Archive for the ‘Climate change’ Category

Waste by the Brooklyn BridgePassing by the Brooklyn Bridge just days after Hurricane Sandy struck New York. The rubbish of all the waste caused accumulating in the sidewalks.

On the start line... 1,500km to go..!

On the start line… 1,500km to go..!

O dia antes do começo do pedal foi tranquilo. Passeamos e conhecemos um pouco de Lands End. O dia estava bonito sem chuva e vento. Um tanto animador para o dia seguinte. Pena que o inverno nessa ilha é impossível de prever. E para tornar o nosso primeiro dia de pedal ainda mais desafiador acordamos cedo com o barulho dos ventos e da chuva, Nos atrasamos arrumando as coisas e tentando dar uma arrumada nas bikes. Anotamos o endereço da bicicletaria mais perto e saímos. O caminho até Penzance foi tranquilo. E a bicicletaria já ficava no nosso caminho. Lá arrumamos o câmbio do Ben e meus freios. Não demorou muito e pegamos a estrada A30. A estrada é bem movimentada mas achei bem tranquilo de andar por ali, sem muitas vistas e paisagens mas muito muitos carros. A chuva forte também não ajudou. Cheia de subidas e descidas longas e com um acostamento estreito não me sentia confortável em usar os pés clipados, o problema era que o pedal estreito escorregava toda hora. E os ventos nas costas ajudava nas subidas mas quando resolviam mudar de direção e bater na lateral dava uma certa sensação de instabilidade. Cada novidade que a natureza adicionava para esse dia exigia uma adaptação e me ensinava como manter o controle da bike que às vezes parecia estar viva.

Rota dia 1Entramos na cidade Redruth para comer e acabamos almoçando em um restaurante português, foi bom ler e falar português de novo. A comida bem gostosa e a dona do restaurante simpatia pura. Depois de 1h30 para comer seguimos viagem, estávamos na metade do caminho mas a luz duraria mais algumas poucas horas. O tempo continuava ruim ou ainda pior do que quando começamos.

Os ventos loucos atrapalhavam ainda mais nas descidas porque o atrito da bicicleta com o solo já estava diminuída e a pista molhada também não ajudava em nada, qualquer vento lateral me deixava muito insegura, então tentei controlar a velocidade nas descidas.

A chuva ia consumindo aos poucos, apesar de não sentir frio em nenhum momento, o que cansava mesmo era a água batendo na cara e com o passar do dia foi ficando escuro e pra mim era bem difícil de enxergar então eu precisava forçar mais a vista para ver e diminuir o passo.

Ficar mais lenta era ruim também porque eu acabava ficando bem mais atrás do Paulo e do Ben o que não ajudava para os carros me enxergarem e me estressava bastante porque meu medo era deles virarem em algum lugar e eu não ver.

Assim quando encontrei com eles parados embaixo da ponte me esperando pedi para pelo menos um ficar mais no meu ritmo porque me ajudaria a ver melhor a estrada – seria mais lanternas iluminando o caminho.

Dali em diante seguimos mais próximos. Depois de 8 horas pedalando os 3 já estavam bem cansados, mas finalmente vimos a entrada de Bodmin. Entramos e dali a casa do Jacob (nosso anfitrião da noite) deveria ser simples mas a estradinha que levava até a casa dele era cheia de subidas, lama e bem estreita. A noite estava extremamente escura e durante essa pedalada de poucos quilômetros mas de muitos sobes e desces eu podia ouvir meu freio fazer um barulho metálicos. Nas descidas fui controlando a velocidade com o pé no chão já que meu freio traseiro havia terminado. Na ultima subida eu já estava começando a pensar se a casa desse garoto existia, mas pude ver o Ben conversando com Jake. Chegamos! UFA!

A noite foi de tortas de legumes, papo e chá. A família era muito calorosa e receptiva. Conversamos por horas, eles colocaram nossas roupas na secadora, tomamos banho e deitamos para dormir em volta da lareira. Eu capotei, o Paulo apagou e o Bem ainda ficou um pouco escrevendo post e checando a rota do dia seguinte.

Primeiro dia foi duro e o seguinte recheado de novas sensações, mas isso eu deixo para o próximo post!

A neve cai que cai em Londres!!!

A neve cai que cai em Londres!!!


O clima confuso e instável que anda fazendo em São Paulo vai nos acompanhar até o fim de nossa jornada pelas terras britânicas. O tempo que se mantinha bom das últimas semanas começou a mudar e a temperatura promete cair. Com isso nossos desafios aumentam: mais chuva, vento e quem sabe neve.

The Guardian

The Guardian

Planejar essa viagem não foi fácil justamente por isso, o inverno na terra da Rainha sempre prometeu ser bem complicado de lidar e pra ser sincera, isso foi determinante na escolha entre LEJOG e a rota entre Buenos Aires e Santiago do Chile. As condições climáticas que iremos enfrentar agora vai nos ajudar a administrar melhor os trechos como Himalaias, norte do Canadá, Rússia e diversos outros lugares que terão condições muito próximas.

DIVISÅO MERIDIONAL

DIVISÅO MERIDIONAL

Por mais que o nosso treino aqui no Brasil se intensifique a cada dia, existem experiências que não conseguimos explorar do lado de cá do meridiano, assim o foco de cada viagem-treino é explorar esses aspectos.
Se manter informado é imprescíndivel para esse ciclotour, e hoje lendo o Guardian encontrei uma matéria muito interessante sobre os cuidados para os próximos dias na Grã-Bretanha:
“O escritório de Meteorologia deu alerta sinal amarelo (esteja atento) nas áreas leste, oeste e extremo norte da Inglaterra.
A neve caiu mais forte em partes de Lincolnshire e Cambredgeshire, onde alcançou 5 cm mas isso é somente metade do montante estimado pelos especialistas. Em outras áreas, incluindo Yorkshire, onde o aeroporto Leeds Bradford esteve em aviso de possível fechamento mas até o meio-dia os serviços de voo acabaram não sendo afetados.
A agência responsável pelas estradas recomenda aos usuários que irão cruzar o país, sempre checar as condições climáticas e das estradas.” ( CLIQUE AQUI para ler na integra)

São notícias assim que devemos estar atentos se não quisermos surpresas no meio de nossa jornada. Cada noite será cheia de ocupações e preparos para a manhã seguinte. E esses preparos já começaram faz tempo, mas isso eu deixo para o próximo post.

estrada-da-sta-ines primeiro pedal de dias consecutivos foi um tanto familiar, a jornada de quase 200km entre minha casa e a cidade de Amparo duraram dois dias… O primeiro a boa e velha rota até Atibaia com algumas surpresas e uns 20 km a mais de muita terra e paralelepípedo.
Uma coisa que temos que melhorar e muito são nossos horários de saída. Sei que a maior parte dos atrasos são por minha culpa. Trabalhar 16 horas por dia durante a semana me fazia querer dormir mais e mais durante os finais de semana. Enrolar na cama é algo que sei fazer muito bem e fazer com que o Ben resolva ficar mais 5 minutos já sei fazer isso sem ter que pensar muito.
No sábado saímos de casa umas 8am e fomos na padaria para comer, por um erro de comunicação, nosso tradicional Bauru não chegou nunca e acabamos começando a pedalar com o suco de beterraba, cenoura e laranja e umas coisinhas que tínhamos beliscado. A estrada da Santa Inês parece mais fácil a cada ida, a primeira subida mais curta, e as paisagens ainda me surpreendem.descida
A estrada é assim a cada visita reparamos em algo novo.
Já na estrada do rio acima a chuva começou a cair, e foi daquelas que fica bem dificil de enxergar… O dia todo garoava e parava mas a chuva com ventos e muita água chegou e para minha surpresa fiquei feliz. Como é gostoso pedalar na chuva. Sofro tanto com o sol que nos castiga na maioria dos pedais que pedalar sem ter que parar em toda e qualquer sombra que aparece foi libertador.
Sem dizer que isso me motivou mais sobre o pedal britânico. Certamente dias consecutivos debaixo de chuva serão difíceis, mas acho também que será algo mais efetivo, porque pararemos menos. O frio vai sempre desaquecer nosso corpo e será mais um motivador a seguir sempre em frente até o destino do dia…
Paramos em Mairiporã para comermos algo… Um macarrão é sempre uma opção rápida mas não foi dessa vez. Esperamos por mais de quarenta minutos por uma massa que nunca chegou. Ainda bem, que nesse meio tempo pedimos suco de coco e com dois copos de suco saímos do restaurante e seguimos viagem.
A estrada até Atibaia também parecia ter menos subidas e os carros um tanto amigáveis.
Um pedal tranquilo que ainda nos reservava surpresas.
paisagemChegando em Atibaia o Ben optou em seguir para o hotel em que dormiríamos pela cidade e sair da rodovia. Seria uns 18 km depois do centro. Mas não contåvamos ter que subir em uma avenida com carros que não respeitam nenhuma lei de trânsito e que parecem ver um alvo nas nossas costas. Ao terminar a subida chegou a descida que para me irritar era de paralelepípedo. No fim viramos numa rua e lá a bike do Ben começou a fazer barulho. Demoramos até descobrir que os parafusos do suporte traseiro soltaram e o suporte dos ficava caído sobre a roda. Tentamos fazer uma gambiarra amarrando com umas alças que por sorte tínhamos conosco. Esvaziamos os alforjes e deixamos o peso na minha bike. Mais a frente para o desespero o asfalto sumiu e daqui para frente só víamos muita terra e pedras soltas. Uma hora fui descer da bicicleta e torci meu tornozelo, para aumentar o sacrifício. Alternei as subidas pedalando e empurrando. Seguindo o esforço que meu tornozelo aguentava.
A noite caiu, e lá estávamos nós indo, indo sem nunca chegar no hotel. Víamos placas, pedíamos informações. Mas acho que a irritação com o suporte da bike estar solto, eu com dor no tornozelo e a vontade de chegar logo só fazia parecer que estávamos demorando demais.
Mas uma hora chegou e quando vejo o lugar era incrível com piscina, um visual lindo e um jantar delicioso.
No outro dia muito mais novidades e experiências mas isso eu deixo para o próximo post!
trajeto-sp-atibaia1

In the middle of all the cycling trips, we are still continuing our training at Casa de Pedra, working in the gym there and the climbing wall, which we are doing on a daily basis during the week. Though climbing is going to feature less than we originally thought when we started out on this project, it is still important for the physical aspect – developing our upper body and abdominal strength as well as the psychological aspect.

Working with Fabio is going well, with a mixture of endurance and strength training, along with occasional jogs for a few kilometres out by the road. On the climbing wall, we are doing training such as three consecutive walls which are within my comfort zone, and then a break for a couple of minutes, then three more… continuing like this for an hour so until am pretty much exhausted. Once that is done, a few different types of situps for the abs,  training with elastic stretch bands for the shoulder muscles, and some general leg stretches.

And with Luciana at the gym… just switching between legs, abs, biceps/triceps, shoulders… just to get a good all round level of fitness. This is followed by an hour run on the treadmill, where I normally run about 11km or so and am also able to speed up towards the end rather than breathlessly collapsing as I might have done had I done this a few months ago. Training here is definitely not my favorite part of the week – am really not a big fan of weights but it is all needed to get in as good a condition as possible. With the running, I just keep working out the maths in my head to help time pass… what percentage of the run have I completed? If I have run x km after 2 and a half minutes, how many kilometres will I run after 6 minutes… straight forward math, but when am running it just takes a bit longer than it normally would to work out, and before I know it a good few minutes have passed and before I know it have run five or six kilometres. And, at the end of it all, a protein drink with a mixture of glutamine, creatine, whey protein, coco, honey and sugar cane, to help ensure I don’t burn muscle when exercising and to help muscle growth.

The Pão de Açucar São Paulo marathon was held a week or so ago. I definitely wasn’t in condition to run it this year, but I think that going like I am at the moment, it should be fun to do next year, and it would be a good intermediate goal – just hope it won’t be ridiculously hot.

Lonesome George

It was sad to see this past week the death of Lonesome George, the last remaining of the Pinta Island giant tortoise subspecies of the Galapagos Islands. He was estimated as being 100 years old, though he may have been much older (or indeed, much younger). He had survived pirates and whalers coming to the islands and eating many of his co-species; goats and other animals introduced by man who ate their way through his habitat, and was even said to be in his prime. In spite of  years of attempts at introducing him to luring females of other similar sub-species, he was not able to produce any offspring (he did get close with a couple of mates laying eggs, but they failed to hatch) meaning that his particular gene line ended with him.

Baby giant tortoises… so small, but grow so big…

In the last decades, George was guest of the Charles Darwin Research Centre, alongside a number of other giant tortoises from other islands of the Galapagos. The Centre has a program of breeding tortoises from the islands that have been most affected by human influence and which are the most endangered. It is remarkable seeing their work, with the baby tortoises less than a foot long, and the adults who are just absolutely massive – over a metre long and almost a metre high (without their extending their necks or reaching up).

It is impressive though at the same time a sad reminder about how humans can really affect the environment. The environment on a couple of islands in the archipelago such as Baltra Island, where the main airport is, has been devastated: Baltra for example was used as an airforce base by the US during the Second World War, and with all the people and their pets, pretty much all the iguanas and native wildlife was destroyed. On Isabela Island, there is an infestation of Goiaba fruit trees – again, introduce by people. The Goiaba is almost like a weed in that it just proliferates and strangles out local trees. Birds like the fruit, though the hundreds of seeds spread straight through their digestive system and plant themselves everywhere. The young son of a guide we had on the island kept picking the fruit, half eating them, and then threw the rest away into the undergrowth. The guide did nothing.

Nice kitty…. lethal predator.

We saw a wild cat on Santa Cruz Island about a hundred metres away from us. Iguanas on the islands had never previously faced any top predators and were able to live a relaxed life of eating and sunning themselves. These creatures proved to be no match for the lethal instinct of such animals. Then there is of course global warming – the Islands are significantly affected by the cold Humbodlt current for example, which affects feeding of the animals – should this change with increased temperatures (as it is periodically with the El Nino phenomenon) then the consequences for all the animals.

It is great that the Ecuadorian government is trying to get control of the situation (the authorities and park rangers are meant to shoot to kill and wildcats or any other alien animals they see on islands), though there are still an enormous amount of human pressures from increasing local populations and also tourism that threaten the local wildlife. Education of locals, guides and tourists is incredibly important, to help increase the sense of responsibility all should feel, and further controls are needed to be enforced. Hopefully a balance between all the pressures will found, maintained, and hopefully there won’t be other tortoises who will die alone like Lonesome George, and there won’t be other species going extinct.

A noite não foi como o esperado. Eu que estava o tempo todo me sentindo bem e confiante fui a vítima da vez do mal que  afetou quase todos. Não conseguia dormir com fortes cólicas estomacais, diarréia e uma forte sinusite. Sei que dar detalhes assim de minha doença não deve ser muito legal de ler mas escremos aqui para documentar o que esse projeto nos leva a conhecer e sofrer. Mas o problema só piorou mais a noite quando fui ir ao banheiro me deparei com o lado de fora da barrraca cheio de neve, nevava forte e foi um tanto difícil conseguir enxergar e andar. Apesar dos dias frios em Winnipeg nunca tive que andar sobre pedras para chegar em algum lugar. Na primeira ida etava tão confusa com o mar branco que surgiu a minha frente que cheguei a tomar a direção errada, depois me encontrei e consegui ir e voltar. Da segunda vez quase caí várias vezes escorregando a cada passo. As horas passaram e enquanto isso eu fui me esforçando o máximo para ficar bem.  Ao ouvir o grito de Hot drinks de Caleb cheguei a chorar frustrada, me sentia injustiçada por só agora ficar doente. O Bem começou a se arrumar e podia-se ouvir o movimento de todos lá fora. De repente ouço o grito de Caleb mais uma vez, dizendo que as condições do tempo não permitiam a nossa saída agora que iríamos tentar sair umas duas horas depois. Mais uma chance pra eu conseguir. As horas se passaram e nada de eu conseguir melhorar a pior parte eram as cólicas. Infelizmente para os demais, felizmente para mim, a saída foi cancelada e marcada  para a madrugada seguinte.

Dormi mais calma e tentei aquecer meu estômago para aliviar a dor. Manhã seguinte acordo com um convite para uma caminhada curta só pra aclimatar. Rejeito juntamete com Augusto, como ainda não estamos 100% decidimos ficar no acampamento e descansar. Ben, Kirk e Caleb saiem. Algumas horas depois ouço a voz alegre de José me perguntando se estou melhor se não seria hora de sair um pouco da barraca. Sigo seu conselho e encontro Augusto do lado de fora. Conversamos um bocado, na maior parte sobre o 360 Extremes. Ele fica me perguntando sobre o trajeto, os cursos e dando diversas ideias. A conversa foi boa porque pude esquecer um pouco. Comi um bagel, e papeamos mais. Alguns cochilos durante a tarde. E a maior parte dos sintomas passaram, as cólicas iam e voltavam, mas estava convencida que saíria e consegui subir com todos até o meu primeiro pico.

Mais ou menos 6 horas depois os outros finalmente chegaram. Sorridentes e empolgados, o motivo haviam subido o Pico Aústria para aclimatar, uma subida nada difícil mas que dá pra sentir a altitude de acordo com o Ben, ele fez questão de falar que só cnseguiu chegar ao topo com o suporte mental de Kirk que não o deixou voltar. Kirk, louco como é teve a capacidade de tirar a camiseta e ficar fazendo poses de alterofilista. Sempre fazendo graça virou um super parceiro para o Ben.

Chegaram cansados e com fome. Eu e o Augusto estávamos famintos e ficamos empolgados ao ouvir os planos de Caleb de hot drinks e jantar. Pena que no meio ele mudou de ideia e acabamos treinando técnicas de como andar e se comportar com a corda que nos mantém unidos. A essa hora vou confessar que nenhum de nós estava contente. O frio piorou, o vento aumentou e nos parecia idiotice ficar ali fora se desgastando ainda mais sendo que a noite seria puxada. Tentamos fazer tudo o mais rápido possível, e pela primeira vez pudemos ouvir uma reclamação da boca de Kirk. Ao terminar encontramos Caleb no fogão assando salames, crackers e queijo. Esse realmente não era o dia do Caleb, Augusto não come frituras e na minhas condições ta,bém não foi a melhor pedida.

Todos na cama cedo, e mais uma noite de expectativas, se o tempo deixar em poucas horas estaremos todos a caminha do pico que estamos com sede de conquistar desde o dia que entramos no avião.

Illimani atrás de La Paz

Semana pré viagem… Hummm! Tanto a fazer e eu e o Ben parecemos dois idosos esquecidos, cada hora vemos que algo está faltando. Serão 28 dias na Bolívia, tudo será uma grande novidade o clima, as cidades, a altitude, a cultura, o esporte, a paisagem, as pessoas, a comida… UFA, tudo. Adoro me sentir desafiada e de aprender coisas novas, e nada como um mês no desconhecido.

Algumas coisas conseguimos nos preparar como o frio, que compramos diversos layers um pra cada tipo de temperatura; quanto ao montanhismo treinamos os nós e tentamos concentrar o treino em força e resistência; quanto a altitude a Dr Isabela explicou a importância de estar hidratado e que lá mais importante do que nunca é seguir a risca a alimentação de 3 em 3 horas e consumir entre 3 a 4 litros de água por dia…

De todos os fatores o que mais me dá medo é a altitude. Quando fomos para Galápagos ficamos 2 dias em Quito – que é quase 1000 metros mais baixa que La Paz – eu fiquei grogue. Cansada, com dor de cabeça forte e falta de apetite. Não sei ao certo quanto tempo levei pra me adaptar porque para ser sincera não deu esse tempo, viajamos para Galápagos no segundo dia de manhã.

Tudo bem que dessa vez temos 7 dias de aclimatação. Depois encontramos com o grupo da MGI.

O roteiro é assim:

Os primeiros dias serão de aclimatação em La Paz mesmo e nas ruínas de Tiwanaca. Seguimos em direção a Copacabana onde aproveitaremos o Lago Titicaca (o lago navegável mais alto do mundo) onde passearemos de barco e caminharemos bastante em volta. Uma vez aclimatados nas partes baixas, iremos para montanhas mais baixas treinar a parte técnica. A primeira montanha será o Condoriri (15200 pés), depois de aclimatados aqui vamos para o pico Pequeno Alpamayo (17,613′), Ilusioncita (16,896′) ou Ilusion, (17,500′) ou até mesmo completar o Condoriri, que seria demais. Se der tudo certo aqui vamos ao nosso primeiro grande objetivo o Huayna Potosi.  Com 6088 metros, parecendo uma grande pirâmide de gelo é a montanha mais frequentada da Bolívia. Ao terminar esse pico terminamos também a primeira fase da viagem. Depois de 14 dias voltamos a La Paz, mas só por um dia. Certeza que dormir numa cama quentinha e tomar um banho quente será um presente.

A Cordilheira Real

Depois seguimos para o Illimani o pico mais alto da Cordilheira Real, com 6462 metros. Esse é o nosso objetivo. Sabemos das dificuldades, sabemos das exigências físicas e como teremos que nos dedicar à parte técnica nas montanhas anteriores. Mas quem acredita sempre alcança, assim diz o ditado e assim queremos que seja…. Quer dizer pelo menos assim dizia Renato Russo.

É agora a ansiedade bate, afinal escrever o roteiro, preparar as malas, comprar as coisas que faltam… Esses preparativos todos só me fazem ter mais e mais vontade de ir logo…

Nesse mês tentaremos mantê-los o mais atualizados possíveis. E vão acompanhando as aventuras do Paulo por aqui, esse mês pra ele também vai ser puxado semana que vêm tem mais uma etapa da competição de endurance dele, 300km. Toda a força pra ele nessa etapa e pra nós lá na Bolívia.

Join me at http://www.350.orgWe are delighted to announce the decision of the 360 Extremes Expedition team to raise funds for 350.org over the course of our project! One of the key goals of the 360 Extremes Expedition team is to raise awareness of how climate change is affecting the world, in even the most extreme environments. Indeed, it is more often than not that these extreme environments and the inhabitants of these environments, whether people or animals, are the worst affected by global warming. One just needs to look to the Arctic circle and how the decreasing sea ice is having severe effects on the Polar Bears and other life in the area. The situation is such that we aim to complete this epic journey through going through the Americas, over the North Pole, down through Russia, Asia and over the South Pole by entirely carbon-neutral means – a manner which fits in perfectly with the goals of 350.org.

350.org aims to build a global grassroots movement to solve the climate crisis. The campaign is named after 350 parts per million, the safe upper limit of carbon dioxide in our atmosphere, according to the latest science (current CO2 levels are at 390ppm). In less than three years, they’ve helped create a network of over 500,000 supporters and over 1,000 partner organizations in over 180 countries. 350.org has organized some of the largest mobilizations in the planet’s history. The organization’s online campaigns, grassroots organising, and mass public actions are led from the bottom up by thousands of volunteer organisers in over 188 countries. 

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