Archive for the ‘The Journey’ Category

Around the world… the hard way…

Arriving in Edinburgh

Pedalar 50km em um dia soava como um dia de folga, os primeiros 30km seriam de uma subida leve e constante então nenhum problema aparente. A noite anterior na casa de Strachan e Alex foi bem agitada. Conversamos bastante e acabamos indo dormir um tanto tarde. O plano era ir a Edinburgh pela estrada A7, e Strachan recomendou que trocássemos a estrada ou que começássemos o pedal mais tarde que o normal, depois das 9h. Por isso, acertamos o despertador para às 8am, mas não conseguimos acordar. O despertador tocou e apertávamos o snooze, até às 9am. Logo no primeiro quilômetro uma subida bem profunda, o que foi bom para forçar os pulmões. Daí em diante não foi ficando mais fácil não. Apesar de nada de neve estava bem frio. E existia a possibilidade de pegar black ice, o cuidado agora era redobrado. A estrada mão dupla e sem acostamento nos obrigava a dividir as faixas com os caminhões, carros e tratores que queriam passar, ainda bem que o trânsito estava ameno.

As paisagens com grandes montanhas de pico nevado ao fundo eram lindas demais e distraía bastante durante as subidas, em compensação os fortes ventos que pegamos contra nos fazia pedalar com força e mesmo assim não sair do lugar. O pior quanto aos ventos é que além da energia que perdemos para fazer alguns metros é que ainda temos que controlar a direção da bike, porque de repente além do vento que vem contra surgem rajadas laterais que te jogam de um lado para o outro da pista.

Outra coisa que percebi nesse dia inteiro na Escócia é que você pode passar dezenas de quilômetros sem encontrar uma opção de parada para comer, ir ao banheiro ou simplesmente descansar. Dessa vez encontramos um posto com conveniência a 10 km de Edimburgo, eu cheguei a comemorar ao ver o logo a distância. No frio que anda fazendo tomar algo quente é mais que necessário para manter a motivação.

Leaving Galashiels

Depois da parada, foi praticamente um descida até chegarmos em Musselburgh, onde fomos recebidos pela Melanie e pelo Charlie e seu Greyhound Millhouse. Tomamos um chá e lavamos as bikes que estavam mais sujas do que antes de Lancaster. Ela é bem atenciosa e papeamos um bocado sobre viagens e pedaladas. Depois tivemos que ir ao centro da cidade encontrar o Paulo e saber mais sobre como andava seu joelho e a visita ao médico. Felizmente o prognóstico foi bom porque ele não tem nenhuma lesão permanente somente uma inflamação no menisco que com descanso e remédios deve ficar melhor em 10 dias. Triste pensar em não tê-lo nos acompanhando mas bom saber que tipo de cuidados e trabalho de fisioterapia teremos ao voltar para São Paulo.

Faltam 5 dias de pedal intenso para completarmos nossa jornada, espero que daqui para frente tudo dê certo apesar dos desafios aumentarem a cada metro percorrido. Pensar que ainda teremos um dia de descanso no dia seguinte ajuda e muito!!!

Noticias de Londres

Posted: January 21, 2013 by Natália Almeida in Cycling, English, Logistics, Photography, Português, The Journey
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Os Dias em londres andam frios e agitados. Estou na Casa do Irmao do Ben – Mark e Sanya – e eles andam me mantendo super ocupada. Hoje vim para o centro da cidade ver e filmar um pouquinho das coisas que gosto.
Enquanto eu relaxo e aproveito as Delicias daqui o Ben termina de arrumar Suas coisas e o Paulo esta em Amsterdam tentando arrumar um voo para londres ja que o dele foi cancelado.

A neve anda atrapalhando um bocado. Estacoes de metro fechadas, as Ruas uma bagunca e o aeroporto tentando cancelar e atrasar os Voos o minimo possivel.
Ando checando a temperatura e pelo menos nossos primeiros 4 Dias de pedalada serao tranquilos com temperaturas de 8C.

Enquanto eles nao chegam, eu vou aproveitando e torcendo que o tempo melhore pelo menos um pouquinho. Vou mantendo Voces informados.

Ps.: Os erros de Portugues e falta de acentos eh culpa do tablet! Me desculpe!

The World is our oyster… or at least it can be, if we dare to fulfill our dreams…

So it is about a year ago since the day I first started really thinking about this idea as a whole. Time has just gone by incredibly quickly and it is difficult to really go through all the changes and developments that have happened in this year in a short post.

Depois do sim hora de comer o bolo

A lot has happened over the year since this..!

The first time I mentioned the ideas to Natalia, just about the time of our wedding, it was more about speculation – why do people, when they think about going around the world, always think about going from east-to-west? Surely going north-to-south would be, though much more demanding physically, just as (if not more) interesting? From a geographer’s point of view: extremely interesting as we get to see the full range of climates from the tropical heat through to the polar cold… and then how people and animals cope and adapt to these climates. From the environmental point of view: because of the changing climate and how the very areas we will be going through are being threatened by these changes. From the cultural aspect: how the cultures change as go through the different countries and locations… and much more.

From influential bears…

At the first discussions, it was all just a pipe-dream, based on these interests and also childhood dreams and hopes of being an explorer. Further inspired by more recent adventures in British Colombia, seeing the bears there, and travelling through the Galapagos Islands. After more discussions and a lot of research, it became evidently possible: People have crossed the poles before – you just need a massive amount training and dedication to get to the right levels of fitness and capability to cross them. People have cycled through the Americas and through Europe and Asia before… again, training and dedication to be able to do this. It was a big step putting this website up at the beginning of the year though – this was something that really committed us to this project… No going back from then on!

…to mountain tops!

And so to the training… over the past year in preparation for this project, the transformation in our general fitness from pretty much average people to actually in pretty good shape now (still plenty more work to do though!) has amazed even ourselves. We have gone to Bolivia, climbing mountains of over 6,000metres – massive challenges for people who had just been used to just regular hiking at best; we are cycling at least 100km at least once or twice a week now, getting to know parts of São Paulo state where we wouldn’t have known otherwise. We are climbing at the Casa de Pedra gym in São Paulo during the week and maintaining regular fitness training at the gym there to get us into better shape. And shortly, we will be cycling from Land’s End to John O’Groats. In winter – to help prepare us for some of the tougher conditions we go through before we get to either of the Poles. Then next winter, we will have our polar training up in Baffin Island…

It is all exciting, but it wouldn’t have been possible without support from Casa de Pedra and our climbing, training and equipment from them, and now, with Atticmedia and the development of our new website and logo. To be able to complete it all, we will of course need further sponsors – the Poles are not so easy! Though this is a fantastic start – just plenty more work to do over the next couple of years before we leave São Paulo on this circle…!

A primeira rocha você nunca esquece em Pedra Bela, SP

Aproveitando o tema tempo do post passado, hoje queria falar na velocidade que as coisas acontecem e em como a vida parece a cada dia estar pisando mais forte no acelerador.

Eu me dei conta disso na segunda (17-09), eu e o Ben completamos 1 ano de casamento e nesse 1 ano nossa vida realmente mudou. Não pelo casamento eu digo isso. Acho que essa foi a menor das mudanças, a não ser pelos presentes que ganhamos. Mas  digo porque a mais ou menos 365 dias atrás toda essa ideia do 360 extremes começou a surgir.

Digo que o tempo passou rápido mas não que foi rápido demais, não mesmo. Olhando para atrás vejo o quanto fiz, aprendi, vi e criei nesse tempo. E olhando para frente meus olhos se enchem de lágrimas com tantas possibilidades e coisas que me aguardam. Eu encho a boca pra dizer que eu sim tenho um Mundo de possibilidades a frente. E repito que isso me emociona sim.

Tantos sonhos e conquistas que duas palavras fizeram entrar na minha vida, um mundo que há um ano atrás se o Ben não tivesse dado assas a sua imaginação ou se eu as tivesse cortado não existiriam hoje.

Depois da rocha hora de ver o pôr do sol em Salesópolis, SPHoje vejo que essas duas palavrinha (360 Extremes) nasceram de uma vontade latente em nossos corações e pensamentos. Uma vontade simples e um tanto primitiva, algo que talvez esteja presente em você ou que pelo menos você reconheça da sua época de criança. A vontade de sonhar e acreditar. Acreditar que as aventuras realmente acontecem fora dos filmes, que o mundo sim é nosso quintal e que tudo é possível se você realmente quiser.

Nesse tempo conheci um mundo novo, esse meu mundo de hoje que me encanta a cada dia e que me ensina. Treinos intensos que me introduziram a escalada, a pedalada, ao trekking. Que me levou a montanhas frias, altas e de uma beleza inimaginável; a estradas com curvas, a beira de rios e que aproveitei e suei cada quilômetro e que ao chegar onde queria me senti realizada de enxergar que sobre duas rodas cheguei inteira onde eu quis; ralei a mão, cunhei calos e levei minha cabeça a uma pressão em rochas porosas, abrasivas e de baixo de um sol escaldante tudo isso por um cume.

Conquistando um cume em Pedra Bela, SP

Aprendi tanto sobre mim, sobre meu corpo, sobre minha mente. Vi que sou fruto das atividades que incluo ou excluo do meu dia, sou feita do que como e sim  meu corpo é 70% composto de água e por isso hoje bebo bastante água para não viver uma vida desidratada.  Sou menos ansiosa e mais calma, o sorriso que sempre foi presente no meu rosto hoje se faz impossível de se desfazer, o estresse não me acomete e dos meus finais de semanas antigos só sinto falta da presença de meus amigos e familiares. A vida hoje é corrida sim, muito trabalho na semana e pedaladas longas nos finais de semana. Achar um tempo para as pessoas que amo é complicado, mas hoje sei que todos que me acompanham sentem falta assim como eu, mas me apoiam e me admiram.Conhecendo um Glaciar em Jasper, Canadá

Admiram uma coragem que levei tempo em crer e enxergar, mas que hoje depois de todo esse tempo vejo. Treinar, se comprometer e viver algo que está te levando a largar toda uma vida aqui em busca de um sonho que deve durar mais de 3 anos exige coragem, a incerteza a frente dá medo às vezes, mas o medo não consegue tirar da minha cabeça o querer de viver isso até o fim.

Mesmo o fim sendo o começo ( São Paulo – São Paulo), mas anos depois a cidade que eu devo deixar não será a mesma que eu encontrarei e essa ideia só torna tudo ainda mais interessante.

Sonhos existem e acreditar neles é o primeiro passo para que eles aconteçam, fica a dica.

Near downtown Bogotá – 2002 on the day of President Uribe’s Inauguration

When we went on our ride to Santos with André and the cycling group, what I neglected to mention in my post about it was that on the day preceding the ride, André went and painted direction marks (along with the initials of the group by these marks) along the route to make sure riders didn’t get lost if they got separated from the main group and didn’t have access to a route plan. Certainly a good idea and it certainly helped. However, a group of young… let’s say… entrepreneurs from a favella (shanty town) that the route went by couldn’t help noticing and, the night before the ride, painted extra directions/initials in the road. These directions would take any unwitting cyclist following them into this favella. Which is what happened to two people with us, who were them promptly relieved of their bicycles and belongings.

The police found at least one of these bikes later in the day, however, this doesn’t distract from the security issues, and ultimately the two victims were lucky not to experience worse luck at the hands of their assailant. Loosing their bikes was almost the minimum they could get off with.

Along our main route we will pass through countries with well-known and publicised dangers and security problems. Of the more obvious we have Colombia, where the battles between the FARC, drug traffickers and government forces has been ongoing for decades, and areas of lawlessness in the country in places like the Darian Gap which borders Panama present a danger to anybody who ventures in. Kidnapping for ransom is a big danger there, and that is if you are lucky – if they don’t think they’ll get much, they’ll most likely just kill you; if they do keep you and don’t get money very quickly… they’ll most likely kill you (as opposed to the FARC who might keep you for years, but this has been a decreasing trend after security initiatives by the governments of Uribe and his current successor)..

If the thieves don’t get you, then bears might just try their luck

Other countries in Central and Southern America also present higher than normal dangers of petty theft, armed robbery or worse, though petty theft can happen anywhere in the world from the safest to the most dangerous of places. Indeed, it often happens where you feel the safest.

Corrupt officials are a problem in many countries in the Americas as well as Eastern Europe and Asia.

Furthermore, the dangers don’t just come from human sources, and even in the countries we would normally think of as among the safest of places… Canada for example… there are plenty of other safety risks, such as bears… black bears, brown bears… polar bears… and Australia: snakes (I hate snakes) and spiders (not so bad with them, but still…).

And all of these points are excluding the elements of course, with extreme heat and cold presenting the worst risks. I will deal with the risks above in my next post, and get to the elements in due course.

Illimani atrás de La Paz

Semana pré viagem… Hummm! Tanto a fazer e eu e o Ben parecemos dois idosos esquecidos, cada hora vemos que algo está faltando. Serão 28 dias na Bolívia, tudo será uma grande novidade o clima, as cidades, a altitude, a cultura, o esporte, a paisagem, as pessoas, a comida… UFA, tudo. Adoro me sentir desafiada e de aprender coisas novas, e nada como um mês no desconhecido.

Algumas coisas conseguimos nos preparar como o frio, que compramos diversos layers um pra cada tipo de temperatura; quanto ao montanhismo treinamos os nós e tentamos concentrar o treino em força e resistência; quanto a altitude a Dr Isabela explicou a importância de estar hidratado e que lá mais importante do que nunca é seguir a risca a alimentação de 3 em 3 horas e consumir entre 3 a 4 litros de água por dia…

De todos os fatores o que mais me dá medo é a altitude. Quando fomos para Galápagos ficamos 2 dias em Quito – que é quase 1000 metros mais baixa que La Paz – eu fiquei grogue. Cansada, com dor de cabeça forte e falta de apetite. Não sei ao certo quanto tempo levei pra me adaptar porque para ser sincera não deu esse tempo, viajamos para Galápagos no segundo dia de manhã.

Tudo bem que dessa vez temos 7 dias de aclimatação. Depois encontramos com o grupo da MGI.

O roteiro é assim:

Os primeiros dias serão de aclimatação em La Paz mesmo e nas ruínas de Tiwanaca. Seguimos em direção a Copacabana onde aproveitaremos o Lago Titicaca (o lago navegável mais alto do mundo) onde passearemos de barco e caminharemos bastante em volta. Uma vez aclimatados nas partes baixas, iremos para montanhas mais baixas treinar a parte técnica. A primeira montanha será o Condoriri (15200 pés), depois de aclimatados aqui vamos para o pico Pequeno Alpamayo (17,613′), Ilusioncita (16,896′) ou Ilusion, (17,500′) ou até mesmo completar o Condoriri, que seria demais. Se der tudo certo aqui vamos ao nosso primeiro grande objetivo o Huayna Potosi.  Com 6088 metros, parecendo uma grande pirâmide de gelo é a montanha mais frequentada da Bolívia. Ao terminar esse pico terminamos também a primeira fase da viagem. Depois de 14 dias voltamos a La Paz, mas só por um dia. Certeza que dormir numa cama quentinha e tomar um banho quente será um presente.

A Cordilheira Real

Depois seguimos para o Illimani o pico mais alto da Cordilheira Real, com 6462 metros. Esse é o nosso objetivo. Sabemos das dificuldades, sabemos das exigências físicas e como teremos que nos dedicar à parte técnica nas montanhas anteriores. Mas quem acredita sempre alcança, assim diz o ditado e assim queremos que seja…. Quer dizer pelo menos assim dizia Renato Russo.

É agora a ansiedade bate, afinal escrever o roteiro, preparar as malas, comprar as coisas que faltam… Esses preparativos todos só me fazem ter mais e mais vontade de ir logo…

Nesse mês tentaremos mantê-los o mais atualizados possíveis. E vão acompanhando as aventuras do Paulo por aqui, esse mês pra ele também vai ser puxado semana que vêm tem mais uma etapa da competição de endurance dele, 300km. Toda a força pra ele nessa etapa e pra nós lá na Bolívia.

Terceiro integrante

Posted: May 24, 2012 by Natália Almeida in Logistics, Português, The Journey, Training
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Todo mundo aqui já sabe como a saída do Norm nos pegou de surpresa, achavámos que ele era o parceiro ideal, mas esse é um projeto que exige muito comprometimento e disposição, e também adaptacão e saber lidar com as adversidades. Só não esperávamos ter que lidar com uma adversidade agora. Mas melhor cedo do que tarde.

A questão do terceiro integrante não parece clara para a maioria das pessoas. Porque precisa de mais 1? Essa é a pergunta que sempre ouvimos,

Essa terceira pessoa é essencial para o projeto por motivos de segurança. Qualquer problema no caminho é mais fácil de lidar em 3 do que em 2. São mais braços e pernas, mais força na hora que precisarmos carregar ou arrumar algo e mais cabeça para solucionar problemas.

Com a escolha do Norm cometemos um erro, a de acreditar que alguém de longe poderia nos dar e ter o suporte necessário durante o treinamento exaustivo de 2 anos. A distância dificulta em muito o conforto dessa relação. Como conseguir deixar a pessoa se sentir segura e até mesmo confiante sem um contato constante? Ao fim chego a conclusão que ter que administrar mais um problema é desnecessário. Dessa vez sabíamos bem o que queríamos: uma pessoa com experiência em escalada ou ciclismo, que tenha noção do que o 360 Extremes exije, que tenha a paixão e a vontade que temos pelo projeto, que tenha uma personalidade que nos complemente e principalmente que more aqui em São Paulo.

Conversamos com algumas pessoas, umas pareciam querer só fugir da vida daqui e ir viajar, não entendendo a real dimensão do projeto, aqui não é férias nem estaremos tirando um ano de celibato, é uma viagem cansativa, arriscada e mentalmente difícil.

Outros estavam numa fase de transição da vida e não nos convenceram se estariam com o mesmo compromentimento em 2 anos. E ainda tivemos os apaixonados demais eu diria, os que tudo o que falávamos concordavam sem dar ideias, sem ter perguntas ou dúvidas. Tivemos sim 2 ou três pessoas que nos fizeram pensar mas como as coisas são engraçadas quem escolhemos estava na nossa cara.

Paulo é um colega do meu trabalho. É uma pessoa que vi a vida e a personalidade mudar de um tempo pra cá, tudo isso por meio da bicicleta. Ele sempre pedalou mas desde o ano passado começou a ficar mais envolvido em pedaladas a longas distâncias, participar de provas de endurance, e estudar e treinar cada dia mais.

Uma semana depois de fecharmos com o Norm ele veio conversar comigo e tive que dizer que a vaga havia sido preenchida. Mesmo sem estar na equipe ele sempre me cobrava o fato de não termos comprado a bicicleta ainda e de não irmos as pedaladas de final de semana que ele faz com os amigos. Quando a posição re-abriu avisei e deu pra ver no rosto dele que a vontade de fazer parte ainda existia.

Com alguns desencontros conseguimos finalmente sentar e conversar. Batemos um papo muito bom, ele tinha ideias e diversas perguntas, conhecia a rota e conseguiu nos explicar o que é e não e possível de fazer em termos de pedalada. Além de saber muito sobre ciclismo, qual a bike ideal e coisas assim, ele tem uma personalidade boa. É focado e me parece ter a disposição mental e física que essa equipe precisa. Ficamos muito felizes de poder apresentá-lo aqui como parte desse projeto. Que vocês deem as boas vindas a ele.

I had the pleasure of meeting with Amyr Klink the other day. For those who don’t know, Amyr is a Brazilian explorer and sailer who has gone on fantastic expeditions around the world by sea, has sailed around the Antarctic, and from the Antarctic to the Arctic – to name just a few of his projects – and has also worked in building his own vessels.

A friend at the Ministry of Culture suggested I should speak with him, so I had contacted his office a few weeks ago. To my surprise, a week ago before I went to New York, I got a call from him. Initially, to my embarrassment, I didn’t realise who it was – I was at my office and was in a bit of a world of my own. After a couple of minutes, it clicked and we chatted for a good half hour about the project and arranged to meet when I got back.

And so it was. When I got to his office, we had a coffee and talked for about an hour and a half – he talked about the yachts he had built and showed photos from the construction and his expeditions to the Antarctic, and also talked about the problems that he had faced on his journeys such as sailing between ice flows without getting the yacht crushed. We talked about the challenges that we would be facing en-route – our question about how exactly do we get to the Antarctic was one of the first things we discussed.

This question became apparent after our chat with Andrew Dare – basically because of the seasonal windows for expeditions to the South Pole. Airplane is the last option we want to consider because of the environmental issues and it just isn’t really authentic exploration. So this leaves yacht or boat to arrive on the continent. The problem with this is that the ice around the continent only breaks up enough to allow us to land near a base in the middle of expedition season – so we would not be able to cross the Pole in one season. We would need at least two seasons, and to stay at a base on the continent for around six months or so as the freezing winter passes over us. Originally this struck us as not really an option, though the more we think about this, the more it seems like a promising idea. We would just be stuck with each other’s company for six months in the same place, which could be… interesting… and the whole project will take about four years to complete as opposed to three and a bit!

Among the other subjects we discussed included the idea of kite surfing. He described the experience of other explorers with kit surfing contraptions where they have slept in the capsule and been able to carry their supplies with them. Then there is the design to think about, with two/three skis protruding for stability; the materials to use… everything we need to think about as this will need to be custom-built for us…

And finally he suggested some interesting contacts that will hopefully be able to help us further with the expedition.  So hopefully things will be moving further forward from here!

Essa semana o Ben se encontrou com um dos exemplos de aventura que sempre o inspirou: Amyr Klink.

Acho que todo mundo aqui sabe muito bem quem ele é mas um breve resumo não é nada demais. Ele é um dos maiores aventureiros do Brasil,  em um barquinho feito por ele cruzou a remo o Oceano Atlântico em 1984, saindo da África e chegando na Bahia, essa aventura você pode ler no livro 100 dias entre o céu e o mar. Essa foi a primeira de muitas: navegou da Antártida ao Ártico; ja deu a volta ao mundo de barco; já passou invernos inteiros na Antartida construíndo o Paratii e o Paratii 2…

Eles estavam em contato faz uma semana mas se encontraram mesmo na quinta. Nessa conversa que durou 2 horas surgiram ótimas ideias e novas possibilidades. O assunto principal foi a travessia da Antártida, as questões a serem analisadas são duas: se formos da Nova Zelândia para lá de barco perderemos a janela em que é possível atravessar a pé e teríamos que ficar em uma base por mais ou menos 7 meses, a outra opção seria ir de avião e nos programarmos para estar na Antartida na janela boa para a travessia. Esse projeto é o nosso desafio de vida e queremos poder suar um pouquinho a cada quilômetro. De avião um trecho de dias se transforma em horas e a beleza desses instantes perderíamos, além de ser um meio de transporte nada amigo do meio ambiente.

As formas de atravessar esse continente também foram debatido e surgiu a ideia do kite surf. Dessa forma seria mais rápido e menos desgastante que ir a pé e poderíamos usar as temperaturas super baixas (-35˚C) e os ventos fortes a nosso favor.

Como se comunicar de lá era um dos nossos problemas e ele nos deu a solução: INMARSAT ou IRIDIUM. Com esses sistemas seria possível telefonar, acessar a internet, enviar arquivos de vídeo e imagem, tudo isso via satélite.

Além de todas essas informações que não conseguiríamos ter sem ajuda. Amyr ainda nos deu contatos de amigos que poderiam fazer os trechos de barco conosco. Uma ótima primeira conversa e manteremos contato. Sempre bom ver até quem é mais experiente acreditando no 360 Extremes.

Depois de conversarmos sobre o 360 Extremes com Alê Silva – dono da Casa de Pedra e escalador experiente – e Janaína que trabalha com ele, temos o prazer de anunciar que eles concordaram em ser nossos patrocinadores nessa jornada.

Hoje é um dia muito importante para o 360 Extremes, afinal de contas não é fácil fechar uma parceria e não poderíamos ter tido mais sorte. Porque agora temos ao nosso lado uma das marcas de esporte de aventura mais fortes do Brasil, contamos com a estrutura da maior Academia de escalada de São Paulo, e com a estrutura das 2 lojas Casa de Pedra na hora de encontrarmos equipamentos. Sem contar com a relação que já temos com eles. Eu diria que demos o botão “start” nessa expedição no dia que pisamos na CP, foi lá que demos os nossos primeiro passos na escalada, conhecemos o Fábio nosso treinador, tivemos a oportunidade de colocar a mão na rocha de verdade, etc. E agora ter o suporte deles é algo que deixa tudo mais especial.

Nesse momento de mudança e crescimento do 360 Extremes nos aliamos a CP que passa por um momento parecido. Até o fim do ano eles irão inaugurar uma Mega Store na região do bairro Cidade Jardim, onde será possível encontrar as melhores marcas de itens de esporte como: escalada (é claro), trekking, cycling, montanhismo, para quem gosta de acampar ou fazer viagens de mochilão.

Conto que essa seja a primeiras de muitas agarras e vias de sucesso que iremos conquistar.

Boa sorte Casa de Pedra!

Obrigado Alê Silva e Janaína por acreditarem tanto quanto a gente nesse projeto. É ótimo poder contar com vocês!

The route through Peru

Posted: April 29, 2012 by Ben Weber in English, The Journey
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<—– Bolivia and the “Death Road”

Entering into Peru from Bolivia at the border town of Desaguardero (a short 100km cycle ride through the Andes from La Paz), we will work our way north for over 2,500km until we reach the border with Ecuador.

None of us have spent much time in Peru – Natalia and I spent a couple of days or so in Lima about a year ago, where we enjoyed the Cerviche by the sea along with the views of the paragliders and the surfers – so we are not completely certain about the route that will be taken, and after we have cycled along the edges of Lake Titicaca and proceeding to the Cotahuasi Canyon, we have three options:

  1. Continue going north through the Andes
  2. Go north along the coastal route, via Lima
  3. Go north along the eastern lowlands

Each route will present their own challenges. Whilst the altitude up in the Andes for the first option will be high at over 3,000 metres, we should be nicely acclimatized after our time going through Bolivia, so this would most likely be the easiest of routes physically speaking, though the weather may be temperamental (we will be in the country during April, so just as the rainy season in Andes there begins to dry off).

Going along the coast and we will be presented with a completely different scenario with the weather in the southern and central coastal region being largely dry and cool, though as we go north towards the border with Ecuador, temperatures can reach up to 38C or so and the amount of rainfall increases. We get the added bonus of cycling down from the Andes, which could be quite fun…

Then the third route, going down from the Andes into the tropical low lands, where the weather is much more equatorial. It would be interesting to see the diversity between the more tropical forested areas and the arid mountainous regions, though we would have to keep in mind that we would have to cycle back up into the Andes before reaching the border with Ecuador near San Ignacio. Roads look less reliable in the eastern areas with occasional breaks in them – not yet fully certain as to whether fully possible.

We will be confirming the exact route as time goes by, though in the mean time we would be really interested in hearing from anyone who has cycled (or travelled by any means) from south to north (or vice-versa) in Peru, or has experiences of the different regions. I imagine that option three would be the most interesting (maybe even adding on a bit more too include some time along the coast in the north – just to see more of the diversity in the country). It would be great to hear about your experiences in the country, and your thoughts about the possible routes. Please feel free to drop us a note!

Andrew Dare on the high seas...
Photography (C) Andrew Dare

Andrew Dare's yacht resting at the Antarctic
(Photography (C) Andrew Dare)

A couple of months or so ago, we received an email from a chap who wanted to talk about the helping us with the “boaty parts” of the journey. And there will be plenty of these parts for us to navigate on the journey, that’s for sure – coming back down to Northern Europe from the North Pole; getting to the Antarctic continent is quite a journey… and the relatively short journey between Indonesia and Australia is actually quite difficult; from what I have seen in research to date is that it is quite hard to find a boat to take you, and people trying this can wait for months.

So we were quite lucky when Andrew Dare (or “The Wandering Bear”) introduced himself to us. He is a yacht skipper who has been sailing for 22 years and over 150,000 nautical miles, including a number of journeys to the Antarctica. He is also a great photographer with excellent albums of his journeys. With his amazing experiences, it was great to be able to speak with him the other day.

We spoke with him about the journey and the general plans and how ideally we would love to sail in to the Antarctic, though the point we would like to arrive at the continent (McMurdo) is frozen up for much of the year – at other times, as Andy said, it would be wise to follow an ice-breaking ship. If we did this, however, we would arrive too late in the year to be able to traverse the continent before winter closes in and would need to settle down for the winter in McMurdo to await the next season… adding further time to the whole project. A possibility…? Maybe. An exciting thought really, though would have to be discussed with the team. All the old explorers before air travel grew would have had to hunker down for the winter…

Other options would be sailing to Antarctica directly south of Africa… The ice here doesn’t remain so long because of the wind blowing it through the channel between the two continents. A longer journey, though also a possibility that can be examined (permits as well would have to be looked into – it won’t be quite as simple as saying… oh look, here’s a nice place, let’s build a hut here…). Or the worst alternative which we may eventually have to face: flying. Definitely something we really want to avoid, and for me personally, I would prefer to spend a few months shacked up in an ice hut for the winter than doing this… But again, we shall have to see exactly.

Our conversation went on for a good couple of hours or so and was very productive. Plenty more information regarding both the Poles and the possibility of working with each other in getting to them, so we will be keeping in touch over the next few months to discuss in further details about everything.

Andy in cold waters...
(Photography (C) Andrew Dare)

Novidades no 360 Extremes, agora estamos trabalhando 

com Luciano Oreggia, diretor de televisão com larga experiência em vídeo de esportes. Já dirigiu por dois anos programas no Rally dos Sertões – o maior Rally do Brasil e um dos maiores da América

Latina – também é responsável por diversos vídeos da Red Bull Brasil e hoje trabalha na Sky Sports Brasil. Antes de ser diretor foi jornalista do canal de televisão Globo.

Há tempo queremos trabalhar com ele, sabíamos que ele seria perfeito para nos ajudar a produzir os vídeos e documentários do 360 Extremes nos próximos anos garantindo o alto nível de qualidade como um projeto desse exige.

Estamos super felizes em tê-lo à bordo dessa aventura.

A Natália e o Luciano se conhecem há anos e já trabalharam em diversa ocasiões juntos, aqui um trecho do Rally dos Sertões dirigido por ele e editado por ela:

Luciano Oreggia

Posted: March 23, 2012 by Ben Weber in English, The Journey
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More movements behind the scenes with the 306 Extremes Expedition – we are now working with Luciano Oreggia, a television director in Brazil who currently works with Sky Sports in Brazil, who has directed various television sports such as the Rally dos Sertões – one of the major car rallies in Brazil, and who has worked in producing a massive number of Red Bull videos over here. He has previously worked for a good period as a journalist for the mainstream television channel, Globo.

We are looking forward to working with Luciano, who will help us in producing the films and documentaries of the 360 Extremes project over the next few years and ensuring that the work we produce is of the top level quality that a project such as ours should be. Great to have him on board, so onward and upwards!

Natalia has worked on various occasions with Luciano and has a great relationship with him – here is a short clip from the Rally dos Sertões, directed by Luciano and edited by Natalia.

See more about Luciano’s work and films here!