Archive for the ‘Uncategorized’ Category

4am

Posted: June 1, 2013 by Ben Weber in Uncategorized

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At airport at 4am…. Easier staying here than going to hotel… Not much company around though!

ImagemOntem tive mais um encontro com a minha Nutricionista a Dra. Isabella Alencar, a cada novo encontro aprendo mais e mais sobre o que preciso melhorar, o que comer em cada hora e saber adaptar um pouco mais minha alimentação de acordo com o meu ritmo e rotina.  Mas esse último encontro me surpreendeu!

Depois de mais de um ano de acompanhamento nutricional já passamos por diversos momentos que achávamos que seria complicado: um mês sem derivados de leite, aprendendo a montar um prato, trocar arroz branco por outros carboidratos integrais, aumentar o consumo de água e por ai vai. a cada nova proposta um resultado.

Dessa vez algo um pouco mais desafiador: perder 4 kg de gordura em 10 semanas.

Para isso uma dieta montada com horários e quantidades que vão exigir disciplina e determinação. Agora o foco vai ter que estar ligado 24h por dia, sem escorregadas ou desistências. Tudo bem que vou precisar da colaboração dos amigos e família para não ficarem me tentando, e olhando por esse lado o desafio será meu, do Ben e certamente da minha mãe que vai ter que resistir em fazer pudins e comidas como lasanha e estrogonofe,  

Olhando para trás, pensando em todo esse tempo de acompanhamento e até mesmo na minha vida sem muito conhecimento nutricional, eu nunca segui uma dieta ou regime. Desde o começo com a Isa ela nunca foi de nos impor quantidades certas e sim nos explicar o que é legal e o que não é. 

Vocês devem estar se perguntando o porque dessa mudança agora.

Mas desde o mês passado começamos a contar em nossa equipe com o Personal Alércio Dias, que com um treino funcional vêm melhorando nosso preparo, e trabalhando : potência, explosão, agilidade, equilíbrio e  resistência. Ele e a Isabella trabalham hoje lado a lado, e foi assim, juntando as avaliações de cada um e estudando nossa rotina de hoje e vendo toda a nossa evolução que eles chegaram a conclusão que sem esses 4kg a minha performance iria melhorar e muito.

Torçam por mim, realmente acredito que vou conseguir, e vou usar aqui para ir contando minhas vitorias e dificuldades. 

 

Marina chega e motiva mais mais!!!!

Posted: April 1, 2013 by Natália Almeida in Uncategorized
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Marina

Tanta coisa mudou, aconteceu e se transformou nesses últimos anos. Sempre digo isso que hoje penso e quero coisas que nunca me imaginava querer. Hoje busco tudo para realizar esse projeto, são treinos pesados, cursos de montanhismo, compramos equipamentos e mais equipamentos, viagens pensada no que precisamos melhorar ou vivênciar para a expedição. Hoje a meta que eu persigo me ensina cada dia mais que podemos viver, olhar a vida passar ou simplesmente se acomodar… Cada um encara as coisas como quer ou como aprendeu a lidar, são os exemplos que conhecemos que nos fazem ver as possibilidades e é isso que espero ser, um exemplo.

Ser um exemplo de que as possibilidades são infinitas basta você se dedicar, persistir e se focar na sua busca, pode demorar, pode dar trabalho mas uma hora chegamos lá.

Antes ser alguém para se espelhar não era a minha preocupação, mas algumas coisas mudam. E hoje venho falar da mudança mais recente que mudou muita coisa e me surpreendeu um bocado.

A Marina, minha sobrinha recém chegada ao mundo e j´å me fazendo transbordar de tanto amor. Fico boba como um ser tão pequeno pode me fazer sentir tamanho sentimento em tão pouco tempo. A pele branquinha, o cabelo preto os olhos escuros me faz pensar na Branca de Neve.

Quando a vi pela primeira vez tive medo de nunca mais querer largar, ficava olhando cada movimento pensando em como quero que ela seja feliz e ali segurando parte do mundo no colo percvebi que hoje mais o que nunca tenho que fazer tudo acontecer. Afinal de contas quero que ela não tenha medo de correr atrás das coisas ou que tenha medo do mundo. Os problemas, os desafios e as dificuldades estão aí para serem enfrentadas, e é assim que eu quero que ela seja, uma garota cheia de bravura e coragem.

Mais uma vez me vejo focada, afinal de contas preciso sim transformar tudo em motivação, a minha cabeçå vai precisar funcionar assim todos os dias a partir do dia que subir na bike e começar a jornada de 3 anos ao redor do mundo.

Hoje dedico esse post pra ela, Marina!

up to newtonmore

Fomos pela ciclovia que seguiu ao lado da A9 por alguns quilômetros, depois desviava por uma estrada lateral que por ser pequena e usada mais por ciclistas não era cuidada na época do inverno, o resultado foi pilhas de neve cobrindo o icy. Pedalar ali era quase impossível, manter a calma se mostrou mais que essencial. Estudando onde tem menos neve e manter o ritmo do pedal ajuda a não perder o controle em cima dessa superfície que parece que só quer nos derrubar. Pude ver que mais a frente não tinha mais neve, e foi bom ver que aquilo duraria pouco. No fim eu e o Ben rimos, porque desde o dia que começamos estávamos esperando condições como essa, e foi bom poder experimentar e aprender como lidar.

Seguimos pedalando, e a estrada apresentava montes galhos e folhas, poças, neve em todo lugar. Acabamos perdendo um pouco do ritmo e chegando a conclusão que seguindo por ali realmente chegaríamos em Newtonmore bem tarde, mas ficamos aliviados em não ver mais icy e neve, pena que o alívio durou pouco  mais a frente a neve era tanta que não dava para saber o que era estrada e o que não era a não ser pelas cercas e muros, e as marcas de pneu de algum carro que passou por ali alguma hora do dia. Fomos pedalando por cima das marcas de pneu, mas quando a pilha de neve aumentava mais difícil ficava de pedalar, a bike ficava pesada e os pneus parecem deslizar mais. Eu escorreguei mas consegui apoiar o pé no chão evitando a queda. Subi de volta e voltar a pedalar se mostrou um desafio e tanto. Mais a frente escorreguei de novo, mas não caí, e a neve aqui mais densa ainda me mostrou que tem horas que empurrar a bike é mais seguro e rápido. E assim fui. Ao terminar, subi de novo e a segunda parte coberta por neve consegui pedalar até o final.

icy road

Encontramos uma saída para A9 mais a frente e como a ciclorota parecia ainda pior do que o que já havíamos enfrentado, resolvemos ir pela rodovia.

Agora o movimento parecia bem menor, e realmente estava, os carros e caminhões continuavam nos surpreendendo com tanto cuidado conosco,  íamos pelo cantinho esquerdo tentando ocupar o menor espaço possível da pista, e eles continuava entrando na contra-mão para nos ultrapassar com segurança.

Mais a frente vejo uma das minhas placas prediletas: pista extra a frente. Agora sim poderíamos pedalar nos sentindo bem mais seguros, mesmo sabendo que depois de todos esses dias se tem algo que aprendi é que junto com essas placas vem uma subida. A lógica é simples nas subidas é mais comum os carros quererem ultrapassar, já que cada carro tem uma potência diferente. A subida era longa e constante, nada que atrapalhasse nosso ritmo.

Nos últimos 20 km o que eu mais queria era ver a minha segunda placa predileta, a que indica posto, banheiros e cafés. Mas nada, nem sinal. Na verdade até teve uma próxima a Dalwhinnie mas o posto estava fechado. 

O jeito foi se distrair com o cair da noite e pedalar rápido pra tentar chegar antes e ficar o menor tempo possível no escuro. E fizemos bem, pegamos a entrada de newtonmore quando a noite escureceu, acho que mais ou menos 18h30. Chegamos no B&B que era ótimo, o quarto todo bonito e arrumado, e naquela hora nada como tomar um chá quente, tomar um banho quente e vestir roupas secas. O dia tinha começado calmo e parecia que ia ser um dia sem muitos desafios, mas para nossos engano deve ter sido o dia em que aprendemos mais.

Arriving in Edinburgh

Pedalar 50km em um dia soava como um dia de folga, os primeiros 30km seriam de uma subida leve e constante então nenhum problema aparente. A noite anterior na casa de Strachan e Alex foi bem agitada. Conversamos bastante e acabamos indo dormir um tanto tarde. O plano era ir a Edinburgh pela estrada A7, e Strachan recomendou que trocássemos a estrada ou que começássemos o pedal mais tarde que o normal, depois das 9h. Por isso, acertamos o despertador para às 8am, mas não conseguimos acordar. O despertador tocou e apertávamos o snooze, até às 9am. Logo no primeiro quilômetro uma subida bem profunda, o que foi bom para forçar os pulmões. Daí em diante não foi ficando mais fácil não. Apesar de nada de neve estava bem frio. E existia a possibilidade de pegar black ice, o cuidado agora era redobrado. A estrada mão dupla e sem acostamento nos obrigava a dividir as faixas com os caminhões, carros e tratores que queriam passar, ainda bem que o trânsito estava ameno.

As paisagens com grandes montanhas de pico nevado ao fundo eram lindas demais e distraía bastante durante as subidas, em compensação os fortes ventos que pegamos contra nos fazia pedalar com força e mesmo assim não sair do lugar. O pior quanto aos ventos é que além da energia que perdemos para fazer alguns metros é que ainda temos que controlar a direção da bike, porque de repente além do vento que vem contra surgem rajadas laterais que te jogam de um lado para o outro da pista.

Outra coisa que percebi nesse dia inteiro na Escócia é que você pode passar dezenas de quilômetros sem encontrar uma opção de parada para comer, ir ao banheiro ou simplesmente descansar. Dessa vez encontramos um posto com conveniência a 10 km de Edimburgo, eu cheguei a comemorar ao ver o logo a distância. No frio que anda fazendo tomar algo quente é mais que necessário para manter a motivação.

Leaving Galashiels

Depois da parada, foi praticamente um descida até chegarmos em Musselburgh, onde fomos recebidos pela Melanie e pelo Charlie e seu Greyhound Millhouse. Tomamos um chá e lavamos as bikes que estavam mais sujas do que antes de Lancaster. Ela é bem atenciosa e papeamos um bocado sobre viagens e pedaladas. Depois tivemos que ir ao centro da cidade encontrar o Paulo e saber mais sobre como andava seu joelho e a visita ao médico. Felizmente o prognóstico foi bom porque ele não tem nenhuma lesão permanente somente uma inflamação no menisco que com descanso e remédios deve ficar melhor em 10 dias. Triste pensar em não tê-lo nos acompanhando mas bom saber que tipo de cuidados e trabalho de fisioterapia teremos ao voltar para São Paulo.

Faltam 5 dias de pedal intenso para completarmos nossa jornada, espero que daqui para frente tudo dê certo apesar dos desafios aumentarem a cada metro percorrido. Pensar que ainda teremos um dia de descanso no dia seguinte ajuda e muito!!!

Lancaster, Carlisle, e agora de trem para Edimburgo.

Posted: February 5, 2013 by Paulo Filho in Uncategorized

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A pedaladas por aqui tem sido ótimas, vistas lindas, pequenas vilas muito bonitas, muitas igrejas antigas, e tudo o mais que o interior da Inglaterra pode oferecer. Foram bem legais também os dois dias que passamos em Lancaster com a familia do Ben. O previsto era ficarmos um dia só lá, mas resolvemos ficar um a mais, porque estava muito gostoso lá e tambem para nos recuperarmos dos 7 dias seguidos de pedal com media de distancia superior a 100km por dia!!

Fomos muito bem recebidos pelos 3 sobrinhos pequenos do Ben, Isaac, Felix e Gabriel. O mais difícil de sair de Lancaster foi dar tchau para esses garotos que em apenas 2 dias consegui me apegar bastante.

Cheguei em Lancaster já com dores no joelho direito, tomando anti-inflamatorio e analgésicos. Os dois dias de descanso, colocando até bolsa de água quente no joelho pareciam ter resolvido as dores, sendo assim, saímos de Lancaster com destino à Carlisle, nossa ultima parada na Inglaterra.

Foi um pedal longo, de 103km com uma montanha muito bonita no meio do camino, 15km de subida gradual que o vento nas costas nos ajudou a subir, uma paisagem realmente bonita de uma forma bem diferente. Tudo que se podia ver eram montanhas bem verdes e muitas ovelhas.

Conforme iamos descendo pelo outro lado da montanha, o tempo foi ficando pior, e os fortes ventos laterais traziam um fino granizo que parecia rasgar a pele, mesmo usando balaclavas e óculos. Eu e a Nati conversando depois tivemos a mesma impressão de que quando nos olhássemos no espelho veríamos nossos rostos cheios de sangue. Felizmente não foi tão grave assim.

No final do dia meu joelho já apresentava dores novamente, e dessa vez elas não foram embora depois de um banho quente e uma noite de sono. Acordei ainda com dores e achei melhor pegar o trem para Edinburgo, onde vou procurar um médico para ver melhor isso. Felizmente eu tenho seguro médico internacional e isso deve ajudar.

Só vou encontrar o Ben e a Nati novamente amanhã pela noite, quando eles devem chegar em Edimburgo, espero que até lá eu já esteja recuperado e que continue com eles o percurso até John O’Groats. Estou escrevendo esse post enquanto estou no trem e tudo que vejo pela janela são campos completamente cobertos de neve, espero que isso não seja problema para meus amigos na estrada e que dê tudo certo.

On the Road to Timsburry
Agora a pouco terminamos nosso 4 dia de pedaladas. O primeiro teve 95km, o segundo 111km, o terceiro 53km e hoje foram 65km.

O meu resumo dos 3 primeiros dias é o seguinte:

Dia 1: (Land´s End -> Bodmin) Muito molhado, mesmo estando muito bem equipado e com roupas ideais ficamos completamente encharcados! Ventou muito, e todo o goretex não foi suficiente.

Dia 2: (Bodmin -> Exeter) O dia mais longo até agora foi bem cansativo. Assim como no primeiro ainda estávamos pedalando em vias principais, algo pareceido com a Castelo Branco, mas com mais subidas! Choveu bastante também, mas nada comparado com o primeiro dia! Aqui a roupa já conseguiu segurar a chuva.

Dia 3: (Exeter -> Talton) O dia mais curto e mais tranquilo até agora. 53km, sem muitas subidas, com um tempo muito bom, percorrendo uma via vicinal bem bonita e terminamos a pedalada ainda com bastante luz do sol.

Hoje apesar do tempo não estar tão bom quanto ontém também foi bastante interessante, seguimos na mesma estrada vicinal de ontém, bem bonita mesmo! Começamos com um tempo bom, mas ele foi ficando mais fechado com o tempo. Mais ou menos na metade do caminho estava Glastonburry, uma cidadezinha que desde 1970 é sede de um festival de artes que leva seu nome. O festival é um dos maiores da Europa e já teve apresentações de bandas como Pink Floyd, David Bowie, The Smiths, Jhonny Cash, Paul McCartney, James Brown, Lou Reed e muitos outros. Lá paramos em um PUB, pra um almoço bem gostoso. Nessa hora foi que o tempo virou de vez e a chuva e os ventos apertaram. Pelo menos era um vento nas costas!!! Alguns kms depois de Glastonburry enfrentamos uma subida bem complicada, algo parecido com o Pico do Jaraguá, apenas um pouco mais fácil, mas mais longa! Com todo o peso das bikes as subidas são bem mais complicadas! Agradeço sempre a relação 22×32!
Depois dessa descida foi só alegria até chegar no nosso destino: Timsbury! No caminho vimos algumas partes que ainda estão sofrendo um pouco com as recentes inundações que afetaram o sul da Inglaterra!

O que eu tenho achado bem interessante da viagem até agora, é que além de um ótimo treino, tem sido um incrível intercãmbio cultural! Tirando ontém que ficamos em um Bed & Breakfast, as outras noites foram em casas de pessoas que conseguimso através de Couch Surfing e WarmShowers(igual Couch Surfing mas exclusivo para ciclistas). Essas pessoas tem nos acolhido muito bem e trocado muitas experiências, nos explicam sobre as coisas da região e assim me sinto cada vez conhecendo mais da cultura britânica!
Já me acostumei com as chuvas e com os seguidos dias de pedaladas. O frio é realmente o menor dos problemas, não incomoda em nada! Tudo que posso esperar agora é que o treino continue como está, tempo suportável, motoristas respeitando e corpo funcionando!

360 Extremes em mais um rede social: Tumblr

Posted: January 13, 2013 by Paulo Filho in Uncategorized

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Já faz algum tempo que o o 360 extremes tem uma conta no Tumblr.

Pra quem não conhece, o Tumblr é uma ferramenta que fica entre um serviço de blog e uma rede social. Ele é como um micro blog que tem como principal característica o rápido compartilhamento de posts.

A nossa intenção é que esse seja um canal visual do nosso projeto, lá não há textos e nem conteúdo não original. Ele funciona como um portfólio fotográfico do projeto onde colocamos as nossas fotos de treinos e encontros. Prepare-se para paisagens incríveis, estradas lindas, cilcismo, montanhismo, escalada e tudo mais que já veio e está por vir.

Ele não vai substituir nosso blog nem nosso perfil no Facebook, é apenas mais uma canal de comunicação.

Muitas vezes registramos treinos e passeios que não merecem um post no blog, lá será o lugar dessas fotos.

Não deixe de fazer uma visita, o endereço é fácil: www.360extremes.tumblr.com

Abaixo uma amostra doque você vai encontrar lá. Algumas dessas fotos já passaram por aqui, mas tá cheio de coisa nova também!

AUDAX e o calor.

Posted: December 12, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized
Na largada. Foto: Valdeir Silva

Na largada. Foto: Valdeir Silva

Recapitulando rapidamente para quem não leu o meu post pré-prova. Audax é uma modalidade  de ciclismo não competitivo onde o objetivo é percorrer longas distâncias de uma maneira totalmente autossuficiente.

Eu tinha feito o Audax 200 no final do ano passado. Finalmente tinha chegado a hora de fazer denovo, agora em outro trajeto. Como previsto, logo de manhã o clima já mostrava que ia ter muito calor.

A largada foi dada as 07h em ponto. O primeiro Posto de Controle(PC1) foi depois de 67km pedalados. Ali comi uma banana, enchi as 2 caramanholas, uma com água e a outra com gatorade e segui viagem, dessa vez acompanhado de um amigo que eu nem mesmo sabia que participaria da prova, o Renan. Seguimos pedalando em um ritmo confortável, sem forçar e também sem ir muito devagar. Fomos pedalando ele, eu e o Davi, que conhecemos na estrada mesmo. Seguimos juntos até o PC2 que ficava 107km depois da largada. Chegamos ali as 11h33. Aí o calor já era bastante forte, tanto que muitos dos participantes aproveitaram a estrutura do posto para tomar uma chuveirada e baixar a temperatura corporal. Por ali fiquei quase 1hora me reidratando e dando uma descansada. Depois saímos daí de novo, eu, o Renan e o Davi juntos de novo. Começamos bem mas logo eu fiquei pra trás. O calor me castigava bastante, termometros marcavam 37ºC e a sensação térmica era de 45ºC segundo alguns garmins. Fui num ritmo mais lento para não me desgastar demais. Parei em um posto de apoio da concessionária que administra a rodovia. Ali consegui mais água, fiquei deitado um pouco no sombra, e tomei um banho de mangueira para me refrescar. Sempre que possível eu molhava também uma faixa que estava usando na testa, isso ajudava bastante. Ali muitos estavam parando e fiquei um tempo conversando com o pessoal. Muitos falavam em desistir, ou que achavam que não iam completar dentro do tempo estipulado de 13h30 de duração, mas todo mundo se ajudava e desajava o melhor para o outro. O clima ali não é de competição, mas de cooperação.

Na chegada Foto: Valdeir Silva

Cada parada também eu aproveitava para me besuntar com protetor solar de FPS 60. A minha pele é bastante clara e sofre queimaduras de sol com uma certa facilidade. Dali fui pedalando com calma atéo PC3, onde se acumulavam 172,5km. Ali descansei mais um pouco, comi um pão de queijo, tomei um sorvete e segui viagem. Como já era mais de 5pm o sol já tinha baixado e pude voltar a imprimir u ritmo mais forte. Esse trecho também já era conhecido meu, foi o mesmo trecho final de quando fiz o AUDAX 300km. Segui pedalando com algumas pessoas que conheci no PC3. Nesse ultimo trecho o calor deu uma trégua e veio a chuva. E que chuva! Foi pra lavar a alma, com direito a granizo e tudo o mais. A sapatilha já estava encharcada, as meias também, o pé, pesado! Mas dali pra frente era só alegria, podia vir subidas ou descidas, eu já estava feliz em completar a prova. Quando terminei tudo que queria era tirar as luvas, o óculos e a sapatilha. Foi um total de 11h57 para percorrer 208km. Levando em consideração a temperatura e as subidas estou feliz com o tempo. Não é meu melhor mas também está longe de ser ruim.

Saindo descalço com o Amigo Paulo Lowenthal para buscar uma merecida cerveja Foto: Valdeir Silva

Dessa vez vi como o calor pode atrapalhar quando estamos pedalando na estrada. A dúvida agora é como o corpo responderá ao frio na nossa viagem treino que cruzará o Reino Unido. Espero que o frio atrapalhe bem menos.

Audax 200km Holambra: Antes

Posted: December 4, 2012 by Paulo Filho in Cycling, Uncategorized
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Dia 8 de dezembro participarei do AUDAX 200km. Dessa vez em Holambra, mesma cidade onde participei do AUDAX 300km.

Trajeto do AUDAX 200

Trajeto do AUDAX 200

Mais uma vez, testarei aqui meus limites. A cada prova me sinto mais forte e mais preparado fisicamente para oque está por vir. Mas essas provas também são muito importantes para preparar o lado psicológico.
Quando algo está em jogo (no caso a finalizar os 200km dentro de um prazo máximo de 13h30) a cabeça funciona de forma diferente, e cada imprevisto te consume de uma forma diferente. Esse tipo de coisa vai acontecer durante nossa expedição, hora correndo contra o pôr do sol, hora correndo contra uma tempestade iminente ou outras coisas também não controláveis por nós.

Dessa vez não me preocupa tanto o percurso ou as subidas. Oque me preocupa de verdade é o calor. Se estiver quente como estava no Desafio Rural, a prova será duríssima! A região de Holambra é famosa por ser quente, agora torço para que no dia o clima esteja mais ameno. De qualquer modo capricharei no protetor solar, no protetor labial e tentarei usar mangas compridas. A hidratação também terá que ser ainda maior.

Perfil Altimétrico: Pior trecho será ainda de manhã.

Perfil Altimétrico: Pior trecho será ainda de manhã.

Outra coisa bastante importante é criar um checklist das coisas necessárias para levar, o meu checklist é:

2 Camaras de ar 700×23
2 Espátulas pra tirar pneu
Bomba de ar
Kit remendos
Canivete de ferramentas
Lanterna dianteira
Luz traseira
Colete refletivo
Luvas
Capacete
Protetor Solar
2 suportes para caramanhola
2 caramanholas
Protetor Labial
Óculos de Sol
Ipod
Celular
Bermuda
Camiseta
Manguitos
Meias
Sapatilha
Creme para evitar assaduras
Planilha orientativa
Mapa impresso

Essa semana separarei algum tempo para estudar o mapa e a planilha orientativa, assim fica mais difícil me perder na estrada.

Posted: November 24, 2012 by Ben Weber in Uncategorized

With the previous close shave we had with Natalia (http://360extremes.com/2012/11/22/accident-avoidance/), this is a great article from Lasesana about whether or not to wear helmets. Both Natalia and I wear helmets all the time (though had the truck hit Nat this time, am not sure if it could have done much to help… again, a frightening thought). I think in Brazil, and especially in the cities, it makes a lot of sense. However, we know plenty of people who don’t… Have a read and see what you think.

lasesana

Debating whether helmet laws save lives or discourage cycling

From my column in the Washington Times Communities

WASHINGTON DC, October 24, 2012- Last month, a friend and cycling blogger sent me an article and asked me whether I wore a helmet when I rode my bicycle.  I said that I did wear a helmet, but the truth is, I should have said I wear one most of the time, depending on the ride.  And, if personal experience and observation holds, a lot of people do the same.  The question of whether to wear or not to wear a helmet is heating up, with strong arguments on both sides.

There is no doubt that if you are in a bicycle accident involving a head injury, a helmet may very well save your life or prevent brain damage.  Many argue however, that while there is a very small chance of being in…

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Desafio Rural: Depois

Posted: November 16, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

Eu à esquerda logo no começo da prova. Foto:Desafio Rural

Como prometido, esse é o post onde eu conto como foi a minha experiência no Desafio Rural.

No sábado anterior ao desafio, peguei um ônibus na Rodoviária do Tiête com destino a Jacareí.
A viagem foi bem tranquila, aproximadamente 1h20 dentro do ônibus. Consegui dormir no ônibus oque foi bom para dar uma leve descansada. Chegando na rodoviária de Jacareí me informei e o hotel ficava há aproximadamente 4km dali. Foi bem tranquilo chegar, fazia bastante calor, as 20h00 a temperatura era de 25ºC mas um ventinho ajudava a refrescar. Fiz o check-in no hotel e fui procurar algum lugar para comer. Achei uma pizzaria que parecia uma boa pedida. Nenhum problema com a comida, mas a quantidade de pernilongos estava incomodou bastante. Voltei pro hotel para dormir cedo. Diferente doque anunciava o site  do hotel, não havia ar condicionado. Com a temperatura elevada foi uma noite bastante mal dormida. Acordei às 05h20, tomei um banho, um café da manhã bom, peguei a bicicleta e fui fazer a vistoria. Os termômetros nas ruas, às 06h00 já marcavam 24ºC.

A vistoria existe para conferir se o participante está com os itens de segurança obrigatórios, que eram: Luz frontal branca, luz trazeira vermelha, capacete e colete refletivo. Tudo estava certo e agora era só aguardar a hora da largada que estava programada para às 07h30. Foi o tempo de ficar ali, conhecendo pessoas, jogando conversa fora, trocando experiências. É por isso também que é muito legal participar dessas provas, todo mundo tem alguma coisa pra contar, para ensinar…

O começo da prova foi bom, eu estava indo num ritmo muito bom, mas sem me desgastar. Nos 20 primeiros Km mantive uma média de 17.6km/h oque é bom levando em consideração que o terreno era acidentado e com poucos trechos de asfalto. No final destes 20km, tinha um Ponto de Controle(PC1)
lá comi mais alguma coisa leve, tomei bastante gatorade e reabasteci minha garrafa d’água. Foi uma parada bem rápida, não mais que 5 ou 6 minutos para não esfriar o corpo. Era menos de 9am quando deixei o PC. Dali seriam mais 25km até o próximo PC. Segui boa parte destes quilômetros conversando com um pessoal mais experiente e foi bem legal esse trecho também. Até então tudo corria perfeitamente.

Média de velocidade por trecho e perfil altimétrico do Desafio Rural

Cheguei no PC2 às 10h22. Já tinha percorrido metade da prova. Eram 45km acumulados até então. Comi mais, tomei mais gatorade, e reabasteci novamente a garrafa. Dali pra frente começou a ficar complicado. O sol estava muito quente e dali até o final não havia mais nenhum PC. Agora tinha que ir de qualquer forma até Jacareí novamente. O terreno também ficou pior, com além dos trechos de terra batida, algumas partes de lama. Apesar disso, a troca pelos pneus mais finos se mostrou um acerto. Eles não me fizeram perder muita tração, e ajudaram bastante. Já a escolha de ir com pedais plataforma e sem sapatilhas foi um erro.

Não é bronze, é sujeira mesmo.

Comecei a ter que racionar muito a água até o momento que ela acabou por completo. Sem água também não arrisquei comer mais nada além de uma pequena porção de rapadura. A sede era tanta que em determinado momento precisei pedir para outro ciclista que passava me dar um gole da que ele ainda tinha. A esperança agora era chegar logo em um bar que a organização falou que ia ter no meio do caminho entre o PC2 e o final do desafio. Chegar até lá foi para mim uma luta e também um dos meus piores momentos no desafio. Quando finalmente cheguei no bar, já com mais de 70km pedalados, logo pedi uma água e para minha surpresa não tinha mais água. O dono do bar me contou que não avisaram para ele que ali ia ter uma prova de bike e que quem tinha passado antes já tinha comprado toda a água que ele tinha para o dia. Apesar de não tomar refrigerantes nessa hora pedi um Coca Cola, que deveria repor o sódio perdido. Depois pedi para encher a caramanhola com água da torneira mesmo, e o dono do bar entendeu e colocou bastante gelo também dentro.

Começei nessa hora a ficar com medo de não completar o desafio no tempo máximo permitido, que era de 06h45. Tinha seguido de forma bem lenta aquele trecho e agora precisava acelerar. Comi duas bananas e apertei o passo. O trecho de terra dali pra frente deu uma significativa melhorada enquanto o calor piorava. Foi um alívio quando finalmente cheguei no asfalto novamente. Dali em diante eram só mais uns 3km até o final da prova. Completei a prova às 14h16. Foram 06h35 de pedal, terminei bastante cansado. Ainda deu tempo de ir até o hotel, tomar um banho e ir para a rodoviária. Esses 4km do hotel até a rodoviária pareciam muito mais longos doque na noite anterior. Agora é treinar muito mais para que dá próxima vez não seja tão difícil.

No final da prova com o certificado. Foto: Desafio Rural

Ponte metálica Foto: Divulgação

Como falei no meu post anterior: Provas, bicicletas e treinos, agora esse final de semana vou participar do Desafio Rural.
Trata-se de uma prova no estilo Randonneur, onde o ciclista deve ser totalmente auto-suficiente. Não é também uma prova competitiva, não há premiação e nem colocação. O desafio da prova é contra você mesmo. Esse é o tipo de prova que mais me agrada. Não sou uma pessoa competitiva, mas gosto de testar meus limites.

O desafio rural, está começando agora a sua série 2013, será uma sucessão de provas nas quais a dificuldade de distância vão sempre aumentando. Essa primeira prova terá 87km de extensão sendo quase todos esses kilômetros em estradas não pavimentadas e trilhas. Isso deixa as coisas bastante diferentes. Eu tenho mais experiência em andar no asfalto. A única experiência mais longa que tive com pedalar na terra, foi exatamente um desafio rural anterior, realizado em maio de 2012 que serviu como um teste para a organização ver se era viável organizar esse tipo de prova.

Foram 76km saindo de Mogi das Cruzes e depois voltando para lá. Na época eu não tinha uma Mountain Bike para utilizar e peguei uma emprestada. Essa, infelizmente não aguentou o tranco da prova. Faltando 6km para o final, o free-hub quebrou, isso fez com que a pedalada não fosse mais transferida para a roda. Eu pedalava e a bicicleta não saia do lugar. Empurrei durante 4km até que um carro da organização veio me buscar. Não terminar a prova foi bastante frustrante, ainda mais tão perto do final. Mas tudo bem, isso já foi superado e agora chegou a oportunidade de fazer direito.

A grande diferença entre pedalar no asfalto e na terra é que na terra o desgaste é maior e a aderência é menor. Também como o terreno é mais acidentado, em trilhas você tem subidas e descidas bem mais inclinadas que as existentes em rodovias. Juntando subidas acidentadas e chão de cascalho solto, os desafios são mais técnicos do que de resistência propriamente dita. E é isso que eu quero agora melhorar na minha pedalada. Saber transpor esse tipo de terreno e não me assustar com as subidas e descidas é psicologicamente bastante importante, mesmo porque oque aprenderei é “ficar calmo em frente à adversidades” e esse tipo de comportamento é importante e pode ser extrapolado para várias outras situações em cima ou não da bicicleta. É para mim, oque para o Ben e a Nati, é a escalada.

Mapa e perfil altimétrico do Desafio Rural Jacareí

O mapa da prova, pode ser visto aqui.

Agora tenho poucos dias também para tomar algumas decisões em relação a bicicleta:
•Quais pneus utilizar: Estou com um par de pneus 29×52 e um par de 29×32. O primeiro número simboliza o diâmetro do pneu e o segundo a largura do mesmo. Então tenho um par bem grosso e outro mais fino. O grosso proporciona uma melhor tração em cascalho ou lama. O mais fino possue uma rolagem melhor e vai demandar menos esforço em terra batida. Como não conheço o terreno estou com com dúvida, devo esperar a previsão do tempo para decidir. Em caso de chuva irei com os mais grossos.

•Quais pedais utilizar: A bicicleta está equipada com pedais plataforma, mas tenho também pedais clipless, que são os que se usa com sapatilha. O com sapatilha eu costumo utilizar nas outras bicicletas, e o pé preso ajuda bastante na hora de pedalar porque além do movimento de empurrar os pedais você também consegue puxar. A desvantagem é que como eu não sou um Mountain Biker experiente, esse mesmo pé preso que vai ajudar em algumas horas, pode me levar pro chão se em algum momento eu perder a tração da roda trazeira e não conseguir desclipar a tempo de colocar o pé no chão. Essa decisão é a mais difícil que tenho que tomar antes do desafio.

A prova é no domingo. Na semana que vem farei um post contando como foi.

Provas, bicicletas e treinos

Posted: November 7, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

Com o fim do ano chegando, as provas que eu participo de bike vão ficando mais próximas. No meu calendário agora já constam duas. A primeira é no dia 11 de novembro e se chama “Desafio Rural”, trata-se de uma prova em Jacareí, que percorre uma distância de 87km em paisagens rurais, sem asfalto e de certa forma um pouco mais difícil. A outra é o Audax 200km, que é uma prova de estrada, toda no asfalto, que começa e termina em Holambra. Agora é a hora de apertar nos treinos de bike. O legal de participar dessas provas é que apesar de nenhuma das duas serem competitivas(não existe colocação e premiação) nelas você passa por desafios e situações que em outras situações a desistência seria mais tentadora.

Como são duas provas completamente diferentes, o ideal para cada uma delas é um bicicleta diferente. Felizmente, eu tenho bicicletas ideais para cada uma das provas.

Nas provas em terra, eu uso uma Rock Mountain Soul 29. Trata-se de uma bicicleta de Mountain Bike, que utiliza pneus grandes e largos para transpor terrenos irregulares, ela também conta com freios a disco que trabalham bem independente da lama e uma suspensão que suaviza as descidas mais acidentadas. Pesa algo em torno de 12KG

Minha Mountain Bike da Rock Mountain

Nas provas de estrada eu uso a minha bicicleta preferida, que é a minha Cinelli. É uma bicicleta para estrada, também chamada de speed. Ela possui pneus finos que diminuem o arrasto aerodinâmico e tornam a rolagem mais fácil. Nela também eu fico em uma postura mais agressiva, mas mesmo assim confortável. É uma bike feita de um ótimo material que a torna leve e bastante macia. Pesa 9KG contando acessórios como superte para caramanhola, e luzes.

Minha bicicleta de estrada da Cinelli

Até seria possível utilizar a mesma bicicleta nas duas provas, teria que ser uma híbrida ou uma ciclocross, mas eu não tenho nenhuma que se encaixe nessas categorias.

Agora é um momento de focar na bicicleta. Fazer mais treinos durante a semana, treinos longos de preferência, como os 57km que eu consigo fazer indo na ciclovia do Rio Pinheiros e treinos de subida que dá pra fazer no bairro de Perdizes.

Cada uma dessas provas ainda vai receber 2 posts aqui no blog, sempre um antes e um depois de cada uma delas.

Sobre selims: Uma briga a mais, um treino a menos

Posted: November 1, 2012 by Paulo Filho in Uncategorized

O ciclista tem necessariamente três pontos de 3 pontos de contato com a bike: Guidão, Selim e Pedais.

O mais importe quando se trata de conforto é o selim. Pensando assim, sempre achei que vale a pena investir num bom selim se a proposta é dedicar horas ao uso daquela bicicleta.
Eu tenho já há mais de um ano, o selim que é unanimidade quando se fala de conforto em cicloturismo. Um selim inglês da marca Brooks que tem o mesmo processo de fabricação desde 1866. Os selims da brooks, são feitos de couro e não possuem nenhum tipo de acolchoado, trata-se de uma tira de couro maleável que se adapta às curvas do ciclista.  Esse processo de amaciamento dura em torno de 300km. Depois desse período o selim fica bastante confortável mesmo depois de 14horas pedalando no mesmo dia.

Eu tenho hoje três bicicletas, cada uma para usos diferentes, mas possuia apenas um selim Brooks, o modelo B17 Narrow.

Brooks B17 Narrow

Eu utilizava ele na minha bike de estrada, que apesar de não ser a que eu mais uso, é que quando eu pego, fico mais horas em cima. A minha bike urbana, que utilizo todos os dias roda muito mais, mas como são deslocamentos mais curtos eu acabo ficando no máximo 40minutos seguidos em cima dela. Já na de estrada pelo menos aos sábados são 4 horas pedalando.

Surgiu porém na semana passada a oportunidade de comprar mais um selim Brooks. Um amigo tinha comprado para montar uma bicicleta nova mas desistiu, então tinha o banco ainda sem uso. Vendeu para mim por um preço bem bacana e eu peguei. Trata-se de um outro modelo de Brooks, o B17 imperial.

Brooks B17 Imperial

Esse modelo difere um pouco do outro por essa abertura em cima. Ela existe por um motivo: aliviar a pressão no períneo e prevenir qualquer problema que esta possa causar.

Resolvi colocar esse novo selim na bike de estrada, e passar o antigo para a bike de uso diário.
Fiz a troca e saí para um treino na ciclovia do rio Pinheiros. Da minha casa até o acesso da ciclovia na Ponte da Cidade Universitária, são 5km. Com o selim novo demorei 1hora para fazer esse trajeto, foram 4 paradas para ajeitar o selim. A altura não era tanto um problema, mas a inclinação dele sim. As vezes escorregava para frente, as vezes ficava com a ponta muito para cima. Sei que quando finalmente cheguei na ciclovia começou uma garoa fina e já estava também escurecendo. Era pra ser um treino de 57km, acabei pedalando só 20km por causa de todo o tempo perdido na briga com o selim. Mas tudo bem, esse tipo de coisas acontece. Agora é tentar amaciar ele o mais rápido possível e me preparar para as provas de bike do final do ano.