Archive for the ‘Background’ Category

A viagem até fortaleza foi um tanto cansativa. Dentro do avião estava muito frio e havia muitas crianças choronas em nosso voo. Como chegamos de madrugada, eu resolvi enrolar no aeroporto para não chegar tão tarde na casa dos meus tios.

Ficamos no aeroporto por 4 horas, e entre um cochilo e outro dedicávamos nosso tempo a bater recordes nos joguinhos do tablet como Angry Birds e Magic Alchemist.

Saindo do aeroporto pegamos um taxi até a 30 Nós, a escola de Kite surf e Wakeboard, lá conhecemos o Thiago um dos nossos instrutores e conhecemos a unidade da escola mais voltada a Wake. Um lugar super bonito e bem estruturado no bairro Edson Queiroz.

Depois de muito bate papo, fomos de taxi até a casa dos meus tio na Maraponga. Foi muito bom rever a família. A Jeane, minha prima, é uma ótima companhia sempre e a casa de Maraponga um máquina do tempo com tantas memórias.

Não sei se vocês sabem, mas quando eu tinha uns 12 anos me mudei para fortaleza com minha mão e o meu irmão Gabriel. Moramos aqui por 2 anos e meio. Nessa época moramos um tempo nessa casa com meus primos. E foi aqui que vivi muitas coisas: meu primeiro cachorro, tomei meu primeiro copo de açaí, tive que lidar com a separação dos meus pais, com a distância do meu irmão mais velho Marinho, com a falta dos amigos… E muito mais! Tantas coisas que lembro hoje com imenso carinho. Certamente Fortaleza foi um dos lugares que fui mais feliz na minha vida, e só de pisar o pé aqui, e sentir essa brisa leve que ameniza o calor me faz super feliz.

Se passaram 15 anos desde quando voltei a morar em São Paulo, no começo víamos para cá nas férias, ou seja 2 vezes por ano estávamos aqui. Mas com o passar do tempo foi ficando difícil. E já faziam uns 10 anos que não vinha para cá.

A cidade mudou muito, cresceu!

Não andei muito, na verdade ontem e hoje fiquei aqui curtindo a família e descansando. Mas só de ver o quanto a Maraponga mudou fico imaginando como deve estar o centro, a Aldeota, o Papicu, a Beira Mar e as praias!

Amanhã teremos a primeira aula de Kite em Cumbuco, mas essa já é uma coisa para contarmos depois!

Todo começo de atividade é de certa forma complicada, porque o gostar nem sempre basta e incluir na sua agenda um esporte exige muito mais que vontade. Desde pequena sempre pensei que tempo é questão de prioridade e isso é uma verdade porque cada coisa que você prioriza acaba chamando outra prioridade e outra e outra que no fim é complicado organizá-las.

Com esse projeto conseguimos incluir a musculação e a escalada em nossos treinos semanas, hoje a bicicleta é um dos nossos focos e já estudamos como fazer dela um treino constante. São Paulo não é a cidade mais amiga dos ciclistas e pegar a bike ra ir e vir pela cidade não me agrada muito, o Paulo que já é um apaixonado pelas pedaladas treina 2 veze por semana na ciclovia da marginal e faz viagens aos fins de semana, enquanto eu e o Bem ainda temos que comprar a nossa. Mas calma, iremos comprar até o fim deste mês. É que nem sempre a nossa conta bancária e nossas vontades estão na mesma página, ainda mais agora depois da Bolívia. Agora antes mesmo de ter a bike já tentamos bolar um esquema. Pesquisando passeios na internet achei diversas opções legais e queria compartilha-as com vocês, quem sabe alguém também está incluindo ciclismo em suas atividades.

No site da WDE (http://www.wde.com.br/bike/passeios.htm) tem uma matéria muito legal ra quem mora aqui em São Paulo Capital orque tem um calendário semanal falando sobre diversos grupos de edaladas e passeios, com dados como horário de saída, percurso, nível dos ciclistas e tempo de passeio. Existem gruos para iniciantes, para quem gosta de velocidade, pra quem gosta da madrugada para pedalar e trlhas mais longas aos finais de semanas.

Já no www.ondepedalar.com existem grupos de todo o aís e dicas de competições, esse site funciona como um guia de cicimo em geral, dando dicas sobre bike, ensina como montar uma, mecânica online e por aí vai.

Se você estiver querendo começar a viajar ou até mesmo fazer trilhas, se prepare antes. Bicicleta exige bastante dos musculos das ernas e de condicionamento aeróbico, então treine antes de se arriscar na estrada, porque você pode sofrer exaustão e exigir de mais de seu corpo. A experiência que poderia ter sido maravilhosa vai se transformar em tortura por pura falta de planejamento sua.

O Audax e o espírito Randonneur

Posted: June 1, 2012 by Paulo Filho in Background, Português, Training
Tags: , , ,
” A palavra “Audax” vem do latim, audacioso, corajoso.”
 

Para quem nunca ouviu falar sobre isso, trata-se de uma modalidade de ciclismo não competitivo onde o objetivo é percorrer longas distâncias de uma maneira totalmente autossuficiente.

O meu objetivo com isso é testar meus limites. A prova de 200km eu fiz em dezembro do ano passado, valendo já para o calendário 2012 de provas. Foi minha primeira pedalada com mais de 120km, e não foi fácil. Na época eu tinha acabado de comprar minha primeira bicicleta de estrada (tipo de bicicleta conhecido também como Speed). O fit dela (ajuste de altura e inclinação do selim, inclinação do guidão, tamanho do avanço) ainda era recente para mim, e a postura muito diferente do que eu estava acostumado até então. Esse tipo de ajuste vai acontecendo com o tempo, e assim você vai ficando cada vez mais confortável em cima da bicicleta. Completei os 200km em 11h30, sendo que o tempo máximo estabelecido  era de 13h30, com todo esse tempo em cima da bicicleta, é muito importante que ela esteja o mais confortável possível, de outra forma não há preparo físico que resolva, no final você estará com dores nas mãos, nas costas, nos pés, joelhos e no traseiro. Hoje com quase 2000km pedalados nessa mesma bicicleta já me sinto 100% confortável.

Eu no Posto de Controle depois de 140km pedalados

Estou muito mais treinado de quando fiz os 200km, bicicleta ajustada, pernas treinadas, equipamento certo. Mas tudo isso pode não ser o suficiente. Como bem lembrado pelo Odir do blog As Bicicletas, 300 não é 200 + 100, numa prova longa como essa, o mais difícil não é o esforço físico, mas sim ter cabeça para administrar a pedalada. Você tem que ser constante, começar e terminar no mesmo ritmo. Nada de pedalar em pé na bicicleta, se você tem marchas, use-as de maneira consciente e evite o desperdício energético. A busca aqui não é pelo melhor tempo, mas sim por estar inteiro no final da prova, ninguém está numa prova dessa para ganhar dinheiro, não há prêmios. Quem participa é porque gosta, por que ama o ciclismo e pedala por diversão, por paixão e pelo desafio. Não o desafio de ser melhor que ninguém, mas de ser no final, melhor do que você era no início da prova. Cada pedalada te deixa mais próximo da bicicleta, não no sentido espacial claro, mas sim no relacionamento homem-máquina. A bicicleta começa cada vez mais a ser uma extensão do seu próprio corpo e começamos aí a entender nosso corpo e como ele reage às diferentes condições. A sua relação com seu corpo também muda, levando ele aos limites, você o conhece melhor. Ninguém sabe da própria auto-capacidade até colocada à prova. E esse eu acredito ser o que chama-se de “Espírito Randonneur”.

Acredito que provas como essa vão me deixar mais preparado para o 360extremes, já que pedalar em diversas condições climáticas e por muitas horas, vai me ajudar a atingir o que o cicloturista Antonio Olinto chama de: “endurância ou resistência, que é vital em todos os tipos de viagem de bicicleta. A endurância é que nos dá a coragem e disposição de prosseguir a viagem mesmo que nas primeiras horas do dia, o clima esteja péssimo ou que nos sintamos esgotados após o terceiro ou quarto dia de viagem, quando a primeira empolgação já se foi.”

Fontes:
http://audaxsp.wordpress.com/
http://www.olinto.com.br/
http://asbicicletas.wordpress.com/

For the first eight years of my life, my family lived on the Orkney Islands, on a small island called Stronsay and then on the “mainland” in the fishing village of Stromness. It could probably be considered a pretty idyllic place for kids to grow up as we could wander around everywhere and always be able to get back home, and there were plenty of things to keep curious and adventurous children quite active. One day, my sister Lesley and I went to the beach with one of our elder brothers, Mark. When we got there, somehow we got separated from Mark near a grave-yard – Lesley and I thought that ghosts or something got him and made our worried way back home to tell mum what had happened. Mark came back hours later even more worried about how he would tell mum about how he had lost us!

Being the youngest of seven children, I would often wander off and get myself into bits of bother here and there (though I wasn’t the only one). I think it was Mark (I can’t remember, this is only what I was told) who had to wade into the sea after me when I had gone in and got a bit out of my depth with the sea dragging me away from the land. At another time, my parents had taken their eyes off of me and before they knew it, I was half way up a six foot wall (which had a ten foot drop on the other side). Apparently when my dad saw me, he almost panicked, but my mum stopped him from shouting at me for fear that startling me would make me lose my confidence and fall. So he rushed to get a camera and take a couple of photographs instead… Not sure as to exactly how I got down, but I survived to tell the tale.

These formative years of my life were when I started to be told tales of Scott of the Antarctic (watching the 1948 film on our old black and white TV), and the ascent of Everest by Hillary and Tenzing, and though we can be quick to dismiss childhood dreams of wanting to be explorers and the like (afterall, I imagine that so many children have these dreams), I remember distinctly saying I that I wanted to reach the South Pole and I wanted to climb Mount Everest. These dreams faded as we went away from the islands to England and the larger towns and cities, though I guess always lingered, and for me it’s great to have finally re-discovered them and to be in a position to work to make them happen. Hopefully it will all work out!

Have you any forgotten dreams that would love to make happen? Just curious to know…!!