Archive for the ‘Medical’ Category

Map of Edinburgh

Map of Edinburgh

Acordar de manhã com a certeza que não vamos pedalar é bem estranho a essa altura. Mesmo sem despertador você acaba acordando cedo e com aquele ânimo agitado de que a estrada lá fora nos espera. Depois de tantos dias de estrada, pedais longos, cidades, pessoas, fotos, chuva, vento, neve, sol e tudo mais, seu corpo e sua mente mudam um pouco de funcionamento. Parece que você muda a voltagem e de 110V você vira 220V, então você fica super agitado no começo do dia e já acordamos morrendo de fome e mesmo sem pedalar nosso corpo parece pedir algo a cada uma hora e lidar com tudo essa energia extra e esse pedido por mais energia é algo complicado. Até que ponto a fome é fome ou é seu corpo querendo garantir carboidratos para uma jornada de pedal que na realidade não vai existir no dia. O melhor jeito é se ocupar. E estávamos com os hosts certo para isso.

The Witchery

The Witchery

Ao descermos para tomar café da manhã Charlie estava na sala com a mesa posta, Melanie já havia saído para trabalhar, sentamos a mesa, tomamos chá, comemos torradas com manteiga e geleia e conversamos. Conversamos bastante mesmo, Charlie é ator e tinha diversos causos para contar, o que ele conseguia fazer muito bem dando uma certa graça a tudo. Rimos muito e trocamos ideias e opiniões sobre trabalho e aventura. Ele acha todo esse projeto inspirador, e encontrar alguém que entende o porquê do 360 sem termos que explicar é um tanto incomum e motivador. Ele e Melanie passaram um ano em Nova Zelândia, onde 4 meses foram dedicados a uma expedição de bicicleta pelo país. As histórias contadas por ele reunidas as nossas até agora sinceramente daria uma ótima comédia. E me fez ver cenários de toda a expedição oficial que antes eu não poderia imaginar. Charlie disse que fez sua rota confiando em mapas e as vezes no mapa marcava uma cidade que na verdade nem existia mais. As pessoas não moravam mais na região, que estradas que era ditas como boas na verdade era péssimas e as vezes sem asfalto, estrutura e nada do que ele esperava. Tudo bem que hoje temos ainda mais opções de checar do que ele teve há 6 anos atrás.

Depois de papear por horas, começamos a nos arrumar para ser um pouco turista. Antes de sair Charlie pediu uma ajuda com as galinhas que ele e Melanie tem como bichos de estimação no quintal mas que insistem fugir para casa do vizinho. Foi engraçado vê-los tentando dar um jeito naquelas aves desengonçadas e teimosas. Problema resolvido fomos para o centro de Edimburgo, andamos pela cidade, tomamos um café e fomos a atração que mais nos recomendaram: Mary King Close. Eu realmente não recomendo a ninguém, achei caro e um tanto chato. A história é um tanto interessante afinal essa é a rua mais antiga e intocada de Edimburgo e imaginar como as pessoas moravam em 1600 é algo interessante mas andando pela cidade você consegue ver esses closes em todos os lugares e uma boa pesquisa no wikipedia te daria acesso as histórias.

Depois encontramos com Paulo, papeamos um pouco, deixamos com ele o saco de dormir para ele levar para Londres e fomos de volta para nossa casa da noite. Lá fomos recebidos por Charlie com batatas, vegetais, haggins veggie e cerveja – Melanie infelizmente teve uma crise de enxaqueca e não pode nos acompanhar. Mais conversas e mais conversas. Uma noite mais que agradável e mais um casal que queremos manter contato.

Como reportei no meu ultimo post, tenho sentido dores no joelho direito, por causa disso vim antes para Edimburgo procurar um médico. Com a ajuda do meu seguro saúde internacional, fui a um consultorio e o diagnóstic não foi dos melhores e nem dos piores. Estou com uma pequena inflamação no menisco. A recomendação do médico foi ficar sem pedalar de 7 a 10 dias. Como não é possível em nossas férias termos uma flexibilidade tão grande para nosso treino não vou mais poder acompanhar o Ben e a Nati.

Isso me deixou chateado por diversos motivos. 2012 foi um ano em que pedalei muito, e não estava esperando ter nenhum problema físico causado no ciclismo. Eu estava preparado psicologicamente para talvez ter que parar por motivos climáticos que não dependem de mim, mas isso é bem diferente. A minha confiança em mim mesmo nesse momento está minada, e vai ter que ser trabalhada novamente durante o ano. A causa da dor ainda não sei, mas acredito que seja algum problema na minha postura em cima da bicicleta, acho que um bom bike fit feito por um fisioterapeuta talvez resolva. É uma pena também que não vou pedalar pelas highlands e pelo norte da Escócia, isso é algo que eu realmente queria fazer. Eu até poderia tentar continuar, mas o grande problema é que aqui as estradas não tem muita estrutura e as as cidades são bem mais distantes umas das outras. Se algo acontecesse no meio da estrada, esperar por socorro significaria ficar horas exposto ao frio, chuva, vento e tudo o mais que o inverno britânico tem para oferecer.

Só me resta tocer para que tudo dê certo com o Ben e com a Nati, e que eles cheguem em John O’Groats no dia 13. Vai ser ums pena não estar nesse momento que deve ser emocionante. Desejo para eles vento nas costas e nenhum pneu furado! Enquanto isso aproveito para conhecer melhor Edimburgo e passar mais tempo em Londres.

Eu escrevi sobre o Camino a los Yungas quando ainda estava na Bolívia e de lá mesmo consegui mandar o trecho do meu pequeno acidente… Agora conseguimos fazer um vídeos mostrando mais essa rota cheia de perigos e belezas. O segredo para terminar o caminho sem machucados é ser prudente o tempo todo e não confiar demais em si. No nosso grupo de 7 pessoas tivemos 3 quedas, nada muito grave: eu cortei minha boca e tive arranhões e roxos por todo o corpo; o Ben caiu de leve mas ficou com a barriga dolorida e um americano que nos acompanhava queimou e perdeu boa parte da pele de um dos braços ao cair e arrastar o corpo por sobre as pedras. É uma experiência super válida e um lugar cheio de surpresas…

A noite não é como o esperado, primeiro acordo com o quarto super quente e seco. Bebo água, e molho uma camiseta e coloco na cabiceira da cama, de nada adianta. Ben também acorda com o mesmo problema, abro a janela. Ele volta a dormir mas pra mim era só o começo do desconforto. Cólicas estomacais voltam e a noite vira um pesadelo. Molho a minha camiseta e coloco a camiseta sobre ela, quem sabe assim quando respiro fica melhor e na verdade deu uma mehorada sim. Algum tempo depois as cólicas se transformam em mais uma vez diarréia. E pronto já não durmo e as seguidas idas ao banheiro acorda o Ben, que fica aflito. Ligamos para Caleb às 8am e pedimos para adiarmos a ida para o dia seguinte, ele diz que tudo bem, vem ao quarto com uma garrafa de água e remédios. O dia foi de descanso, muita água e de comidas leves. Em nossos rostos era possível ver que estamos tentando lidar com a possibilidade de eu ficar aqui, e além disso temos que lidar com a frustração que aumenta ainda mais de eu ainda não ter conseguido ir ao topo de uma montanha. Chorar não é a solução mas é a única coisa que alívia um pouco o coração apertado.

Com o passar dos dias pareço estar um pouco melhor, e voltamos a nos animar. Amanhã será o dia, amanhã saíremos daqui para o acampamento base e eu vou estar bem, vou conseguir, o pensamento segue assim, e na hora de dormir até me atrevo a tomar um remédio para controlar meu intestino. Durmo aflita porque sei que amanhã não posso decepcionar, e peço para meu corpo ser forte pelo menos nos próximos 5 dias.

Acordamos cedo, descemos as malas e fomos tomar um café da manhã. Enquanto o Ben se esbalda com torradas e ovos, eu tento ser o mais leve e neutro possível. 2 Torradas com manteiga, um copo de leite quente e litros e litros de água. José chega e é era de partir, a viagem de La Paz ao povoado de Pinaya é de +/- 4 horas, as condições das estradas são péssimas, a via de terra e pedras soltas é estreita, diversas curvas super-fechadas e encontros sem aviso de carros vindo do outro sentido. O precipício do lado direito aumenta a aflição, Ben chega a suar olhando a queda que fica a poucos centímetros das rodas de nosso carro. Chegar a Pinaya é mais que um alívio. Lá comemos um sanduíche de pasta de amendoim e geleia e fechamos 2 burros para carregar as coisas até o acampamento base.

Começamos a trilha, o lugar é muito bonito, passamos por diversas casas e cholitas puxando ovelhas, por aqui tudo é muito verde e quente. A medida que vamos subindo o calor vai diminuindo e o vento aumentando. Por mais resistente que eu tente ser meu corpo começa a entrar em colapso, o estomago dói e se revira. Mais uma vez é difícil respirar e manter o ritmo. Todos começam a reparar que estou ficando mais lenta e ofegante, e minha cara de desconforto demonstra que algo está me afetando. De início respondo que tudo está bem quando me perguntam, mas a revira-volta no meu estomago me obriga a confessar que não estou 100%. Diminuímos o ritmo mas seguimos em frente, quando a dor piora paro, sento e espero passar. Depois seguimos mais adiante. Começo a ficar brava porque não sei se mais uma vez fiz a escolha certa, minha cabeça segue com diversas questionamentos que a cada minuto penso em respostas diferentes. A todo instante José nos dá uma previsão de quanto tempo ainda falta sempre diz a mesma frase ” A esse passo mais ou menos 2 horas”. A verdade é que essa trilha normalmente leva entre 2 a 3 horas, e nós levamos umas 5 horas.

Ao chegar no acampamento, me deito sobre uma pedra que está no sol e me aqueço um pouco ali. Os outros vão olhar as coisas deixadas ao lado das barracas que já estavam armadas. Ben vem me checar e me chama para ir deitar um pouco.

A tarde e a noite no acampamento base promete ser tensa, enquanto Caleb e José conversam sobre o dia seguinte, eu e Ben estamos aflitos na nossa barraca.

A noite não foi como o esperado. Eu que estava o tempo todo me sentindo bem e confiante fui a vítima da vez do mal que  afetou quase todos. Não conseguia dormir com fortes cólicas estomacais, diarréia e uma forte sinusite. Sei que dar detalhes assim de minha doença não deve ser muito legal de ler mas escremos aqui para documentar o que esse projeto nos leva a conhecer e sofrer. Mas o problema só piorou mais a noite quando fui ir ao banheiro me deparei com o lado de fora da barrraca cheio de neve, nevava forte e foi um tanto difícil conseguir enxergar e andar. Apesar dos dias frios em Winnipeg nunca tive que andar sobre pedras para chegar em algum lugar. Na primeira ida etava tão confusa com o mar branco que surgiu a minha frente que cheguei a tomar a direção errada, depois me encontrei e consegui ir e voltar. Da segunda vez quase caí várias vezes escorregando a cada passo. As horas passaram e enquanto isso eu fui me esforçando o máximo para ficar bem.  Ao ouvir o grito de Hot drinks de Caleb cheguei a chorar frustrada, me sentia injustiçada por só agora ficar doente. O Bem começou a se arrumar e podia-se ouvir o movimento de todos lá fora. De repente ouço o grito de Caleb mais uma vez, dizendo que as condições do tempo não permitiam a nossa saída agora que iríamos tentar sair umas duas horas depois. Mais uma chance pra eu conseguir. As horas se passaram e nada de eu conseguir melhorar a pior parte eram as cólicas. Infelizmente para os demais, felizmente para mim, a saída foi cancelada e marcada  para a madrugada seguinte.

Dormi mais calma e tentei aquecer meu estômago para aliviar a dor. Manhã seguinte acordo com um convite para uma caminhada curta só pra aclimatar. Rejeito juntamete com Augusto, como ainda não estamos 100% decidimos ficar no acampamento e descansar. Ben, Kirk e Caleb saiem. Algumas horas depois ouço a voz alegre de José me perguntando se estou melhor se não seria hora de sair um pouco da barraca. Sigo seu conselho e encontro Augusto do lado de fora. Conversamos um bocado, na maior parte sobre o 360 Extremes. Ele fica me perguntando sobre o trajeto, os cursos e dando diversas ideias. A conversa foi boa porque pude esquecer um pouco. Comi um bagel, e papeamos mais. Alguns cochilos durante a tarde. E a maior parte dos sintomas passaram, as cólicas iam e voltavam, mas estava convencida que saíria e consegui subir com todos até o meu primeiro pico.

Mais ou menos 6 horas depois os outros finalmente chegaram. Sorridentes e empolgados, o motivo haviam subido o Pico Aústria para aclimatar, uma subida nada difícil mas que dá pra sentir a altitude de acordo com o Ben, ele fez questão de falar que só cnseguiu chegar ao topo com o suporte mental de Kirk que não o deixou voltar. Kirk, louco como é teve a capacidade de tirar a camiseta e ficar fazendo poses de alterofilista. Sempre fazendo graça virou um super parceiro para o Ben.

Chegaram cansados e com fome. Eu e o Augusto estávamos famintos e ficamos empolgados ao ouvir os planos de Caleb de hot drinks e jantar. Pena que no meio ele mudou de ideia e acabamos treinando técnicas de como andar e se comportar com a corda que nos mantém unidos. A essa hora vou confessar que nenhum de nós estava contente. O frio piorou, o vento aumentou e nos parecia idiotice ficar ali fora se desgastando ainda mais sendo que a noite seria puxada. Tentamos fazer tudo o mais rápido possível, e pela primeira vez pudemos ouvir uma reclamação da boca de Kirk. Ao terminar encontramos Caleb no fogão assando salames, crackers e queijo. Esse realmente não era o dia do Caleb, Augusto não come frituras e na minhas condições ta,bém não foi a melhor pedida.

Todos na cama cedo, e mais uma noite de expectativas, se o tempo deixar em poucas horas estaremos todos a caminha do pico que estamos com sede de conquistar desde o dia que entramos no avião.

Todo mundo por aqui deve saber que nós nunca estivemos numa montanha, logo nunca enfrentamos os perigos que existem ali. Por isso o terceiro dia foi um dia de se aprender. Também não queríamos forçar os que estavam doente e mesmo Augusto ainda não estava 100%. Acordamos umas oito da manhã, nos reunimos para um chá quente e cereal. Demos uma caminhada pelo lago, brincamos com um estilingue boiviano que Kirk tinha comprado no primeiro dia. Depois nos reunimos para treinar tipos de nós. Os principais foram: oito – o nó mais usado no montanhismo e também na escalada da rocha, “eight in a bite” , prusik, clover, fishmen, e outros mais. Aprendemos onde deve ficar a sua ancora, o texas kick, o prusik de segurança, e como deixar sua cadeirinha mais segura com carabinas no seguro.

Como não temos fotos e esse monte de nome de no deve parecer grego, segue um vídeo mostrando como se fazer esses e outros nós tão importantes para o escalador:

Depois aprendemos que em caso de queda numa crevasse o certo é deixar os pés longe das paredes, porque o crampon pode segurar bruscamente e você acabar girando o corpo, não se deve soltar o ice axe e assim que possível craválo com as duas mãos na parede usando-o como breque, entendido isso depois de compreendido o posicionamento fomos para a rocha para aprender como sair de dentro da crevasse, subindo com a ajuda do texas kick.

Vídeo demonstrando o uso do Texas kick:

Fomos até uma rocha velha e que me dava medo só de olhar a cada agarrada as pedras se soltavam. Mas de acordo com o Caleb era segura se pendurar na corda e se içar até mais ou menos 10 metros do chão. O primeiro a tentar foi Augusto, que por ter uma cadeirinha de fita simples, não conseguiu nem sair do chão, falando português claro, as fitas amassavam as bolas dele. Desistiu e foi a vez do Ben que teve um pouquinho de dificuldade no começo, é complicado se equilibar e tentar se sustentar tão perto do chão, mas ele conseguiu, dificuldades na descida também superadas, chegou a vez de Kirk que tinha uma cadeirinha parecida com a de nosso parceiro italiano mas o nosso super homem não teve problemas, até brincou com o aperto na virilha. Finalmente chegou minha vez, por causa do vento forte estava com um pouco de sinusite mas me esforcei e encarei a tarefa, todos dando o suporte e falando que eu etava indo muito bem, fui subindo, subindo e subindo até que Caleb riu e perguntou quando eu ia começar a descer, dei graças por poder começar a descida. Treino terminado hora de voltar ao acampamento, com a sinusite mais forte e os ventos também a volta não foi das mais agradáveis. Chegando no acampamento vesti uma touca e me enfiei dentro da barraca não saindo nem pra comer. De lá pude ouvir eles combinando a nossa primeira saída para a montanha, às 2h30 da manhã começariamos a caminhada sentido ao Pequeño Alpamayo. Comemos um macarrão e dormimos ansiosos.

O segundo dia não melhorou, quer dizer melhorou um pouco pelo menos para o Ben. Ele acordou um pouco mais forte, os vômitos continuaram mas mais espaçados. Em compensação Caleb e Augusto acordaram com os mesmo sintomas. Caleb não teve nem coragem de sair da barraca enquanto Augusto vomitava a cada gole de água. Eu e o Kirk eramos os únicos fortes e saudáveis e por isso mesmo ficamos meio que cuidando de todos. Levamos o Ben para uma volta enquanto os outros tentavam cochilar. A caminhada não foi longa mas acreditávamos que um pouco de exercício iria ajudá-lo.

A parte complicada foi tentar esquentar a água. O fogão eo combustível era algo que de olhar não dava pra entender como funcionava. Bombamos, viramos e reviramos a bomba de gás tentando ascender o fogão. Todas as tentativas frustradas. Acabamos pedindo ajuda a um rapaz da barraca ao lado. Tato, um argentino sem sotaque argentino no espanhol ou no inglês, super atencioso. Levamos o fogão até sua barraca e ele nos mostrou como fazer. Pareceu simples e ao voltar para nossa tenda tentamos novamente. Que frustrante o fogo ascendia e apagava segundos depois. Tentamos por uns 15 minutos até que Kirk pediu pra eu ir de novo ao Tato e trazer ele. Ele veio e ascendeu, oferecemos chá quente e o convidamos para um bate-papo. A melhor ideia do dia, o rapaz era bem conversador e acabou distraindo um pouco o grupo de doentinhos. Ele é guia de montanhismo na Patagônia e matou a curiosidades de todos sobre o lugar. Kirk contou a sua história no Aconcágua e ficou perguntando sobre outros lugares para se conhecer na América do Sul. Caleb resolveu se juntar e conhecer o argentino que repetia o tempo todo a vontade de ir escalar no Alaska. Os dois trocaram informações sobre a cidade de cada um e as diferenças e similaridades dos dois lugares. Caleb ficou impressionado com o jeito relaxado em relação a segurança com que se levam os turistas para conhecer os glaciares, sem segurança eu diria, nada de cordas ou cadeirinhas.

O bate-papo durou quase 2 horas e depois os mais cansados voltaram para suas barracas.

Eu e Kirk preparamos sanduíches de salame, e outros de pasta de amendoim com geléia. Ben foi o único que conseguiu comer e não passar mal. Ótimo sinal, e com certeza acalmou os medos que tínhamos antes de voltarmos ao Brasil sem subir uma montanha sequer.

O dia foi passando e cada um foi mostrando sinais de melhora, o único a não demonstrar reação foi Augusto. Dava pra ver como emagrecia a cada hora. O pior é que ele desistiu de comer, porque achava que comer só ia piorar e nesse momento estava se desidratando. De manhã havíamos decidido que todos os doentes iriam começar a tomar Ciprus, um antibiótico que tivemos que trazer no kit-med a pedido da agência. Augusto foi o único que começou a toma mais tarde e por isso mesmo devia se o que mais demorava a se recuperar. Horas se passaram e de noite nos reunimos na barraca do Caleb para o jantar. Nada muito substancioso mas quente e acolhedor. Uma sopinha de tomate, e bem picante do jeito que nosso guia americano gosta. Não me pareceu uma escolha sábia porque coisa picante tende a ser agressivo ao estômago e a sopa sem calórias ou vitaminas suficientes para tudo o que a maioria perdeu nos ultimos dias. Depois de uma conversa rápida todas para cama.

Finalmente eu e o Ben tivemos uma boa noite de sono, eu até fiquei cantando na barraca antes de dormir o que me rendeu vários pedidos no dia seguinte. Acho que de fora da barraca minha voz parece boa, porque enquanto o Ben sofria com minha desafinada voz o Kirk e Augusto achou bem relaxante.

Picture of the hamstrings

From http://www.medicinenet.com – very good site about injury types and medical issues

It is not the worst injury I have had in my life – this time it is what could be described as a grade I hamstring injury – a minor tear in the muscle, though possibly bordering grade II; a partial tear in the muscle. I suffered a grade III tear (a complete rupture) in a calf muscle once playing football and I have never felt quite so much pain for a prolonged period as I did at that time: after pretty much collapsing onto the ground the moment it happened, unable to put any weight whatsoever on that leg, I was on crutches for a couple of weeks following the event and it took a two months or so to get fully better. So my immediate thought upon feeling my hamstring strain was thankfulness that it wasn’t more serious, as I really don’t want to feel anything like that kind of pain again.

The strain happened as I was on the climbing wall at an overhang: I was putting my heel high up to gain support on one of the protruding “rocks” on the wall above the overhang, and putting a lot of pressure on it to be able to push myself up so my hand could get a grip. I felt a little tear in my leg and though it didn’t hurt immediately it felt like something was wrong so I had to come down – quite annoying as I felt I was about to clear one of the walls I that I had been working on completing for some time. The wall could wait, however, so down on the ground, we put an ice pack on my hamstring.

I say grade I injury as there was no real pain at the time, though the discomfort turned into pain on the day after, and I was limping for the first three days or so after it happened. I probably didn’t treat the injury as well as I could have – I probably should have spent more time with the “RICE” method (Rest, Ice packs, Compression, and Elevation of the leg) but it did mean I spent the last week with no visits to the gym, and over the week, the pain gradually diminished. So much so, I felt confident enough to go back to the gym last night but only for light exercise. When doing a few stretches, and putting pressure on my knee, I could feel the pain in my leg, so I limited my time there to just doing a couple of traverses along the wall on stretches that didn’t require too much leg-work. I was able to fully complete one of the traverses which I had not quite managed before, so I was happy with that.

But more rest today and it will probably be a couple more weeks or so before am 100%, which will be just in time to be fully fit for our Bolivia expedition. Definitely want to be better for that and I don’t want to turn a minor set back into something more serious.

Never like being my own “doctor”, but found a number of sites about hamstring and other sporting injuries – this site seemed to be the one that provided the most information about the matter and is pretty interesting –  http://www.medicinenet.com/hamstring_injury/article.htm.

A little frustration…

Posted: April 4, 2012 by Ben Weber in Medical, Nutrition
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This blog is never going to be a critique of Brazilian life and the ins-and-outs of general daily life and health care systems… but it was a slightly frustrating morning for both Natalia and I in terms of health care:

Our nutritionist had passed us some standard blood tests to do (such folic acid, cholesterol levels, vitamin B12 and about 15 other types of tests). The tests meant that we had to stay for 12 hours without eating or drinking anything so we rang the health care units which are covered by our respective medical insurance to make sure everything was okay to do in the morning. Natalia has Amil and I have Sul-America – pretty decent coverage that have served us both well in the past. No problem there, so the mini-fast began.

Up at 5.30am so we could get the tests done before getting to work. Quite hungry and thirsty, but alright!

But not quite alright… apparently though for me the tests are covered by the insurance, the fact that they were signed by a nutritionist and rather than a doctor (or a dentist), meant that I couldn’t take them – I have to go to a doctor to get their stamp. Called Natalia to tell her and she had slightly different but similar news… her plan covered the tests, and covered  nutritionists, but the list from the nutritionist had to be provided with an original stamp/signature as opposed to an electronic stamp that had been printed out. Oh and if we had paid out of our own pocket, it would have cost about R$1,100 (around US$ 650).

Ah well… Not a massive problem but slightly annoying. It was nice to be able to eat something again this morning though, and I guess we will have to go through the mini-fast again next week …!

NOT what I've been doing at work.

Phew! Life has been hectic the past couple days! The rock gym has been booking a crazy amount of parties and staff belays which gives me more hours (a good thing) but it means I have to keep pushing kids and adults to their climbing limits for 10 hours or more a day! While its extremely rewarding and inspiring to see a child who could barely make it off the ground climb 40 feet into the air, it can be draining as well.

But as I think about it, it is good preparation for my first summer with Adventure Treks. Which in turn is going to be even better preparation for the 360 Extremes expedition. Let me explain…

I am truly excited about my summer months. As a co-trip leader, I will be working with 5 other leaders to lead teenagers between the ages of 12 and 18 on adventure trips around the country. So for around 20 days at a time I’ll be out in the wilderness, living in my tent, pushing kids to their potential whether we’re backpacking, rock climbing, kayaking, white water rafting or mountaineering.  They told me multiple times in my interviews that I would (a) have very little free time and (b) most likely be functioning on around 4 hours of sleep a night. That’s quite a challenge, especially when I’m used to a bed at home and at least 6-7 hours of sleep each night.

However, as with any pursuit, especially with the outdoors, the challenge is part of the adventure.

Taking teenagers and young adults out in the wilderness can be quite a test of willpower. As the summer months press on we (the leaders for Adventure Treks) without a doubt will face a number of issues, challenges and situations that must be smoothed out. I can’t imagine what will present itself during the trip, but what I hope to learn about is group management. Especially on a larger scale with 24 teens.

As leaders we have to take care of medical supplies, gear and equipment, water, food and general nutrition; as well as monitor the kids for their morale – mostly, are they having fun? In all this, we’ll be out in the wilderness where the ability to control situations greatly diminishes. On top of logistics we must be fully prepared for any situation that may arise: inclement weather, wildlife, impasses due to previous days weather and more.

In many ways this mirrors what we have in store for the actual journey with 360. While group management won’t exactly be at the forefront (although we’ll constantly be monitoring each others moral, strength reserves, food and water intake etc) the logistics of 360 will far surpass any other trip I’ve been on.

Besides pre-expedition logistics (working out finances, where to leave gear, where to pick up gear, what we will need for each leg of the trip) actually executing it will be even more hectic! One thing I learned from my instructors at my Wilderness First Responder course was this: If you have Plan A, you better have Plan B, C, D, E, F and G. Or more. And a basic rule of plans? They don’t ever work out.

Keeping that in mind, we’re going to have our hands even more full than we do now when we finally set off in 2014. Conditions will change drastically with each environment and so will the equipment we need as we progress. If we’re not logistics experts by the time we leave, we better will be! We have a lot of learning to do and it’s going to be a great journey. It’s already begun!