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estrada-da-sta-ines primeiro pedal de dias consecutivos foi um tanto familiar, a jornada de quase 200km entre minha casa e a cidade de Amparo duraram dois dias… O primeiro a boa e velha rota até Atibaia com algumas surpresas e uns 20 km a mais de muita terra e paralelepípedo.
Uma coisa que temos que melhorar e muito são nossos horários de saída. Sei que a maior parte dos atrasos são por minha culpa. Trabalhar 16 horas por dia durante a semana me fazia querer dormir mais e mais durante os finais de semana. Enrolar na cama é algo que sei fazer muito bem e fazer com que o Ben resolva ficar mais 5 minutos já sei fazer isso sem ter que pensar muito.
No sábado saímos de casa umas 8am e fomos na padaria para comer, por um erro de comunicação, nosso tradicional Bauru não chegou nunca e acabamos começando a pedalar com o suco de beterraba, cenoura e laranja e umas coisinhas que tínhamos beliscado. A estrada da Santa Inês parece mais fácil a cada ida, a primeira subida mais curta, e as paisagens ainda me surpreendem.descida
A estrada é assim a cada visita reparamos em algo novo.
Já na estrada do rio acima a chuva começou a cair, e foi daquelas que fica bem dificil de enxergar… O dia todo garoava e parava mas a chuva com ventos e muita água chegou e para minha surpresa fiquei feliz. Como é gostoso pedalar na chuva. Sofro tanto com o sol que nos castiga na maioria dos pedais que pedalar sem ter que parar em toda e qualquer sombra que aparece foi libertador.
Sem dizer que isso me motivou mais sobre o pedal britânico. Certamente dias consecutivos debaixo de chuva serão difíceis, mas acho também que será algo mais efetivo, porque pararemos menos. O frio vai sempre desaquecer nosso corpo e será mais um motivador a seguir sempre em frente até o destino do dia…
Paramos em Mairiporã para comermos algo… Um macarrão é sempre uma opção rápida mas não foi dessa vez. Esperamos por mais de quarenta minutos por uma massa que nunca chegou. Ainda bem, que nesse meio tempo pedimos suco de coco e com dois copos de suco saímos do restaurante e seguimos viagem.
A estrada até Atibaia também parecia ter menos subidas e os carros um tanto amigáveis.
Um pedal tranquilo que ainda nos reservava surpresas.
paisagemChegando em Atibaia o Ben optou em seguir para o hotel em que dormiríamos pela cidade e sair da rodovia. Seria uns 18 km depois do centro. Mas não contåvamos ter que subir em uma avenida com carros que não respeitam nenhuma lei de trânsito e que parecem ver um alvo nas nossas costas. Ao terminar a subida chegou a descida que para me irritar era de paralelepípedo. No fim viramos numa rua e lá a bike do Ben começou a fazer barulho. Demoramos até descobrir que os parafusos do suporte traseiro soltaram e o suporte dos ficava caído sobre a roda. Tentamos fazer uma gambiarra amarrando com umas alças que por sorte tínhamos conosco. Esvaziamos os alforjes e deixamos o peso na minha bike. Mais a frente para o desespero o asfalto sumiu e daqui para frente só víamos muita terra e pedras soltas. Uma hora fui descer da bicicleta e torci meu tornozelo, para aumentar o sacrifício. Alternei as subidas pedalando e empurrando. Seguindo o esforço que meu tornozelo aguentava.
A noite caiu, e lá estávamos nós indo, indo sem nunca chegar no hotel. Víamos placas, pedíamos informações. Mas acho que a irritação com o suporte da bike estar solto, eu com dor no tornozelo e a vontade de chegar logo só fazia parecer que estávamos demorando demais.
Mas uma hora chegou e quando vejo o lugar era incrível com piscina, um visual lindo e um jantar delicioso.
No outro dia muito mais novidades e experiências mas isso eu deixo para o próximo post!
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