Archive for the ‘Logistics’ Category

A viagem até fortaleza foi um tanto cansativa. Dentro do avião estava muito frio e havia muitas crianças choronas em nosso voo. Como chegamos de madrugada, eu resolvi enrolar no aeroporto para não chegar tão tarde na casa dos meus tios.

Ficamos no aeroporto por 4 horas, e entre um cochilo e outro dedicávamos nosso tempo a bater recordes nos joguinhos do tablet como Angry Birds e Magic Alchemist.

Saindo do aeroporto pegamos um taxi até a 30 Nós, a escola de Kite surf e Wakeboard, lá conhecemos o Thiago um dos nossos instrutores e conhecemos a unidade da escola mais voltada a Wake. Um lugar super bonito e bem estruturado no bairro Edson Queiroz.

Depois de muito bate papo, fomos de taxi até a casa dos meus tio na Maraponga. Foi muito bom rever a família. A Jeane, minha prima, é uma ótima companhia sempre e a casa de Maraponga um máquina do tempo com tantas memórias.

Não sei se vocês sabem, mas quando eu tinha uns 12 anos me mudei para fortaleza com minha mão e o meu irmão Gabriel. Moramos aqui por 2 anos e meio. Nessa época moramos um tempo nessa casa com meus primos. E foi aqui que vivi muitas coisas: meu primeiro cachorro, tomei meu primeiro copo de açaí, tive que lidar com a separação dos meus pais, com a distância do meu irmão mais velho Marinho, com a falta dos amigos… E muito mais! Tantas coisas que lembro hoje com imenso carinho. Certamente Fortaleza foi um dos lugares que fui mais feliz na minha vida, e só de pisar o pé aqui, e sentir essa brisa leve que ameniza o calor me faz super feliz.

Se passaram 15 anos desde quando voltei a morar em São Paulo, no começo víamos para cá nas férias, ou seja 2 vezes por ano estávamos aqui. Mas com o passar do tempo foi ficando difícil. E já faziam uns 10 anos que não vinha para cá.

A cidade mudou muito, cresceu!

Não andei muito, na verdade ontem e hoje fiquei aqui curtindo a família e descansando. Mas só de ver o quanto a Maraponga mudou fico imaginando como deve estar o centro, a Aldeota, o Papicu, a Beira Mar e as praias!

Amanhã teremos a primeira aula de Kite em Cumbuco, mas essa já é uma coisa para contarmos depois!

Noticias de Londres

Posted: January 21, 2013 by Natália Almeida in Cycling, English, Logistics, Photography, Português, The Journey
Tags: , ,

image
Os Dias em londres andam frios e agitados. Estou na Casa do Irmao do Ben – Mark e Sanya – e eles andam me mantendo super ocupada. Hoje vim para o centro da cidade ver e filmar um pouquinho das coisas que gosto.
Enquanto eu relaxo e aproveito as Delicias daqui o Ben termina de arrumar Suas coisas e o Paulo esta em Amsterdam tentando arrumar um voo para londres ja que o dele foi cancelado.

A neve anda atrapalhando um bocado. Estacoes de metro fechadas, as Ruas uma bagunca e o aeroporto tentando cancelar e atrasar os Voos o minimo possivel.
Ando checando a temperatura e pelo menos nossos primeiros 4 Dias de pedalada serao tranquilos com temperaturas de 8C.

Enquanto eles nao chegam, eu vou aproveitando e torcendo que o tempo melhore pelo menos um pouquinho. Vou mantendo Voces informados.

Ps.: Os erros de Portugues e falta de acentos eh culpa do tablet! Me desculpe!

A neve cai que cai em Londres!!!

A neve cai que cai em Londres!!!


O clima confuso e instável que anda fazendo em São Paulo vai nos acompanhar até o fim de nossa jornada pelas terras britânicas. O tempo que se mantinha bom das últimas semanas começou a mudar e a temperatura promete cair. Com isso nossos desafios aumentam: mais chuva, vento e quem sabe neve.

The Guardian

The Guardian

Planejar essa viagem não foi fácil justamente por isso, o inverno na terra da Rainha sempre prometeu ser bem complicado de lidar e pra ser sincera, isso foi determinante na escolha entre LEJOG e a rota entre Buenos Aires e Santiago do Chile. As condições climáticas que iremos enfrentar agora vai nos ajudar a administrar melhor os trechos como Himalaias, norte do Canadá, Rússia e diversos outros lugares que terão condições muito próximas.

DIVISÅO MERIDIONAL

DIVISÅO MERIDIONAL

Por mais que o nosso treino aqui no Brasil se intensifique a cada dia, existem experiências que não conseguimos explorar do lado de cá do meridiano, assim o foco de cada viagem-treino é explorar esses aspectos.
Se manter informado é imprescíndivel para esse ciclotour, e hoje lendo o Guardian encontrei uma matéria muito interessante sobre os cuidados para os próximos dias na Grã-Bretanha:
“O escritório de Meteorologia deu alerta sinal amarelo (esteja atento) nas áreas leste, oeste e extremo norte da Inglaterra.
A neve caiu mais forte em partes de Lincolnshire e Cambredgeshire, onde alcançou 5 cm mas isso é somente metade do montante estimado pelos especialistas. Em outras áreas, incluindo Yorkshire, onde o aeroporto Leeds Bradford esteve em aviso de possível fechamento mas até o meio-dia os serviços de voo acabaram não sendo afetados.
A agência responsável pelas estradas recomenda aos usuários que irão cruzar o país, sempre checar as condições climáticas e das estradas.” ( CLIQUE AQUI para ler na integra)

São notícias assim que devemos estar atentos se não quisermos surpresas no meio de nossa jornada. Cada noite será cheia de ocupações e preparos para a manhã seguinte. E esses preparos já começaram faz tempo, mas isso eu deixo para o próximo post.

2 dias, 200km – Parte 2

Posted: December 28, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Logistics, Photography, Português
Tags: , , , , , , ,

morungaba-bambuzal

A saída de Atibaia não foi fácil, antes de qualquer coisa tivemos que arrumar os problemas com com a bike do Ben, amarra daqui, tira o parafuso do meu bagageiro frontal e coloca no suporte traseiro dele, faz um monte de gambiarra e pronto a bike deve aguentar, re-organizar os alforjes, comer e sair para a estrada que tem 2 km de asfalto e depois um longo trecho de terra até a rodovia que estava em péssima condições e com uma subida longa cheia de crateras e pedras grandes. Acabamos empurrando a bike até o topo porquê com os problemas que já tínhamos tido com as bikes era melhor não ficar arriscando.
Já na rodovia os primeiros 30km foram tranquilos, é muito gostosos pedalar na Dom Pedro, o acostamento é largo e muito bem conservado, os caminhões buzinam o tempo todo nos dando apoio e nos incentivando. Pegamos a saída para Morungaba que é uma subida um tanto íngreme e sem acostamento. Aqui a estrada tem algumas surpresas como um lindo bambuzal que forma como se fosse um túnel. Não tem como não parar para admirar e também não querer aproveitar a sombrinha para um break.

Asphalt road into earth track...

Asphalt road into earth track…


Daqui pra frente o acostamento não existe ou quando tem é estreito e esburacado. Eu aconselho aqueles que vão pedalar por aqui a andar bem no limite entre a pista e o que deveria ser acostamento prestando atenção aos barulhos dos carros, se ouvir som de motor velho se arrisque e pedale por um tempo no acostamento. Não entendo qual é o tipo de magnetismo que fuscas, variantes, brasilhas e carros com mais de 15 anos sentem em nos assustar ou em tentar nos derrubar. As kombis mais a frente descobri que conseguem ser mais assustadoras, pelo fato de caber mais gente dentro que tentam nos dar tapinhas gritar bem alto e as vezes até espirrar água. Deve ter algum estudo psicológico sobre essa necessidade de nos ver desequilibrar em cima de nossas frágeis e indefessas bikes. Bambuzal Morungaba
Outra coisa importante nessa estrada é a presença de muitas motos de alta-performance correndo a milhão e desrespeitando toda e qualquer tipo de lei ou prudência. Apesar de olhá-los com certo medo os motociclistas tomam cuidado aos nos ultrapassar. E justamente por serem numerosos não têm como passar desapercebido um bar voltado para eles no centro de Morungaba o que nos pareceu uma ótima opção de parada. Tomamos gatorade, comemos um pedaco de bolo, nos reabastecemos de água e saímos de novo para pedalar.
O calor insuportável, e para melhor daqui pra frente as sombras eram raridades e doces surpresas numa estrada recheada de súbidas longas e poucas descidas.
Amparo é um vale, mas para descermos até ela temos que subir, subir e subir.
As subidas são longas e constantes o que as deixam mais fáceis o grande problema foi o calor ( sensação térmica de 44ºC) e a falta de sombras e opções de paradas.
Reclamei e muito e parei diversas vezes para me refrescar e molhar a cabeça.
Chegamos ao centro de Amparo, mas perdemos o último ônibus para São Paulo, liguei para meu tio que mora lá fomos a casa dele que nos esperava com carne na churrasqueira e uma latinha de cerveja bem gelada. Nos refrescamos e papeamos muito por lá. Depois o jeito foi pegarmos um ônibus para Campinas e de lá outro para São Paulo.
Chegamos em casa queimados e cansados, mas contente com o resultado do final-de-semana.
Aqui o link Garmim:
http://connect.garmin.com/course/2576891#.UNsbmHI_xyY.email

Tempo x Prioridade

Posted: September 22, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Logistics, Português, Training
Tags: , , , , ,

 

“Tempo é questão de prioridade”, desde pequena essa mesma frase foi dita e repetida por diversas pessoas, ora minha mãe, ora meu tio, ora meus irmãos.

Deve ser por isso que quando não consigo fazer algo ou incluir uma atividade no meu dia me sinto um tanto culpada. Para a maior parte das pessoas o dia tem SÓ 24 horas, mas 24 horas é muito tempo se você resolver organizá-lo seguindo uma escala de prioridade. Não vou dizer que isso seja fácil, muito pelo contrário exige um pouco de concentração e pensar exatamente se o tempo de cada coisa é suficiente e que a sua rotina não se torne estressante.

Vocês aqui não sabem mas devem ter sentido a falta dos meus posts tão constantes. Estou exatamente nesse processo de organizar o TEMPO. Como sabem trabalho como editora chefe do Polícia 24h, e depois de 3 anos a frente do programa e há 4 na Eyeworks a segurança me permite lidar com os problemas do dia-a-dia com certa facilidade, mesmo assim uma jornada de 8 horas na produtora pode ser bem estressante e sair de lá e ir treinar na CP sempre me alegrou. Mas a um pouco mais de um mês e pensando nos próximos treinos e equipamentos que temos que comprar resolvi que era hora de frilar (pegar um trabalho extra), e foi exatamente isso que fiz.

Estou em dois trabalhos com um total de 16 horas de muita edição. Encaixar os treinos nessa rotina foi complicado e levou tempo até eu conseguir resolver, de início acordei cedo e fui pedalar no Ibirapuera, 30km na ciclovia de manhã e uma parada para algumas abdominais. Mas acordar cedo e disputar a ciclovia com diversas pessoas não era algo que me animava. O jeito foi encaixar o treino na parte da manhã.

Essa semana finalmente consegui fazer isso, acordo +/- 6h30 e às 7am já estou me aquecendo na bicicleta. Com um treino 3 vezes por semana de musculação e muito aeróbico e nos outros dias de alongamento e aeróbio. A intenção é sempre de melhorar o condicionamento físico mas agora de criar resistência e perder gordura dando lugar a massa magra. Sei que nunca vou ser um super homem como o Ben, e que certamente meu esforço para ter um corpo mais preparado a cada dia seja infinitamente maior que o dele. Por outro lado, sei também, que se condicionar é muito mai difícil do que se estragar no sedentarismo, por isso não posso parar e nem quero para ser sincera. Treinar me deixa mais disposta e feliz. E já conseguir incluir isso no meu dia é demais, tentando me organizar para escrever mais posts, escalar mais dias na semana, encontrar um ou outro amigo durante a semana e para conseguir limpar a minha bike.

O trajeto partindo da Vila Olímpia era de 105 km. Estudamos a rota durante a semana que precedeu o evento é já percebemos que seria bem puxado. Muita subida e descida, trechos de terra e praticamente um único ponto de parada no começo do pedal. Mas o que mais me preocupava era o longo trecho na Rodovia Raposo Tavares. Só de pensar já me via assutada.

A insegurança me deixaria mais frágil e propícia a acidente, por isso trabalhei a minha cabeça para ficar mais confiante. Conversei muito com o Ben, li um pouco sobre o trajeto, treinei de bike durante a semana, e assim fui ficando mais confortável com a ideia.

No domingo pela manhã o clima estava ameno, mas a partir de Embu o sol resolveu nos acompanhar lado a lado.

Eu e o Ben acompanhamos o primeiro pelotão. A variedade de bikes aqui gerava cenas um tanto engraçadas. A maioria era híbrida, mas tínhamos 2 com speedy e 4 com moutain bike. Numa bifurcação em Cotia, paramos para olhar a planilha, do lado direito asfalto, do lado esquerda estrada de terra. Os de mountain torciam pela terra, já os de speed rezavam pelo asfalto. Eu ficaria mais feliz com asfalto também, mas teríamos pela frente 6 km de pedra.

Fui na manha, não parando tanto com eles, seguindo a frente com certeza que me alcançariam em alguma descida. Dito e feito.  No fim da estrada de terra uma descida no asfalto, a galera a minha frente indo rápido, eu controlando um pouco, logo a frente no meio da ladeira um buraco gigante, me senti certa em tomar cuidado. Andamos por dentro da cidadezinha até chegar na Raposo. A rodovia não estava muito movimentada e tinha acostamento.  Nela começou um trecho interminável de sobe e desce, as descidas ajudavam em algumas subidas para pegar embalo mas na maioria não. Meu joelho começou a doer no meio de uma delas e na dúvida do que seria melhor , resolvi parar e empurrar a bike. Chegando no topo, meu pelotão juntamente com o Ben tinham sumido.  Segui em frente confiando que se fosse pra virar em algum ou se parassem num posto de gasolina eles me esperariam. O bom de ficar sozinha foi por poder ditar meu ritmo e parar para beber água quando a sede apertava. Pedalei uns 20 minutos até chegar a um posto, lá comi um picolé e me reabasteci de água. Perguntei para o frentista sobre o pelotão e ele me disse que já tinham passado fazia um tempo, pergunto se seguindo a rodovia dá em Sorocaba ele afirma e subo na bike pra seguir viagem. O frentista me olha assustado e fala que não, que como eu vou pedalar sozinha até Sorocaba, que era melhor eu esperar ou ligar pra alguém. Ele me empresta o celular, eu ligo pro Bem que fica de me esperar onde ele está.

Saio pedalando e encontro o Ben mais 3 ciclista, um novo grupo se formou.

Meu joelho continuava doendo mas até consegui subir algumas partes. Mas uma subida super íngreme e interminável surgiu a minha frente. Tentei pedalar mas não consegui chegar nem a metade. Desci e comecei a empurrar, eu e um outro ciclista do grupo. Chegamos no topo, anchamos, bebemos água e continuamos.

Chegamos no centro de São Roque as 14h, encontramos o pelotão inicial almoçando mas resolvemos continuar. Almoçar mesmo só em Sorocaba. A galera dizia que daqui em diante seria só descida, mas na entrada da estrada já tinha uma subidona. 

Seguimos num ritmo bom, mas como estavam com fome parávamos para beliscar algo. Numa subida 2 ciclistas ficaram para trás e paramos para esperar num pedaço de grama perto do acostamento. De repente para um carro, e desce o Diego um amigo que trabalha comigo. Foi engraçado, rimos um pouco ele disse que estava indo escalar em São Roque e ficamos de combinar um dia de irmos juntos.  20 minutos e nada dos 2 desgarrados nos alcançarem, resolvemos seguir e e esperá-los em Sorocaba. Faltavam 17 km, e eu estava super ansiosa em chegar logo, muita fome e o joelho doendo um bocado.  Ao chegar na cidade fico aliviada. Na rodoviária mesmo lanchamos, tomamos um suco compramos mais água e esperamos os outros. Uns 40 minutos depois chegou os 2 que ficaram para trás, conversamos um pouco e voltamos para casa. No ônibus dormi igual criança, acordei mas ainda estávamos na estrada, o Bem disse que tava trânsito por isso ainda não estávamos em São Paulo. Dormi mais um pouco, até chegar na Barra Funda.

Em casa bebi mais água, tomei um banho demorado e fui pra cama com a sensação de dever cumprido.

 

Com o fim do ano se aproximando e nossas férias também, começamos a planejar o grande treino de ciclismo.

Uma viagem com mais de 1000 kilômetros e mais de 15 dias de duração precisará de bastante equipamento, alguns são bem óbvios, outros nem tanto.

Tenho lido nos últimos meses muito sobre bike touring e dei uma conferida nas listas de oque levar de viajante experientes, combinei essas listas e acrescentei ou tirei coisas.

Ainda não estou 100% seguro de quais peças sobresalentes devemos levar, mas isso não deve ser um grande problema já que não estaremos distantes da civilização em momento algum.

Aqui segue a lista inicial, acredito que aí ainda entrarão coisas.

Aceitamos dicas!

Acessórios presos na Bike:

•Alforges dianteiros e traseiros

•Bolsa de guidão

•Selim confortável

•Bar-end no guidão

•Suporte Caramanhola + Caramanhola (2)

•Ciclocomputador

•Luz traseira

•Farol dianteiro

•Espelho

•Buzina

•Paralamas

•Trava(para uma viagem uma u-lock não é ideal pelo peso excessivo)

Equipamento de Camping:

•Barraca 4 estações

•Saco de dormir 4 estações

•Isolante Térmico

•Saco estanque(para organizar tudo dentro dos alforges)

•Fogareiro

•Combustível Fogareiro

•Panela

•Talheres

•Filtro de água

•Dry Bag grande (prender no rack do bagageiro traseiro com a barraca)

•Mochila de ataque

•Capa para bike (fina, para uso de noite no caso de muita neve)

•Alfinetes (toda cicloviagem e acampamento tem seu momento gambiarra! esteja preparado para ele)

•Pratos

•Canecas

Roupas de ciclismo:

•Capacete

•Óculos

•Jersey (2 sendo pelo menos uma de manga longa)

•Shorts e calça para pedalar (2 ou 3)

•Luvas dedo longo

•Meias(2 ou 3) pelo menos uma de gore-tex

•Sapatilhas

•Fleece

•Pernitos

•Manguitos

•Cap ou bandana (usados por baixo do capacete previnem do suor escorrer nos olhos, e o cap com sua pequena aba ajuda a proteger do sol em momentos que o óculos fica muito embaçado, como em subidas muito íngremes)

•Balaclava

•Botas impermeáveis (capa de sapatilha)

•Segunda pele (base layer)

•Corta vento impermeável

Roupas para cidade/acampamento:

•Camisetas

•Calça

•Bermuda

•Underwear

•Chinelo/Tênis

•Toalha

Mala de comida:

•Refeições

•Snacks

•Tempero

•Pó de mistura para bebidas energéticas

Documentos:

•Passaporte

•Cartão crédito

•Dinheiro

•Passagens

•Cópias do passaporte(guardar separado)

•Seguro médico internacional

•Cartão telefônico

•Agenda de contatos

Gadgets e itens de viagem:

•Celular+carregador

•Lanterna de cabeça

•Câmera+carregador

•Mini tripé

•Mp3 player

•GPS

•Mapas, planilhas e planos altimétricos

•Canetas e marcadores

•Caderno anotações

•Cadeado

•Binóculos

•Adaptador de tomada

•Lanterna

•Bússola

•Apito

•Isqueiro

Ferramentas e peças sobressalentes:

•Bomba de inflar

•Espátulas e remendos

•Câmaras reserva

•Adaptador de válvula

•Desengrachante

•Lubrificante

•Raios (pelo menos 6 de cada medida usada nas bikes)

•Sapatas de freio

•Pneu reserva(dobrável)

•Cabos de câmbio e freio

•Porcas e parafusos variados

•Lacre plástico

•Taquinhos extra para sapatilha

•Luvas cirúrgicas (para mexer na corrente e no caso de primeiros socorros)

•Canivete de ferramentas

•Chave de raios

•Links de corrente

•Corrente exta

•Extrator de cassete (só faz sentido se levarmos um cassete extra)

•Canivete suiço

•Silver tape

•Alicate

Itens de higiene pessoal e primeiros socorros:

•Band-aid

•Anti-séptico

•Lenços umedecidos

•Gazes

•Analgésico

•Vaselina

•Anti alérgico

•Relaxante muscular

•Talco para os pés

•Carbono contra diarréia

•Zinco

•Papel higiênico

•Sabão (o mesmo para louça, roupas e corpo)

•Protetor Solar

•Protetor labial

•Repelente

•Escova de dentes

A ultima reunião nossa do 360 Extremes foi super proveitosa. Primeiro nos encontramos com a Mariane e a Cristiane, duas produtoras que trabalham escrevendo projetos para leis de incentivo a cultura e ao esporte respectivamente. O que nos parecia simples virou numa enxurrada de perguntas e um monte de coisa pra se pensar e correr atrás. A questão é que o projeto é grande e longo e formatá-lo para se encaixar nos parâmetros vai levar tempo. Depois de ouvir e falar muito com as meninas, saímos e paramos na primeira padoca que vimos e sentamos para conversar sobre coisas a fazer e ideias.

A correria aperta a cada dia, temos muito a fazer. Nos focamos em determinar quais treinamentos são os mais essenciais. O que se mostrou complicado, porque é difícil mensurar o que fazer um treinamento de sobrevivência polar ou uma viagem longa de bicicleta em lugares frios ou no deserto. Conversa daqui e conversa de lá, decidimos que se dependermos de tempos das férias do nosso trabalho faremos um curso de sobrevivência polar e uma longa viagem de bicicleta.

Daí surgiu a ideia de incluir vocês nessa escolha num momento você decide.

Pensamos em algumas rotas que seria ótimas para nos dar experiência e melhorar a nossa técnica, além de nos prometer lindas paisagens. E vocês vão poder nos ajudar a escolher entre o que pensamos e até mesmo nos dar sugestões. Para te ajudar vou dar uma explicada em nossa rotas.

Patagônia –  aqui do lado o que nos facilitaria em termos de dinheiro e tempo para chegar ao ponto de partida o Ushuaia. Partiríamos sentido Punta Arenas ou Puerto Deseado, as duas rotas se diferem por uma ser mais recheada de relevos e a outra ser mais plana. O clima será frio e as dificuldades seriam os ventos, neve e a qualidade das estradas.  Passaremos pela Patagônia durante o 360 Extremes, e seria legal conhecer pessoalmente um trecho e as dificuldades que encontraremos daqui um tempo

Reino Unido –  partiríamos do Norte da Escócia indo até o sul de Londres, uma viagem de 1100Km. O clima em toda essa área é ruim e instável. Em alguns lugares a sensação durante o dia é que se passa pelas 4 estações. Apesar de não passarmos por lá durante o projeto, essa condição climática nos prepararia para trechos da Ásia como os Himalaias. As estradas não seriam problemas e as opções para dormir seriam diversas.

São Paulo – Buenos Aires : apesar de ser na maior parte plano as péssimas estradas dariam muito trabalho nesses 2km.

Sabemos que existem diversas viagens e treinos de bicicleta nos EUA, Canadá e Europa e por isso que queremos saber da sua opinião e se tem outras dicas. Então vota aí!

Me apresentando…

Posted: May 30, 2012 by Paulo Filho in Logistics, Português, Training

Bom, alguns de vocês devem estar pensando como eu vim parar aqui no 360extremes. Nada mais justo então que eu explicar isso no meu primeiro de muitos posts aqui no blog do 360extremes.

Eu trabalho na mesma video-produtora que a Natália. Não trabalhamos juntos, mas em salas vizinhas, então já nos conhecíamos. Apesar disso, fiquei sabendo do projecto pelo facebook da Nati, e logo mandei uma mensagem pra ela, me oferecendo para ser o terceiro integrante. Pena que foi atrasado, nessa data, eles já tinham fechado com o Norm, mas me falaram que eu tinha o perfil e que seria legal ter feito comigo o projeto. Continuei acompanhando o blog e o perfil do 360extremes no facebook, cada vez mais interessado e torcendo para que eles resolvessem que 3 pessoas não era o suficiente e abrissem a vaga para um quarto integrante. Não foi isso que aconteceu, mas com a desistência do Norm a terceira vaga foi reaberta e novamente eu me candidatei e então tive uma conversa mais séria com a Natália e com o Ben sobre o projecto, falando quais eram as minhas ambições e quais eu achava que seriam os maiores desafios.
Fiquei muito feliz quando eles me disseram que eu era o escolhido.

Viajar é algo que eu sempre gostei de fazer, pedalar também. A oportunidade de fazer as duas coisas, rodando o mundo é algo que eu não poderia deixar passar.

Agora tenho que correr atrás do tempo perdido nos treinamentos de escalada, e intensificar meus treinos no ciclismo que já faço há algum tempo. Espero que todos vocês me recebam bem por aqui. Juntos vamos rodar o mundo!

Illimani atrás de La Paz

Semana pré viagem… Hummm! Tanto a fazer e eu e o Ben parecemos dois idosos esquecidos, cada hora vemos que algo está faltando. Serão 28 dias na Bolívia, tudo será uma grande novidade o clima, as cidades, a altitude, a cultura, o esporte, a paisagem, as pessoas, a comida… UFA, tudo. Adoro me sentir desafiada e de aprender coisas novas, e nada como um mês no desconhecido.

Algumas coisas conseguimos nos preparar como o frio, que compramos diversos layers um pra cada tipo de temperatura; quanto ao montanhismo treinamos os nós e tentamos concentrar o treino em força e resistência; quanto a altitude a Dr Isabela explicou a importância de estar hidratado e que lá mais importante do que nunca é seguir a risca a alimentação de 3 em 3 horas e consumir entre 3 a 4 litros de água por dia…

De todos os fatores o que mais me dá medo é a altitude. Quando fomos para Galápagos ficamos 2 dias em Quito – que é quase 1000 metros mais baixa que La Paz – eu fiquei grogue. Cansada, com dor de cabeça forte e falta de apetite. Não sei ao certo quanto tempo levei pra me adaptar porque para ser sincera não deu esse tempo, viajamos para Galápagos no segundo dia de manhã.

Tudo bem que dessa vez temos 7 dias de aclimatação. Depois encontramos com o grupo da MGI.

O roteiro é assim:

Os primeiros dias serão de aclimatação em La Paz mesmo e nas ruínas de Tiwanaca. Seguimos em direção a Copacabana onde aproveitaremos o Lago Titicaca (o lago navegável mais alto do mundo) onde passearemos de barco e caminharemos bastante em volta. Uma vez aclimatados nas partes baixas, iremos para montanhas mais baixas treinar a parte técnica. A primeira montanha será o Condoriri (15200 pés), depois de aclimatados aqui vamos para o pico Pequeno Alpamayo (17,613′), Ilusioncita (16,896′) ou Ilusion, (17,500′) ou até mesmo completar o Condoriri, que seria demais. Se der tudo certo aqui vamos ao nosso primeiro grande objetivo o Huayna Potosi.  Com 6088 metros, parecendo uma grande pirâmide de gelo é a montanha mais frequentada da Bolívia. Ao terminar esse pico terminamos também a primeira fase da viagem. Depois de 14 dias voltamos a La Paz, mas só por um dia. Certeza que dormir numa cama quentinha e tomar um banho quente será um presente.

A Cordilheira Real

Depois seguimos para o Illimani o pico mais alto da Cordilheira Real, com 6462 metros. Esse é o nosso objetivo. Sabemos das dificuldades, sabemos das exigências físicas e como teremos que nos dedicar à parte técnica nas montanhas anteriores. Mas quem acredita sempre alcança, assim diz o ditado e assim queremos que seja…. Quer dizer pelo menos assim dizia Renato Russo.

É agora a ansiedade bate, afinal escrever o roteiro, preparar as malas, comprar as coisas que faltam… Esses preparativos todos só me fazem ter mais e mais vontade de ir logo…

Nesse mês tentaremos mantê-los o mais atualizados possíveis. E vão acompanhando as aventuras do Paulo por aqui, esse mês pra ele também vai ser puxado semana que vêm tem mais uma etapa da competição de endurance dele, 300km. Toda a força pra ele nessa etapa e pra nós lá na Bolívia.

Terceiro integrante

Posted: May 24, 2012 by Natália Almeida in Logistics, Português, The Journey, Training
Tags: , , , ,

Todo mundo aqui já sabe como a saída do Norm nos pegou de surpresa, achavámos que ele era o parceiro ideal, mas esse é um projeto que exige muito comprometimento e disposição, e também adaptacão e saber lidar com as adversidades. Só não esperávamos ter que lidar com uma adversidade agora. Mas melhor cedo do que tarde.

A questão do terceiro integrante não parece clara para a maioria das pessoas. Porque precisa de mais 1? Essa é a pergunta que sempre ouvimos,

Essa terceira pessoa é essencial para o projeto por motivos de segurança. Qualquer problema no caminho é mais fácil de lidar em 3 do que em 2. São mais braços e pernas, mais força na hora que precisarmos carregar ou arrumar algo e mais cabeça para solucionar problemas.

Com a escolha do Norm cometemos um erro, a de acreditar que alguém de longe poderia nos dar e ter o suporte necessário durante o treinamento exaustivo de 2 anos. A distância dificulta em muito o conforto dessa relação. Como conseguir deixar a pessoa se sentir segura e até mesmo confiante sem um contato constante? Ao fim chego a conclusão que ter que administrar mais um problema é desnecessário. Dessa vez sabíamos bem o que queríamos: uma pessoa com experiência em escalada ou ciclismo, que tenha noção do que o 360 Extremes exije, que tenha a paixão e a vontade que temos pelo projeto, que tenha uma personalidade que nos complemente e principalmente que more aqui em São Paulo.

Conversamos com algumas pessoas, umas pareciam querer só fugir da vida daqui e ir viajar, não entendendo a real dimensão do projeto, aqui não é férias nem estaremos tirando um ano de celibato, é uma viagem cansativa, arriscada e mentalmente difícil.

Outros estavam numa fase de transição da vida e não nos convenceram se estariam com o mesmo compromentimento em 2 anos. E ainda tivemos os apaixonados demais eu diria, os que tudo o que falávamos concordavam sem dar ideias, sem ter perguntas ou dúvidas. Tivemos sim 2 ou três pessoas que nos fizeram pensar mas como as coisas são engraçadas quem escolhemos estava na nossa cara.

Paulo é um colega do meu trabalho. É uma pessoa que vi a vida e a personalidade mudar de um tempo pra cá, tudo isso por meio da bicicleta. Ele sempre pedalou mas desde o ano passado começou a ficar mais envolvido em pedaladas a longas distâncias, participar de provas de endurance, e estudar e treinar cada dia mais.

Uma semana depois de fecharmos com o Norm ele veio conversar comigo e tive que dizer que a vaga havia sido preenchida. Mesmo sem estar na equipe ele sempre me cobrava o fato de não termos comprado a bicicleta ainda e de não irmos as pedaladas de final de semana que ele faz com os amigos. Quando a posição re-abriu avisei e deu pra ver no rosto dele que a vontade de fazer parte ainda existia.

Com alguns desencontros conseguimos finalmente sentar e conversar. Batemos um papo muito bom, ele tinha ideias e diversas perguntas, conhecia a rota e conseguiu nos explicar o que é e não e possível de fazer em termos de pedalada. Além de saber muito sobre ciclismo, qual a bike ideal e coisas assim, ele tem uma personalidade boa. É focado e me parece ter a disposição mental e física que essa equipe precisa. Ficamos muito felizes de poder apresentá-lo aqui como parte desse projeto. Que vocês deem as boas vindas a ele.

I had the pleasure of meeting with Amyr Klink the other day. For those who don’t know, Amyr is a Brazilian explorer and sailer who has gone on fantastic expeditions around the world by sea, has sailed around the Antarctic, and from the Antarctic to the Arctic – to name just a few of his projects – and has also worked in building his own vessels.

A friend at the Ministry of Culture suggested I should speak with him, so I had contacted his office a few weeks ago. To my surprise, a week ago before I went to New York, I got a call from him. Initially, to my embarrassment, I didn’t realise who it was – I was at my office and was in a bit of a world of my own. After a couple of minutes, it clicked and we chatted for a good half hour about the project and arranged to meet when I got back.

And so it was. When I got to his office, we had a coffee and talked for about an hour and a half – he talked about the yachts he had built and showed photos from the construction and his expeditions to the Antarctic, and also talked about the problems that he had faced on his journeys such as sailing between ice flows without getting the yacht crushed. We talked about the challenges that we would be facing en-route – our question about how exactly do we get to the Antarctic was one of the first things we discussed.

This question became apparent after our chat with Andrew Dare – basically because of the seasonal windows for expeditions to the South Pole. Airplane is the last option we want to consider because of the environmental issues and it just isn’t really authentic exploration. So this leaves yacht or boat to arrive on the continent. The problem with this is that the ice around the continent only breaks up enough to allow us to land near a base in the middle of expedition season – so we would not be able to cross the Pole in one season. We would need at least two seasons, and to stay at a base on the continent for around six months or so as the freezing winter passes over us. Originally this struck us as not really an option, though the more we think about this, the more it seems like a promising idea. We would just be stuck with each other’s company for six months in the same place, which could be… interesting… and the whole project will take about four years to complete as opposed to three and a bit!

Among the other subjects we discussed included the idea of kite surfing. He described the experience of other explorers with kit surfing contraptions where they have slept in the capsule and been able to carry their supplies with them. Then there is the design to think about, with two/three skis protruding for stability; the materials to use… everything we need to think about as this will need to be custom-built for us…

And finally he suggested some interesting contacts that will hopefully be able to help us further with the expedition.  So hopefully things will be moving further forward from here!

Essa semana o Ben se encontrou com um dos exemplos de aventura que sempre o inspirou: Amyr Klink.

Acho que todo mundo aqui sabe muito bem quem ele é mas um breve resumo não é nada demais. Ele é um dos maiores aventureiros do Brasil,  em um barquinho feito por ele cruzou a remo o Oceano Atlântico em 1984, saindo da África e chegando na Bahia, essa aventura você pode ler no livro 100 dias entre o céu e o mar. Essa foi a primeira de muitas: navegou da Antártida ao Ártico; ja deu a volta ao mundo de barco; já passou invernos inteiros na Antartida construíndo o Paratii e o Paratii 2…

Eles estavam em contato faz uma semana mas se encontraram mesmo na quinta. Nessa conversa que durou 2 horas surgiram ótimas ideias e novas possibilidades. O assunto principal foi a travessia da Antártida, as questões a serem analisadas são duas: se formos da Nova Zelândia para lá de barco perderemos a janela em que é possível atravessar a pé e teríamos que ficar em uma base por mais ou menos 7 meses, a outra opção seria ir de avião e nos programarmos para estar na Antartida na janela boa para a travessia. Esse projeto é o nosso desafio de vida e queremos poder suar um pouquinho a cada quilômetro. De avião um trecho de dias se transforma em horas e a beleza desses instantes perderíamos, além de ser um meio de transporte nada amigo do meio ambiente.

As formas de atravessar esse continente também foram debatido e surgiu a ideia do kite surf. Dessa forma seria mais rápido e menos desgastante que ir a pé e poderíamos usar as temperaturas super baixas (-35˚C) e os ventos fortes a nosso favor.

Como se comunicar de lá era um dos nossos problemas e ele nos deu a solução: INMARSAT ou IRIDIUM. Com esses sistemas seria possível telefonar, acessar a internet, enviar arquivos de vídeo e imagem, tudo isso via satélite.

Além de todas essas informações que não conseguiríamos ter sem ajuda. Amyr ainda nos deu contatos de amigos que poderiam fazer os trechos de barco conosco. Uma ótima primeira conversa e manteremos contato. Sempre bom ver até quem é mais experiente acreditando no 360 Extremes.

From Wednesday 18th until Saturday 21st April, the 13th Adventure Sports Fair was held at Ibirapuera park in São Paulo. With a host of different adventure / sports companies exhibiting at the fair, Natalia and I took the opportunity to go on Friday night and all day on Saturday to do a bit of direct marketing…

The event was reasonably good – a fair few attractions for kids and anyone interested in sports from climbing to slacklining and canoeing: there was a big pool open with canoes in it; a 10 metre tall climbing pillar (only enough space for one or two people to climb simultaneously); a high line and a normal slackline along with a few other activities. The kids on the slackline were pretty impressive: jumping up and down on it and retaining complete balance with their acrobatics…. hopefully we will be like that soon!

At the same time, companies such as the Brazilian sports equipment firms Snake, Curtlo and Kailash were there at the same time as other established multinational firms such as Timberland, Salomon, Deuter, Hi-Tec, and Contour. There were a number of other companies there as well, though we thought that considering the growing adventure sports industry in Brazil that the event could have been larger – there was an entire floor of the building which was left unused for the event. But at the same time, armed with our printed folders and information about the 360 Extremes Expedition, we were able to make some good contacts with people with these companies. Obviously not going to be the fastest process in the world, but definitely encouraging, so here’s hoping!

Andrew Dare on the high seas...
Photography (C) Andrew Dare

Andrew Dare's yacht resting at the Antarctic
(Photography (C) Andrew Dare)

A couple of months or so ago, we received an email from a chap who wanted to talk about the helping us with the “boaty parts” of the journey. And there will be plenty of these parts for us to navigate on the journey, that’s for sure – coming back down to Northern Europe from the North Pole; getting to the Antarctic continent is quite a journey… and the relatively short journey between Indonesia and Australia is actually quite difficult; from what I have seen in research to date is that it is quite hard to find a boat to take you, and people trying this can wait for months.

So we were quite lucky when Andrew Dare (or “The Wandering Bear”) introduced himself to us. He is a yacht skipper who has been sailing for 22 years and over 150,000 nautical miles, including a number of journeys to the Antarctica. He is also a great photographer with excellent albums of his journeys. With his amazing experiences, it was great to be able to speak with him the other day.

We spoke with him about the journey and the general plans and how ideally we would love to sail in to the Antarctic, though the point we would like to arrive at the continent (McMurdo) is frozen up for much of the year – at other times, as Andy said, it would be wise to follow an ice-breaking ship. If we did this, however, we would arrive too late in the year to be able to traverse the continent before winter closes in and would need to settle down for the winter in McMurdo to await the next season… adding further time to the whole project. A possibility…? Maybe. An exciting thought really, though would have to be discussed with the team. All the old explorers before air travel grew would have had to hunker down for the winter…

Other options would be sailing to Antarctica directly south of Africa… The ice here doesn’t remain so long because of the wind blowing it through the channel between the two continents. A longer journey, though also a possibility that can be examined (permits as well would have to be looked into – it won’t be quite as simple as saying… oh look, here’s a nice place, let’s build a hut here…). Or the worst alternative which we may eventually have to face: flying. Definitely something we really want to avoid, and for me personally, I would prefer to spend a few months shacked up in an ice hut for the winter than doing this… But again, we shall have to see exactly.

Our conversation went on for a good couple of hours or so and was very productive. Plenty more information regarding both the Poles and the possibility of working with each other in getting to them, so we will be keeping in touch over the next few months to discuss in further details about everything.

Andy in cold waters...
(Photography (C) Andrew Dare)