Archive for the ‘Hiking’ Category

Vocês já ouviram falar e muito da Dra. Isabella Alencar, mas para aqueles que ainda não conhecem o seu blog, aproveitei para divulga-lo um pouco com essa promoção:
Concorra a um blend de proteína!!Para concorrer é necessário responder a pergunta na foto do link abaixo: A proteína é importante na alimentação para..?

Não esqueça de curtir a fanpage da nutri Isabella Alencar Nutricionista e compartilhar essa foto!

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Concorra a um blend de proteína!!Para concorrer é necessário responder a pergunta nesse post: A proteína é importante na alimentação para..?

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Promoção Blend de Proteína

A primeira rocha você nunca esquece em Pedra Bela, SP

Aproveitando o tema tempo do post passado, hoje queria falar na velocidade que as coisas acontecem e em como a vida parece a cada dia estar pisando mais forte no acelerador.

Eu me dei conta disso na segunda (17-09), eu e o Ben completamos 1 ano de casamento e nesse 1 ano nossa vida realmente mudou. Não pelo casamento eu digo isso. Acho que essa foi a menor das mudanças, a não ser pelos presentes que ganhamos. Mas  digo porque a mais ou menos 365 dias atrás toda essa ideia do 360 extremes começou a surgir.

Digo que o tempo passou rápido mas não que foi rápido demais, não mesmo. Olhando para atrás vejo o quanto fiz, aprendi, vi e criei nesse tempo. E olhando para frente meus olhos se enchem de lágrimas com tantas possibilidades e coisas que me aguardam. Eu encho a boca pra dizer que eu sim tenho um Mundo de possibilidades a frente. E repito que isso me emociona sim.

Tantos sonhos e conquistas que duas palavras fizeram entrar na minha vida, um mundo que há um ano atrás se o Ben não tivesse dado assas a sua imaginação ou se eu as tivesse cortado não existiriam hoje.

Depois da rocha hora de ver o pôr do sol em Salesópolis, SPHoje vejo que essas duas palavrinha (360 Extremes) nasceram de uma vontade latente em nossos corações e pensamentos. Uma vontade simples e um tanto primitiva, algo que talvez esteja presente em você ou que pelo menos você reconheça da sua época de criança. A vontade de sonhar e acreditar. Acreditar que as aventuras realmente acontecem fora dos filmes, que o mundo sim é nosso quintal e que tudo é possível se você realmente quiser.

Nesse tempo conheci um mundo novo, esse meu mundo de hoje que me encanta a cada dia e que me ensina. Treinos intensos que me introduziram a escalada, a pedalada, ao trekking. Que me levou a montanhas frias, altas e de uma beleza inimaginável; a estradas com curvas, a beira de rios e que aproveitei e suei cada quilômetro e que ao chegar onde queria me senti realizada de enxergar que sobre duas rodas cheguei inteira onde eu quis; ralei a mão, cunhei calos e levei minha cabeça a uma pressão em rochas porosas, abrasivas e de baixo de um sol escaldante tudo isso por um cume.

Conquistando um cume em Pedra Bela, SP

Aprendi tanto sobre mim, sobre meu corpo, sobre minha mente. Vi que sou fruto das atividades que incluo ou excluo do meu dia, sou feita do que como e sim  meu corpo é 70% composto de água e por isso hoje bebo bastante água para não viver uma vida desidratada.  Sou menos ansiosa e mais calma, o sorriso que sempre foi presente no meu rosto hoje se faz impossível de se desfazer, o estresse não me acomete e dos meus finais de semanas antigos só sinto falta da presença de meus amigos e familiares. A vida hoje é corrida sim, muito trabalho na semana e pedaladas longas nos finais de semana. Achar um tempo para as pessoas que amo é complicado, mas hoje sei que todos que me acompanham sentem falta assim como eu, mas me apoiam e me admiram.Conhecendo um Glaciar em Jasper, Canadá

Admiram uma coragem que levei tempo em crer e enxergar, mas que hoje depois de todo esse tempo vejo. Treinar, se comprometer e viver algo que está te levando a largar toda uma vida aqui em busca de um sonho que deve durar mais de 3 anos exige coragem, a incerteza a frente dá medo às vezes, mas o medo não consegue tirar da minha cabeça o querer de viver isso até o fim.

Mesmo o fim sendo o começo ( São Paulo – São Paulo), mas anos depois a cidade que eu devo deixar não será a mesma que eu encontrarei e essa ideia só torna tudo ainda mais interessante.

Sonhos existem e acreditar neles é o primeiro passo para que eles aconteçam, fica a dica.

 

Com o fim do ano se aproximando e nossas férias também, começamos a planejar o grande treino de ciclismo.

Uma viagem com mais de 1000 kilômetros e mais de 15 dias de duração precisará de bastante equipamento, alguns são bem óbvios, outros nem tanto.

Tenho lido nos últimos meses muito sobre bike touring e dei uma conferida nas listas de oque levar de viajante experientes, combinei essas listas e acrescentei ou tirei coisas.

Ainda não estou 100% seguro de quais peças sobresalentes devemos levar, mas isso não deve ser um grande problema já que não estaremos distantes da civilização em momento algum.

Aqui segue a lista inicial, acredito que aí ainda entrarão coisas.

Aceitamos dicas!

Acessórios presos na Bike:

•Alforges dianteiros e traseiros

•Bolsa de guidão

•Selim confortável

•Bar-end no guidão

•Suporte Caramanhola + Caramanhola (2)

•Ciclocomputador

•Luz traseira

•Farol dianteiro

•Espelho

•Buzina

•Paralamas

•Trava(para uma viagem uma u-lock não é ideal pelo peso excessivo)

Equipamento de Camping:

•Barraca 4 estações

•Saco de dormir 4 estações

•Isolante Térmico

•Saco estanque(para organizar tudo dentro dos alforges)

•Fogareiro

•Combustível Fogareiro

•Panela

•Talheres

•Filtro de água

•Dry Bag grande (prender no rack do bagageiro traseiro com a barraca)

•Mochila de ataque

•Capa para bike (fina, para uso de noite no caso de muita neve)

•Alfinetes (toda cicloviagem e acampamento tem seu momento gambiarra! esteja preparado para ele)

•Pratos

•Canecas

Roupas de ciclismo:

•Capacete

•Óculos

•Jersey (2 sendo pelo menos uma de manga longa)

•Shorts e calça para pedalar (2 ou 3)

•Luvas dedo longo

•Meias(2 ou 3) pelo menos uma de gore-tex

•Sapatilhas

•Fleece

•Pernitos

•Manguitos

•Cap ou bandana (usados por baixo do capacete previnem do suor escorrer nos olhos, e o cap com sua pequena aba ajuda a proteger do sol em momentos que o óculos fica muito embaçado, como em subidas muito íngremes)

•Balaclava

•Botas impermeáveis (capa de sapatilha)

•Segunda pele (base layer)

•Corta vento impermeável

Roupas para cidade/acampamento:

•Camisetas

•Calça

•Bermuda

•Underwear

•Chinelo/Tênis

•Toalha

Mala de comida:

•Refeições

•Snacks

•Tempero

•Pó de mistura para bebidas energéticas

Documentos:

•Passaporte

•Cartão crédito

•Dinheiro

•Passagens

•Cópias do passaporte(guardar separado)

•Seguro médico internacional

•Cartão telefônico

•Agenda de contatos

Gadgets e itens de viagem:

•Celular+carregador

•Lanterna de cabeça

•Câmera+carregador

•Mini tripé

•Mp3 player

•GPS

•Mapas, planilhas e planos altimétricos

•Canetas e marcadores

•Caderno anotações

•Cadeado

•Binóculos

•Adaptador de tomada

•Lanterna

•Bússola

•Apito

•Isqueiro

Ferramentas e peças sobressalentes:

•Bomba de inflar

•Espátulas e remendos

•Câmaras reserva

•Adaptador de válvula

•Desengrachante

•Lubrificante

•Raios (pelo menos 6 de cada medida usada nas bikes)

•Sapatas de freio

•Pneu reserva(dobrável)

•Cabos de câmbio e freio

•Porcas e parafusos variados

•Lacre plástico

•Taquinhos extra para sapatilha

•Luvas cirúrgicas (para mexer na corrente e no caso de primeiros socorros)

•Canivete de ferramentas

•Chave de raios

•Links de corrente

•Corrente exta

•Extrator de cassete (só faz sentido se levarmos um cassete extra)

•Canivete suiço

•Silver tape

•Alicate

Itens de higiene pessoal e primeiros socorros:

•Band-aid

•Anti-séptico

•Lenços umedecidos

•Gazes

•Analgésico

•Vaselina

•Anti alérgico

•Relaxante muscular

•Talco para os pés

•Carbono contra diarréia

•Zinco

•Papel higiênico

•Sabão (o mesmo para louça, roupas e corpo)

•Protetor Solar

•Protetor labial

•Repelente

•Escova de dentes

Now that we are back from Bolivia, we have a good nine months or so before our next major training project: three or four weeks up in the Arctic Circle doing polar training with Northwinds – a Canadia firm specialised in organizing training for people about to go on expeditions to the North / South Poles.

Northwinds Arctic – consultancy, polar guides and trainers

During the training we will be working on aspects such as back country skiing; more about layering; tents in the arctic; dealing with factors such as frostbite and common injuries… navigation at the poles… (crossing 2000km of white wilderness where you want to go to the geographic north pole rather the magnetic north pole isn’t quite so easy…!)… communications… dealing with polar bears… kite skiing… and much more! It looks like it will be a lot of fun, but it will be hard work and essential. Our expedition is going to take us to environments which will be completely alien and hostile to us: environments where success is not guaranteed though only can be possible with thorough and complete preparation. So this training there will most likely not be our last!

In the next nine months or, however, we need to work more on our physical fitness and also with… considering we will be cycling the vast majority of the journey, through the Americas and through Asia… cycling…!

Surly Long Haul Trucker – minus the front and back baggage racks

Paulo has a massive amount of experience cycling – he is regularly cycling 200-300 kilometre rides, which is one of the reasons why it is great that he is on board with us. We, however, have limited, more casual experience. The Yungas Road was a great ride, though it was all down-hill and it was without any serious weight. With out project we will need hybrid expedition bikes – The Surly Long Haul Trucker looks to be a great bike for our purposes so we will most likely acquire ourselves these next year when we are in the United States. In the next week or two, we will get ourselves slightly less expensive bikes just for training and getting used to long rides here in São Paulo (and hopefully avoiding any accidents with the crazy drivers on the roads here… a challenge in its own right). Hopefully we will be riding the 300km journeys with Paulo quite soon…

All this as well as continuing our climbing, hiking, physical training (pulling heavy tires along beaches will be included in this as we get into shape for pulling heavy 60kg sleds across ice)… more mountaineering projects (we are planning for Aconcagua next year as well as returning to Bolivia)… wilderness survival and medical training…

Plenty to do…

So after a month in Bolivia it is finally back to the daily grind of what seems like five jobs – the day job and then working on the 360 Extremes project with training, sponsorship hunting, planning… the first week back and it was straight to the gym, and on the Sunday even back to Salesopolis for more rock climbing (completing grade six (5.10) climbs on the rock is always nice! Especially after a month away from it. More gym last week and then this weekend, I guess energy levels dipped completely it was a full rest, with just more planning and leisurely strolls down Paulista Avenue as well as a bit of cinema. I figured that after the last month and a half, a break would be nice. At the same time, I miss the mountains and it will be nice to climb another one soon… the problems with living in a country which relatively low and flat. 

High altitude climbs…

We are definitely feeling the effects of the training, however. I must have lost at least 3kg from the time in Bolivia – people keep commenting that I look much thinner, and indeed, I do need a new belt as there are not enough holes in my current ones to keep my trousers comfortably up – without a belt, I can easily fit a hand between my waist and the trousers, so there is a potential for embarrassment should I forget it! It is great for climbing though as I do feel lighter which helps. Also, I guess coming down from the high altitude, my breathing when I am running is better – I feel much more comfortable running for longer and don’t get breathless so quickly. Our nutritionist thinks that I might have lost too much weight too quickly and that I lost some muscular weight rather than just fat… which could very much be the case.  Burning muscle for energy is never good as you become more tired more quickly.

The training in Bolivia was meant to help us not just with mountaineering but also with working in difficult conditions that were challenging in ways that neither of us had experienced in any way: when we leave São Paulo in 2014, we are going to encounter situations that are going to be tough, so the challenging nature of these training projects will help us deal with them. Also, it helped us evaluate ourselves, physically and psychologically, in terms of what we need to do before we leave.

In assessing where we are… physically, we are doing well though definitely need to continue and build on our training. Walking up those mountains was exhausting! Okay, altitude was a massive factor (less than half the levels of oxygen than at sea level) and this was our first time at such altitudes… but to be in even better conditions to deal with this will be essential. At the Antarctic, we will be reaching altitudes of 5,000metres – in an even colder environment…. And there is a steep walk up from McMurdo to the plateau… And we will have even more weight.  I was proud of my own achievements in forcing myself to pretty much my limits in going up those mountains, and also in recognising when to turn back at Illimani… again, learning points for the expedition as a whole as safety is paramount. Better trying, turning back and trying again than killing yourself by pushing yourself too far.

Effects of illness

Illness affected our climbing – and indeed, dealing with illness is something that we will need to be prepared for: if none of us gets ill over the course of the three years, traipsing through the tropics and across the Poles… this would be a minor miracle. The importance of rest and the right treatments (not using antibiotics when we don’t need for example) again can’t be understated.

This also brings in the factor of food… the body finds it hard to digest food at higher altitudes though it is important to maintain high calorie intake in such journeys. With our guide being the guide and the cook, we certainly weren’t eating enough, regularly enough as we were dependent upon him. More varied snacks (not just twix and snickers) will definitely be important. Also, eating enough at regular intervals will help ensure that as little muscle is burned by the body for energy as possible. Lesson noted.

Psychologically, in terms of determination and working as a team, getting up early, going on the long hikes with heavy bags that seemed even heavier in the higher environment; moving onwards in spite of becoming physically drained… I might have snapped at Natalia once or twice, and vice-versa, but in general everything went pretty smoothly. Yes, I think we can give ourselves pats on backs… though this was only a month-long expedition, with breaks in La Paz every now and then; more time together on longer projects will be very important to making this whole plan work. 

Determination, however, isn’t something I am worried about too much – all of us are really working hard towards this project. I like to think that after 60 days traipsing toward the North Pole, with only each others’ company, I will still be saying this!

For more about our time in each of the places, see our posts…

The Yungas “Death”) Road (English) / (Portuguese)

La Paz (English) / (Portuguese)

Salar de Uyuni (English) / (Portuguese)

For more about our time in the first few Bolivian mountains, see our posts about:

Condoriri

Pico Austria

Pequeño Alpamayo

Strangely enough, in spite of not having reached the summit of Illimani and even having been within touching distance of it when we turned back, I felt content with the decision. As I said, I had done my best, and that was all I could ask of myself. Going back down the mountain to high camp proved easier and even turned into a confidence builder as, as we crossed the knife edge ridge we had crossed in the darkness, with stupidly lethal falls to either side, I was actually able to do so without getting close to panicking or hyperventilating – I was beginning to trust myself and my crampons a bit more and well enough to keep calm. We also crossed some narrow crevasses in the ice which, when we looked down them, did not allow us to see the bottom. It was nice that the cracks (about a foot wide) were visible as some serious damage could have been down had we placed a foot directly in one of them.

Back to the tents, and packing up – after a little rest before the porters got there. It was time to leave our final mountain and go back to La Paz for the final time before returning to São Paulo. Going down the scree and rock face wasn’t easy for me. It was nice that Caleb belayed me down some of the steeper sections, and short-roped me on trickier sections where we had to go over only ice (with the nasty falls to oblivion) with no crampons or ice axe to support us. There were footprints carved into the ice which helped make things easier, though it was still pretty slippery. After three or four ten-metre sections lie these, we had passed the worse, and then it was just the scree and occasionally flat-panel rock faces.

We arrived at base camp at around 5pm. Natalia must have spotted us coming from some distance away as she had come away from the tents to meet us at the trailhead. She explained that she and José had been pretty worried about us as we had been out of radio contact – Caleb had tried calling from the mountains but the radio didn’t seem to want to function. José was preparing to leave the camp to try to find us on the descent. She then told me about how José had lost two friends who were guides on Illimani on separate occasions – basically because in each case they were in rope teams with one tourist, and the tourists lost concentration and fell with nobody being able to arrest the falls. The slopes of Illimani are steep enough that arresting a fall is tough enough for one person by themselves but for the guides to save both themselves and their partner… well it wasn’t possible for José’s friends and that was the end of their stories.

I was just happy to be back for a final night under those clear stars. The disappointment of not having reached the summit hit a bit more on the two-hour walk back in the morning to our vehicles, when we were continually looking back to those spectacular mountain peaks behind us, and during the drive to La Paz. But ah well. At least there can, and will, be a next time.

Acordar de manhã e começar a arrumar tudo já virou rotineiro. E as noites acordando para ir ao banheiro também.  Acordamos cedo, antes d despertador e foi bom poder conversar um pouquinho, falar de coisas bobas e rir um pouco. Depois da descontração é hora de falar como vai ser daqui pra frente, na noite anterior decidiu-se que eu ficaria aqui com o José enquanto Bem e Caleb seguiriam rumo ao cume. Entendo os motivos e agora não adianta mais sofrer, de tudo isso sei que forcei demias meu corpo e que isso só anda atrapalhando. Agora é hora de descansar, comer direito, bebr muita água e tentar ficar melhor de verdade sem recaídas.

Despedir é sempre difícil, e todos sempre parecem com pressa. Desejo boa sorte e peço que tenham cuidado. Da barraca vejo eles seguindo rumo a maratona que vai ser o dia. Ao invês de parar no acampamento intermediário ees seguiram até o High Camp que leva mais ou menos 8 horas. Lá descansaram um pouco e saiem à meia-noite para mais umas 9 horas de subida ate o cume, a volta para o acampamento superior é de +/- 3 horas, mas não poderam dormir lá então voltaram para o acampamento base mais 4 horas. Vai ser cansativo, mas esse na verdade é o jeito que te deixa mais apto, porque ficar muito temo no high camp te faz reter muito líquido em com as pernas inchadas e possíveis dor de cabeça o cume vira coisa do passado.

Enquanto o Ben tem muito o que fazer eu e  José papeamos, fazemos trilhas curtas, escolhemos entre as diversas opções de macarrão para comer. O guia boliviano é cheio de histórias agumas  muito engraçadas outras desapropriadas para a situação. Daqui de baixo sem notícia fica difícil ficar ouvindo sobre os amigos dele que morreram no Illimani. Mas ouço e tento não ficar preocupada, acho que  que mais me aflinge é a falta de experiência de Caleb, ele nunca fez o Illimani antes e não conhece direito as vias. Sempre que o coração aperta, tento me distrair lendo um livro ou caminhando.

A subida até o acampamento foi super desgastante, de acordo com o Ben mesmo com os portadores, ele conseguiu dormir lá em cima e eles decidiram sair rumo ao cume às 4am, j´´a estavam desgastados e chegaram muuito perto do cume, há uns 200 metros, mas estavam lentos e exaustos, acabaram voltando ao acampamento porque senão voltar para o acampamento base ficaria inviável. Voltam magros e cansados.

O retorno deles levou muito tempo, e José e eu ficávamos o tempo todo tirando fotos da montanha tentando encontrá-los, foi um dia em que o Illimani parecia uma televisão, o dia todo olhando pra ele. Pessoas que chegavam no acampamento vinham conversar mas a atenção estava voltada para a montanha. Com o passar das horas a tensão tomou conta e o fato dos rádio não funcionarem não ajudava, a falta de comunicação era terrível, me peguei xingando o guia americano diversas vezes. Mas as horas passaram e quando finalmente vemos eles terminando de descer fico feliz da vida, de longe consigo ver que estão no fim de suas energias, corro com garrafas de água e os ajudo com as coisas. Conversando com o Ben vejo que se irritou de ter saído tão tarde, se saíssem a 1am certeza que teria conseguido. Tento acalma-lo, porque afinal a montanha vai estar ali por muito tempo. Hora de comer e descansar, amanhã toda essa aventura nas montanhas acaba.

No ultimo mês de Janeiro, fiz uma das viagens mais incríveis da minha vida. Passei uma semana na Patagônia argentina.

Como alguns sabem, eu trabalho na parte de pós-produção do programa CQC. Isto implica que as minhas férias devem sempre ser tiradas junto com o recesso do programa em Janeiro.
Nos anos anteriores, tinha viajado para o hemisfério norte, então sempre acabava pegando muito frio, já que nessa época é verão aqui mas inverno lá. Dessa vez queria dar uma escapada do frio, e resolvi ir para a Argentina. Não que eu não goste do frio, eu gusto, e muito! Mas queria aproveitar também umas férias em um clima mais quente. Comprei passagens para Buenos Aires, com uma diferença de 23 dias entre as datas de ida e volta. Chegando lá eu pensaria em oque fazer com o tempo.

Fiquei em Buenos Aires por 18 dias. É bastante tempo em uma cidade só, mas gosto de ficar bastante tempo em uma cidade em vez de visitar várias cidades em poucos dias. Acredito que assim, pode-se conhecer melhor a cidade, mesmo porquê, penso que a cidade não é feita só dos prédio, parques, restaurantes, e cartões postais, mas também de pessoas, e para conhecer as maneiras, manias e trejeitos das pessoas de alguma cidade você precisa investir um tempo nisso. Depois desses 18 dias acabei indo de avião pegar um friozinho na Patagônia.

Geleira Perito Moreno avistada dos balcões

Meu voo fez o trajeto Buenos Aires-El Calafate. A cidade de 5500 habitantes é muito simpática. Possui um bom aeroporto e uma boa estrutura hoteleira. Entre as atividades disponíveis, escolhi fazer uma visita ao Parque Nacional de Los Glaciares.Não lembro exatamente dos valores, mas estrangeiros devem pagar uma taxa para entrar no parque, mas como somos parceiros no Mercosul temos um desconto que deve ser de algo em torno de 30%. Há uma série de plataformas e balcões onde se pode andar e ver as duas faces da Geleira Perito Moreno há uma distância de aproximadamente 200metros, um delirio visual e uma mostra de como a natureza é incrível. Depois fiz oque eles chamam de Safari Náutico, entrei em um catamarã que navega dentro do lago argentino. Com esse barco, pode-se chegar ainda mais perto da geleira.  A visão era espetacular e me fez perceber como somos pequenos. Uma parede de gelo com mais de 60 metros de altura, definitivamente algo que merece ser visto por todo mundo.  Depois peguei um ônibus para El Chaltén.

Estrada entre El Calafate e El Chalten

El Chaltén é a cidade mais nova da Argentina. Fundada em 1985 para manter a soberania da Argentina em questões fronteiriças com o Chile, logo se tornou a capital argentina do Trekking. Antes mesmo disso já era uma area onde no verão diversos montanhistas montavam seu acampamento base para dali explorar as diversas opções de trilhas e escaladas. Chegando de ônibus, mesmo antes deste parar na rodoviária, você fará uma pausa rápida no escritório da guarda responsável pelo lugar. Lá são dadas diversas informações sobre a fauna e flora local, assim como algumas orientações de como se comportar nas diversas trilhas. Nesse local também eles entregam um mapa simplificado que diz para onde está cada um dos roteiros de trekking, quanto tempo demora para você chegar lá, e por qual saída da cidade você o alcança. É tudo bem simples.

Trilha leve no primeiro dia

No primeiro dia, fiz de manhã a caminhada mais curta possível, que levava para o Mirados de Los Condores e depois Mirador de Las Aguillas. Foram 40minutos de caminhada para chegar em um mirante de onde se podia ver a cidade inteira e o monte Fitz-Roy. Infelizmente nesse momento a minha câmera estava sem bateria e não consegui registrar nada. Voltei para a cidade para um almoço rápido e trocar a bateria da câmera. Pela tarde peguei outra trilha que levava a uma cachoeira muito bonita a Chorrillo del Salto. Foi uma caminhada curta, aproximadamente 1h30minutos para ir e o mesmo tempo para voltar. Sem grandes subidas e com o terreno bem fácil de ser percorrido, foi um bom aquecimento para o dia seguinte. No segundo dia em El Chaltén, dei uma estudada no mapa e resolvi fazer a trilha mais longa que fosse possivel voltar ainda no mesmo dia. Fui em direção norte saindo da cidade passando pela Laguna Capri, Campo Poincenot e finalmente pegando a trilha final para Laguna de los Tres.

Próximo a Poincenot

O caminho todo até o Campo Poincenot levou um pouco mais de 3 horas, o clima estava agradável, por volta dos 20ºC permitia andar de bermuda e camiseta. Daí pra frente ficou um pouco mais complicado, o ganho de elevação era considerável e conforme ia subindo ficava cada vez mais frio e com o vento muito forte! No meio do caminho precisei para para vestir a calça que estava na mochila e um corta vento. Por causa dos fortes ventos, a paisagem vai mudando drásticamente conforme você vai subindo, em baixo é bem verde, e vai ficando mais árido exponencialmente. Continuei subindo até o fim da trilha, lá em cima, a 1150 metros de altitude(o centro de El Chaltén está a 430 metros) o vento era realmente forte, e o frio pegava. Tive que vestir um agasalho que esquentasse mais por baixo do corta vento. A vista era deslumbrante, em fotos não dá pra ter noção da grandiosidade do Mount Fitz-Roy que se encontra logo na sua frente. O azul da água do lago que se forma no pé da montanha é de uma cor única. Fiquei lá por aproximadamente uma hora, e depois peguei o caminho de volta. Como achei que ainda tinha bastante tempo, estiquei a caminhada até a Laguna Piedras Blancas, a caminha essa mais tranquila, tirando pela parte final, onde se tem que andar e pular sobre pedras gigantes, até chegar mais uma vez em uma vista incrível.

Laguna de Los Tres

Na volta tive que dar uma apertada no passo para voltar para a cidade antes do sol abaixar. Durante o verão o dia na patagônia é bastante longo, mas de qualquer forma eu cometi o erro de sair para um trekking sem levar nenhuma lanterna, então melhor não arriscar.

Cheguei no hostel de volta perto já era quase nove horas da noite, mas ainda tinha pelo menos mais uma hora de luz do sol.

O terceiro dia infelizmente já era o da volta para El Calafate então durante a manhã dei uma conferida no comércio da cidade e aproveitei para experimentar uns doces feitos com calafate, que é um tipo de frutinha local, tudo bem gostoso. A tradição também que quem experimenta a fruta, cedo ou tarde volta para a Patagônia. Que assim seja!

Lago Argentino

Trilha para subir na geleira

De volta à El Calafate, descansei o resto do dia, já que o dia seguinte seria o mais cansativo até então. Acordei logo cedo para tomar um café da manhã reforçado. Este seria o grande dia, o dia de fazer o Big Ice Trekking! Voltei até a geleira Perito Moreno, mas dessa vez, quando entrei no barco, passei perto dela e fui até outra margem do Lago Argentino, lá houve um rápido briefing. Ninguém poderia subir na geleira sem usar luvas e óculos. O motivo das luvas é que o chão de gelo é bastante cortante, e no caso de uma escorregada ou queda mais feia, você deve estar de luvas para usar as mão para amortecer a queda. O motivo dos óculos é que o sol reflete muito na neve e não há nenhuma sombra durante todo o tempo, então os óculos evitam lesões nos olhos. Começamos por uma trilha de aproximadamente 1h30 contornando a geleira até uma base avançada onde pegamos os Crampons. Levamos eles nas mochilas por alguns

Um dos muitos “rios” que correm em cima da geleira. Bebíamos água daí.

metros a mais até um ponto onde a geleira fica com acesso mais fácil. Lá finalmente calçamos os crampons e começamos a andar no gelo. No começo se estranha bastante andar com eles, depois você vai se acostumando bastante. Andamos por quase 2 horas, passando por diversos “rios” que correm em cima da geleira, nessas horas os guias ajudavam mostrando o melhor ponto para pular de um lado para o outro dos mini “rios”. Depois de um tempo paramos no meio da geleira em um lugar onde os rios formavam uma espécie de lago. A agua refletia o gelo e criava um azul claro bastante característico, algo lindo e de cair o queixo. Posso aqui estar sendo repetitivo, mas mais uma vez a Patagônia me mostrou algo inesquecível e inacreditável, não há palavras para descrever a emoção de estar ali, em um dia incrível, de céu limpo e sem nenhum vento. Por ali almoçamos, cada um levou sua própria comida e os guias ainda ofereceram um pouco de chá e pedacinhos de bolo, que estava muito bom. A volta fizemos por outro caminho, mas com as mesmas características. Foi um dos melhores dias da minha vida. na volta ao hotel de ônibus voltei dormindo pelo cansaço do ice trekking. No dia seguinte foi só para dar mais uma passeada na cidade enquanto esperava dar a hora para pegar meu voo de volta ao Brasil.

A noite não é como o esperado, primeiro acordo com o quarto super quente e seco. Bebo água, e molho uma camiseta e coloco na cabiceira da cama, de nada adianta. Ben também acorda com o mesmo problema, abro a janela. Ele volta a dormir mas pra mim era só o começo do desconforto. Cólicas estomacais voltam e a noite vira um pesadelo. Molho a minha camiseta e coloco a camiseta sobre ela, quem sabe assim quando respiro fica melhor e na verdade deu uma mehorada sim. Algum tempo depois as cólicas se transformam em mais uma vez diarréia. E pronto já não durmo e as seguidas idas ao banheiro acorda o Ben, que fica aflito. Ligamos para Caleb às 8am e pedimos para adiarmos a ida para o dia seguinte, ele diz que tudo bem, vem ao quarto com uma garrafa de água e remédios. O dia foi de descanso, muita água e de comidas leves. Em nossos rostos era possível ver que estamos tentando lidar com a possibilidade de eu ficar aqui, e além disso temos que lidar com a frustração que aumenta ainda mais de eu ainda não ter conseguido ir ao topo de uma montanha. Chorar não é a solução mas é a única coisa que alívia um pouco o coração apertado.

Com o passar dos dias pareço estar um pouco melhor, e voltamos a nos animar. Amanhã será o dia, amanhã saíremos daqui para o acampamento base e eu vou estar bem, vou conseguir, o pensamento segue assim, e na hora de dormir até me atrevo a tomar um remédio para controlar meu intestino. Durmo aflita porque sei que amanhã não posso decepcionar, e peço para meu corpo ser forte pelo menos nos próximos 5 dias.

Acordamos cedo, descemos as malas e fomos tomar um café da manhã. Enquanto o Ben se esbalda com torradas e ovos, eu tento ser o mais leve e neutro possível. 2 Torradas com manteiga, um copo de leite quente e litros e litros de água. José chega e é era de partir, a viagem de La Paz ao povoado de Pinaya é de +/- 4 horas, as condições das estradas são péssimas, a via de terra e pedras soltas é estreita, diversas curvas super-fechadas e encontros sem aviso de carros vindo do outro sentido. O precipício do lado direito aumenta a aflição, Ben chega a suar olhando a queda que fica a poucos centímetros das rodas de nosso carro. Chegar a Pinaya é mais que um alívio. Lá comemos um sanduíche de pasta de amendoim e geleia e fechamos 2 burros para carregar as coisas até o acampamento base.

Começamos a trilha, o lugar é muito bonito, passamos por diversas casas e cholitas puxando ovelhas, por aqui tudo é muito verde e quente. A medida que vamos subindo o calor vai diminuindo e o vento aumentando. Por mais resistente que eu tente ser meu corpo começa a entrar em colapso, o estomago dói e se revira. Mais uma vez é difícil respirar e manter o ritmo. Todos começam a reparar que estou ficando mais lenta e ofegante, e minha cara de desconforto demonstra que algo está me afetando. De início respondo que tudo está bem quando me perguntam, mas a revira-volta no meu estomago me obriga a confessar que não estou 100%. Diminuímos o ritmo mas seguimos em frente, quando a dor piora paro, sento e espero passar. Depois seguimos mais adiante. Começo a ficar brava porque não sei se mais uma vez fiz a escolha certa, minha cabeça segue com diversas questionamentos que a cada minuto penso em respostas diferentes. A todo instante José nos dá uma previsão de quanto tempo ainda falta sempre diz a mesma frase ” A esse passo mais ou menos 2 horas”. A verdade é que essa trilha normalmente leva entre 2 a 3 horas, e nós levamos umas 5 horas.

Ao chegar no acampamento, me deito sobre uma pedra que está no sol e me aqueço um pouco ali. Os outros vão olhar as coisas deixadas ao lado das barracas que já estavam armadas. Ben vem me checar e me chama para ir deitar um pouco.

A tarde e a noite no acampamento base promete ser tensa, enquanto Caleb e José conversam sobre o dia seguinte, eu e Ben estamos aflitos na nossa barraca.

So yes, instead of hiking to just camp I (about a five hour walk away, at around 5,000 metres), it was decided that we would go straight past that to high camp (another couple of hours hike/climb at around 5,400 metres); get there for around mid-afternoon, rest and get up at about midnight for an attempt at the summit of Illimani (just under 6,500 metres). Altitude gain of about 2,000 metres in less than 24 hours. Something I wasn’t quite sure I was ready for. Apparently there was no water at camp I, and no snow to melt there. José, who had climbed the mountain a number of times, was to stay with Natalia, whilst Caleb, who had not climbed the mountain before, would go up with me. The one good thing was that we had porters to carry our heavier bags so we were able to go with lighter rucksacks with extra layers in case the cold got to us.

Hot drinks at 7am, though we left at 9am. The sun was still behind the mountain so it was still quite cool and a bit breezy. The walk was quite easy at first; steadily increasing in altitude along a reasonably well trodden path, going up around and over lateral moraines, down again into carved out glacial valleys, and back up over the moraine on the other side. We could see small streams with ice on the surface, with water running underneath, and in one of the small sub-valleys, there was a glacial stream running quite strongly – strongly enough that we were able to re-fill our bottles with it. We made such good progress that we completed the apparently five-hour hike in less than three hours, as we passed a small plateau where wind walls had been built from rocks to protect tents which had been encamped there. The tents had gone, and as we though, there was no water or snow to melt. So  passing that, and upwards.

Which was when the hiking turned into effective climbing and scrambling over scree, and steep, loose, rock surfaces. It was a struggle, that was for sure. We had to be very careful with our footing with the scree and the angles of the falls to our side gradually increased meaning that any loss of balance could have led to bad injury or worse. The fact that we had porters was even more gratefully received as had I had to keep my pack on going up those rocks, I would have … let’s say, had difficulties. Then when we got to parts where we had to cross over ice with steep falls to the side, I was even more grateful as I took step, then a breath, and further steps forward. Painfully uncomfortable for me.

It was more or less consistently like this for the entire two hours we took to complete the trek to high camp. It wasn’t easy, that’s for sure: as well as the struggle over the scree  and rocks, the altitude certainly took its effect on me as well, and I gradually became slightly more breathless with the steps I took.  It was great to finally get there, above the snow line, on a small platform of ice, looking down over the valley of base camp and with amazing views of the various summits of Illimani. The porters had set the tent up for us which was even better, as I was able to move in and rest almost immediately. It looked like we would be the only ones attempting the summit in the early morning, as the only other climbers there were going back down to base camp.

Caleb later radioed to José to say we were okay. I could hear him outside the tent talking with him, and I heard him say that he didn’t think it was possible for me to speak with Nat. I guess this was because I was in the tent and he was outside. I didn’t say anything at the time, though I was a bit annoyed about that. I later asked if possible to radio back to them though he said that the radio at the bottom would have been switched off for the night. Definitely would have liked to have spoken with her before I went up the mountain, and I went to bed with slightly negative thoughts about the climb.

La Paz é uma cidade bagunçada e um tanto caóticas, carros vem e vão a todo instante e respeito ao pedestre é algo que eles realmente não aprenderam na auto-escola. Uma briga de carros e pessoas que vão e volta sem parar no meio da fumaça e da poeira. O barulho de buzinas gastas, motores velhos, carburadores furados e de pessoas falando são a trilha que embala sua estada pelo centro. Para chegar a Calle Illampu, onde fica nosso hotel, passamos por diversos mercados de ruas e barracas vendendo das coisas mais comuns ao mais bizarro. Mesmo com todo esse caos a me esperar não tem como não sentir aliviado em poder descansar. Ouvir a palavra La Paz soa como calmaria, descanso, noites bem dormidas, banheiros limpos, comida quente e variada, acesso a internet e todo o luxo que estamos privados no acampamento. Não que eu não goste de acampar, aqui na Bolívia tem sido uma experiência de dois lados, boas conversas, caminhadas, lindas paisagens mas de outro muita dor de estômago, uma doença que não para e pouca comida. Me anima sempre a cada novo acampamento que vamos, mas a frustração de ainda não ter conseguido um pico me persegue e invade meus pensamentos a toda hora. Tenho consciência que não tenho controle sobre esse mal que anda me afetando e que me enfraquece a cada retorno. A vinda para La Paz me enche de esperança, vir a capital é sempre sinônimo de fim de uma etapa mas também de recomeço. É daqui que começamos e é aqui que terminamos, logo mais uma chance de recuperação antes do Illimani.

A noite saímos para comer no Café Banais, ver o Augusto melhor foi bom, pena que daqui para frente não teríamos mais a sua companhia ou a de Kirk, eles fecharam o pacote de 14 dias que se encerrava essa noite. No dia seguinte partiriam para o Uyuni numa viagem de 3 dias conhecendo o salar, as grutas e as lagoas com flamingos.

Volto para o hotel e não ter nenhuma dor de estômago só me deixa mais animada. Vamos dormir que amanhã é dia de passear e levar os nossos 2 parceiros para conhecer a porte cult da cidade, do outro lado da avenida Perez Velasco tem uma infinidade museus, catedrais e galerias. O destino na verdade era a Calle Jaen a mais antiga da cidade.

Acordamos atrasados para o café da manhã mas mesmo assim conseguimos chegar a tempo. O dia foi cheio como imaginamos e o passeio agradável. Entramos no museu de intrumentos musicais e nos divertimos muito, por 5 bolivianos você pode conhecer um pouco da cultura musical local e tocar muitos dos instrumentos expostos. Depois fomos a um café que fica no fim da rua, onde comemos sanduíches e bebemos capuccino. O Ben e o Augusto provaram Chocococo, que é um chocolate quente com leite condensado, mais gostoso do que imaginei. 

Depois de muito passeio hora de voltar ao hotel e arrumarmos as malas seja pra ir para o Illimani ou para o Uyuni. Uma despedida breve e a certeza do reencontro quando voltarmos da montanha.

Arrumar a mala parece cada dia mais simples, e dessa vez fica fácil saber escolher o que fica no hotel e o que levamos. A noite chega e junto a fome, ligamos para Caleb e vamos ao Lunas, um restaurante bem perto do hotel. Lá conversamos sobre o que nos espera em Illimani e comemos uma lasanha vegetariana. Voltamos para o hotel e combinamos de sair amanhã às 9am.

Agradecimento a Augusto por suas fotos aqui nesse post.

Our journey to Illimani didn’t start out too well when the stomach bug that had hit us returned to affect Natalia. It happened early in the morning we were due to set out and it meant that we had to postpone this journey by a day to give time and hope for Natalia to recover. When we did set off, she did seem a bit better but it was clear that all was not fully well.

Though Illimani appears to be very close to La Paz, the journey there takes a good three-four hours. The roads are incredible: carved from nothing along the sides of mountains en-route, terrifyingly steep drops on the edges; spectacular views and can be good fun to drive on. You can see areas of the mountains where landslides have come down over the road though since been cleared up. The road to Illimani for me at least seemed more treacherous than the Yungas “Death Road”  we had cycled down at the beginning of our journey in Bolivia, with even more tighter corners and falls that maybe were not quite so vertical, but were equally lethal should a driver get a bit carried away. The only reason why the road was not considered more dangerous was because the Yungas Road was a main trunk road and the road to Illimani much less frequently used, so less prone to accidents.

What was amazing that along the road is that you pass so many tiny farms in the mountain, with a few Andean girls tending to crops and animals. It seemed so steep that it would be impossible to do anything there. But they, impressively, managed to make a living there.

Illimani slowly but surely grew larger before us as we went around the continual twists and turns in the road. Every now and then it became obscured by the slopes  but then peaked out in the beautiful weather – sunny, calm, blue skies… it was all set to be perfect climbing conditions over the next couple of days. Eventually the road came to and end in a small village further up in a valley that led to the base camp for the mountain – a camp that was a gentle two hour hike away. Again, splendid views of the mountain through the trees – the mountain looked even more fantastic to climb. A couple of mules and a small boy came along and this time we were able to load our main rucksacks on to them to carry to the camp. So it was set to be quite easy for us.

We got going at a gentle pace, though soon it was clear that Natalia had not recovered properly at all. Her stomach pains returned and in spite of having calmed down over the previous day, diarrhea struck. She kept going though the hike transformed into a four-hour struggle for her. We got to base camp an hour or so before dusk and she pretty much collapsed into the tent once it was set up. It was clear that she wouldn’t be able to continue to the next camp. So it was decided that she and José would remain in base camp: apparently there have been some robberies at the camp and disputes between local communities there make it slightly dangerous (in one dispute, one community had blocked off the stream that went to the other side of the valley and as such the other community put a dead animal in the water of the former…). Probably nothing would happen, though it was for the best. This meant that Caleb and I would tackle the mountain by ourselves, even though Caleb had never gone up it before. Furthermore, we would go straight to high camp in the morning instead of taking a day at Camp I, before attempting to summit in the early following morning. It promised to be a marathon couple of days.