Archive for the ‘challenge’ Category

Scottish Border -

LEJOG – Natalia cruzando as fronteiras entre Inglaterra e Escócia de bike com muita neve!!!

Administrar é uma coisa sempre complicada. Seja dinheiro, tempo, situações e problemas.

A cada dia que passa mais coisas se acumulam para eu tentar resolver e organizar.

Me vejo esses dias tentado criar tabelas e modos de fazer tudo se encaixar, mas nem tudo dá pra planejar.As coisas acontecem, oportunidades surgem, problemas aparecem e a cada novidade tenho que apertar e entre tantas linhas e colunas numa planilha que não para de aumentar.

O bom foi perceber que esse ano me vejo mais calma e tranquila, tenho a certeza que consegui colocar em prática um desejo simples mas que há tempos venho buscando. Meu desejo sempre foi de diminuir o estresse e conseguir deixar a vida mais leve. Perceber que consegui aprender a lidar com as coisas de maneira mais desapegada me fez ver que dessa forma os problemas nunca são tão complicados quanto parecem.

Hoje as coisas surgem e me vejo tranquila, analisando primeiro se tem conserto, como posso resolver e quando, daí pra frente fica fácil. Se não tem solução já deixo de lado porque não vai adiantar eu me estressar. Se tiver solução mas não no momento me programo para resolver no prazo, e se tem solução mas é muito complicado divido o problemas em etapas e aí ele não parece tão grande assim!

Controlar a ansiedade também é algo importante para a saúde mas também para conseguir manter a dieta, e ter essa tranquilidade na hora de resolver acabou melhorando e muito a minha ansiedade. Vim de uma família ansiosa, minha mãe sempre foi a própria ansiedade e meu irmão Marinho é tão afoito que às vezes é difícil entender o que ele fala de tão rápido e me ver tendo sucesso para melhorar isso me deixa tão feliz, é uma vitória mesmo conseguir mudar algo tão enraizado.

Essa é uma mudanca muito importante para mim já que esse projeto vai exigir cada dia mais organização, tranquilidade e sabedoria para lidar com os percalços, por isso mesmo vim aqui comemorar e contar para vocês dessa mais nova conquista!

Dare you to walk over to that ridge...

It has been a good year and a half since we officially started working to this project; a good couple of years or more since we came up with the ideas. A lot of things have happened and a lot of things will still be done. It goes without saying that without  sponsorship, the more ambitious parts of the projects, the Poles, will simply not be possible – the whole logistics of these parts would be prohibitively expensive. But, in cutting down our daily expenses on little luxuries; spending less money going to restaurants, more time training and building the project, we have been able to do a lot more than we ever could have imagined that we would do prior to committing ourselves to this, and we still will be able to do a lot more.

Riding through the snowWorse case scenario and it doesn’t work out (yes it’s a worry!), we still will have opened up a completely new world of adventure and sports that we wouldn’t have done otherwise. If we hadn’t committed ourselves to this… goodness knows what we would be doing, but am pretty sure that we would not have gone mountaineering in Bolivia, and am pretty certain we would not have ridden from Land’s End to John O’Groats in winter. We probably wouldn’t be going to the gym and be in anywhere as near as good health as we are today, and I doubt that we would be entering into the various races we are going into now. We probably would be just working away, content but not happy with everything, in a standard city life somewhere, wondering what wasn’t quite right.

But fortunately we did come up with this whole mad-cap crazy project, and the world that has been opened to us is incredible. So much to do! Kite surfing (training for the polar training) in June… (hopefully) a two-week adventure race in Chile in February 2014, to be swiftly followed by our polar training at Baffin Island for a few weeks in February-March 2014… followed by either another mountaineering expedition or a traverse of the Greenland ice-cap (something that no Brazilian woman has ever done, as far as I have seen, so Natalia will be the first!)… exciting stuff! And then off… in August 2014.

The question is, do we wait a year longer if we can’t get sponsorship, or just go anyway on a round-the-world bike ride…? that is a good question and one that I do not yet know how to answer.

O tempo passa

Cada mês que termina parece um ciclo que se fecha, nessa vida de correr atrás de sonhos cada dia é na verdade menos um dia. Ficamos correndo atrás e por mais que a cada dia estejamos mais perto de partir, ainda falta muito a se fazer.

O treino evolui e isso nos dá confiança para continuar, e nossa evolução é a prova de nossa determinação. O problema com essa rotina de treinos e de se aprimorar mais nos fez ter uma sede gigante, o que mais ver sempre novas modalidades ou treinos que penso ser legal ter em nossa bagagem, e toda essa vontade eu tenho que lidar e saber pesar o que realmente é necessário por agora e administrar as prioridades porque se fosse me deixar levar por cada coisa que penso ser legal eu teria que viver 24 horas para esse projeto o que infelizmente ainda não dá.
O preparo da mente está bom, hoje tenho uma confiança e uma consciência dos meus limites e das minhas superações que jamais tive, vejo que isso se aprimora a cada nova experiência. O exercício mental é diário e deve ser praticado sempre se quer que algo vire parte do seu mecanismo. Qualquer nova característica deve ser tratada como um mantra repetida diversas vezes até fazer parte de nosso mecanismo interno.
No momento venho fazendo esse trabalho e tento me tornar mais organizada e disciplinada.
Disciplina, a cada leitura vejo a importância dessa característica, que sempre me foi baixa, e hoje me vejo focada em criar alguma.
Organização também não é algo que me foi ensinado em casa ou que tenha vindo na minha raiz, mas tenho que trabalhar isso. Sou ótima em lidar com prazos e organizar meu tempo no trabalho só precisa estender isso para as horas fora da minha ilha.
Em relação ao condicionamento físico, sinto que estou melhorando, com o trabalho do Alércio Girio vejo meu corpo mais forte e resistente. Além de aprender diversas outras coisas que antes me pareciam ou muito difíceis ou infantis: como correr e pular. O treinamento funcional certamente é um grande passo que tomamos e as mudanças são claras.
A alimentação está numa fase estranha, toda essa pressão de perder 4 kg de gordura em 10 semanas é algo estranho para mim mas venho usado isso para me ajudar em me manter disciplinada.
Para maio posso garantir muitas mudanças o Entre Papos e Panelas será constantes, teremos vídeos de treinos e muito mais, a interatividade vai crescer e muito por aqui e se você tiver ideias diga aí e nos ajude a chegar cada dia mais longe com esse projeto!
Joe Simpson - Touching the Void

Joe Simpson – Touching the Void

Finished off another book this time quite an old and pretty well-known book by Joe Simpson, Touching the Void. Since being published it was also made into a film-documentary, which I haven’t seen yet though definitely would like to after having read this work.

Siula Grande

Siula Grande (EdsOpinion) – for a good review of the DVD see EdOpinion.com

As I say, it is pretty well-known, but in case you haven’t read it, in summary Joe was climbing with his friend Simon in the Peruvian Andes up a remote mountain, Siula Grande, which hadn’t been climbed before along the particular route they chose – the west face. It hadn’t been climbed that way for good reason: it was incredibly dangerous! The mountain presented a whole range of problems rested: cornices – massive snow over-hangs that had nothing supporting them, so any extra weight on top of them could lead them to collapse; mazes of snow flutings (very steep snow channels in powder snow that lead up the side of the mountain, that occasionally get closed off at the top – something that is difficult to see from the bottom – and can lead to climbers getting trapped); high altitude; ice falls; crevasses; weather; avalanches… basically a dangerous place.

Touching the Void - Route

(C) Joe Simpson, Touch the Void – The route and the accident

They managed to make the summit but on the way back down Joe got injured – he fell and badly broke his leg. Something like that on such a remote mountain invariably leads to death because of the altitude, the cold and because there is no way to rescue the climber. The two, however, managed to keep going, in spite of the pain Joe was feeling and both with worsening frost-bite and becoming increasingly weaker and dehydrated; with Simon lowering Joe, down as quickly as possible in order to get to safety. Because of their dwindling supplies they kept going into the night and through a storm, meaning they couldn’t see where they going. As a result, Joe fell down another, much longer drop and wasn’t able to get any grip or strength to climb back up. Simon was in the impossible position – his strength was also running out and he wasn’t able to pull Joe back. The only choice that he had – a choice that Joe also recognized as being the only one – was to die or to cut the rope that would lead to Joe plummeting from the cliff… He did the only thing he could do.

Yet both survived, and the story shows Joe’s incredible journey back through immense pain to the camp when all thought he was dead. It is definitely worth taking the time to read it really see this and this struggle for survival.

Now Natalia and I have only limited mountaineering experience in Bolivia, and we firmly intend to go back to the Andes and other mountain ranges to build on this. The whole book leads to people questioning Simon’s decision – I personally think he made the right thing; as does Joe. Though the book also begs the question – what would we do in such a situation? What would I do if Natalia was badly injured and we were both struggling to get off the mountain? Would I be able to cut the rope? What would Natalia do if she was in that position if I had such an accident? How would we react in such an extreme situation?? Now these are not nice thoughts or questions, and ones that I really hope to God that I never have to face, or have to ever answer. At the moment I can say that I do not know! Joe admits that the two mountaineers were a bit headstrong and a few mistakes were made in the climb and even before the climb at base camp – mistakes that with experience probably would mean that such an accident wouldn’t happen again. So the more experience we build, the better, so we can hopefully avoid such a terrible situation.