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Casa de Pedra climbing gym, São Paulo

Casa de Pedra climbing gym, São Paulo

Chove lá fora mas para os apaixonados por esporte ou querem aproveitar o dia fazendo algo diferente não precisam usar a chuva de desculpa.

A Casa de Pedra estára aberta hoje e amanhã das 14h às 20H, com diversas vias e tipos de escalada indoor, slackline, boulder e toda uma estrutura para os iniciantes ou crianças.

Se você nunca escalou também pode ir e contar com a ajuda dos instrutores e frequentadores da casa que sempre vão dar dicas e te motivar a alcançar o topo.

Para mais informações entra no site e confira: http://www.escaladaindoor.com.br/planos

Casa de Pedra

Tel. +55 11 3875-1521 / 3873-8178
Rua Venâncio Aires, 31 – Água Branca, CEP 05024-030, São Paulo, SP
(próximo ao Parque Antártica)
Horários: Aberta de segunda a sexta das 16:00 as 23:00hs. Sábados, domingos e feriados das 14:00 as 20:00hs.

Food shopping

Ontem divulguei aqui o passeio oferecido pela Kaiporah esse final de semana, englobando bike e escalada. Já escrevi aqui antes como acredito que esses dois esportes são parceiros e em como vejo cada vez mais ciclistas na Casa de Pedra e mais escaladores se aliando a bike para manter o condicionamento físico em dia.

Por isso hoje vou dar uma dica e falar um pouco da importância de uma alimentação adequeada para quem pratica essas modalidades e quer alcançar um bom desempenho nos treinos.

NewFoodPyramid1Por se tratarem de modalidades onde os treinos são de longa duração e com variados graus de dificuldade, intensidade e serem praticados outdoor as refeições devem ser constituídas em maior proporção por carboidratos e a ingestão de liquidos deve ser constante. Carboidratos de baixo a médio índice glicêmico (ex.:batata doce, granola, biscoito integral, maçã, morango) são as opção mais recomendadas por fornecerem energia de forma gradual, evitando os picos glicêmicos. Os alimentos antioxidantes (ex.: frutas vermelhas, frutas cítricas, verduras escuras, siga o princípio de quanto mais colorido melhor) ajudam na redução de radicais livres.

Na noite anterior a saída para rocha ou pedal deve se evitar alimentos ricos em lipídeos (ex.: molhos, biscoitos recheados, maionese) e proteínas, que são mais difíceis de ser digeridas e podem assim gerar desconforto; fibras por acelerarem o processo intestinal e a cafeína por ser diurética te faz perder liquidos mais rápido e podendo levar até mesmo a desidratação. Os doces e alimentos cheios de açúcar, e que a maioria dos ciclistas tem como queridinhos em suas mochilas e bagageiros fornecem uma energia não efetiva, ela leva o corpo a um pico no indíce glicêmico o que te dá a sensação de energia, mas essa energia dura pouco tempo, o que na maioria das vezes te faz consumir muito mais colorias e açúcar necessário.

Suco de beterraba com laranja antes de pedalar!

Suco de beterraba com laranja antes de pedalar!

Viu se alimentar não é tão fácil quanto você pensa, e perder peso nem sempre é sinônimo de estar fazendo o certo, afinal de contas a perda rápida pode estar relacionada à desidratação e à perda de massa magra, sendo que a busca sempre é pelo aumento de massa magra e não a redução, e isso só é possível com a dieta certa você. Mas dieta certa não é dieta de revista ou a dieta do amigo por que cada pessoa tem seu organismo e seu metabolismo por isso nós do 360 Extremes contamos com a ajuda de uma nutricionista. Com a Dra. Isabella Alencar nós aprendemos a escolher melhor o que comer no dia-a-dia e durante os treinos e com isso ganhamos muito: perda de peso gordo e aumento de peso magro, maior disposição, melhor desempenho em dias longos, recuperação de músculos mais rápida e diminuição de cansaço nas horas seguintes a prática.

Pra quem quer suar a camisa

Posted: April 11, 2013 by Natália Almeida in Climbing, Cycling, Environment
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Olá Galera !!!
Que tal um  final de semana recheado de aventuras, esporte e um pouco do sossego do interior Paulista?
Pra quem curte Escalada, mountain bike e quer sentir a adrenalina subir numa mega tirolessa fica a dica do passeio oferecido pela Kaiporahsaida-Pedrabela-tiro-bike:
Dia 27 e 28/04 – Pedra Bela – SP
ESCALADA EM ROCHA – MOUNTAIN BIKE – MEGA TIROLESA
Sábado – 8h – Mega Tirolesa – 1.9km de distância cortando os vales da cidade …
               14h – Trilha de mountain bike – 35 km com altimetria intermediária em um cenário lindo com acesso a cachoeira (onde pararemos para um lanche).
Domingo – 9h – Escalada em rocha – 6 horas de atividades para totais iniciantes…
Incluso – Hospedagem em pousada com café da manhã.
               Para a trilha de mountain bike, carro de apoio com hidratação e alimentação.
               Lanches e equipamentos para escalada.
               Seguro.
Aos interessados, entre em contato com o pessoal da Kaiporah www.kaiporah.eco.br.

Satisfação total!

Como eu já disse viver na capital paulistana nem sempre é fácil, por isso a busca por lazer e uma vida saudável é interminável e um tanto desafiadora. Pedalar aos finais de semana para a praia ou interior é muito bom, mas para aqueles que tem sede por mais e mais, o jeito é incluir outros esportes. E as vantagens de diversificar as suas atividades esportivas não param só em te dar opções mas também previnem contusões e tendinites. Por exercitar diferentes  músculos com outros  movimentos gera um fortalecimento mais completo. A musculação sempre deixada de lado por aqueles que não buscam ficar bombados é essencial para uma evolução em qualquer esporte além de dar suporte para os ligamentos e articulações. Nós que precisamos estar com o corpo e a mente prontos para qualquer coisa já que esse projeto vai nos levar ao limite, ficamos cada vez mais versáteis e buscando treinos e atividades que nos ajudem. E foi por isso que começamos a escalar. A escalada é uma ótima dica para aqueles que buscam um corpo forte, alongado e maleável. Por trabalhar flexibilidade, resistência e força do corpo todo é um esporte mais que completo, sem falar da melhora na auto-estima, concentração e resistência mental.

Paulista - Va de BikeHoje mais do que nunca percebo como o mundo da bike e da rocha andam cada dia mais perto um do outro. Afinal de contas nada mais gostoso do que cair na estrada em cima da magrela, chegar no meio da natureza em algum cantinho razoavelmente perto da capital e escalar na rocha. Lá de cima ver a vista e pensar que conquistou não só quilômetros mas também “alturas”. Essa proximidade vejo pelos que estão a minha volta, a quantidade de gente indo e voltando da Casa de Pedra de bike aumenta mais e mais, hoje são organizadas pedaladas as quintas e até rola uns pedais longos de final de semana, na CP alunos novos são frutos invertidos, ciclistas que vão lá ver qual é a boa das agarras e paredões. Esse crescimento de ambos dos esporte é animador, e até dá um tanto de orgulho ver o rumo que as pessoas estão pegando. Na Europa o uso de bike e escalada como lazer e meio de se manter em forma já é antigo, e tenho certeza que um dos fatores por grande parte da postura aventureira, da consciência ambiental e da maneira de lidar com coisas ligadas a melhora da qualidade de vida sejam tão enraizadas.

Para pedalar existem diversos grupos no face, em blogs, bicicletaria e bairros da cidade que te ajudam a iniciar a prática já a escalada parece mais distante, por isso hoje vim aqui mostrar que não é tão difícil começar a escalar, muito menos ir atrás de experimentar. Treino de Equilibrio - Slackline

Caso você queira tentar a primeira vez num ginásio com diversos níveis de dificuldades e segmentos do esporte sugerimos a Casa de Pedra que fica pertinho do metro Barra Funda. Além de ser o maior ginásio de escalada esportiva do país com paredes de até 14m de altura e mais de 100 vias de escalada guiada, top rope e boulder você ainda conta com uma estrutura completa de musculação. É possível ir um dia só para conferir ou fazer um plano mensal, dá uma olhadinha no site ou passa lá e conversa na recepção.

Casa de Pedra climbing gym, São Paulo

Casa de Pedra, São Paulo

Para aqueles viciados em esporte na natureza, e não querem nem passar perto de uma academia, indicamos a Kaiporah uma agência de esporte de aventura que nasceu justamente para ajudar ao acesso a esportes como: bike, yoga, trekking e claro escalada. Todo mês são programadas diversas saídas para as rochas no interior que cerca a cidade de São Paulo. As vias normalmente tem de diversos níveis de dificuldade e eles fornecem todo o equipamento de segurança, lanches super saudáveis e instrutores super experientes que vão te ajudar a superar os obstáculos e conquistar o cume.

Esse domingo caso você queira ir conferir vai rolar uma saída para o Guarujá no Morro do Maluf com vias muito boas para iniciantes e intermediários, caso queira saber mais informações dá uma perguntada lá na pagina deles Kaiporah.

Ontem à noite foi um dia fora do comum, em vez de sobe e desce na academia sentamos num Crash Pad, sob nossas cabeças um boulder e escaladores que como nós escolheram ouvir a escalar. O tipo que falava não era alguém famoso, ou conhecido por mim e pelo Ben, mas todos prestavam tamanha atenção que sentimos que ele devia ser importante nesse meio. A maior parte do tempo ele nos explicava os estudo que fez sobre os treinos e efeitos da escalada no corpo, de seus experimentos com seus competidores, e de seus métodos em desenvolver treinamentos. Explicou também como pequenas mudanças de comportamento na parede economizavam energia e com a ajuda de reportagens e artigos baseados em seus estudos foi esclarecendo dúvidas que nem sabíamos que tínhamos. O dono da palavra foi Rômulo Bertuzzi, se você é tão desinformado quanto eu segue um breve currículo: professor e pesquisador da Universidade de São Paulo. No mestrado defendeu uma tese sobre a reestruturação de um modelo matemático proposto no início do século passado. Sua tese de doutorado intitulada Estimativa dos Metabolismos Anaeróbios no Déficit Máximo Acumulado de Oxigênio foi laureada com o prêmio CAPES. Como treinador trabalhou com os escaladores André Berezoski (Bele), Thaís Makino  e Cesar Grosso.

Existem coisas que devem ser básicas para quem é um treinador ou educador físico, mas que para nós pessoas atletas esporádicos e esportistas iniciantes não são conhecidas ou até mesmo um grande ponto de interrogação e por isso aqui vou tentar esclarecer o que me foi esclarecido ontem. Um treino completo deve trabalhar resistência, potência, agilidade e força, incluir trabalhos aeróbicos e anaeróbicos, descansos que devem ser calculados corretamente para não causar uma exaustão ou um lesionamento. Ouvindo tudo isso e lendo agora penso ” Meu Deus, é muita coisa!”, depois que o susto passa você entende que alguns itens se misturam de certa forma. O que é preciso é saber focar cada coisa em seu devido momento, e também não deixar outra de lado. Num ciclo de treino de força não deve se deixar a força sem trabalho porque senão você melhora um e perde o outro. No nosso treinamento ainda temos que incluir a técnica na escalada, no ciclismo, na caminhada e em tudo mais que queremos fazer durante esse projeto.

Hoje é um novo dia mas todas as ideias e as observações apontadas por ele rodam a minha cabeça, e sei que se quero estar pronta preciso conversar sério com o Fábio, tem muitas coisas que sinto falta agora, e que tenho certeza que ele deve estar pensando também. Hoje na Casa de Pedra nos encontraremos pra treinar e pra conversar sobre como trabalharemos daqui pra frente.

Hora de voltar a La Paz, antes temos que descer até o acampamento 1 e arrumar as coisas. Descer foi tão difícil quanto subir, as botas plásticas escorregam em todo lugar e certeza que umas 4 vezes rezei pedindo pra não morrer, mesmo sendo ateia nessas horas recorro a todos. Vou o caminho todo me equilibrando e tentando tomar cuidado, a cada escorregada meu pensamento vai para o Ben e para minha mãe. Morrer não é uma opção, ainda mais assim tão nova, a cada escorregada José brincava que eu queria esquiar sobre a pedras, eu retribuo a risada e falo que esquiar ali é suicídio e que se eu morrer minha mãe me mata. Ele ri muito e diz que nada vai acontecer.

Vou andando super lenta, e as pessoas vao me passando com facilidade. José se irrita com o fato de eu não ter aprendido a usar crampons e as botas direito, e fica tentando me ajudar. Presto atenção a cada conselho e ensinamento dele, mas a velocidade do meu passo não aumenta.

Tudo bem não estamos com pressa, os outros iam descansar, desarmar as barracas, arrumas as mochilas e descer.

Ao chegar no refúgio, estou morrendo de fome, a última coisa que comi foi a meia noite e já são mais de 16h. Sento dentro do refúgio mas estão cozinhando sopa e macarrão, saio procurando um cheiro neutro, encontro José que tenta resolver meu problema com um copo de chá.

Algumas horas depois os outros finalmente chegam, Kirk compra cerveja e resolve comemorar. Tento beber um copo mas fica difícil. Mesmo assim brindo, tiro fotos e me divirto.

Tudo arrumado, todos no carro, hora de partir para La Paz e contar tudo para Augusto.

Obrigada Casa de Pedra!!

À meia noite acordamos e tentamos nos aprontar rápido, mas coisa difícil com a barraca uma zona e tudo perdido no meio de tudo. No atrasamos e corremos para tomar um chá na barraca do Caleb. Chegando lá ele disse que sem pressa, para comermos e nos arrumarmos com calma. Granola com leite para café da manhã, mochila nas costas e embracamos em mais uma longa noite sentido ao cume. As mochilas estavam bem leves e não atrapalhavam, eu segui na frente com José enquanto um segundo time formado por Caleb, Bem e Kirk me seguiam. Eu andava muito de vagar seguindo os ensinamentos de Kirk no dia anterior. José sempre atencioso viagiava meu ritmo e me desacelerava toda vez que me via mais apressada. Como não tive nenhuma introdução no uso de crampons, ele também ia me guiando em qual seria a melhor forma de poupar energia. Caleb atrás sempre vendo tudo o que José me ensinava e se intrometia quando achava que não era necessária essa ou aquela técnica. José preocupado com os outros que vinha atrás pedia a todo momento que passassem a frente e nos deixasse acompanhando atrás, o frio é o pior inimigo na subida e pensar que os outros estão ficando mais tempo expostos. Caleb se negava o tempo todo, dizia que era dois times mas um só grupo.

Essa situação me fazia sentir mal, mais uma vez aquela que atrasa o proceso. Tirar esse pensamento da cabeça foi o foco. Andando devagar e com um ritmo constante, mais ou menos 2 horas depois fome e sede já me maltratavam, parei comi um biscoito bebi muita água e recomecei a caminhada. No escuro fica difícil messurar a distância, a altura e ver a trilha. Cada vez colocava um ponto alto como objetivo e chegando nele tinha ainda mais para se andar. No escuro e no meio de tanta neve você perde a noção de tempo, espaço e tudo parece pesar mais, levar mais tempo e absurdamente mais dificil. Várias pessoas desistem e nos passam voltando, o que comprova a dificuldade do que temos a frente.

José sempre improvisa paradas de descanso para mim, dizendo que é melhor parar para deixar outros montanhistas passar. Uma garrafa de água vazia, e começo a pensar que ainda nem clareou e minhas reservas já estavam acabando. Mais uma preocupação para tirar da cabeça.

A cada minuto percebo como a luta é dura, a sua cabeça tenta racionalizar tudo e sempre chega a conclusão que não faz sentido colocar seu corpo em uma situação tão extrema. Seguir em frente é a minha opção e vou caminhando. O ritmo diminui, a força parece estar secando também. As sensações mudam e você se transforma. Seu corpo começa a se euxarir e tenta chamar a sua atenção a todo momento. Primeiro dor na cabeça que segue crescendo a cada passo. Aviso José, que me pergunta se quero continuar, digo que sim, que a dor não é tão ruim. Sigo em frente, começa a amanhecer e as cores do ceu refletindo na neve são lindas. Uma boa distração. Já passamos da metade do caminho,e a subida parece mais ingreme.

Meu corpo começa a mandar sinais de todos os lugares, dor de cabeça forte, cólicas estomacais e exaustão. Mais uma vez hamo a atenção de José, ele me pede para tentar um pouco mais, pedimos que Caleb e os outros sigam em frente enquanto eu só tento. Seria um absurdo mantê-los atrás sendo que não sei mais se vou conseguir. Antes dou para o Ben minhas barras de chocolate e  nos despedimos, digo que vou continuar tentando, ele só me entende e diz para eu não me matar tentando.

Vejo eles a frente e José me chama para continuar. Vou em frente, tento me distrair mas são tantas coisas no meu corpo que fica difícil. A cólica piora e começo a perceber que o meu caminho só pode ser sentido a um lugar com banheiro. Respiro fundo e com muito pesar aviso a José que para mim já era. Ele ainda tenta me animar, dizendo que estamos a poucas horas, mas as minhas condições são as piores pssíveis, e ele entende que seria um perigo para nos dois continuar.

Voltamos novamente para o acampamento, a volta é mais fácil, gentil e rápida. Vamos conversando e nos distraindo. Algumas horas chego a dormir andando e meu querido guia boliviano pergunta se não quero sentar um pouco. Respondo rindo que se fizer isso provavelmente durmo e não acordo tão cedo. Ele me olha preocupado e diz que melhor continuarmos então. Ao chegar no acampamento me deito e durmo umas boas 3 horas. O meu corpo está exaurido de forças e o fato de não ter nada para comer não ajuda. José vem me checar a cada hora. Quando a tarde chega, ele me avisa que os outros estão chegando que vai me deixar ver o Ben e depois comeamos a descer para o carro antes dos outros.

Começo a arrumar as coisas e ouço Ben falando com outras pessoas do refúgio. Vejo suas pernas pela porta da barrraca e ouço pedir papel e dizendo que precisa muito ir ao banheiro. Ele volta depois feliz e cansado. Conversamos um pouco, Kirk vem e me mostra as fotos do pico, mais uma vez ele tirou sua camiseta.

Dou risada e os aviso que vou descer com José na frente.

Acho que no meu último post não deixei claro uma coisa: o que é um 7a?

Para responder isso eu tenho que voltar lá no começo.

Por aqui vocês puderam acompanhar todas as nossas impressões e evolução nesses 6 meses de escalada. Lembram que de início não existiam níveis ou vias e ao olhar para uma parede qualquer agarra era A agarra. Com o tempo passamos a respeitar as cores e vias o que nos exigia um melhor posicionamento. E assim sozinhos fomos absorvendo maneiras novas de se colocar, e assim saímos do quarto para o quinto grau. Não vou mentir dizendo que essa transição foi um exemplo de superação, porque não foi. Foi o mais simples e instintivo possível. Na época serviu de m

otivação.

O quinto foi um pouco mais desafiador, nos exigia maior concentração e nos deu uma gama de movimentos muito maior. A partir daqui já estávamos contando com a ajuda do Fábio, que nos ajudou a entender movimentos como o flag, gancho, jump… Por que aqui estávamos viciados a virar o corpo o que dificultava a ler e entender a via. Então a evolução do quinto para um quinto sup foi mais suada. Aqui aprendemos que não é porque uma via é de dificuldade maior que então precisamos virar mais. Às vezes a via pede de você uma subida de frente, que nem sempre a subida vai parecer um ballet.

Conquistar um quinto sup sim é uma delícia. Aqui cada via é um desafio, cada via um aprendizado.

Foi numa dessas que eu perdi o controle psicológico e chorei, gritei e chutei a parede como se a culpa fosse dela de eu não ter conseguido chegar ao topo. Com isso aprendi como é importante para o escalador auto-controle. Equilíbrio e consciência são as chaves de uma boa escalada. Equilíbrio para exigir de sí mais sem criar um stress ou uma frutração. Equilíbrio na hora de dar um impulso. Equilíbrio emocional para lidar com as quedas e ainda assim voltar com calma para tentar o movimento novamente. Consciência em cada movimento, consciência de saber a hora de parar. Consciência para entender que você pode descer da via que mais tarde ela vai estar ali te esperando. Essas duas características são treináveis e isso é um trabalho de auto-conhecimento antes de qualquer coisa.

Hoje na Casa de Pedra estamos treinando em vias de sexto grau. E agora mais do que nunca é um desafio mental. Precisamos melhorar nossa visão, estudar a via do chão nunca foi tão essencial, e esse estudo é realmente o nosso ponto fraco. Identificar o crux e saber administrar a força e a energia é o que define a conclusão da via. Sei que vou descobrindo a via enquanto faço, e sei que com isso acabo perdendo a agarra boa na minha cara e optando por um reglete que está lá em cima. Por causa de um move “burro” acabo gastando uma força desnecessária e chego ao crux cansada e exausta. Desisto da via e no chão entendo meu erro.

Eu sempre digo que o gostoso da escalada é ser um esporte de superação pessoal, e a essa altura o nível de inteligência nas escolhas, o nível de força e equilíbrio mental são tão altos que aqui é a hora que você vai saber se você é ou não é da escalada. Porque aqui você tem duas opções ou se frustrar de tal maneira e abandonar a prática ou se encantar ainda mais e querer estudar e treinar mais e mais. Pra mim a dificuldade do sexto ou um sexto sup tornou o desafio ainda mais gostoso.

Agora, a grande pergunta O que é um 7A?

Um 7a pra nós a essa altura é uma prova de que estamos no caminho certo. Nesse nível a via exige de você um domínio de tudo acima.Você precisa ser calmo, escolher cada pé e mão já pensando no próximo move, porque aqui mais do que nunca o movimento não é isolado e a sabedoria em escolher bem é o que vai te ajudar a administrar a energia.

Ao fim apesar de cansado você tem aquele gostinho de quero mais, de ser super herói, de conquistar mesmo um pedacinho de rocha e essa rocha é o melhor lugar do mundo. Ao terminar você senta e observa a paisagem do topo e não consegue pensar em nada, os pés doem sim, mas é uma dor que não incomoda, ela é simplesmente a comprovação de nossa determinação e dedicação.

Esse 7A é muito importante, e pra ser sincera mais importante ainda quando pensamos que fomos os únicos a concluí-lo sem “roubar”, eu ainda me cobro por uma hora ter segurado na costura para ajeitar minhas mãos, mas o Ben foi demais, se mostrou incansável e conquistou cada pedacinho da via sem precisar ser erguido ou se puxar nas costuras.

Às 6h nos levantamos e começamos a arrumar as coisas, enquanto um separa os equipamentos o outro vai fazendo o café da manhã. Refeição essa que deve ser caprichada ainda mais para um dia de muita escalada.  No menu de hoje uma cumbucona de banana e maçã picada com mel e granola, para beber  suco de maracujá e amora.

Saímos de casa às pressas para a Casa de Pedra,  ponto de encontro das saídas da Kaiporah, lá encontramos com conhecidos e outros nem tanto. Galera animada e ansiosa.

Seguimos para Pedra Bela, estamos empolgados em voltar pro lugar do nosso primeiro contato com a rocha. No carro da Letícia (estagiária da Kaiporah) o Ben encosta na janela e dorme praticamente o caminho todo, eu vou papeando com o Leandro e a Letícia coisas de trabalho, de escalada, de vida e tudo mais o que surgisse de assunto.

Chegando na pedra tudo pronto, vias armadas, tenda com água e equipamentos e o Fábio, Mineiro e Adebás nos recebem com avisos, explicações e cuidados. O que mais me deixa segura nessas escaladas é poder contar com eles ali. A escalada é um esporte perigoso mas saber que temos como responsáveis 3 caras que além de experientes são muito cuidadosos nesse quesito deixa todos mais relaxados.

Subimos uma via de terceiro grau, e foi realmente um passeio sem dificuldades. Enquanto o Ben tirava umas fotos eu fiz segurança para quem precisava, aja braço. Depois começamos a treinar a segurança com o reverso. A dinâmica entre fazer a seg com o Gri-Gri e o Reverso muda bastante, e os riscos também. Enquanto no Gri-Gri você pode soltar a corda que o equipamento trava automáticamente com o reverso soltar a corda da mão direita é sinônimo de corda solta e de escalador sem segurança alguma.  Escalada é um esporte que exige atenção então o medo de perder a corda não me passa pela cabeça ainda mais quando se pesquisa as vantagens e diferenças entre os dois métodos de segurança (o reverso é um freio tubo com funções de freio dinâmico, o que absorve melhor o impacto na hora da queda permitindo correr um pouco de corda já o Gri-Gri é um freio estático então não permite que a corda corra na queda o que pode ser perigoso em quedas longas).

Com a atenção do Mineiro começamos a experiência de subir e descer no reverso. Fomos muito bem para ser sincera. E assim foram 3 vias de terceiro grau, uma de quarto superior e uma que no começo não tinha nível porque o Adebás não queria assustar. O Ben foi o primeiro a encarar, reclama daqui reclama de lá, tenta por um pé aqui outro lá e aos poucos ele vai conquistando cada agarra e cristalzinho. Passou o crux que ficava logos nos primeiros  movimentos e depois passeou até o fim da via. Lá de cima parou e observou um pouco a bela vista. Desceu e lá fui eu tentar subir. A essa altura já estávamos todos assustados ao saber que a via sem nível na verdade era um 7a. Demorei um pouco para encontrar os pés bons e quando achei me apoiei  e me equilibrei o problema foi me ajeitar no quarto move. Escorreguei, recomecei, troquei de pé, tentei melhorar as mãos… Suei para conseguir passar e só passei porque uma hora segurei na costura para poder ajeitar as mãos.  Com o sol na cara e a certeza de já ter passado o pior fui dominando e subindo até o fim. Lá em cima tirei a sapatilha, sentei, massageando meus pés contemplei cada pedacinho verde daquela paisagem.

Para finalizar um quinto grau em que da primeira vez ficamos mais de meia hora cada um para conseguir. Hoje nem parecia a mesma rocha de tão rápido e despreocupados que fizemos.

O bom de voltar as mesmas vias na rocha é poder conferir a nossa evolução e perceber a importância dos treinos indoors.

Agora é só se preparar para um mês sem rocha e escalada na Casa de Pedra mas de muita novidade no montanhismo no gelo na Bolívia.

Depois de conversarmos sobre o 360 Extremes com Alê Silva – dono da Casa de Pedra e escalador experiente – e Janaína que trabalha com ele, temos o prazer de anunciar que eles concordaram em ser nossos patrocinadores nessa jornada.

Hoje é um dia muito importante para o 360 Extremes, afinal de contas não é fácil fechar uma parceria e não poderíamos ter tido mais sorte. Porque agora temos ao nosso lado uma das marcas de esporte de aventura mais fortes do Brasil, contamos com a estrutura da maior Academia de escalada de São Paulo, e com a estrutura das 2 lojas Casa de Pedra na hora de encontrarmos equipamentos. Sem contar com a relação que já temos com eles. Eu diria que demos o botão “start” nessa expedição no dia que pisamos na CP, foi lá que demos os nossos primeiro passos na escalada, conhecemos o Fábio nosso treinador, tivemos a oportunidade de colocar a mão na rocha de verdade, etc. E agora ter o suporte deles é algo que deixa tudo mais especial.

Nesse momento de mudança e crescimento do 360 Extremes nos aliamos a CP que passa por um momento parecido. Até o fim do ano eles irão inaugurar uma Mega Store na região do bairro Cidade Jardim, onde será possível encontrar as melhores marcas de itens de esporte como: escalada (é claro), trekking, cycling, montanhismo, para quem gosta de acampar ou fazer viagens de mochilão.

Conto que essa seja a primeiras de muitas agarras e vias de sucesso que iremos conquistar.

Boa sorte Casa de Pedra!

Obrigado Alê Silva e Janaína por acreditarem tanto quanto a gente nesse projeto. É ótimo poder contar com vocês!


Fomos pra rocha a primeira vez há mais ou menos 2 meses atrás,  depois disso  tivemos a oportunidade de irmos mês passado, mas por um desencontro acabamos ficando em Sampa.

Domingo passado fomos  para Salesópolis mais uma vez desafiar a pedra.

Foi um dia de muito aprendizado, a comecar pelo clima.

Foto: Lucas do Nascimento

Encontramos o grupo na Casa de Pedra às 7h30 da manhã, nos dividimoss nos carros disponíveis e partimos. Foram 110km e 2 horas de asfalto e estradas de terra, no caminho muita chuva e garoa, nada de sol.

No carro íamos pensando que provavelmente a escalada não rolaria mas seguimos em frente até chegar na casa da galera da Kaiporah.

Todo mundo pegando as coisas e notava-se no rostos de todos a ansiedade de escalar e o receio de cancelarem a atividade.

Subimos ao pé da rocha, ouvimos uma palstra do Fabio sobre os cuidados e perigos e depois cada um pegou uma via.

O Ben foi logo na segunda mais complicada. O crux (parte mais difícil) ficava bem no comeco da via. Acredito que a pedra úmida aumentava as dificuldades, mas ele ficou lá, não desistiu. Depois de 30 minutos, um joelho ralado e as posntas dos dedos cortada ele passou o crux e depois disso virou um passeio.

Minha vez, eu comecei  por uma via não tão difícil e pra ser sincera só me deparei com uma dificuldade na quinta via, que por um acaso foi essa que o Ben comecou.  Eu fiquei também uma meia hora e nada, eu estava quase desistindo quando o Fabio e o Mineiro resolveram me ajudar.

Eles me ensinaram a subir no “batman”:

A ideia é a mesma do começo desse video, e na verdade apesar de ser considerada uma roubadinha eu gostei muito de ter aprendido. Mesmo assim não consegui mandar a via inteira, porque estava muito encharcado e em aguns trechos formaram poças que não permitiam a aderência dos pês.

Para o Ben  a via mais difícil foi a mias difícil mesmo, uma 5 grau que exigia posições de mãos e muita força das pernas para conseguir passar o crux.

Ele gastou mais uns 40 minutos para passar o crux, passando isso teve que desistir por causa da rocha encharcada e da falta de força nas pernas.

Em um determinado momento as pernas dele tremiam muito, o Fabio comçou a falar que o Ben “recebeu” o Elvis, as pernas dele tremiam tanto que até parecia a dança do rei do Rock.

Ao fim do dia cada um não mandou uma das vias e desceu para a casa com aquela vontade de voltar em breve.

Dicas

Se você quiser experimentar escalada na rocha entre em contato com o pessoal da Kaiporah e converse com eles sobre os próximos passeios. O e-mail deles é kaiporahescalada@gmail.com

Foto: Lucas do Nascimento

Foto: Tatiana Pedra

Foto: Tatiana Pedra

Foto: Tatiana Pedra

Tem dias e dias…

Posted: April 18, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Training, Uncategorized
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Desde o dia que começamos a treinar com o Fábio ouvimos várias lições que ele não cansa de repetir a mais comum seria “ …Na escalada tem dias e dias. Em uns você vai chegar cansado e desanimado e ao pegar na agarra tudo isso vai embora e você vai mandar a via super bem, em outros vai chegar na academia super motivado e vai acabar indo embora frustrado por não conseguir mandar nada…”

Sexta-feira foi o dia de sentir na pele isso e eu diria que foi exatamente isso. Enquanto o Ben chegou exausto do trabalho, eu estava super empolgada para fazer o treino, em compensação não mandei nada e o Ben fez tudo com muita facilidade.

Lendo assim deve parecer fácil, afinal de contas ouvimos várias vezes do Fábio que isso aconteceria mas não, tem coisas que não adianta você ouvir para a cabeça assimilar.

Depois de 3 tentativas frustradas de subir vias que eu até tenho dificuldades mas faço a cabeça já estava pesada de tanto tentar entender o que estava acontecendo. Na metade da quarta via travei de novo, e por mais que eu estivesse tentando controlar a frustração eu não conseguia. Fechava meus olhos, respirava fundo e voltava a tentar e a cada segundo que passava as agarras pareciam se afastar e os movimentos mais impossíveis. Aí a frustração ganhou, não conseguia compreender como essa via podia hoje me exigir mais do que em outros dias. Não fazia sentido algum. Fechava os olhos e tentava me concentrar, mas minha cabeça parecia ter um ponto de interrogação gigante que não me deixava acalmar, visualizar, pensar direito… De repente olho em volta e me vejo nesse ginásio gigante, vejo a escaladora da via ao lado me dando dicas e a força já nem existe, nem força muscular nem mental. Minha vontade era de gritar, chutar a parede, arrancar a agarra da parede e jogar longe… Nada disso era possível, por isso acredito que a reação foi o choro. Um choro bravo, pra dentro, de raiva mesmo. Raiva de mim mesmo, raiva de falhar, raiva de não entender e raiva de desistir.

Chegar ao chão nesse estado não foi nada bom, acabei assustando o Ben e o Fábio que entendiam menos ainda o que havia acontecido. Ambos me perguntam se estava tudo bem, e o medo de eu ter me lesionado estava claro no rosto deles.

Falei que chorava de raiva e que estava frustrada.

O Fábio já me lembra que na escalada é assim mesmo, tem dias e dias.

Mas o que eu queria que ele entendesse naquela hora era que a dor desse desgaste psicológico era maior que de qualquer torção.

Enquanto o Ben fazia a sua via, o Fábio me acalmava, tentava entender, tentava me consolar… Para ser sincera acho que eu e ele ainda seguimos tentando entender.

Nos meus dias de treino  acredito ter sido sempre calma e de certa forma racional. Nunca fui de me abalar por conseguir ou não isso ou aquilo. Sempre tentei conseguir enxergar onde posso melhorar e tentar ver os pontos fracos da minha escalada. Na sexta não foi assim, mas agora sei mais um ponto que preciso trabalhar e esse eu sei que vai ser mais difícil de trabalhar do que a falta de confiança na perna dobrada ou em acreditar que alcanço a agarra se esticar bem o corpo… Hoje tento ver que acontecer isso agora foi bom e importante para o que nos espera na Bolívia e em todas as vezes que formos para rocha. Então é isso força na cabeça, confiança, sabedoria e paciência para lidar com as dificuldades.

Boulder: medo só de olhar

Posted: April 9, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Português, Training
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Ao subir no salão de escalada da Casa de Pedra não tem como não parar e observar um pouco a galera que fica horas naquela parede baixa e cheia de negativas. Apesar de ser baixa as pessoas que praticam estão todas sérias analisando bem onde por os pés e as mãos antes mesmo de começar. Elas ficam ali sentadas olhando as agarras, reconhecendo o caminho, entendendo os moves…

Sem ao menos  tentar eu já percebia que exigia um nível técnico que ainda não temos.

Passaram-se dias, semanas até vir a primeira tentativa, e ela rolou graças ao Fábio, que colocou eu e o Ben na parede. As minhas conclusões estavam certas, o negócio é difícil mesmo, tentamos diversas vezes e depois de muito tentar, pra variar, o Ben consegue. Depois desse dia e de escalar vias de 6 grau sem muita dificuldade, ainda me pegava olhando intrigada para aquele setor. Daí resolvi correr atrás de informções para enteder melhor, afinal de contas se meu cérebro não consegue entender o que vê, significa que eu tenho que colher mais informções pra ele assimilar. Depois de muito ler, percebo que o boulder é uma mistura de ideias opostas. Exemplo: pensamos sempre que quanto mais alto mais difícil, quanto menos segurança mais seguro… Por isso achei importante explicar nesse post o que é o Boulder pra vocês.

O boulder é a modalidade de escalada em rocha que não exige uso de equipamento de segurança como mosquetões e cadeirinha. Normalmente são em rochas que não ultrapassam a 6 metros de altura. Falando assim você deve pensar que é fácil, mas não, os movimentos para finalizar o boulder são geralmente de extrema dificuldade técnica e exigem muita força. Acho que até por isso nessa modalidade não se fala em via e sim problema de boulder.

Outro ponto que nessa modallidade engana, é que a galera olha e só porque não é necessário equipamentos normais de segurança acham que não há riscos, doce ilusão. Se não forem tomados os devidos cuidados existe a grande chance de uma torção de tornozelo ou até mesmo uma lesão pior. Para o boulder  é necessário – além de sapatilhas e magnésio – um Crash Pad e um segurança de corpo. Esse segurança de corpo seria um parceiro que tem que observar o escalador e dar um suporte na coluna na hora da queda para este cair de forma equilibrada em cima do crash pad.

Segue um vídeo:


Meu primeiro contato com a Slackline foi numa reportagem e achei bem legal, as pessoas pareciam se divertir bastante com a nova onda carioca. Ao chegar na Casa de Pedra e ver a fita armada não resisti e fui tentar. É, mas o que eu não imaginava era que antes da diversão viria a superação. Pra ser sincera ainda estou tentando me superar. Eu tento, tento, tento, tento e tento e a evolução é zero. O Ben já está começando a se divertir, já atravessou a fita de ponta a ponta algumas vezes mas ainda não arriscou nenhuma manobra, mas do jeito que ele evolui isso não deve demorar. Se eu conseguir andar 3 passos até o meio do ano já fico feliz. 

Pra quem não conhece muito o esporte vou tentar explicar brevemente, a prática consiste em se equilibrar sobre uma fita de nylon estreita e flexível e surgiu na década de 80 no Vale Yosemite porque os escaladores para montar vias tinham que acampar por dias e esticavam as fitas de escaladas para se equilibrar e caminhar.

É um esporte que pode ser praticado por pessoas de qualquer idade e os benefícios são diversos como a melhora do equilíbrio, da concentração, dos reflexos, da consciência corporal, coordenação, entre outros. Hoje é usado nos treinos de muitos escaladores, surfistas e skatistas porque os movimentos e músculos exigidos são muito parecidos.

Você pode ver abaixo que com prática e criatividade muita coisa é possível!

Eu sei, eu sei estou devendo o vídeo da trilha, mas prometo que até domingo está no ar. Mas vocês tem que entender que a rotina é corrida e apertada. 

Todos os dias acordamos cedo, enquanto um toma banho o outro prepara o café da manhã caprichado com um suco diferente a cada dia, sanduíche de rucula e mostarda ou tapioca com manteiga, e uma fruta com granola e mel… Sem dizer que tem dias que nos inspiramos e sai umas panqueca!

Depois cada qual pro seu trabalho, eu saio da produtora umas 18h,e ultimamente tenho ido andando ou pegado carona até perto da Casa de Pedra, aí vocês já sabem sobe sobe, desce desce, escala aqui e atravessa lá, acabamos saindo da academia às 23h, pegamos o ónibus e caminho de casa, as vezes passamos no mercado pra comprar coisas que faltam, chegando em casa é fazer a jantinha leve, conversar sore o projeto e escrever o post do dia seguinte.

Resumindo a nossa vida: dormimos +/- 7 horas, trabalhamos 9h, malhamos 4h, e o resto do tempo é no trânsito ou comendo. Logo, tempo pra editar chegando em casa anda raro, mas esse sábado dou um jeito nisso.

Hoje na academia foi um dia daqueles, Yoga uma torturirinha básica pra variar, no fim da aula eu sempre acho que o Ben vai me falar que não quer mais, mas por mais ridículo que ele ache ele não desiste. Além da Yoga  treinamento com o Fábio, e hoje dividimos a aula com a Rita – uma aluna da Casa de Pedra.

Escalamos e desescalamos o que mais uma vez se mostrou um bom treinamento, o Ben melhorou muito, dessa vez ele acabava as vias mas ainda parecia com energia pra fazer mais coisa, fizemos uma travessia fácil, mas tínhamos que ficar 5 segundos em cada posição de braço e encontrar posições de descanso e depois fizemos um jogo de memória de posições, cada um fazia 3 exercício mais os próximos 3 que a pessoa anterior tinha feito. Achei muito divertido e bom pra nos fazer pensar um pouco na parede e melhorar posicionamento de pés e mãos. 

Amanhã tem mais escalada, mas a novidade da semana e o motivador é nossa segunda saída pra rocha, será domingo, iremos pra Salesópolis. E dizem que o lugar é bem bonito com uma represa em frente a pedra. 

Não vejo a hora de chegar domingo!!