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Como reportei no meu ultimo post, tenho sentido dores no joelho direito, por causa disso vim antes para Edimburgo procurar um médico. Com a ajuda do meu seguro saúde internacional, fui a um consultorio e o diagnóstic não foi dos melhores e nem dos piores. Estou com uma pequena inflamação no menisco. A recomendação do médico foi ficar sem pedalar de 7 a 10 dias. Como não é possível em nossas férias termos uma flexibilidade tão grande para nosso treino não vou mais poder acompanhar o Ben e a Nati.

Isso me deixou chateado por diversos motivos. 2012 foi um ano em que pedalei muito, e não estava esperando ter nenhum problema físico causado no ciclismo. Eu estava preparado psicologicamente para talvez ter que parar por motivos climáticos que não dependem de mim, mas isso é bem diferente. A minha confiança em mim mesmo nesse momento está minada, e vai ter que ser trabalhada novamente durante o ano. A causa da dor ainda não sei, mas acredito que seja algum problema na minha postura em cima da bicicleta, acho que um bom bike fit feito por um fisioterapeuta talvez resolva. É uma pena também que não vou pedalar pelas highlands e pelo norte da Escócia, isso é algo que eu realmente queria fazer. Eu até poderia tentar continuar, mas o grande problema é que aqui as estradas não tem muita estrutura e as as cidades são bem mais distantes umas das outras. Se algo acontecesse no meio da estrada, esperar por socorro significaria ficar horas exposto ao frio, chuva, vento e tudo o mais que o inverno britânico tem para oferecer.

Só me resta tocer para que tudo dê certo com o Ben e com a Nati, e que eles cheguem em John O’Groats no dia 13. Vai ser ums pena não estar nesse momento que deve ser emocionante. Desejo para eles vento nas costas e nenhum pneu furado! Enquanto isso aproveito para conhecer melhor Edimburgo e passar mais tempo em Londres.

Lancaster, Carlisle, e agora de trem para Edimburgo.

Posted: February 5, 2013 by Paulo Filho in Uncategorized

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A pedaladas por aqui tem sido ótimas, vistas lindas, pequenas vilas muito bonitas, muitas igrejas antigas, e tudo o mais que o interior da Inglaterra pode oferecer. Foram bem legais também os dois dias que passamos em Lancaster com a familia do Ben. O previsto era ficarmos um dia só lá, mas resolvemos ficar um a mais, porque estava muito gostoso lá e tambem para nos recuperarmos dos 7 dias seguidos de pedal com media de distancia superior a 100km por dia!!

Fomos muito bem recebidos pelos 3 sobrinhos pequenos do Ben, Isaac, Felix e Gabriel. O mais difícil de sair de Lancaster foi dar tchau para esses garotos que em apenas 2 dias consegui me apegar bastante.

Cheguei em Lancaster já com dores no joelho direito, tomando anti-inflamatorio e analgésicos. Os dois dias de descanso, colocando até bolsa de água quente no joelho pareciam ter resolvido as dores, sendo assim, saímos de Lancaster com destino à Carlisle, nossa ultima parada na Inglaterra.

Foi um pedal longo, de 103km com uma montanha muito bonita no meio do camino, 15km de subida gradual que o vento nas costas nos ajudou a subir, uma paisagem realmente bonita de uma forma bem diferente. Tudo que se podia ver eram montanhas bem verdes e muitas ovelhas.

Conforme iamos descendo pelo outro lado da montanha, o tempo foi ficando pior, e os fortes ventos laterais traziam um fino granizo que parecia rasgar a pele, mesmo usando balaclavas e óculos. Eu e a Nati conversando depois tivemos a mesma impressão de que quando nos olhássemos no espelho veríamos nossos rostos cheios de sangue. Felizmente não foi tão grave assim.

No final do dia meu joelho já apresentava dores novamente, e dessa vez elas não foram embora depois de um banho quente e uma noite de sono. Acordei ainda com dores e achei melhor pegar o trem para Edinburgo, onde vou procurar um médico para ver melhor isso. Felizmente eu tenho seguro médico internacional e isso deve ajudar.

Só vou encontrar o Ben e a Nati novamente amanhã pela noite, quando eles devem chegar em Edimburgo, espero que até lá eu já esteja recuperado e que continue com eles o percurso até John O’Groats. Estou escrevendo esse post enquanto estou no trem e tudo que vejo pela janela são campos completamente cobertos de neve, espero que isso não seja problema para meus amigos na estrada e que dê tudo certo.

On the Road to Timsburry
Agora a pouco terminamos nosso 4 dia de pedaladas. O primeiro teve 95km, o segundo 111km, o terceiro 53km e hoje foram 65km.

O meu resumo dos 3 primeiros dias é o seguinte:

Dia 1: (Land´s End -> Bodmin) Muito molhado, mesmo estando muito bem equipado e com roupas ideais ficamos completamente encharcados! Ventou muito, e todo o goretex não foi suficiente.

Dia 2: (Bodmin -> Exeter) O dia mais longo até agora foi bem cansativo. Assim como no primeiro ainda estávamos pedalando em vias principais, algo pareceido com a Castelo Branco, mas com mais subidas! Choveu bastante também, mas nada comparado com o primeiro dia! Aqui a roupa já conseguiu segurar a chuva.

Dia 3: (Exeter -> Talton) O dia mais curto e mais tranquilo até agora. 53km, sem muitas subidas, com um tempo muito bom, percorrendo uma via vicinal bem bonita e terminamos a pedalada ainda com bastante luz do sol.

Hoje apesar do tempo não estar tão bom quanto ontém também foi bastante interessante, seguimos na mesma estrada vicinal de ontém, bem bonita mesmo! Começamos com um tempo bom, mas ele foi ficando mais fechado com o tempo. Mais ou menos na metade do caminho estava Glastonburry, uma cidadezinha que desde 1970 é sede de um festival de artes que leva seu nome. O festival é um dos maiores da Europa e já teve apresentações de bandas como Pink Floyd, David Bowie, The Smiths, Jhonny Cash, Paul McCartney, James Brown, Lou Reed e muitos outros. Lá paramos em um PUB, pra um almoço bem gostoso. Nessa hora foi que o tempo virou de vez e a chuva e os ventos apertaram. Pelo menos era um vento nas costas!!! Alguns kms depois de Glastonburry enfrentamos uma subida bem complicada, algo parecido com o Pico do Jaraguá, apenas um pouco mais fácil, mas mais longa! Com todo o peso das bikes as subidas são bem mais complicadas! Agradeço sempre a relação 22×32!
Depois dessa descida foi só alegria até chegar no nosso destino: Timsbury! No caminho vimos algumas partes que ainda estão sofrendo um pouco com as recentes inundações que afetaram o sul da Inglaterra!

O que eu tenho achado bem interessante da viagem até agora, é que além de um ótimo treino, tem sido um incrível intercãmbio cultural! Tirando ontém que ficamos em um Bed & Breakfast, as outras noites foram em casas de pessoas que conseguimso através de Couch Surfing e WarmShowers(igual Couch Surfing mas exclusivo para ciclistas). Essas pessoas tem nos acolhido muito bem e trocado muitas experiências, nos explicam sobre as coisas da região e assim me sinto cada vez conhecendo mais da cultura britânica!
Já me acostumei com as chuvas e com os seguidos dias de pedaladas. O frio é realmente o menor dos problemas, não incomoda em nada! Tudo que posso esperar agora é que o treino continue como está, tempo suportável, motoristas respeitando e corpo funcionando!

360 Extremes em mais um rede social: Tumblr

Posted: January 13, 2013 by Paulo Filho in Uncategorized

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Já faz algum tempo que o o 360 extremes tem uma conta no Tumblr.

Pra quem não conhece, o Tumblr é uma ferramenta que fica entre um serviço de blog e uma rede social. Ele é como um micro blog que tem como principal característica o rápido compartilhamento de posts.

A nossa intenção é que esse seja um canal visual do nosso projeto, lá não há textos e nem conteúdo não original. Ele funciona como um portfólio fotográfico do projeto onde colocamos as nossas fotos de treinos e encontros. Prepare-se para paisagens incríveis, estradas lindas, cilcismo, montanhismo, escalada e tudo mais que já veio e está por vir.

Ele não vai substituir nosso blog nem nosso perfil no Facebook, é apenas mais uma canal de comunicação.

Muitas vezes registramos treinos e passeios que não merecem um post no blog, lá será o lugar dessas fotos.

Não deixe de fazer uma visita, o endereço é fácil: www.360extremes.tumblr.com

Abaixo uma amostra doque você vai encontrar lá. Algumas dessas fotos já passaram por aqui, mas tá cheio de coisa nova também!

AUDAX e o calor.

Posted: December 12, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized
Na largada. Foto: Valdeir Silva

Na largada. Foto: Valdeir Silva

Recapitulando rapidamente para quem não leu o meu post pré-prova. Audax é uma modalidade  de ciclismo não competitivo onde o objetivo é percorrer longas distâncias de uma maneira totalmente autossuficiente.

Eu tinha feito o Audax 200 no final do ano passado. Finalmente tinha chegado a hora de fazer denovo, agora em outro trajeto. Como previsto, logo de manhã o clima já mostrava que ia ter muito calor.

A largada foi dada as 07h em ponto. O primeiro Posto de Controle(PC1) foi depois de 67km pedalados. Ali comi uma banana, enchi as 2 caramanholas, uma com água e a outra com gatorade e segui viagem, dessa vez acompanhado de um amigo que eu nem mesmo sabia que participaria da prova, o Renan. Seguimos pedalando em um ritmo confortável, sem forçar e também sem ir muito devagar. Fomos pedalando ele, eu e o Davi, que conhecemos na estrada mesmo. Seguimos juntos até o PC2 que ficava 107km depois da largada. Chegamos ali as 11h33. Aí o calor já era bastante forte, tanto que muitos dos participantes aproveitaram a estrutura do posto para tomar uma chuveirada e baixar a temperatura corporal. Por ali fiquei quase 1hora me reidratando e dando uma descansada. Depois saímos daí de novo, eu, o Renan e o Davi juntos de novo. Começamos bem mas logo eu fiquei pra trás. O calor me castigava bastante, termometros marcavam 37ºC e a sensação térmica era de 45ºC segundo alguns garmins. Fui num ritmo mais lento para não me desgastar demais. Parei em um posto de apoio da concessionária que administra a rodovia. Ali consegui mais água, fiquei deitado um pouco no sombra, e tomei um banho de mangueira para me refrescar. Sempre que possível eu molhava também uma faixa que estava usando na testa, isso ajudava bastante. Ali muitos estavam parando e fiquei um tempo conversando com o pessoal. Muitos falavam em desistir, ou que achavam que não iam completar dentro do tempo estipulado de 13h30 de duração, mas todo mundo se ajudava e desajava o melhor para o outro. O clima ali não é de competição, mas de cooperação.

Na chegada Foto: Valdeir Silva

Cada parada também eu aproveitava para me besuntar com protetor solar de FPS 60. A minha pele é bastante clara e sofre queimaduras de sol com uma certa facilidade. Dali fui pedalando com calma atéo PC3, onde se acumulavam 172,5km. Ali descansei mais um pouco, comi um pão de queijo, tomei um sorvete e segui viagem. Como já era mais de 5pm o sol já tinha baixado e pude voltar a imprimir u ritmo mais forte. Esse trecho também já era conhecido meu, foi o mesmo trecho final de quando fiz o AUDAX 300km. Segui pedalando com algumas pessoas que conheci no PC3. Nesse ultimo trecho o calor deu uma trégua e veio a chuva. E que chuva! Foi pra lavar a alma, com direito a granizo e tudo o mais. A sapatilha já estava encharcada, as meias também, o pé, pesado! Mas dali pra frente era só alegria, podia vir subidas ou descidas, eu já estava feliz em completar a prova. Quando terminei tudo que queria era tirar as luvas, o óculos e a sapatilha. Foi um total de 11h57 para percorrer 208km. Levando em consideração a temperatura e as subidas estou feliz com o tempo. Não é meu melhor mas também está longe de ser ruim.

Saindo descalço com o Amigo Paulo Lowenthal para buscar uma merecida cerveja Foto: Valdeir Silva

Dessa vez vi como o calor pode atrapalhar quando estamos pedalando na estrada. A dúvida agora é como o corpo responderá ao frio na nossa viagem treino que cruzará o Reino Unido. Espero que o frio atrapalhe bem menos.

Essas são duas palavras apesar de parecerem não são contrárias uma da outra. As duas são para mim bastante importantes não só no esporte mas também na vida.

Quem me conhece pessoalmente, sabe que eu sou bastante brincalhão. Apesar disso sou uma pessoa bastante organizada e cheia de manias e métodos que adquiri com o tempo.

DESCONTRAÇÃO:

Descontrair quer dizer relaxar muscularmente e mentalmente. Pra isso, durante as pedalada tem uma coisas que gosto de fazer: Ouvir música.
Dentro da cidade, como a atenção tem que ser grande, não é meu costume ouvir nada além do trânsito, mas quando estou na ciclovia ou na estrada faço questão de estar ouvindo música. Sempre saio com um iPod pequeno que eu tenho, não cabe muitas músicas nele, mas já é o suficente para umas 12horas de pedaladas. Coloco músicas de diversos estilos, mas sempre tenho também uma playlist motivacional. Isso pode parecer bobo pu piegas, mas eu gosto disso, quando chega a hora de enfrentar uma serra onde pode-se passar horas em subidas ou quando as forças já estão se esvaindo é quando eu coloco ela pra tentar esquecer do esforço que estou fazendo.
É claro que isso depende de gosto musical, mas aqui vão algumas músicas que estão na minha playlist motivacional. Bastante coisa veio até mesmo de trilhas sonoras de vídeos de esporte ou filmes que eu gosto.

CONCENTRAÇÃO:

Concentração pra mim começa com rotina. Uma pedalada longa, sempre começa no dia anterior. Antes de dormir encho os pneus da bicicleta, separo tudo oque vou precisar (normalmente 1 câmara de ar reserva, 1 bomba de inflar, 1 kit remendo, 1 canivete de ferramentas, 1 saco plástico do tipo ziploc onde coloco os documentos, dinheiro, cartão de crédito e que cabe o celular também no caso de começar a chover). Tento também dormir cedo e não comer nada muito pesado. No dia da pedalada acordo bem cedo, tomo banho, coloco a roupa de ciclismo, tomo café da manhã, passo protetor solar, confiro se os pneus não mucharam durante a noite, encho a caramonhola com água gelada e finalmente faço o alongamento. Essa rotina me garante que eu não tenha que me preocupar durante o pedal com a falta de nada.

A outra parte da concentração vem durante a pedalada, mas é mais necessária nos momentos de dificuldade, aqui é a parte onde as músicas motivacionais da desconcentração trabalham juntas com alguns pensamentos que carrego comigo. São frases que me fazem lembrar que os fins justificam os meios. Que o momento pode ser difícil, mas que no final, tudo aquilo vai valer a pena e eu me sentirei melhor. São algumas delas:

“It doesn’t have to be fun to be fun.” Barry Blanchard

“It never gets easyer, you just go faster.” Greg Lemond

“Pain is weakness leaving the body.” Daniel J. Evans

“Pain is temporary. Quitting lasts forever.” Lance Armstrong

É por tudo isso que eu acredito que  concentração e descontração trabalham juntos, cada um tem seu papel, hora se alternando, hora se complementando.

Alguma sugestão de frase ou música? Deixe nos comentários!

Audax 200km Holambra: Antes

Posted: December 4, 2012 by Paulo Filho in Cycling, Uncategorized
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Dia 8 de dezembro participarei do AUDAX 200km. Dessa vez em Holambra, mesma cidade onde participei do AUDAX 300km.

Trajeto do AUDAX 200

Trajeto do AUDAX 200

Mais uma vez, testarei aqui meus limites. A cada prova me sinto mais forte e mais preparado fisicamente para oque está por vir. Mas essas provas também são muito importantes para preparar o lado psicológico.
Quando algo está em jogo (no caso a finalizar os 200km dentro de um prazo máximo de 13h30) a cabeça funciona de forma diferente, e cada imprevisto te consume de uma forma diferente. Esse tipo de coisa vai acontecer durante nossa expedição, hora correndo contra o pôr do sol, hora correndo contra uma tempestade iminente ou outras coisas também não controláveis por nós.

Dessa vez não me preocupa tanto o percurso ou as subidas. Oque me preocupa de verdade é o calor. Se estiver quente como estava no Desafio Rural, a prova será duríssima! A região de Holambra é famosa por ser quente, agora torço para que no dia o clima esteja mais ameno. De qualquer modo capricharei no protetor solar, no protetor labial e tentarei usar mangas compridas. A hidratação também terá que ser ainda maior.

Perfil Altimétrico: Pior trecho será ainda de manhã.

Perfil Altimétrico: Pior trecho será ainda de manhã.

Outra coisa bastante importante é criar um checklist das coisas necessárias para levar, o meu checklist é:

2 Camaras de ar 700×23
2 Espátulas pra tirar pneu
Bomba de ar
Kit remendos
Canivete de ferramentas
Lanterna dianteira
Luz traseira
Colete refletivo
Luvas
Capacete
Protetor Solar
2 suportes para caramanhola
2 caramanholas
Protetor Labial
Óculos de Sol
Ipod
Celular
Bermuda
Camiseta
Manguitos
Meias
Sapatilha
Creme para evitar assaduras
Planilha orientativa
Mapa impresso

Essa semana separarei algum tempo para estudar o mapa e a planilha orientativa, assim fica mais difícil me perder na estrada.

Desafio Rural: Depois

Posted: November 16, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

Eu à esquerda logo no começo da prova. Foto:Desafio Rural

Como prometido, esse é o post onde eu conto como foi a minha experiência no Desafio Rural.

No sábado anterior ao desafio, peguei um ônibus na Rodoviária do Tiête com destino a Jacareí.
A viagem foi bem tranquila, aproximadamente 1h20 dentro do ônibus. Consegui dormir no ônibus oque foi bom para dar uma leve descansada. Chegando na rodoviária de Jacareí me informei e o hotel ficava há aproximadamente 4km dali. Foi bem tranquilo chegar, fazia bastante calor, as 20h00 a temperatura era de 25ºC mas um ventinho ajudava a refrescar. Fiz o check-in no hotel e fui procurar algum lugar para comer. Achei uma pizzaria que parecia uma boa pedida. Nenhum problema com a comida, mas a quantidade de pernilongos estava incomodou bastante. Voltei pro hotel para dormir cedo. Diferente doque anunciava o site  do hotel, não havia ar condicionado. Com a temperatura elevada foi uma noite bastante mal dormida. Acordei às 05h20, tomei um banho, um café da manhã bom, peguei a bicicleta e fui fazer a vistoria. Os termômetros nas ruas, às 06h00 já marcavam 24ºC.

A vistoria existe para conferir se o participante está com os itens de segurança obrigatórios, que eram: Luz frontal branca, luz trazeira vermelha, capacete e colete refletivo. Tudo estava certo e agora era só aguardar a hora da largada que estava programada para às 07h30. Foi o tempo de ficar ali, conhecendo pessoas, jogando conversa fora, trocando experiências. É por isso também que é muito legal participar dessas provas, todo mundo tem alguma coisa pra contar, para ensinar…

O começo da prova foi bom, eu estava indo num ritmo muito bom, mas sem me desgastar. Nos 20 primeiros Km mantive uma média de 17.6km/h oque é bom levando em consideração que o terreno era acidentado e com poucos trechos de asfalto. No final destes 20km, tinha um Ponto de Controle(PC1)
lá comi mais alguma coisa leve, tomei bastante gatorade e reabasteci minha garrafa d’água. Foi uma parada bem rápida, não mais que 5 ou 6 minutos para não esfriar o corpo. Era menos de 9am quando deixei o PC. Dali seriam mais 25km até o próximo PC. Segui boa parte destes quilômetros conversando com um pessoal mais experiente e foi bem legal esse trecho também. Até então tudo corria perfeitamente.

Média de velocidade por trecho e perfil altimétrico do Desafio Rural

Cheguei no PC2 às 10h22. Já tinha percorrido metade da prova. Eram 45km acumulados até então. Comi mais, tomei mais gatorade, e reabasteci novamente a garrafa. Dali pra frente começou a ficar complicado. O sol estava muito quente e dali até o final não havia mais nenhum PC. Agora tinha que ir de qualquer forma até Jacareí novamente. O terreno também ficou pior, com além dos trechos de terra batida, algumas partes de lama. Apesar disso, a troca pelos pneus mais finos se mostrou um acerto. Eles não me fizeram perder muita tração, e ajudaram bastante. Já a escolha de ir com pedais plataforma e sem sapatilhas foi um erro.

Não é bronze, é sujeira mesmo.

Comecei a ter que racionar muito a água até o momento que ela acabou por completo. Sem água também não arrisquei comer mais nada além de uma pequena porção de rapadura. A sede era tanta que em determinado momento precisei pedir para outro ciclista que passava me dar um gole da que ele ainda tinha. A esperança agora era chegar logo em um bar que a organização falou que ia ter no meio do caminho entre o PC2 e o final do desafio. Chegar até lá foi para mim uma luta e também um dos meus piores momentos no desafio. Quando finalmente cheguei no bar, já com mais de 70km pedalados, logo pedi uma água e para minha surpresa não tinha mais água. O dono do bar me contou que não avisaram para ele que ali ia ter uma prova de bike e que quem tinha passado antes já tinha comprado toda a água que ele tinha para o dia. Apesar de não tomar refrigerantes nessa hora pedi um Coca Cola, que deveria repor o sódio perdido. Depois pedi para encher a caramanhola com água da torneira mesmo, e o dono do bar entendeu e colocou bastante gelo também dentro.

Começei nessa hora a ficar com medo de não completar o desafio no tempo máximo permitido, que era de 06h45. Tinha seguido de forma bem lenta aquele trecho e agora precisava acelerar. Comi duas bananas e apertei o passo. O trecho de terra dali pra frente deu uma significativa melhorada enquanto o calor piorava. Foi um alívio quando finalmente cheguei no asfalto novamente. Dali em diante eram só mais uns 3km até o final da prova. Completei a prova às 14h16. Foram 06h35 de pedal, terminei bastante cansado. Ainda deu tempo de ir até o hotel, tomar um banho e ir para a rodoviária. Esses 4km do hotel até a rodoviária pareciam muito mais longos doque na noite anterior. Agora é treinar muito mais para que dá próxima vez não seja tão difícil.

No final da prova com o certificado. Foto: Desafio Rural

Ponte metálica Foto: Divulgação

Como falei no meu post anterior: Provas, bicicletas e treinos, agora esse final de semana vou participar do Desafio Rural.
Trata-se de uma prova no estilo Randonneur, onde o ciclista deve ser totalmente auto-suficiente. Não é também uma prova competitiva, não há premiação e nem colocação. O desafio da prova é contra você mesmo. Esse é o tipo de prova que mais me agrada. Não sou uma pessoa competitiva, mas gosto de testar meus limites.

O desafio rural, está começando agora a sua série 2013, será uma sucessão de provas nas quais a dificuldade de distância vão sempre aumentando. Essa primeira prova terá 87km de extensão sendo quase todos esses kilômetros em estradas não pavimentadas e trilhas. Isso deixa as coisas bastante diferentes. Eu tenho mais experiência em andar no asfalto. A única experiência mais longa que tive com pedalar na terra, foi exatamente um desafio rural anterior, realizado em maio de 2012 que serviu como um teste para a organização ver se era viável organizar esse tipo de prova.

Foram 76km saindo de Mogi das Cruzes e depois voltando para lá. Na época eu não tinha uma Mountain Bike para utilizar e peguei uma emprestada. Essa, infelizmente não aguentou o tranco da prova. Faltando 6km para o final, o free-hub quebrou, isso fez com que a pedalada não fosse mais transferida para a roda. Eu pedalava e a bicicleta não saia do lugar. Empurrei durante 4km até que um carro da organização veio me buscar. Não terminar a prova foi bastante frustrante, ainda mais tão perto do final. Mas tudo bem, isso já foi superado e agora chegou a oportunidade de fazer direito.

A grande diferença entre pedalar no asfalto e na terra é que na terra o desgaste é maior e a aderência é menor. Também como o terreno é mais acidentado, em trilhas você tem subidas e descidas bem mais inclinadas que as existentes em rodovias. Juntando subidas acidentadas e chão de cascalho solto, os desafios são mais técnicos do que de resistência propriamente dita. E é isso que eu quero agora melhorar na minha pedalada. Saber transpor esse tipo de terreno e não me assustar com as subidas e descidas é psicologicamente bastante importante, mesmo porque oque aprenderei é “ficar calmo em frente à adversidades” e esse tipo de comportamento é importante e pode ser extrapolado para várias outras situações em cima ou não da bicicleta. É para mim, oque para o Ben e a Nati, é a escalada.

Mapa e perfil altimétrico do Desafio Rural Jacareí

O mapa da prova, pode ser visto aqui.

Agora tenho poucos dias também para tomar algumas decisões em relação a bicicleta:
•Quais pneus utilizar: Estou com um par de pneus 29×52 e um par de 29×32. O primeiro número simboliza o diâmetro do pneu e o segundo a largura do mesmo. Então tenho um par bem grosso e outro mais fino. O grosso proporciona uma melhor tração em cascalho ou lama. O mais fino possue uma rolagem melhor e vai demandar menos esforço em terra batida. Como não conheço o terreno estou com com dúvida, devo esperar a previsão do tempo para decidir. Em caso de chuva irei com os mais grossos.

•Quais pedais utilizar: A bicicleta está equipada com pedais plataforma, mas tenho também pedais clipless, que são os que se usa com sapatilha. O com sapatilha eu costumo utilizar nas outras bicicletas, e o pé preso ajuda bastante na hora de pedalar porque além do movimento de empurrar os pedais você também consegue puxar. A desvantagem é que como eu não sou um Mountain Biker experiente, esse mesmo pé preso que vai ajudar em algumas horas, pode me levar pro chão se em algum momento eu perder a tração da roda trazeira e não conseguir desclipar a tempo de colocar o pé no chão. Essa decisão é a mais difícil que tenho que tomar antes do desafio.

A prova é no domingo. Na semana que vem farei um post contando como foi.

Provas, bicicletas e treinos

Posted: November 7, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

Com o fim do ano chegando, as provas que eu participo de bike vão ficando mais próximas. No meu calendário agora já constam duas. A primeira é no dia 11 de novembro e se chama “Desafio Rural”, trata-se de uma prova em Jacareí, que percorre uma distância de 87km em paisagens rurais, sem asfalto e de certa forma um pouco mais difícil. A outra é o Audax 200km, que é uma prova de estrada, toda no asfalto, que começa e termina em Holambra. Agora é a hora de apertar nos treinos de bike. O legal de participar dessas provas é que apesar de nenhuma das duas serem competitivas(não existe colocação e premiação) nelas você passa por desafios e situações que em outras situações a desistência seria mais tentadora.

Como são duas provas completamente diferentes, o ideal para cada uma delas é um bicicleta diferente. Felizmente, eu tenho bicicletas ideais para cada uma das provas.

Nas provas em terra, eu uso uma Rock Mountain Soul 29. Trata-se de uma bicicleta de Mountain Bike, que utiliza pneus grandes e largos para transpor terrenos irregulares, ela também conta com freios a disco que trabalham bem independente da lama e uma suspensão que suaviza as descidas mais acidentadas. Pesa algo em torno de 12KG

Minha Mountain Bike da Rock Mountain

Nas provas de estrada eu uso a minha bicicleta preferida, que é a minha Cinelli. É uma bicicleta para estrada, também chamada de speed. Ela possui pneus finos que diminuem o arrasto aerodinâmico e tornam a rolagem mais fácil. Nela também eu fico em uma postura mais agressiva, mas mesmo assim confortável. É uma bike feita de um ótimo material que a torna leve e bastante macia. Pesa 9KG contando acessórios como superte para caramanhola, e luzes.

Minha bicicleta de estrada da Cinelli

Até seria possível utilizar a mesma bicicleta nas duas provas, teria que ser uma híbrida ou uma ciclocross, mas eu não tenho nenhuma que se encaixe nessas categorias.

Agora é um momento de focar na bicicleta. Fazer mais treinos durante a semana, treinos longos de preferência, como os 57km que eu consigo fazer indo na ciclovia do Rio Pinheiros e treinos de subida que dá pra fazer no bairro de Perdizes.

Cada uma dessas provas ainda vai receber 2 posts aqui no blog, sempre um antes e um depois de cada uma delas.

Sobre selims: Uma briga a mais, um treino a menos

Posted: November 1, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

O ciclista tem necessariamente três pontos de 3 pontos de contato com a bike: Guidão, Selim e Pedais.

O mais importe quando se trata de conforto é o selim. Pensando assim, sempre achei que vale a pena investir num bom selim se a proposta é dedicar horas ao uso daquela bicicleta.
Eu tenho já há mais de um ano, o selim que é unanimidade quando se fala de conforto em cicloturismo. Um selim inglês da marca Brooks que tem o mesmo processo de fabricação desde 1866. Os selims da brooks, são feitos de couro e não possuem nenhum tipo de acolchoado, trata-se de uma tira de couro maleável que se adapta às curvas do ciclista.  Esse processo de amaciamento dura em torno de 300km. Depois desse período o selim fica bastante confortável mesmo depois de 14horas pedalando no mesmo dia.

Eu tenho hoje três bicicletas, cada uma para usos diferentes, mas possuia apenas um selim Brooks, o modelo B17 Narrow.

Brooks B17 Narrow

Eu utilizava ele na minha bike de estrada, que apesar de não ser a que eu mais uso, é que quando eu pego, fico mais horas em cima. A minha bike urbana, que utilizo todos os dias roda muito mais, mas como são deslocamentos mais curtos eu acabo ficando no máximo 40minutos seguidos em cima dela. Já na de estrada pelo menos aos sábados são 4 horas pedalando.

Surgiu porém na semana passada a oportunidade de comprar mais um selim Brooks. Um amigo tinha comprado para montar uma bicicleta nova mas desistiu, então tinha o banco ainda sem uso. Vendeu para mim por um preço bem bacana e eu peguei. Trata-se de um outro modelo de Brooks, o B17 imperial.

Brooks B17 Imperial

Esse modelo difere um pouco do outro por essa abertura em cima. Ela existe por um motivo: aliviar a pressão no períneo e prevenir qualquer problema que esta possa causar.

Resolvi colocar esse novo selim na bike de estrada, e passar o antigo para a bike de uso diário.
Fiz a troca e saí para um treino na ciclovia do rio Pinheiros. Da minha casa até o acesso da ciclovia na Ponte da Cidade Universitária, são 5km. Com o selim novo demorei 1hora para fazer esse trajeto, foram 4 paradas para ajeitar o selim. A altura não era tanto um problema, mas a inclinação dele sim. As vezes escorregava para frente, as vezes ficava com a ponta muito para cima. Sei que quando finalmente cheguei na ciclovia começou uma garoa fina e já estava também escurecendo. Era pra ser um treino de 57km, acabei pedalando só 20km por causa de todo o tempo perdido na briga com o selim. Mas tudo bem, esse tipo de coisas acontece. Agora é tentar amaciar ele o mais rápido possível e me preparar para as provas de bike do final do ano.

Um treino de verdade!

Posted: September 22, 2012 by Paulo Filho in Cycling, Português, Training
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Foto de Tom Allen

Com o fim do ano chegando, e com ele nossas tão aguardas férias, chegou a hora dos preparativos começarem para a primeira grande viagem de bicicleta do trio do 360extremes.

Nos decidimos por fazer um pedal no Reino Unido, saindo do extremo sul da ilha, em Land’s End e pedalando sentido norte até chegar em John O’Groats.  Em linha reta, a distância seria 970km, mas seguindo as estradas, pedalaremos aproximadamente 1450km. Apesar de ser uma distância longa, isso é oque menos me preocupa.

Como essa viagem é um treino, fica difícil uma lista de prós e contras. No nosso caso, com o objetivo de fazer um treino pesado, os contras são prós. Ok, isso parece confuso, mas o real objetivo de escolhermos esse trajeto em especial, é reproduzir as piores condições possíveis que podemos enfrentar na nossa volta ao mundo e assim ter um treino bem completo.

Fora os desafios que qualquer outro percurso nos traria como:

• Aprender a organizar o tempo e o cotidiano de uma viagem de bike.

• Ver como nos comportamos uns com os outros durante o grande período de convívio direto.

•Pedalar de forma auto-suficiente, estar prepeparado para acampar, cozinhar e dormir em condições não ideais

•Ver como nossos corpos reagem a pedaladas longas por seguidos dias.

Ainda teremos:

•Provavelmente muita chuva, ventos fortes e neve.

•Frio nas extremidades

•Equipamento de inverno é muito mais pesado, oque nos obrigará a pedalar com um peso relativamente grande.

•Desgaste muito maior da bicicleta pela água, neve e sal.

•Ter de pedalar com pneus mais largos por causa da probabilidade de gelo e neve, assim como lama. Dessa forma reduzindo a eficiência da pedalada.

•Dia curto (algo em torno de 8horas de luz do sol no início da viagem).

•Muitas subidas e descidas.

•Pedalar à esquerda do tráfego. (não sei se é realmente uma dificuldade, mas como certeza vou ter um estranhamento pelo menos nos primeiros dias)

•Condições climáticas imprevisíveis

•Os buracos ficam invisíveis com a água da chuva

Claro, que os planos podem mudar, uma aventura não pode ter imprudências. Conforme as dificuldades forem aparecendo, iremos nos adequar às mesmas, por esse motivo, não estipulamos quantos dias levaremos para fazer o trajeto todo, isso dependerá de nosso corpos e cabeças mas também do imprevisível inverno britânico. Isso tudo cria um grande desafio para nós 3, e assim seja. Estamos nesse projeto também para sermos desafiados. Completar essa viagem, vai nos dar além de muita experiência e satisfação, uma grande confiança em nós mesmos

Daqui para o fim do ano, ainda escreveremos bastante sobre essa viagem e todos os preparativos, fique ligado para os posts que estão por vir.

 

Comparativo de uma roda 700c e uma 26″ respectivamente

Uma decisão muito importante na hora de comprar bicicletas específicas para longas viagens é o diâmetro de suas rodas.

Com a minha experiência no ciclismo e mais a leitura de um monte de relatos de pessoas que viajaram de bicicleta por diversos lugares do mundo, juntei as seguintes informações:

Basicamente o mercado oferece duas opções, uma é 26 polegadas, que é a medida padrão de Mountain Bikes(MTB), e a outra é o 700c padrão de bikes de estrada, também chamadas de bikes speed.

Cada um dos tamanho apresenta vantagens e desvantagens.

26”

  • Camâras de ar e pneus são fáceis de conseguir mesmo nos lugares mais remotos.
  • As rodas são em geral mais resistentes.
  • Quadros para aro 26” normalmente aceitam melhor pneus mais largos.
  • A marcha mais leve de uma 26” acaba sendo mais leve que uma equivalente numa aro 700 (melhor em subidas e retomadas).
  • A oferta de raios para rodas 26” é maior.

700c

  • Rodas de aro 700c possuem uma rolagem melhor, facilitando a pedalada e rendendo muito mais.
  • São mais suaves quando passando por buracos (pouco coisa, mas perceptível).
  • Os pneus em geral são para uso urbano ou exclusivos para asfalto. Há outras opções, mas longe dos grandes centro essas são excassas.
  • Câmaras para rodas 700c de maior largura do que as de speed são difíceis de encontrar.

A modalidade “touring”, que se trata de turismo e viagens em bicicletas, fica em algum lugar entre o MTB e a estrada.

Isso faz com que alguns fabricantes de touring bikes ofereçam o mesmo modelo de bicicleta nas duas opções.

As conclusões que tive com isso tudo são que:

Se a viagem for exclusivamente nos EUA, Canadá e Europa ocidental, a escolha ideal é de bicicletas com aro 700c.

Se a viagem passa por lugares mais remotos mercadologicamente, e não se concentra apenas em estradas asfaltadas, a escolha ideal é de bicicletas com aro 26”.

Como nossa expedição será uma volta ao mundo, acabaremos pedalando em diversos tipos de terreno e em locais bastante remotos, por enquanto optamos por quando chegar a hora de pegar as bicicletas definitivas, procurar pelas de aro 26”.

Por enquanto em nosso treinos temos todos usado bicicletas com aro 700c e eu uso também uma MTB de aro 29” que é o equivalente a uma 700c na área das mountain bikes.

Em nossa próximas férias, em Janeiro ou Fevereiro de 2013, faremos uma viagem treino de bike de aproximadamente 1400km. Essa será em um lugar que oferece oferta de peças de reposição, pneus e câmaras. O Ben e a Natália, irão com suas bicicletas híbridas de aro 700c e eu com a minha MTB de aro 29”.

 

Com o fim do ano se aproximando e nossas férias também, começamos a planejar o grande treino de ciclismo.

Uma viagem com mais de 1000 kilômetros e mais de 15 dias de duração precisará de bastante equipamento, alguns são bem óbvios, outros nem tanto.

Tenho lido nos últimos meses muito sobre bike touring e dei uma conferida nas listas de oque levar de viajante experientes, combinei essas listas e acrescentei ou tirei coisas.

Ainda não estou 100% seguro de quais peças sobresalentes devemos levar, mas isso não deve ser um grande problema já que não estaremos distantes da civilização em momento algum.

Aqui segue a lista inicial, acredito que aí ainda entrarão coisas.

Aceitamos dicas!

Acessórios presos na Bike:

•Alforges dianteiros e traseiros

•Bolsa de guidão

•Selim confortável

•Bar-end no guidão

•Suporte Caramanhola + Caramanhola (2)

•Ciclocomputador

•Luz traseira

•Farol dianteiro

•Espelho

•Buzina

•Paralamas

•Trava(para uma viagem uma u-lock não é ideal pelo peso excessivo)

Equipamento de Camping:

•Barraca 4 estações

•Saco de dormir 4 estações

•Isolante Térmico

•Saco estanque(para organizar tudo dentro dos alforges)

•Fogareiro

•Combustível Fogareiro

•Panela

•Talheres

•Filtro de água

•Dry Bag grande (prender no rack do bagageiro traseiro com a barraca)

•Mochila de ataque

•Capa para bike (fina, para uso de noite no caso de muita neve)

•Alfinetes (toda cicloviagem e acampamento tem seu momento gambiarra! esteja preparado para ele)

•Pratos

•Canecas

Roupas de ciclismo:

•Capacete

•Óculos

•Jersey (2 sendo pelo menos uma de manga longa)

•Shorts e calça para pedalar (2 ou 3)

•Luvas dedo longo

•Meias(2 ou 3) pelo menos uma de gore-tex

•Sapatilhas

•Fleece

•Pernitos

•Manguitos

•Cap ou bandana (usados por baixo do capacete previnem do suor escorrer nos olhos, e o cap com sua pequena aba ajuda a proteger do sol em momentos que o óculos fica muito embaçado, como em subidas muito íngremes)

•Balaclava

•Botas impermeáveis (capa de sapatilha)

•Segunda pele (base layer)

•Corta vento impermeável

Roupas para cidade/acampamento:

•Camisetas

•Calça

•Bermuda

•Underwear

•Chinelo/Tênis

•Toalha

Mala de comida:

•Refeições

•Snacks

•Tempero

•Pó de mistura para bebidas energéticas

Documentos:

•Passaporte

•Cartão crédito

•Dinheiro

•Passagens

•Cópias do passaporte(guardar separado)

•Seguro médico internacional

•Cartão telefônico

•Agenda de contatos

Gadgets e itens de viagem:

•Celular+carregador

•Lanterna de cabeça

•Câmera+carregador

•Mini tripé

•Mp3 player

•GPS

•Mapas, planilhas e planos altimétricos

•Canetas e marcadores

•Caderno anotações

•Cadeado

•Binóculos

•Adaptador de tomada

•Lanterna

•Bússola

•Apito

•Isqueiro

Ferramentas e peças sobressalentes:

•Bomba de inflar

•Espátulas e remendos

•Câmaras reserva

•Adaptador de válvula

•Desengrachante

•Lubrificante

•Raios (pelo menos 6 de cada medida usada nas bikes)

•Sapatas de freio

•Pneu reserva(dobrável)

•Cabos de câmbio e freio

•Porcas e parafusos variados

•Lacre plástico

•Taquinhos extra para sapatilha

•Luvas cirúrgicas (para mexer na corrente e no caso de primeiros socorros)

•Canivete de ferramentas

•Chave de raios

•Links de corrente

•Corrente exta

•Extrator de cassete (só faz sentido se levarmos um cassete extra)

•Canivete suiço

•Silver tape

•Alicate

Itens de higiene pessoal e primeiros socorros:

•Band-aid

•Anti-séptico

•Lenços umedecidos

•Gazes

•Analgésico

•Vaselina

•Anti alérgico

•Relaxante muscular

•Talco para os pés

•Carbono contra diarréia

•Zinco

•Papel higiênico

•Sabão (o mesmo para louça, roupas e corpo)

•Protetor Solar

•Protetor labial

•Repelente

•Escova de dentes

Passeio pela Antártica

Posted: July 28, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

Na nossa viagem, depois te já ter rodado 4 continentes, chegaremos na Antártica, que é onde fica o polo sul!

O lugar é bem diferente doque estamos acostumados e é difícil imaginar a paisagem. Também é uma viagem nada barata e por isso com pouco material fotográfico.

É aí que entra o projeto Google Street View Gallery Collection. Este é um projeto do Google que permite passear por lugares como os Alpes Suiços, Israel e a Amazônia.

A última adição ao projeto é a Antártica. As fotos estão muito boas e é incrível o projeto. Dá pra ver fotos de pinguins, de um telescópio, de um centro de ciência e muito mais.

Um dos mais interessantes é a cabana que os primeiros exploradores construiram.

O link para o projeto é: http://maps.google.com/intl/en/help/maps/streetview/gallery.html#!/antarctica

E o vídeo de apresentaçãodo mesmo segue abaixo