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Audax 200km Holambra: Antes

Posted: December 4, 2012 by Paulo Filho in Cycling, Uncategorized
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Dia 8 de dezembro participarei do AUDAX 200km. Dessa vez em Holambra, mesma cidade onde participei do AUDAX 300km.

Trajeto do AUDAX 200

Trajeto do AUDAX 200

Mais uma vez, testarei aqui meus limites. A cada prova me sinto mais forte e mais preparado fisicamente para oque está por vir. Mas essas provas também são muito importantes para preparar o lado psicológico.
Quando algo está em jogo (no caso a finalizar os 200km dentro de um prazo máximo de 13h30) a cabeça funciona de forma diferente, e cada imprevisto te consume de uma forma diferente. Esse tipo de coisa vai acontecer durante nossa expedição, hora correndo contra o pôr do sol, hora correndo contra uma tempestade iminente ou outras coisas também não controláveis por nós.

Dessa vez não me preocupa tanto o percurso ou as subidas. Oque me preocupa de verdade é o calor. Se estiver quente como estava no Desafio Rural, a prova será duríssima! A região de Holambra é famosa por ser quente, agora torço para que no dia o clima esteja mais ameno. De qualquer modo capricharei no protetor solar, no protetor labial e tentarei usar mangas compridas. A hidratação também terá que ser ainda maior.

Perfil Altimétrico: Pior trecho será ainda de manhã.

Perfil Altimétrico: Pior trecho será ainda de manhã.

Outra coisa bastante importante é criar um checklist das coisas necessárias para levar, o meu checklist é:

2 Camaras de ar 700×23
2 Espátulas pra tirar pneu
Bomba de ar
Kit remendos
Canivete de ferramentas
Lanterna dianteira
Luz traseira
Colete refletivo
Luvas
Capacete
Protetor Solar
2 suportes para caramanhola
2 caramanholas
Protetor Labial
Óculos de Sol
Ipod
Celular
Bermuda
Camiseta
Manguitos
Meias
Sapatilha
Creme para evitar assaduras
Planilha orientativa
Mapa impresso

Essa semana separarei algum tempo para estudar o mapa e a planilha orientativa, assim fica mais difícil me perder na estrada.

Adaptação é como defino esses últimos tempos.

Os dias de agora são corridos, tenho que administrar uma rotina que inclua treinos, alimentação saudável e 16 horas de trabalho por dia. Essa maratona diária não me dá folgas nem aos finais de semana que são ocupados um dia com trabalho e outro com pedaladas longas de mais de 100km. E apesar de serem rotas já conhecidas ganham desafios novos como alforjes a cada viagem mais pesados e sapatilhas de clipe.

Tanto um quanto o outro eu estou em fase de adaptação, arrumar os alforjes não é tão simples e tentar equilibrar o peso dos dois lados tem se mostrado uma arte, já os pedais são um teste de sobrevivência e posso dizer que quase reprovei logo na primeira prova. E se eu não passasse, talvez não poderia estar escrevendo esse post agora.

Semana passada fomos a Itu, na Estrada de Romeiros sem acostamento e cheia de subidas, o meu primeiro dia oficial com os pedais foi no modo “Hard”. Até que estava indo bem apesar de nas primeiras subidas não confiar tanto de ir com os dois pés presos, com o passar dos km fui ganhando confiança e me atrevendo cada vez mais a testar os limites, até que numa das subidas antes de Pirapora perdi o controle da minha respiração e resolvi parar. Com os dois pés clipados me concentrei para tirar um dos pés e quando consegui pensei em pedalar mais um pouco para tirar o outro, na hora que consegui tirar o segundo pé e fui descer da bike para o lado esquerdo, o meu pé de apoio clipou novamente e caí no meio da estrada, tentei não me desesperar e tentei levantar a bike que ainda presa ao meu pé levantou mas caiu novamente. Imagine, eu caída no meio de uma estrada de duas mãos com uma faixa para cada sentido sem acostamento e com um caminhão vindo em minha direção. Sim fiquei com medo. Sim queria gritar. Mas me desesperar naquele momento era o mesmo que desistir e então vi que minha única saída era chutar a bike com força para o gramado e ir me arrastando para fora da pista. Até que consegui ir mais pro canto mas mesmo assim o caminhão teve que invadir a outra pista para desviar de mim. Depois desse susto levantei, bebi água e encarei a subida novamente.

Quando fiz a última curva vejo o Ben me esperando e ali me bateu um desespero e comecei a chorar imaginando tudo o que poderia ter sido. Ele vendo meu estado volta em minha direção e pergunta o que aconteceu. Ele me acalma e seguimos viagem. A cada subida vejo meu corpo surtar e minha respiração acelerar junto com meu coração. Essas eram as sequelas do trauma anterior. Mesmo sem clipar ou clipando somente um dos pés meu corpo e minha cabeça tremiam de medo a cada lembrança do que havia passado. O tempo todo fui tentando lidar com esse medo e sabia que se desistisse da sapatilha ali seria ainda mais difícil encará-la depois, por isso fui respeitando meu medo e forçando meus limites aos poucos.

Ao chegar em Pirapora encontrei com o caminhão parado e descarregando em uma casa, parei e conversei com o motorista que me disse algo que me fez lhe ser muito agradecida:”Não parei porque ali com curvas e sem acostamento seria muito perigoso e também não buzinei com medo de te assutar, pensei que seria pior”, eu sorri e agradeci dizendo que se tivesse buzinado eu provavelmente teria desistido e o som da sua buzina iria me parecer o som da morte. Ele riu de leve e disse para eu tomar mais cuidado.

E certamente eu tomei muito mais dali em diante. Conseguimos chegar em Itu, mas não no tempo normal. 

Já nesse final de semana os desafios foram os mesmos pés clipados e bikes pesadas mas o destino mudou: Atibaia. Pra contribuir ainda mais para o treino pegamos chuva em quase toda a segunda metade do trajeto, e encarei quase toda a viagem com os pés atados aos pedais. O peso do trauma ainda existia mas bem mais controlado. Encarei subidas e mantive meu ritmo. Fui super bem apesar da minha bicicleta parecer estar na marcha pesada mesmo quando estava na 1/1. Encarei subidas intermináveis e outras que eram bem mais leves do que a minha lembrança guardava, mesmo assim um dia intenso.

No fim da viagem estava me sentindo super feliz e realizada por ter encarado mais de 100km e ainda estar me sentindo disposta, e o melhor, sem problemas com os pedais. Mas nunca se sabe o que pode acontecer porque a viagem só acaba, quando acaba e faltar 3 km não é sinônimo de trajeto cumprido. E foi exatamente faltando isso que a minha corrente travou e tentei evitar o que descobri ser inevitável para quem tem pés clipados e está numa subida: a queda.

Caí mas dessa vez escolhi o lado certo mas com a queda minha calça rasgou e tive que encarar o resto do pedal com metade da bunda de fora. Ainda bem quer era pouco!

O resultados dessas duas semanas: pés calejados e com unhas escuras, bunda e braços com hematomas, menos uma calça para Inglaterra, uns arranhões na bike, mas mesmo assim o saldo é positivo porque as pernas se mostraram capazes de carregar mais do que eu imaginava, estou mais confiante em relação as sapatilhas com clipe, sem falar que meu auto-controle está melhorando e assim consigo resolver melhor os problemas.


Fomos pra rocha a primeira vez há mais ou menos 2 meses atrás,  depois disso  tivemos a oportunidade de irmos mês passado, mas por um desencontro acabamos ficando em Sampa.

Domingo passado fomos  para Salesópolis mais uma vez desafiar a pedra.

Foi um dia de muito aprendizado, a comecar pelo clima.

Foto: Lucas do Nascimento

Encontramos o grupo na Casa de Pedra às 7h30 da manhã, nos dividimoss nos carros disponíveis e partimos. Foram 110km e 2 horas de asfalto e estradas de terra, no caminho muita chuva e garoa, nada de sol.

No carro íamos pensando que provavelmente a escalada não rolaria mas seguimos em frente até chegar na casa da galera da Kaiporah.

Todo mundo pegando as coisas e notava-se no rostos de todos a ansiedade de escalar e o receio de cancelarem a atividade.

Subimos ao pé da rocha, ouvimos uma palstra do Fabio sobre os cuidados e perigos e depois cada um pegou uma via.

O Ben foi logo na segunda mais complicada. O crux (parte mais difícil) ficava bem no comeco da via. Acredito que a pedra úmida aumentava as dificuldades, mas ele ficou lá, não desistiu. Depois de 30 minutos, um joelho ralado e as posntas dos dedos cortada ele passou o crux e depois disso virou um passeio.

Minha vez, eu comecei  por uma via não tão difícil e pra ser sincera só me deparei com uma dificuldade na quinta via, que por um acaso foi essa que o Ben comecou.  Eu fiquei também uma meia hora e nada, eu estava quase desistindo quando o Fabio e o Mineiro resolveram me ajudar.

Eles me ensinaram a subir no “batman”:

A ideia é a mesma do começo desse video, e na verdade apesar de ser considerada uma roubadinha eu gostei muito de ter aprendido. Mesmo assim não consegui mandar a via inteira, porque estava muito encharcado e em aguns trechos formaram poças que não permitiam a aderência dos pês.

Para o Ben  a via mais difícil foi a mias difícil mesmo, uma 5 grau que exigia posições de mãos e muita força das pernas para conseguir passar o crux.

Ele gastou mais uns 40 minutos para passar o crux, passando isso teve que desistir por causa da rocha encharcada e da falta de força nas pernas.

Em um determinado momento as pernas dele tremiam muito, o Fabio comçou a falar que o Ben “recebeu” o Elvis, as pernas dele tremiam tanto que até parecia a dança do rei do Rock.

Ao fim do dia cada um não mandou uma das vias e desceu para a casa com aquela vontade de voltar em breve.

Dicas

Se você quiser experimentar escalada na rocha entre em contato com o pessoal da Kaiporah e converse com eles sobre os próximos passeios. O e-mail deles é kaiporahescalada@gmail.com

Foto: Lucas do Nascimento

Foto: Tatiana Pedra

Foto: Tatiana Pedra

Foto: Tatiana Pedra

Cada dia que iremos pedalar esperaremos mais mudanças, saindo da capital e entrando no interior paulista tudo vai mudar, acredito que o próprio peso que é viver em SP vai ficar para trás e espero que uma hora o único peso sobre as nossas costas seja o da mochila. Também depois de tanto batalhar iremos estar ansiosos para ver a natureza e quanto mais nos afastarmos da capital mais verde esperaremos encontrar.

O caminho de bicicleta vai se dificultar, afinal quanto mais nos aproximarmos do Mato Grosso mais quente e úmido vai ficar. A motivação nessa hora com certeza será o Pantanal, afinal qual gringo não sonha em conhecer esse lugar, então realiza um americano, um “inglês” e uma brasileira alucinada por animais, certeza que ter ele a nossa frente nos dará força para pedalar e fôlego para seguir em frente.

Não acho que essa parte será fácil, até porque esse será só o começo da jornada, e enquanto a empolgação empurra, o corpo talvez ainda não estará acostumado a essa maratona.

Me imagino pedalando nas estradas e olhando para todos os lados em busca de tamanduás, macacos, araras e jacarés… O Ben certamente vai ter muito medo de pisar em cobras (ele tem fobia delas), meu problema será com os insetos. Mas é bom ter esse primeiro desafio perto de casa, assim poderemos nos dedicar a superá-los por aqui e quando estirvermos longe já teremos menos medos à administrar.

Gente se você conhece, mora ou sabe algum lugar que nós devíamos passar deixa um comentário aí, como já disse antes você pode nos ajudar com nosso roteiro. Obrigado pela visita!

CURIOSIDADE

Você sabia que origem do Pantanal é resultado da separação do oceano há milhões de anos. Animais que estão presentes no mar também existem no pantanal, formando o que se pode chamar de mar interior.

Se quiser saber mais dá uma olhada na Wikipedia, muita coisa interessante e curiosa.

Do desastre a descoberta!

Posted: February 2, 2012 by Natália Almeida in Português, Training
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A maioria das pessoas que me conhecem sabem como sou desajeitada. E esse jeito me acompanha desde quando me entendo por gente. Acho que tenho um nível pequeno de dislexia, não comprovada, mas tenho sintomas clássicos como trocar letras ao escrever, nunca ter assimilado o que é direita e esquerda além da completa falta de coordenção pra fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo… Desde criança sofro com isso, nunca consegui andar e beber ao mesmo tempo, ao brincar de pega-pega ou esconde-esconde quando corria tropeçava nos meus próprios pés, sempre derrubava o café com leite de manhã… Era um perigo. Tanto é que quebrei os dentes da frente mais de uma vez… Você deve estar pensando “ Essa menina devia ser muito arteira”, mas não, se perguntar para a minha mãe ela vai falar que o pestinha era o meu irmão Gabriel, o meu problema sempre foi ser desastrada.

Fiquei pensando nisso hoje pedalando na bicicleta, que loucura entrar num projeto louco desses com um histórico como esse, que loucura achar que vou conseguir correr por aí, onde já se viu Eu, Natália, esportista! Me pareceu piada, e até comecei a rir sozinha com meus pensamentos.

Depois de muito pedalar – porque correr na esteira nem pensar – de fazer muita musculação, lá vou eu calçar minhas sapatilhas, vestir minha cadeirinha e enfrentar mais paredões… Fiz uma travessia e apesar de precisar melhorar no posicionamento, consegui terminar, fui pra primeira subida uma via vermelha de nível médio, e subi direitinho, sem pisar na agarra errada e nem esforçar os braços… Depois fui tentar a via azul, um dos níveis mais díficeis da academia, e lá vou eu, fazendo meu ballet na parede. Subi com certa tranquilidade,  o lugar para as mãos e pés certos, o posicionamento, as viradas tudo parecia sair natural. Uma dança, isso que foi.

Ao descer, penso “ É, acho que você não é tão descordenada assim, acho que ainda não tinha achado o esporte que fizesse sentido nessa cabeça…”.

Agora entendo, não vim no mundo com pressa, então aprender a correr pra quê, vim no mundo pra ir alto, pra poder parar e admirar as paisagens… Não tenho que ter pressa, tenho que observar, que me atentar, que concentrar.

Ai, que felicidade poder se encontrar! É o 360 extremes realmente mudando a minha vida, já me fazendo descobrir, e nem precisei sair de SP.

Até mais.

Mudanças e mais mudanças…

Posted: January 27, 2012 by Natália Almeida in Português
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Cada vez que penso nos lugares onde vou passar, conhecer e me aventurar me arrepio toda… Tantas culturas diferentes, tradições, paisagens e animais… Sei que ao partir de São Paulo não estarei mudando de vida por 3 anos mas que tudo o que deixarei não será mais o mesmo quando eu voltar, sei que a Natália de hoje não vai mais existir porque depois de uma experiência dessas a pessoa muda, sei que meu trabalho, minha carreira e tudo que conquistei profissionalmente aqui, quando eu voltar vou ter que recomeçar…

E quase tudo será um recomeço mesmo. Todo mundo sabe que começar as coisas é na maioria das vezes animador mas (RE)começar é meio assustador. Como pode duas letrinhas mudarem completamente o sentido e o que uma palavra te provoca. Serão muitos perrengues e não que eu tenha medo disso, na verdade sempre gostei…

Acredito que são nas dificuldades que crescemos e que como lidamos com nossos problemas é o que nos define. O mais surpreendente é que eu sempre pensei que daqui 2 anos as mudanças começariam mas já começaram, não só minha rotina, que agora encaixa uma maratona de quase 3horas diárias de exercício físico, dedicação a esse site, alimentação mais balanceada, …; mas também a cabeça começou a pensar diferente, as relações foram afetadas.

Hoje quero conversar sobre lugares, viagens, desapego, em como se desacomodar dessa vida tão sem surpresas e nada excitante que a maioria vive… Acabo esperando mais das pessoas do que elas realmente querem ou esperam… Mas também fico me convencendo que cada um escolhe sua aventura, para uns nada mais emocionante do que um dia corrido no trabalho e depois enfrentar o trânsito caótico de São Paulo.

Claro que esse jeito novo de pensar que está aflorando na minha cabeça deve ser até um jeito de se adaptar para o que me espera em 2 anos, porque sair de casa e pensar que só vai voltar daqui 3, hummm, não deve ser fácil!

Expedição

Posted: January 25, 2012 by Natália Almeida in Português
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A Equipe do 360 Extremes vai sair de São Paulo (Brasil) em março de 2014, e começará a sua volta ao mundo, não de um jeito comum, de leste a oeste, mas sim do jeito mais difícil, de norte a sul, atravessando os polos.

A equipe viajará de norte a sul via terra em uma expedição única e ambiciosa. Enfrentará condições climáticas extremas, tipos de terrenos variados e diversos desafios. A viagem irá partir de São Paulo andando pelas montanhas e florestas tropicais, tundras e desertos das Américas; passando pelo Ártico e Polo Norte;  seguindo direção sul viajando pela Sibéria e Mongólia, chegando aos Himalayas e escalando o Everest, para chegar ao hemisfério sul cruzaremos ainda a Austrália, Nova Zelândia e Antártida. Chegaremos de volta a São Paulo três anos após nossa saída, em março de 2017.

Deveremos ser os primeiros:

  • A completar essa viagem fazendo a maior parte por via terrestre;
  • Brasileiros a completar a volta ao mundo cruzando os polos;
  • A completar a travessia atravessando o Polo Norte, Polo Sul e escalando o Monte Everest numa só expedição.

Fazendo isso devemos enfrentar:

  • Mais de 2000km de caminhada ao atravessar os Polos em temperaturas de -30C em pleno verão;
  • Mais de 800km pedalando pelo deserto Gobi;
  • Mais de 3,000km percorridos de bicicleta pelos desertos australianos;
  • 6,900 metros de altura de escalada no Aconcágua nos Andes;
  • 3,350 metros de profundidade no Cotahuasi Canyon no Peru;
  • 1,700 metros de profundidade no Grand Canyon nos Estados Unidos;
  • Florestas tropicais no Leste da Ásia e nas Américas do Sul e Central;
  • Passaremos por estradas no Tibet e na Bolívia, ambas estão entre as mais perigosas do mundo;
  • Nevascas, fissuras no gelo, escaladas no frio e no calor extremo;
  • E diversos outros desafios…

Ao fazer essa viagem planejamos arrecadar dinheiro para duas instituições: uma  com cunho ecológico e outra que dê suporte a pessoas que vivem em situação de pobreza. Esperamos escolher logo.

Acompanhe a nossa jornada aqui no site.