorted out), we both felt like we would have been able to just keep going indefinitely; a feeling that bodes well both psychologically and physically for the main expedition to come.

Plenty more training to come,  however (next one will be in the Arctic circle for a month or so, and also there are thoughts about returning to Bolivia as well as plans for a traverse of the Greenland ice-cap…!), so please keep following and supporting! It is great to have your support for the project particularly because we have never done anything like this in the past and we are learning all the time to make a dream (a particularly ambitious dream, mind!) come true…!

Naty e Ben em John O'Groats

We did it!!! Completed the Land’s End – John O’Groats route, through the British winter! Tiring, but at the end of it all… great fun and I guess we are pretty pleased with ourselves!

First of all, however, apologies for the time it has taken to post this, and for the lack of photos: when writing this post, the hard drive with all the photos and video (300GB or so) fell on the floor just as we were about to make a backup and was damaged. Typical timing, really. That was almost a week ago – I wanted to post this with some video and pictures of the final day, so the morning after it was damaged, we took it to a place to try to recover the data (don’t really care about the hard drive; just want the photos and video!!), however, they are still working on it. Enormously frustrating. So no photos or video for a bit, though hopefully this week we will know something at least. So here’s praying that we will recover some/all of it. (The photo posted is one we just saved onto the computer earlier… at least it’s something, though!)

But anyway… yes! We did it!

Route to John O'GroatsThe last day was short and was meant to be a walk in the park, as it were. 15km… 7 or 8 miles… easy, huh?

It was… painful. Winds of around 35 miles per hour, occasionally from the side, occasionally tail-winds… and on the way back from the end point, directly into our heads… Painful. There was snow… it wasn’t falling: it was going horizontally. On the flats where we had a tail wind, we were cruising at 50 kmph without even pedaling… When the winds were coming from the side, we had to ride diagonally into the road in order to go straight as the force of the wind really was pushing us. Then the occasional gusts stronger than ever almost caused us to go off of the road a number of times. Thankfully there was very little traffic so we were not in danger of going under anything, and the cars that did pass us; well I can imagine that the drivers must have thought we were absolute nutters riding in those conditions… and they gave us nice wide berths so as not to kill us! Even more thankfully, there was no heavy traffic at all. In some regards, we were thankful that we didn’t stay at Wick for the night as that would have meant an extra 10km or so riding, though at the same time we regretted not having completed the entire thing the evening beforehand when the conditions were nice. Ah well.

So getting to the end… in the conditions we were more worried about staying on our bikes than celebrating, so I guess we were muted in our vocals! We were probably laughing more at the whole ridiculousness of riding in that weather than realizing that we had just completed almost 1,500km… 1000 miles of riding through often treacherous and very demanding conditions…

We kissed and gave each other a hug… laughed about the conditions a bit more… stopped for a few pictures by the John O’Groats – Land’s End sign… saw another couple of people who had come by car and were taking some pictures, trying not to get blown over, and then headed back into the vicious headwinds and snow that were impossible to look ahead into.

Natalia was exhausted, not physically, but I guess more emotionally as we had finished the course, but still had to go back into that wind a little to a place where we could rest. She ended up pushing her bike the 400m to an Inn where we would stop and have a celebratory soup and coffee; I just looked directly downwards and forced myself to get there. 400 metres of probably the most painful riding I have ever done.

But… while it hadn’t really sunk in when we were at the ending sign… we had done it! wooooohhh!!!

Naty e Ben em John O'Groats 

Antes de começar a falar do último dia, queria explicar o motivo da falta de fotos nesse post, a verdade eh que o HD com tudo da viagem quebrou e está em conserto, assim que tivermos tudo vamos colocar as fotos desse e dos outros dias nas galerias.

Foi um tanto difícil controlar a ansiedade pelo último dia. Na verdade eram tantos os sentimentos na manhã que o mais complicado era saber a qual dar uma atenção maior. A essa altura o sentimento de vitória e conquista ia tomando conta da minha cabeça mas ao mesmo tempo eu me podia me ouvir falando ao fundo que a expedição ainda não havia terminado e que por mais que tivéssemos apenas 15km a nossa frente, olhando para trás eu pude ver que não houveram dias fáceis, até nos mais leves houveram grandes desafios e aprendizados. O inverno costumava ser sempre o maior dos opositores nessa batalha por conquistar quilômetros, e mais uma vez ele se provou duro.

O dia anterior tinha sido frio mas não houve ventos fortes ou chuva ou neve, assim a expectativa para o dia seguinte era que poderia piorar mas ainda assim não poderia ser as piores condições. Olhando a previsão mostrava que o dia teria ventos de até 60m/H, mas como sairíamos cedo do hotel e a distância era curta talvez conseguíssemos chegar a John O Groats com um tempo razoável.  Grande engano! Acordamos e no quarto já dava para ouvir o barulho do vento, abrindo a cortina víamos flocos de neve ensandecidos e girando de um lado para outro, os galhos das árvores balançava forte numa dança sem ritmo definido e tudo mostrava que a jornada poderia ser curta mas também a pior em dias.

Arrumar as coisas a essa altura é algo simples e rápido, cada um já sabe o que colocar em cada alforje e o que no começo levava meia hora hoje leva menos de 10 minutos. Comer o café da manhã é sempre bom e um tanto curioso, a essa altura ainda me impressiono com a capacidade do Ben em comer English Breakfast na manhã enquanto eu fico no chá com torradas e cereais. Se eu comesse salsichas, ovos e bacon frito com tomate, cogumelos e feijão pela manhã meu dia seria com dores estomacais e diversas idas ao banheiro, mas com ele não tem problema algum. Certamente um estômago muito mais resistente!

Começar a pedalar foi apreensivo no começo, os ventos podem ser confusos, e por mais que tenham uma direção dominante eles se rebelam e acabam mudando de direção. No começo vinha do lado e para variar a luta era para que a bike ficasse num canto seguro da estrada, que não tinham muito movimento de carros, o que ajudou já que assim poderíamos ficar mais no meio da pista. O vento contra o rosto tornava a experiência dolorosa, e olhar o caminho ficava quase impossível. Era um tanto assustador ver as placas de trânsito e dos vilarejos cobertas por neve, todas congeladas; os gramados brancos e as ovelhas todas juntas tentando se aquecer o quanto podiam. As aves no céu lutavam contra o vento e pareciam perder a cada investida, era possível ver elas tentando voar para um lado e o vento as levando para outro. Cheguei a rir da insistência das pobres aves em ir para onde o vento não as deixava sem me dar conta de que eu estava na mesma situação. Mas como que se dando por vencido o vento que me segurava passa a me empurrar e percebo que depois de tantas curvas a estrada me colocou no sentido certo. Parei de pedalar e curti o empurrão, as pernas começar a tremer de frio e me dei conta que precisava manter as pernas movendo para me manter aquecida.

Ver a placa Welcome to John O´Groats!, me fez sorrir, a felicidade de ser bem vinda pelo lugar que almejo chegar há 21 dias é uma recompensa não só por todo esforço, dedicação e investimento nessa expedição mas sim uma recompensa por todo o último ano de treino e estudo, por toda a nossa mudança de vida para estar mais e mais aptos para o 360 Extremes. E passando por aquela placa, pensando em tudo isso sigo pedalando atrás do Ben e sei que ainda não acabamos, aquela placa é um sinal de estamos completando mas o Final é no marco e não na placa. Seguimos em frente, paramos em um Pub para saber onde exatamente estava o marco e olhando para fora da janela deles pude ver como o vento e a neve pareciam ganhar força. Menos de 1 km nos separava do nosso pódio, então com um sorriso largo subimos nas nossas bikes, clipamos nossos pés e pedalamos. Olhando em frente ansiosos em avistar algo parecido com o que deixamos em Land´s End. Não vou mentir falar que ver algo simplesmente pintado no muro foi um tanto decepcionante, mas mesmo assim descemos das bikes pulando de alegria. Aquele era o nosso momento, emocionados nos abraçamos, rimos, gritamos. Comemoramos do nosso jeito, e o frio estava ali a toda a nossa volta, se mostrando o parceiro inseparável dessa aventura. Eu bem que queria ter uma garrafa de champagne na hora para imitar os corredores da F1. Mas o jeito foi tirar a foto com o rosto gelado e banhados pelas gotas da chuva.

Entramos na lojinha e compramos uma caneca para simbolizar o nosso troféu.

Mas depois de todo esse sentimento de vitória tivemos que subir de novo nas bikes e voltar para o pub para pedir um táxi. Pedalar de volta aqueles 600m finais, subindo na bicicleta eu já realizei que isso seria muito, mais muito difícil mesmo, só não percebi que seria doloroso. O vento incrivelmente forte me jogava para trás e parecia uma parede que não me permitia sair do lugar, mais uma vez senti tapas do vento contra meu rosto e olhar para frente era impossível. As gotas acertavam meus olhos por cima dos óculos e me obrigava a fechá-los. Pedalei com força, tentando me guiar pelo asfalto da rua o quanto pude, olhando para baixo. Avistei o pub e o Ben pedalando em frente, o vento me batia com força e parecia não me querer de volta aquele lugar que me parecia quente, protegido e seguro. Uma hora desci e empurrei a bike. Chorei aqui, chorei de dor, meus olhos doíam por causa do vento e da neve. Subi na calçada do pub e o Ben veio me ajudar. Entrei no pub e lá ele me abraçou e me confortou. Quanto frio, quanta força um simples sopro pode ter.

Essa expedição acabou, depois fomos para Orkney Island ver as paisagens, continuar na companhia dos ventos mas com menos oportunidades de pedalar. A jornada em busca de experiência e preparo físico e mental para a grande expedição continua e esse ano com ainda mais aventuras, treinos e aprendizado.

 

The end is in sight. Almost

The end is in sight. Almost

Ao acordar de manhã passo a me sentir um pouco mais matemática do que comunicóloga, tudo isso porque inconscientemente me pego fazendo contas de quanto percorremos e de quanto ainda falta, e nessa manhã a resposta da equação me fez sorrir mas também me fez pesar. 100km para o nosso objetivo ser alcançado, tão pouco para que toda essa rotina de desafios e aprendizado se encerre, nessa pequena equação vejo mais que números, porque nesses 1400km percorridos vivi cada metro, suei cada subida, superei cada vento, me aqueci a cada mudança de tempo e cresci como pessoa, como ciclista, como cidadã. Tantas pessoas nos receberam com tantas histórias, conselhos e uma mão estendida para qualquer duvida ou problema. Curiosos pelo caminho nos chamavam de loucos e perguntavam sempre no porque de encararmos a LEJOG nessa época do ano. Os únicos a fazer isso agora, os únicos vistos por aqueles que nos acolheram, por aqueles que nos atenderam nos cafés e lojas de conveniências. O motivo talvez seja mais claro hoje do que quando saímos, é simples: aprender a lidar com todas as surpresas que as mudanças climáticas podem nos pregar. Acredito que isso conseguimos: lidamos com ventos de todos os lados, chuva forte, granizo, neve, icy, tudo isso junto, o dia de ameno e sem ventos se transformar em questão de segundos numa tempestade… Tivemos dias longos, semana inteira sem descanso, melhoramos nosso ritmo, melhoramos nossa potência, criamos uma sinergia e uma rotina nossa. E chega a todas essas conclusões de manhã, ao fazer a simples equação de quanto foi e o que falta, me entristece um pouco, porque parece que estou mais perto de parar de aprender, de parar de melhorar, de parar de conhecer.

The route to Keiss

The route to Keiss

Puxo meu pensamento para o fato de que hoje o dia não será fácil, a rota é montanhosa e promete uma subida interminável logo nos primeiros 20km, o clima dá pra ver que não está o mais amigo e se no dia anterior já não havia opções de parada, nesse então teria menos ainda. Pelo menos sair do Inn era algo um tanto motivador, o lugar era péssimo e eu não via a hora de chegar na próxima parada.

A ideia inicial era pararmos em Wick, mas resolvemos percorrer a maior distância possível porque o clima ia piorar ainda mais no dia seguinte. Sair de Brora foi bem tranquilo, a montanha lá no fundo com uma subida constante, longa mas não muito profunda. Agradeci o hotel ficar há uma distância razoável da subida porque consegui aquecer antes. O nosso ritmo estava tranquilo sem muita pressa. Essa seria uma subida bem longa de mais ou menos 15km, superado isso descemos uma ladeira de graduação 13% por uns 3km e no fim um curva fechada e uma subida nada amiga de 13% por mais 3km. Mais uma vez me vi pensando “porque não construíram uma ponte ali!”. Eu parei parar tirar fotos logo na curva e fazer vídeos do Ben, o problema depois foi subir na bike e encarar a subida, a estrada pra variar não tinha acostamento e era mão dupla, e com os ônibus passando ficava um tanto inseguro subir e começar a pedalar. Empurrei a bike até depois da curva e dali pedalei. Paramos no topo, depois de comemos umas barrinhas, tomamos água e combinamos de parar no primeiro serviço para tomar algo quente. Mas quanto mais norte estamos mais difícil fica de encontrar paradas. Passamos por diversos vilarejos, em Helmsdale acreditei que acharíamos algo por parecer um lugar maior que os outros, mas nada tudo fechado, entramos em Lybster e a cidade era super pequena e parecia um tanto abandonada, quase ninguém na rua os café e restaurantes fechados mas por sorte um mercadinho estava aberto e lá comemos e bebemos café. Dali em diante o desafio foi o frio mas sem muitas subidas significativas.

Looking over Berriedale, just north of Helmsdale; pausing for a break up the hill

Looking over Berriedale, just north of Helmsdale; pausing for a break up the hill

Um pouco antes de Wick o vento ficou mais intenso e vindo pela lateral, dava pra ver as ovelhas todas amontoadas tentando se aquecer e se proteger, mas nós não tínhamos muita opção além de pedalar. Chegando em Wick a cidade era bem maior, um mercado logo na entrada e não resistimos de parar para comprar algo para comer. O triste dessa parte é que na hora de continuarmos o Ben deixou o óculos cair sem perceber, parou uns 5 metros depois sentindo falta mas deu pra ouvir o som do carro atropelando e destruindo o seu óculos. Ele ficou bem chateado, mas pelo menos isso aconteceu agora e não há 17 dias atrás.

Seguimos até Keiss onde ficamos num Inn. O dia seguinte seria curto, mas olhando a previsão na internet não era nada animador, era certo que no dia seguinte encararíamos as piores condições da viagem!

 

Accompanying the single-track railway line northwards, passing plenty of small bridges on the way

Accompanying the single-track railway line northwards, passing plenty of small bridges on the way

Deixar Inverness deu um apertinho no peito, a cidade parecia ter tanto para se conhecer mas tivemos tão pouco tempo que tivemos que deixar para uma próxima oportunidade. A essa altura já sei que quando o Ben fala que o dia vai ser sossegado tem alguma pegadinha, e hoje não foi muito diferente. O dia estava bonito, e a rota seguia perto do mar quase o tempo todo. Seriam quase 94km e o clima estava com uma cara amigável no começo do dia. Logo nos primeiros 15km passamos por tantas pontes que perdi as contas, o bom foi que como não ventava tanto passar por elas não era algo tão complicado. O caminho todo tivemos que dividir a pista com os carros, uma pista pra ir outra pra voltar, o acostamento continua inexistente. Os motoristas sempre nos respeitando e nos ultrapassando com segurança, a diferença entre os ingleses e os escocês pra mimm é clara: a velocidade com que eles passam, na terra das ovelhas o limite de velocidade deve ser bem mais elevado, e alguns carros passam tão rápido que só os vejo fazendo a curva lá na frente.

Stats - Inverness - BroraO frio ameno deixa o pedal mais leve, em compensação acabamos suando um pouco mais embaixo da roupa e temos que refazer os layers, que com menos uma camada na descida nos esfria bastante. Algumas subidas pelo meio do caminho mas nenhuma que ficasse na memória. O grande problema é não ter onde parar para comer, tomar um café, ir ao banheiro ou simplesmente parar. Nesse dia eu parei atrás de moitas para fazer xixi, porque se fosse esperar ia ter que parar depois de 80km. Diversas placas apontavam caminhos ara castelos e muralhas, mais um arrependimento, não tínhamos tempo de desviar a rota e ficar parando para conhecer. Antes de Golspie não conseguimos não resistir de parar para admirar o pôr do sol, lindo demais.

Enjoying the view along the coast near Brora at dusk

Enjoying the view along the coast near Brora at dusk

Depois dessa parada na saída de Golspie uma subida bem paredão, pedalei sem acreditar que o Ben não havia falado nada, mas fui mais uma vez pedalando com paciência. Pude ver que a subida continuava numa curva fechada e me lembrei das tantas montanhas que passamos: Mandeep, Shap e a montanha na entrada de Lancashire.

E pensei certamente essa deve ser tipo aquelas, longas, sinuosas e intermináveis. Para a minha alegria, depois da curva ela terminava. Segui esperando por mais, mas nada. Subidinhas tão suaves que não tinha nem o que falar. O B&B que ficamos era bem na entrada da cidade, que não era muito grande. Em cima de um pub, e o quarto não era lá grandes coisas. O banheiro parecia ter um monstro vivendo escondido, cada vez que você ligava a torneira, o chuveiro ou dava descarga, um barulho grave e alto começava e só parava uns 5 minutos depois que você parou de usar a água. O pior de tudo é que foi o lugar mais baratinho que arrumamos na cidade e um dos mais caros da viagem até agora. Um absurdo na minha opinião mas como não tinha opções de warmshower ou couchsurf e também é bem difícil achar lugares abertos nessa época do ano o jeito foi não reparar no lado ruim e aproveitar a nossa única noite na cidade.