Posts Tagged ‘Alimentação’

Vida Saudável!
Na Terça-feira  completei 1 semana de regime… Acho que até agora o maior desafio foi por ser meu aniversário então fiquei a base de chá verde na festa e jantei em casa antes de ir… Os amigos são os amigos, alguns te entendem e te apoiam já outros se divertem em te tentar com tudo o que veem pela frente.
Tenho conseguido me organizar e me manter disciplinada, na segunda talvez tenha sido o dia mais difícil, tive que correr de cima pra baixo na cidade, e tive que comer a minha marmita fria no taxi e depois comprei o iogurte no caminho, como não tinha fruta na vendinha, tomei o iogurte sem nada mesmo, ainda bem que gosto!
Ser mulher só complica as coisas, de TPM não poder recorrer ao chocolate me deixa querendo ficar ainda mais irritada, mas me foco pensando que tenho um bom motivo. O doce em si não é um problema, até porque chocolate eu gosto de amargo, sou daquelas que quando vê que lançaram mais uma barrinha 90% cacau abro um sorriso gigante, o que na verdade só facilita, quando a tpm aperta recorro a um café se açúcar e tudo certo.
Organizar a alimentação anda fácil, como não preciso cozinhar muita coisa, e normalmente os pratos são assados eu meio que coloco tudo numa assadeira e deixo o resto por conta do fogão.
Acho o mais inacreditável é que parece que tudo está se apertando na mesma semana:
Primeiro o regime proposto pela Isabella Alencar, depois as tarefas que estão começando a ser incluídas pelo Personal Alércio Dias, e ontem chego na musculação e a Luciana trocou todo o meu treino por um bem mais pesado.
Mas o jeito é respirar fundo e seguir concentrada!
Sigam torcendo por mim.
Mais tarde posto as minhas refeições para vocês conferirem como não estou passando fome!
O ingrediente escolhido pela Dra. Isabella Alencar essa semana é a amêndoa.
As amêndoas são fontes de fósforo, cálcio, vitamina B2, fibra, proteínas e vitamina E. Além de fontes de gorduras boas, possuem propriedades relaxantes sendo uma ótima opção em momentos de estresse..
Por ser tão um alimento tão rico, escolhemos ele para te dar opções de leite vegetal!
Espero que goste!

ImagemOntem tive mais um encontro com a minha Nutricionista a Dra. Isabella Alencar, a cada novo encontro aprendo mais e mais sobre o que preciso melhorar, o que comer em cada hora e saber adaptar um pouco mais minha alimentação de acordo com o meu ritmo e rotina.  Mas esse último encontro me surpreendeu!

Depois de mais de um ano de acompanhamento nutricional já passamos por diversos momentos que achávamos que seria complicado: um mês sem derivados de leite, aprendendo a montar um prato, trocar arroz branco por outros carboidratos integrais, aumentar o consumo de água e por ai vai. a cada nova proposta um resultado.

Dessa vez algo um pouco mais desafiador: perder 4 kg de gordura em 10 semanas.

Para isso uma dieta montada com horários e quantidades que vão exigir disciplina e determinação. Agora o foco vai ter que estar ligado 24h por dia, sem escorregadas ou desistências. Tudo bem que vou precisar da colaboração dos amigos e família para não ficarem me tentando, e olhando por esse lado o desafio será meu, do Ben e certamente da minha mãe que vai ter que resistir em fazer pudins e comidas como lasanha e estrogonofe,  

Olhando para trás, pensando em todo esse tempo de acompanhamento e até mesmo na minha vida sem muito conhecimento nutricional, eu nunca segui uma dieta ou regime. Desde o começo com a Isa ela nunca foi de nos impor quantidades certas e sim nos explicar o que é legal e o que não é. 

Vocês devem estar se perguntando o porque dessa mudança agora.

Mas desde o mês passado começamos a contar em nossa equipe com o Personal Alércio Dias, que com um treino funcional vêm melhorando nosso preparo, e trabalhando : potência, explosão, agilidade, equilíbrio e  resistência. Ele e a Isabella trabalham hoje lado a lado, e foi assim, juntando as avaliações de cada um e estudando nossa rotina de hoje e vendo toda a nossa evolução que eles chegaram a conclusão que sem esses 4kg a minha performance iria melhorar e muito.

Torçam por mim, realmente acredito que vou conseguir, e vou usar aqui para ir contando minhas vitorias e dificuldades. 

 

Food shopping

Ontem divulguei aqui o passeio oferecido pela Kaiporah esse final de semana, englobando bike e escalada. Já escrevi aqui antes como acredito que esses dois esportes são parceiros e em como vejo cada vez mais ciclistas na Casa de Pedra e mais escaladores se aliando a bike para manter o condicionamento físico em dia.

Por isso hoje vou dar uma dica e falar um pouco da importância de uma alimentação adequeada para quem pratica essas modalidades e quer alcançar um bom desempenho nos treinos.

NewFoodPyramid1Por se tratarem de modalidades onde os treinos são de longa duração e com variados graus de dificuldade, intensidade e serem praticados outdoor as refeições devem ser constituídas em maior proporção por carboidratos e a ingestão de liquidos deve ser constante. Carboidratos de baixo a médio índice glicêmico (ex.:batata doce, granola, biscoito integral, maçã, morango) são as opção mais recomendadas por fornecerem energia de forma gradual, evitando os picos glicêmicos. Os alimentos antioxidantes (ex.: frutas vermelhas, frutas cítricas, verduras escuras, siga o princípio de quanto mais colorido melhor) ajudam na redução de radicais livres.

Na noite anterior a saída para rocha ou pedal deve se evitar alimentos ricos em lipídeos (ex.: molhos, biscoitos recheados, maionese) e proteínas, que são mais difíceis de ser digeridas e podem assim gerar desconforto; fibras por acelerarem o processo intestinal e a cafeína por ser diurética te faz perder liquidos mais rápido e podendo levar até mesmo a desidratação. Os doces e alimentos cheios de açúcar, e que a maioria dos ciclistas tem como queridinhos em suas mochilas e bagageiros fornecem uma energia não efetiva, ela leva o corpo a um pico no indíce glicêmico o que te dá a sensação de energia, mas essa energia dura pouco tempo, o que na maioria das vezes te faz consumir muito mais colorias e açúcar necessário.

Suco de beterraba com laranja antes de pedalar!

Suco de beterraba com laranja antes de pedalar!

Viu se alimentar não é tão fácil quanto você pensa, e perder peso nem sempre é sinônimo de estar fazendo o certo, afinal de contas a perda rápida pode estar relacionada à desidratação e à perda de massa magra, sendo que a busca sempre é pelo aumento de massa magra e não a redução, e isso só é possível com a dieta certa você. Mas dieta certa não é dieta de revista ou a dieta do amigo por que cada pessoa tem seu organismo e seu metabolismo por isso nós do 360 Extremes contamos com a ajuda de uma nutricionista. Com a Dra. Isabella Alencar nós aprendemos a escolher melhor o que comer no dia-a-dia e durante os treinos e com isso ganhamos muito: perda de peso gordo e aumento de peso magro, maior disposição, melhor desempenho em dias longos, recuperação de músculos mais rápida e diminuição de cansaço nas horas seguintes a prática.

Hoje finalmente estreia o Entre Papos e Panelas, um programete semanal que teremos aqui no site.

A Dra. Isabella Alencar – nossa nutricionista funcional – comandará as facas e panelas da nossa cozinha para ensinar receitas super práticas, saudáveis e que certamente ajudará na nossa – e porque não sua – performance esportiva.

E por falar em performance nada mais justo que a primeira receita seja daquela que é adorada pela maioria dos atletas de alta performance: a batata-doce.O baixo índice glicêmico dela nos permite ter energia por mais tempo durante a atividade esportiva!

Abaixo uma lista de benefícios sobre esse tubérculo só lembrado nas nossas mesas durante as festas juninas:

  • Fonte de carboidratos, fibras;
  •  Rica em vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, ferro, potássio e fósforo.
  •  Regula o sistema nervoso e Digestivo;
  •  Previne a hipertensão;

Cada 100g de batata doce tem em média 116 calorias – 1,16g de proteínas, 30,10g de carboidratos e 0,32g de lipídios.

O valor de uma boa alimentação

Posted: January 16, 2013 by Natália Almeida in Nutrition
Tags: , , ,

leite-de-amendoas-blog

 
Alimentação não é só a base de uma vida saudável como também a garantia de um bom aproveitamento dos treinos. Um plano alimentar melhora o rendimento e a performance esportiva, auxilia na recuperação dos músculos e diminui o risco de lesão muscular. Antes de treinar o foco é fornecer energia suficiente para a prática e depois do treino uma alimentação equilibrada com nutrientes que reponham a energia perdida e ajude na recuperação de tecidos.
 
Montar um plano alimentar sozinho ou baseado em dietas da moda tem grandes chances de não darem certo e prejudicarem suas metas. Por isso mesmo logo no início do 360 Extremes buscamos o acompanhamento nutricional.
Nutricionista pós-graduada em  nutrição clínica e funcional

Nutricionista pós-graduada em nutrição clínica e funcional

Nesses mais de 16 meses de projeto temos ao nosso lado a Dra. Isabella Alencar, que nos acompanha e nos auxilia nesse setor. A princípio ela teve um trabalho para nos re-educar, afinal de contas vivíamos basicamente a base de queijo e vinho. Com o passar do tempo foi nos levando a uma dieta que visasse uma melhor performance nos treinos – antes focando os dias de escalada e hoje nas pedaladas longas. 
 
Hoje tivemos mais um encontro para entendermos toda a dinâmica alimentar que essa nossa pequena expedição vai exigir.
 
Na Grã- Bretanha gastaremos muita caloria por conta dos dias consecutivos de pedalada e do frio, exigindo um cuidado muito maior com a hidratação e o consumo de carboidrato. Esse cuidado começara antes mesmo de começar a pedalar – no mínimo 1 hora antes temos de consumir cada um a sua quantidade de carboidrato (de baixo índice glícemico) e 200ml de água – durante o dia a rotina pede que nos alimentemos de 1 em 1 hora e o consumo de líquidos de 15 em 15 minutos.
Certamente nos primeiros dias será complicado entrar nessa rotina, mas com o tempo acabaremos nos acostumando e ficará ainda mais fácil ao notarmos os benefícios.
 
Ser disciplinado com a alimentação será primordial para evitarmos: cãibras, lesões, fadiga e cansaço excessivo. 
 
Pra vocês entederem mais o benefício de uma alimentacão equilibrada e de acordo com a sua rotina, a partir de agora você poderá ver todas as dicas, receita e conselhos da Isabella aqui no nosso site e também no site dela.
 

Opção saudável: Sanduíche de Pastrami e salada mista

Desde que voltamos da Bolivia estamos tentando voltar a nossa rotina. Em relação aos treinos o ritmo está ótimo, recuperamos a forca e a resistência bem rápido e a parte aeróbica está melhor do que antes. Na escalada voltamos ao nível de antes e agora é batalhar para superar o 6 grau e chegar logo ao sétimo. O cansaço segue, mas também com nosso ritmo acredito que o estranho seria se o nosso corpo estivesse descansado. A parte mais complicada vem sendo a alimentacao. Comer de 3 em 3 horas tem se mostrado muito difícil, beber bastante água também – tem dias que lembro e bebo outros ao final do dia me sinto culpada com o relapso – para piorar na hora do jantar eu não devo ingerir carboidratos enquanto o Ben sim. Temos que pensar com equilíbrio durante cada refeição e aos finais de semana tentar não desandar por completo. Na montanha consumíamos muitos doces e de certa forma ainda sentímos uma certa necessidade de comer algo açucarado, mais uma vontade a se controlar ou pensar numa forma de satisfazê-la de forma saudável.

Dieta Low Carb: A super sopa não é mais uma opção para minhas jantas.

Esse final de semana tentei pensar em como conciliar trabalho, treino e posts e ainda assim me concentrar para poder voltar com a nossa antiga rotina alimentar, acredito que o site, a fanpage e o twitter podem ser grandes aliados. Por isso a partir de amanhã contaremos com você e a sua ajuda nessa etapa. Fique a vontade em nos dar dicas, cobrar, perguntar e comentar o nosso diário alimentar.

O bom para vocês é que vou poder dar várias receitas gostosas, saudáveis e facéis. Espero que isso seja uma boa forma de agradecimento por vocês nos empurrarem nessa empreitada.

Não canso de falar como a cidade de La Paz é surpreendente. Os  contrastes tornam tudo especial e caminhar na cidade que em uma ponta é rica, limpa e nova e ver ela se deteriorando subindo sentido norte torna qualquer caminhada interessante. Na zona norte, onde passamos a maior parte dos nossos dias, está repleta de construções velhas e caindo aos pedaços que ao observar dá pra ver escondida a arquitetura clássica e vistosa que um dia já abrigou a região. Andando pela capital boliviana você vai aprendendo a se relacionar com as pessoas, o trânsito e as construções, e essa relação é algo único e particular daquele lugar, você provavelmente não terá outras oportunidades ou lugares te farão mudar tanto o seu modo de interagir.

A comida é algo que interfere e muito na sua adaptação, e com toda a nóia que se cria em relação a higiene aqui eu acreditava que todos os lugares fossem muito ruins, mas como já disse antes a cidade é cheia de surpresas tivemos a oportunidade de ir a lugares muito bons, e hoje segue a minha lista de sugestão:

Café e Restaurante Banais

Um do meus lugares prediletos com uma decoração única. Logo ao entrar você se sente num mundo imaginário, isso porque a decoração é um tanto fantástica: o teto pintado como se fosse o céu da manhã com saias de cholas em tamanho reais e bem coloridas penduradas voando sob as nossas cabeças, seguindo mais a fundo você chega a uma espécie de jardim interno com chão de vidro, com plantas a volta e máscaras de metal penduradas na parede. As cores nas paredes são abóbora e amarela, tudo muito vivo. Para comer você pode se deliciar com os sanduíches, eu recomendo o que leva o nome do café, mas se quiser um prato mais elaborado experimente uma das opções da casa que também são bem gostosas. Os smoothies são bem refrescantes e feitos com frutas frescas. Aceitam cartões/Wi-Fi  Calle Sagárnaga e San Pedro

Sol y Luna

Um pub holandês certamente o lugar predileto do Ben e um dos melhores para comer um bom filé de carne. Para os amantes de cerveja, eles tem uma variedade boa de cervejas nacionais e importas. Para aqueles cansados das músicas locais e gosta de rock de tdos os tempos e estilos vai se deliciar com o set-list variado. Para os amantes de futebol tem um telão no segundo andar e uma tv no primeiro, mas pra quem também curte uma sinuca a mesa fica no subsolo. Aceitam cartões/ Calle Murillo esquina Calle Cochabamba

The Steak House

Eu como brasileira sou suspeita na hora de falar de churrasco, então para um lugar cheio de fumaça e com uma carne Ok o preço é bem alto. Mas para os amantes de carne se prepare porque o pedaço do bife é bem grande, o acompanhamento é buffet de salada, batata-frita ou purê. Se você quiser um show a parte peça as opções Jack Daniels, eles flambam a carne na sua frente e é bem emocionante. Aceitam cartões/ Calle Tarija, 248b

Restaurante Layq’a

Uma das decorações mais bizarras que eu já vi na vida. As paredes são cobertas por quadros gigantes de demônios numa orgia canibal, e essas imagens estão em todas as paredes. A comida é mais local, mas com algumas opções de massas. O atendimento foi rápido e a comida normal apesar de a quantidade ser bem razoável. Calle Sagárnaga e San Pedro

Luna’s Restaurant Coffee Pub

Esse lugar te faz se sentir em casa logo na primeira visita, isso porque o dono é super amigável e sempre vem conversar na sua mesa. A comida é gostosa e as porções bem grandes, a maior parte do cardápio é de comida italiana mas tem opções de carne e saladas também. Para os vegetarianos a lasanha é bem gostosa. Talvez um dos lugares que mais fomos, isso porque o preço é bom e fica aberto até tarde. Calle Sagárnaga 289

Thai Old Town

Restaurante tailandês mais diversificado que já vi, isso porque serve comida tai, chinesa, japonesa e indiana. Na entrada sempre tocando música indiana, mas isso até você chegar a parte interna que toca de Shakira a Beatle’s. Fomos atendidos pelo Tony um boliviano que morou anos em NY e fala um inglês com sotaque italiano de máfia de filme hollywoodiano, o garçom era um personagem e contava diversas piadas e histórias. Um stand up inesperado mas engraçadíssimo. A comida é bem gostosa.Aceitam cartões mas eve dinheiro mesmo assim. Calle Sagárnaga and San Pedro

Alexander Café

Café renomado e uma marca na bolívia oferecem uma grande variedade de bolos, tortas e panquecas. Fica aberto até altas horas e por isso oferece petiscos e porções com comida mexicana, porção de carne e batatas, sopas e sanduíches. O melhor serviço de Wi-Fi da cidade e o melhor café com leite também. Frequentado por bolivianos e turistas o clima no lugar é sempre descontraído. http://www.alexander-coffee.com/home.html

The Ritz

Sim, porque não. Nada como usar a conversão de moeda a nosso favor e tomar uma café da manhã no Ritz por B$30,00 ( – R$10,00). Café, suco, pães, tortas, frutas a vontade e ovos feitos na hora. A decoração é clássica, o atendimento impecável e a chance de se sentir em um filme antigo de cinema. Fomos por acaso, no dia em que ficamos trancados para fora do hotel. Pelo preço e pela qualidade e variedade valeu muito a pena.  Calle Hermanos Manchego 2551

Com certeza tem muitos outros lugares maravilhosos, na Zona Sul não tivemos a oportunidade de nos arriscar mas só de andar pelas ruas de lá com bistrôs aconchegantes, grandes pizzarias, café com ar parisiense notamos que perdemos esse lado gastronômico da cidade…

A noite não foi como o esperado. Eu que estava o tempo todo me sentindo bem e confiante fui a vítima da vez do mal que  afetou quase todos. Não conseguia dormir com fortes cólicas estomacais, diarréia e uma forte sinusite. Sei que dar detalhes assim de minha doença não deve ser muito legal de ler mas escremos aqui para documentar o que esse projeto nos leva a conhecer e sofrer. Mas o problema só piorou mais a noite quando fui ir ao banheiro me deparei com o lado de fora da barrraca cheio de neve, nevava forte e foi um tanto difícil conseguir enxergar e andar. Apesar dos dias frios em Winnipeg nunca tive que andar sobre pedras para chegar em algum lugar. Na primeira ida etava tão confusa com o mar branco que surgiu a minha frente que cheguei a tomar a direção errada, depois me encontrei e consegui ir e voltar. Da segunda vez quase caí várias vezes escorregando a cada passo. As horas passaram e enquanto isso eu fui me esforçando o máximo para ficar bem.  Ao ouvir o grito de Hot drinks de Caleb cheguei a chorar frustrada, me sentia injustiçada por só agora ficar doente. O Bem começou a se arrumar e podia-se ouvir o movimento de todos lá fora. De repente ouço o grito de Caleb mais uma vez, dizendo que as condições do tempo não permitiam a nossa saída agora que iríamos tentar sair umas duas horas depois. Mais uma chance pra eu conseguir. As horas se passaram e nada de eu conseguir melhorar a pior parte eram as cólicas. Infelizmente para os demais, felizmente para mim, a saída foi cancelada e marcada  para a madrugada seguinte.

Dormi mais calma e tentei aquecer meu estômago para aliviar a dor. Manhã seguinte acordo com um convite para uma caminhada curta só pra aclimatar. Rejeito juntamete com Augusto, como ainda não estamos 100% decidimos ficar no acampamento e descansar. Ben, Kirk e Caleb saiem. Algumas horas depois ouço a voz alegre de José me perguntando se estou melhor se não seria hora de sair um pouco da barraca. Sigo seu conselho e encontro Augusto do lado de fora. Conversamos um bocado, na maior parte sobre o 360 Extremes. Ele fica me perguntando sobre o trajeto, os cursos e dando diversas ideias. A conversa foi boa porque pude esquecer um pouco. Comi um bagel, e papeamos mais. Alguns cochilos durante a tarde. E a maior parte dos sintomas passaram, as cólicas iam e voltavam, mas estava convencida que saíria e consegui subir com todos até o meu primeiro pico.

Mais ou menos 6 horas depois os outros finalmente chegaram. Sorridentes e empolgados, o motivo haviam subido o Pico Aústria para aclimatar, uma subida nada difícil mas que dá pra sentir a altitude de acordo com o Ben, ele fez questão de falar que só cnseguiu chegar ao topo com o suporte mental de Kirk que não o deixou voltar. Kirk, louco como é teve a capacidade de tirar a camiseta e ficar fazendo poses de alterofilista. Sempre fazendo graça virou um super parceiro para o Ben.

Chegaram cansados e com fome. Eu e o Augusto estávamos famintos e ficamos empolgados ao ouvir os planos de Caleb de hot drinks e jantar. Pena que no meio ele mudou de ideia e acabamos treinando técnicas de como andar e se comportar com a corda que nos mantém unidos. A essa hora vou confessar que nenhum de nós estava contente. O frio piorou, o vento aumentou e nos parecia idiotice ficar ali fora se desgastando ainda mais sendo que a noite seria puxada. Tentamos fazer tudo o mais rápido possível, e pela primeira vez pudemos ouvir uma reclamação da boca de Kirk. Ao terminar encontramos Caleb no fogão assando salames, crackers e queijo. Esse realmente não era o dia do Caleb, Augusto não come frituras e na minhas condições ta,bém não foi a melhor pedida.

Todos na cama cedo, e mais uma noite de expectativas, se o tempo deixar em poucas horas estaremos todos a caminha do pico que estamos com sede de conquistar desde o dia que entramos no avião.

O segundo dia não melhorou, quer dizer melhorou um pouco pelo menos para o Ben. Ele acordou um pouco mais forte, os vômitos continuaram mas mais espaçados. Em compensação Caleb e Augusto acordaram com os mesmo sintomas. Caleb não teve nem coragem de sair da barraca enquanto Augusto vomitava a cada gole de água. Eu e o Kirk eramos os únicos fortes e saudáveis e por isso mesmo ficamos meio que cuidando de todos. Levamos o Ben para uma volta enquanto os outros tentavam cochilar. A caminhada não foi longa mas acreditávamos que um pouco de exercício iria ajudá-lo.

A parte complicada foi tentar esquentar a água. O fogão eo combustível era algo que de olhar não dava pra entender como funcionava. Bombamos, viramos e reviramos a bomba de gás tentando ascender o fogão. Todas as tentativas frustradas. Acabamos pedindo ajuda a um rapaz da barraca ao lado. Tato, um argentino sem sotaque argentino no espanhol ou no inglês, super atencioso. Levamos o fogão até sua barraca e ele nos mostrou como fazer. Pareceu simples e ao voltar para nossa tenda tentamos novamente. Que frustrante o fogo ascendia e apagava segundos depois. Tentamos por uns 15 minutos até que Kirk pediu pra eu ir de novo ao Tato e trazer ele. Ele veio e ascendeu, oferecemos chá quente e o convidamos para um bate-papo. A melhor ideia do dia, o rapaz era bem conversador e acabou distraindo um pouco o grupo de doentinhos. Ele é guia de montanhismo na Patagônia e matou a curiosidades de todos sobre o lugar. Kirk contou a sua história no Aconcágua e ficou perguntando sobre outros lugares para se conhecer na América do Sul. Caleb resolveu se juntar e conhecer o argentino que repetia o tempo todo a vontade de ir escalar no Alaska. Os dois trocaram informações sobre a cidade de cada um e as diferenças e similaridades dos dois lugares. Caleb ficou impressionado com o jeito relaxado em relação a segurança com que se levam os turistas para conhecer os glaciares, sem segurança eu diria, nada de cordas ou cadeirinhas.

O bate-papo durou quase 2 horas e depois os mais cansados voltaram para suas barracas.

Eu e Kirk preparamos sanduíches de salame, e outros de pasta de amendoim com geléia. Ben foi o único que conseguiu comer e não passar mal. Ótimo sinal, e com certeza acalmou os medos que tínhamos antes de voltarmos ao Brasil sem subir uma montanha sequer.

O dia foi passando e cada um foi mostrando sinais de melhora, o único a não demonstrar reação foi Augusto. Dava pra ver como emagrecia a cada hora. O pior é que ele desistiu de comer, porque achava que comer só ia piorar e nesse momento estava se desidratando. De manhã havíamos decidido que todos os doentes iriam começar a tomar Ciprus, um antibiótico que tivemos que trazer no kit-med a pedido da agência. Augusto foi o único que começou a toma mais tarde e por isso mesmo devia se o que mais demorava a se recuperar. Horas se passaram e de noite nos reunimos na barraca do Caleb para o jantar. Nada muito substancioso mas quente e acolhedor. Uma sopinha de tomate, e bem picante do jeito que nosso guia americano gosta. Não me pareceu uma escolha sábia porque coisa picante tende a ser agressivo ao estômago e a sopa sem calórias ou vitaminas suficientes para tudo o que a maioria perdeu nos ultimos dias. Depois de uma conversa rápida todas para cama.

Finalmente eu e o Ben tivemos uma boa noite de sono, eu até fiquei cantando na barraca antes de dormir o que me rendeu vários pedidos no dia seguinte. Acho que de fora da barraca minha voz parece boa, porque enquanto o Ben sofria com minha desafinada voz o Kirk e Augusto achou bem relaxante.

Apresentações feitas vamos as jornadas porque cada dia é uma maratona. A noite antes da ida ao acampamento já é bem exaustiva. Difícil controlar a ansiedade e organizar o tempo para todas as coisas que uma saída de 6 dias na montanha exige. Arrumar a mochila para quem nunca tinha feito isso antes se mostra muito mais complicado do que poderíamos imaginar. Você tem que pensar no balanço, organizar de acordo com as possíveis necessidades e ainda assim tentar deixar tudo o mais compacto possível. Saber escolher bem o que levar e o que deixar, por isso mesmo acredito que montanhismo é um esporte um tanto sujo, por uma bagagem mais leve e mais fácil de se carregar por longas caminhadas o montanhista abre mão de trocas de roupas. AS únicas peças que você leva a mais são roupas intimas e meias. O resto se resume á uma camiseta, um conjunto de calca e camiseta um pouco mais quente, outro conjunto de fleece (um tipo de moleton), uma jaqueta pesada, um corta vento. A maioria dessas roupas você usa diariamente.

Falando assim parece pouca coisa afinal a roupa dá pra colocar em uma mochila de ataque, mas ainda temos que carregar o saco de dormir, as botas para neve, capacete, colchão térmico, isolante térmico, lenços umedecido, papel higiênico, pratos, mugs, e garrafas de água.

Depois de horas e horas conseguimos finalmente terminar essa façanha. Dormimos um pouco e antes das 7am estamos descendo para recepçao nos reunir com todos e checar as últimas coisas. José chega com seu jipe e começa a colocar tudo em cima. Uma grande montanha de mochilas e malas se forma e ele cobre com lona e amarra com cordas de forma com que não balancem ou se perca algo no caminho.

A viagem de La Paz ao acampamento do Condoriri é de mais ou menos 3 horas, passando pela parte do mercado e dos postos de gasolina com filas gigantes, muita fumaça dos carburadores dos carros e uma grande bagunça no trânsito de pessoas e carros. O tráfego aqui é uma verdadeira bagunça carros se enfiando em qualquer lugar, pessoas atravessando e quase sendo atropeladas a cada metro. Não existe preferencial ou sinalização que ajude a multidão de motoristas apressados. A quantidade de lotação e ônibus é impressionante e pelo o que pude entender não existem pontos específicos de parada, as pessoas param em qualquer lugar tanto para subir quanto para descer. É uma grande emoção estar a bordo de um carro aqui, a todo momento você se espreme para um dos lados e suspira aliviado por ainda não ter colidido.

Ao chegar na estrada a vista muda, ao invês de fumaça, casas de tijolos em construção, e  um mar de carros velhos se transforma em um calmaria, a linda cordilheira real ao lado direito, casas de tijolo de barros, llamas e ovelhas do lado esquerdo. Ao passar pelo pedágio várias cholitas tentam nos vender sacos com uma espécie de suco. Ninguém tem a coragem de tentar. E o Augusto fica tentando tirar fotos da chola com a criança presa no pano nas costa. Irresistível não tirar fotos delas todas com sorrisos de ouro e roupas super coloridas. Com certeza as cores das vestimentas é o que dá vida a Bolívia.

Saindo da auto-estrada, entramos em uma estradinha de terra e pedra, com pontes que pasam por cima de buracos que devem ser lagos em alguma época do ano, alguns lagos sobrevivem e congela uma parte fina, deixando a água barrenta com uma textura estranha. As llamas a esa altura estão em toda parte grandes, calmas e com fitinhas coloridas em suas orelhas dão uma graça especial a os campos secos e intermináveis.

Chegamos a entrada do acampamento, daqui partimos a pé até o acampamento cada um carregando a sua pesada e grande mochila, os burros carregam somente as barracas e as malas de comida. Numa trilha de mais ou menos 4 km, passamos por lagos, cascatas, e avistamos o Condoriri com sua imensidão e beleza. Difícil dizer em que momento ele é mais bonito.

Para mim a caminhada até o acampamento foi fácil, preferi manter um ritmo e não conversar com ninguém, segui atrás do Caleb e do Kirk, enquanto o Ben e o Augusto vieram mais atrás conversando e tirando foto o tempo todo, a mais ou meno 15 minuts de caminhada esperei o Ben e chequei se ee estava bem. Ele disse que sim um pouquinho de dor de cabeça, bebeu água e continuamos a caminhada. Uma meia hora depois ele estava se com ânsia e um tanto deconfortável. Ao chegar no acampamento não tinha forças nem para nos ajudar com as barracas, tinha frio e sede. Dei um pouco de água com maltodextrina, mas foi o tempo dele engolir e começar a vomitar. Daqui em diante o dia foi piorando pra ele. Vômito, diarréia e nauseas constantes. Caleb vinha checar o tempo todo e disse ser muito agressivo para ser somente altitude que podia ser infecção intestinal ou algo parecido. Queria levar-lo  de volta a La Paz, mas Ben pediu para esperar até o dia seguinte.  A noite foi intensa e interminável. Acordava a cada 10 minutos pedindo água e indo ao banheiro. Eu estava preocupada e forçava ele a tentar comer, a tentar beber água. Momento tenso para nós dois, ele doente, irritado e frustrado com a possibilidade de não poder subir a montanha e eu tentando fazer ele se sentir melhor, e também frustrada com a possibilidade de perdermos grande parte do dinheiro investido.

Mais uma receitinha

Posted: May 17, 2012 by Natália Almeida in Nutrition, Português
Tags: , , , , , ,

No meio da correria fica difícil pensar em cozinhar todos os dias, ainda mais de noite. Saímos de casa às 7h30 e voltamos às 23h30 com sorte.

Então para não acabar fugindo das instruções da nossa nutricionista resolvi deixar algumas coisas já adiantadas por isso a dica de hoje é um arroz integral que une 3 parte essenciais de uma boa alimentação: cereais, legumes e leguminosas. E pra melhorar é super fácil de fazer.

Ingredientes:

2 xícaras de arroz integral multigrãos o escolhido por mim vem com arroz integral, cevada, aveia integral, trigo integral, canola, quinua e linhaça;

7 xícaras de água

1 cenoura grande ralada

1 abobrinha média ralada

1 xícara de ervilhas frescas

1 cebola picada

Sal à gosto

Obs.: acho que aqui você pode escolher os legumes que preferir.

Modo de Fazer:

Ferva a água e depois acrescente o arroz e o sal. Após 15 minutos acrescente as cenouras e cebolas (se preferir pode refogá-las antes). As ervilhas acrescente uns 8 minutos depois já que elas cozinham mais rápido. Agora é só esperar a água secar e pode servir. Dá entre 8 e 10 porções, mas essa é uma receita para eu poder ir usando durante a semana. Se quiser fazer menos é só fracionar a receita.

Acompanhamentos

Ontem eu escolhi fazer berinjela refogadas com cebola, tomate e azeitonas. Ridículo de fazer: você refoga as cebolas até dourarem, acrescenta a berinjela, o tomate e um pouquinho de água. Depois junte as azeitonas e pronto.

E de proteína um peito de frango temperado no shoyo, mel e alho.

Já hoje como chegamos tarde e a fome apertou o bom e velho ovo pochê, que pra ser sincera não é a coisa mais fácil do mundo mas que depois de ler um blog nunca mais errei: http://www.lacucinetta.com.br/2008/06/ovo-poch-101-para-nunca-mais-errar.html

 Para beber, ontem escolhemos suco de acerola com amoras e hoje chá de alcaçuz e menta.

Espero que gostem e qualquer dúvida perguntem.

Ah, aproveito também pra apresentar o blog da Dra. Isabella, nossa nutricionista, onde vocês poderam ver receitas, dicas para uma boa alimentação e matar curiosidades. Entra e confira:  http://isabellaalencar.blogspot.com.br

 

Hoje foi um dia de muita correria de manhã e de descanso a tarde.  Descanso meio obrigado, dei uma machucada no músculo do pescoço o que anda me dando uma dor de cabeça meio forte, fui no médico e é uma cefaléia tensional então estou tomando anti-inflamatório e relaxante muscular,  o que justifica minha moleza.

Tomei dipirona de tarde peguei no sono no meu sofá e acordei com uma baita fome, mas sem ânimo algum de cozinhar. Nessas horas nada como um sanduba.

Sanduíche de Pastrami e alface roxo.

2 pães integrais (eu usei um integral a base de amaranto e quinoa)

5 fátias finas de Pastrami ou Rosbife de verdade não aquela gelatina que vende na padoca.

5 folhas médias de alface roxo

3 tomates secos

1 colher de sobremesa de mostarda Dijon

Sal, azeite, pimenta do reino e vinagre balsâmico reduzido a gosto

Torre os pães de um lado. Vire uma das fatias e a outra retire e passe mostarda, depois é só ir montando os layers (pastrami, alface, tomates secos e temperos), cubra com a outra torrada.

Para acompanhar fiz uma salada de alfaces mista com alho espanhol, temperada com sal, azeite e vinagre balsâmico.

O suco que não pode faltar, hoje foi de pêssego com maracujá batido com linhaça.

Espero que gostem dessa ótima opção para aqueles dias de moleza.

A Super Sopa

Posted: March 30, 2012 by Natália Almeida in Nutrition, Português, Training
Tags: , , , , ,

De volta da Casa de Pedra, depois de um dia puxado de  musculação e exercício aeróbico. Nada de escalada mas muita pedalada, corrida e levantamento de peso. Ao chegar em casa queremos mais é comer algo gostoso, sentar pra resolver as coisas do site e dormir.

No onibús vindo pra casa já pensamos o que fazer para jantar e a decisão foi uma sopa de cenoura com gengibre e laranja que a minha cunhada Steph faz e é simplesmente uma delícia. Passamos no mercado, compramos o que sabíamos que faltava e ao chegar em casa esquecemos da laranja. O jeito era ver o que tínhamos em casa e inventar algo novo. Coloquei as cenouras pra cozinhar junto com uma mandioquinha. No fim acabei agregando um monte de coisa pensando na refeição ideal que a Dr. Isabella (nutricionista) nos pede. No fim a Super Sopa tinha  além do que já citei alho, gengibre, azeite, linhaça em semente e moída, ervilhas, ovos, sal e temperos.  Na real só faltou a saladinha pra ter ficado do jeito que a nossa nutricionista gosta, da próxima vez vou experimentar colocar espinafre  pra ver se fica bom.

E ficou realmente gostosa, o gengibre deixou ela refrescante e a sopa apesar de completa não era pesada. Ficou um creme muito leve. Sobrou o suficiente pra janta de hoje e quem sabe hoje eu não tento um espinafre e conto pra vocês mais tarde.

Se você quiser tentar em casa é bem fácil apesar de eu não saber algumas medidas direito.

– Corte 5 cenouras, uma mandioquinha pequena e um tomate grande em cubos e coloque em mais ou menos 1l de água temperada com sal e azeite pra cozinhar. Quando começar a ferver adicione os 4 dentes de alhos e o gengibre (um pedaço grande).

– Quando as cenouras estiverem macias coloque aos poucos no lliquidificador para bater, junte as sementes de linhaça ( +/- 2 colheres de sopa, e essa linhaca deve ter ficado na água de um dia pro outro). Você vai bater até virar um creme.

– Leve de volta ao fogo adicione as ervilhas frescas, os temperos a seu gosto  e três minutos antes de tirar adicione 2 ovos. Eu mexi para os ovos ficarem em pedacinhos cozidos, se você quiser deixá-los inteiros só coloque na panela e não misture.

– Agora é só servir, e aproveitar.