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<— Serra da Canastra: Dia 01

O segundo dia foi menos cansativo. Fechamos um passeio com guia na Central de Turismo (37 3433-1641) com a Dani. Às 9 am saímos de lá com mais dois casais e o nosso guia o Boca. O Passeio dura o dia todo então se esqueça de levar lanches e água pra aguentar o dia. Dentro do Parque da Serra da Canastra não existe lanchonetes ou conveniências então saia despreparado. Outra coisa boa de se falar é que é cobrada a taca de R$6,50 por pessoa para entrar no parque e essa taxa não está inclusa no passeio fechado com a Central de Turismo.

Da caçamba do jipe pode mos ficar de pé e observar os animais de cima. No caminho até a nascente do Rio São Francisco – nossa primeira parada – vimos muitos caracará, corujas toucadeiras, águias cinzentas e siriemas.

O Boca tem olhos de águia e ia nos avisando de tudo. Ao passar pelos campos abertos ele parava o carro e apontava para os veados campeiros, parava e apontava os caracará do outro, assim seguimos a viagem a procura de tamanduás, lobos guará, coatis, emas e outros animais.

Ao chegar na primeira cachoeira descemos do carro e fizemos uma trilha bem curta que nos dava diferentes pontos de vista, estávamos na Casca d’Anta parte alta. Ao fim da trilha chegamos em um mirante onde é possível ver muito longe e a vista é muito bela. Lá o Boca falou pra eu deitar sobre uma pedra pra ver a queda da cachoeira. A altura é incrível, são 186 metros de altura  Depois de tirar uma foto à la SuperMan, desci a trilha e fui mergulhar um pouco nas piscinas que se formam. A água é gelada mas relaxante. Algo com o clima todo do lugar que mesmo na correria da viagem de dois dias me sentia relaxada como há tempos não me sentia.

Ao sairmos da cachoeira para ir para o jipe para a próxima parada vejo  o Boca acenando e nos chamando com pressa. Ele apontava para a direita e eu já imaginei que devia ter algum tamanduá por ali… Corremos eu e o Ben, e ao chegar onde o Boca apontou vemos uma família de patos mergulhões, essa é uma espécie que está em extinção, onde o total de indivíduos tem diminuído de forma rápida devido a poluição pluvial, estima-se que a população atual seja de menos de 250 patos. Uma pena só termos tirado fotos de longe.

Próxima parada foi a Cachoeira dos Rolinhos parte alta, aqui é irresistível não entrar na água. A cachoeira forma verdadeiras hidromassagens naturais. E todas as quedas são muito gostosas de se banhar. Atravessando a primeira cachoeira chegamos a outra logo em seguida a Cachoeira Rasga  Canga aqui nessa parte é possível sentar embaixo de uma escada que se formou ali, assim dá pra relaxar sentado e com as quedas menores batendo nos ombros.

No fim da tarde é hora de voltar, porque afinal o parque fechas ás 17h. De volta a São Roque, comemos uma deliciosa comida da roça no Restaurante Vivá, já aviso que o restaurante é um das únicas opções abertas aos domingos e a comida é um banquete.

Saímos rapidinho para Piumhi pra pegar o ônibus de volta pra São Paulo que saiu às 22:30.

Se me perguntar se cheguei cansada em casa. Não, nada cansada, mesmo depois de encarar uma viagem de 8h e de ter ido trabalhar praticamente direto da rodoviária.

Por isso recomendo pra você ir conhecer, seja só por dois dias ou melhor ainda em uma semana.  É tanto sossego, natureza e cachoeira que a gente volta renovado de lá.

Para quem quiser saber mais:

Nesse site tem a lista de atrações do parque e avalia cada uma delas (http://www.serradacanastra.com.br/atracoes/outras_atracoes.html)

Parque Nacional da Serra da Canastra: (37) 3433-1840

Central de Turismo: (37) 3433-1641

Restaurante Vivá: Av. Vicente Picardi, 446 (tem a opção de comer a vontade e a comida é servida direto no fogão a lenha ou a la carte)Central de Turismo –

Para dormir indicamos a Pousada Barcelos (http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/minas-gerais/sao-roque-de-minas/pousada/pousada-barcelos/)

<— Serra da Canastra: Dia 01

Se tiver dúvidas ou quiser saber alguma coisa pode perguntar que respondemos.

Já vou logo avisando que 2 dias é pouco para conhecer tudo o que tem dentro do parque mas é o suficiente para se apaixonar.

O Parque Nacional da Serra da Canastra possuí 71.525 hectares demarcados e está presente nas cidades de Sacramento, São Roque de Minas e Delfinópolis em Minas Gerais. Você pode entrar no parque por uma das 4 portarias (São Roque de Minas/São João da Canastra/Sacramento/Casca D’Anta) e é cobrada a taxa de R$6,50 por pessoa. O parque está aberto a visitação das 8H às 18H. Você pode ir com o seu carro mas o estado das estradas internas são péssimas e nos dias de chuva pioram ainda mais. Recomendo que você pegue um guia ainda na cidade.

Em São Roque de Minas tem a Central de Turismo lá você pode conversar com a Dani que sabe tudo o que está rolando e certeza vai indicar a aventura que você procura. Se estiver com fome aproveite para conhecer as delicias do Restaurante Vivá servida no fogão a lenha.

Para aqueles com pouco tempo e sem carro dou a dica do nosso primeiro dia: Cachoeira Capão do Forro e Da Mata. 

Chegamos em São Roque às 7 da manhã fomos na padaria tomar café da manhã e a decepção – acredite se quiser – o pão de queijo não era bom. Quando se está no estado de Minas Gerais pensamos que o pão de queijo vai ser bom em qualquer lugar, mas pelo menos dessa padaria te garanto que qualquer padaria em São Paulo faz um melhor. Caminho explicado, lanche na bolsa agora é hora de por o pé na estrada – literalmente.

Foram 5 km andando pela estrada com muita terra, poeira e subidas, mas em compensação as paisagens são belas e pra quem gosta de curtir a natureza uma ótima oportunidade para observar as aves. Vimos bastante pássaros como: caracará, pica-pau do campo, periquito rei, entre outros.

Na estrada ficávamos ouvindo um barulho que parecia uma risada. Procuramos muito, olhamos atrás dos matos, sobre as árvores atrás dos cumpinzeiros e nada. Mais tarde descobrimos que é o som da siriema.

5 km de estrada e chegamos numa bifurcação com uma placa gigante sinalizando as trilhas e cachoeira, viramos a direita e descemos por um caminho de pedras passando por bois e vacas até chegar a portaria, lá tivemos que pagar a taxa de R$10,00 por pessoa para poder ir até as cachoeiras. A primeira, Cachoeira Capão Forro, ficava logo em frente e contornando ela pela direita tem a Cachoeira do Lobo e diversas piscinas naturais. Depois de aproveitarmos essa pegamos uma trilha que fica antes da portaria até a Cachoeira da Mata essa sim é um espetáculo. Aqui nadamos, e aproveitamos o resto da tarde. 

No fim de tarde voltamos para São Roque a pé apesar de muito insistirem em nos dar carona. O fim de tarde é muito bonito, e compensou cada passo só para ver as paisagens lindas com o céu colorido e às vezes dramáticos.

Segue algumas informações:

Parque Nacional da Serra da Canastra: (37) 3433-1840

Central de Turismo: (37) 3433-1641

Restaurante Vivá: Av. Vicente Picardi, 446 (tem a opção de comer a vontade e a comida é servida direto no fogão a lenha ou a la carte)