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A primeira rocha você nunca esquece em Pedra Bela, SP

Aproveitando o tema tempo do post passado, hoje queria falar na velocidade que as coisas acontecem e em como a vida parece a cada dia estar pisando mais forte no acelerador.

Eu me dei conta disso na segunda (17-09), eu e o Ben completamos 1 ano de casamento e nesse 1 ano nossa vida realmente mudou. Não pelo casamento eu digo isso. Acho que essa foi a menor das mudanças, a não ser pelos presentes que ganhamos. Mas  digo porque a mais ou menos 365 dias atrás toda essa ideia do 360 extremes começou a surgir.

Digo que o tempo passou rápido mas não que foi rápido demais, não mesmo. Olhando para atrás vejo o quanto fiz, aprendi, vi e criei nesse tempo. E olhando para frente meus olhos se enchem de lágrimas com tantas possibilidades e coisas que me aguardam. Eu encho a boca pra dizer que eu sim tenho um Mundo de possibilidades a frente. E repito que isso me emociona sim.

Tantos sonhos e conquistas que duas palavras fizeram entrar na minha vida, um mundo que há um ano atrás se o Ben não tivesse dado assas a sua imaginação ou se eu as tivesse cortado não existiriam hoje.

Depois da rocha hora de ver o pôr do sol em Salesópolis, SPHoje vejo que essas duas palavrinha (360 Extremes) nasceram de uma vontade latente em nossos corações e pensamentos. Uma vontade simples e um tanto primitiva, algo que talvez esteja presente em você ou que pelo menos você reconheça da sua época de criança. A vontade de sonhar e acreditar. Acreditar que as aventuras realmente acontecem fora dos filmes, que o mundo sim é nosso quintal e que tudo é possível se você realmente quiser.

Nesse tempo conheci um mundo novo, esse meu mundo de hoje que me encanta a cada dia e que me ensina. Treinos intensos que me introduziram a escalada, a pedalada, ao trekking. Que me levou a montanhas frias, altas e de uma beleza inimaginável; a estradas com curvas, a beira de rios e que aproveitei e suei cada quilômetro e que ao chegar onde queria me senti realizada de enxergar que sobre duas rodas cheguei inteira onde eu quis; ralei a mão, cunhei calos e levei minha cabeça a uma pressão em rochas porosas, abrasivas e de baixo de um sol escaldante tudo isso por um cume.

Conquistando um cume em Pedra Bela, SP

Aprendi tanto sobre mim, sobre meu corpo, sobre minha mente. Vi que sou fruto das atividades que incluo ou excluo do meu dia, sou feita do que como e sim  meu corpo é 70% composto de água e por isso hoje bebo bastante água para não viver uma vida desidratada.  Sou menos ansiosa e mais calma, o sorriso que sempre foi presente no meu rosto hoje se faz impossível de se desfazer, o estresse não me acomete e dos meus finais de semanas antigos só sinto falta da presença de meus amigos e familiares. A vida hoje é corrida sim, muito trabalho na semana e pedaladas longas nos finais de semana. Achar um tempo para as pessoas que amo é complicado, mas hoje sei que todos que me acompanham sentem falta assim como eu, mas me apoiam e me admiram.Conhecendo um Glaciar em Jasper, Canadá

Admiram uma coragem que levei tempo em crer e enxergar, mas que hoje depois de todo esse tempo vejo. Treinar, se comprometer e viver algo que está te levando a largar toda uma vida aqui em busca de um sonho que deve durar mais de 3 anos exige coragem, a incerteza a frente dá medo às vezes, mas o medo não consegue tirar da minha cabeça o querer de viver isso até o fim.

Mesmo o fim sendo o começo ( São Paulo – São Paulo), mas anos depois a cidade que eu devo deixar não será a mesma que eu encontrarei e essa ideia só torna tudo ainda mais interessante.

Sonhos existem e acreditar neles é o primeiro passo para que eles aconteçam, fica a dica.

Boulder: medo só de olhar

Posted: April 9, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Português, Training
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Ao subir no salão de escalada da Casa de Pedra não tem como não parar e observar um pouco a galera que fica horas naquela parede baixa e cheia de negativas. Apesar de ser baixa as pessoas que praticam estão todas sérias analisando bem onde por os pés e as mãos antes mesmo de começar. Elas ficam ali sentadas olhando as agarras, reconhecendo o caminho, entendendo os moves…

Sem ao menos  tentar eu já percebia que exigia um nível técnico que ainda não temos.

Passaram-se dias, semanas até vir a primeira tentativa, e ela rolou graças ao Fábio, que colocou eu e o Ben na parede. As minhas conclusões estavam certas, o negócio é difícil mesmo, tentamos diversas vezes e depois de muito tentar, pra variar, o Ben consegue. Depois desse dia e de escalar vias de 6 grau sem muita dificuldade, ainda me pegava olhando intrigada para aquele setor. Daí resolvi correr atrás de informções para enteder melhor, afinal de contas se meu cérebro não consegue entender o que vê, significa que eu tenho que colher mais informções pra ele assimilar. Depois de muito ler, percebo que o boulder é uma mistura de ideias opostas. Exemplo: pensamos sempre que quanto mais alto mais difícil, quanto menos segurança mais seguro… Por isso achei importante explicar nesse post o que é o Boulder pra vocês.

O boulder é a modalidade de escalada em rocha que não exige uso de equipamento de segurança como mosquetões e cadeirinha. Normalmente são em rochas que não ultrapassam a 6 metros de altura. Falando assim você deve pensar que é fácil, mas não, os movimentos para finalizar o boulder são geralmente de extrema dificuldade técnica e exigem muita força. Acho que até por isso nessa modalidade não se fala em via e sim problema de boulder.

Outro ponto que nessa modallidade engana, é que a galera olha e só porque não é necessário equipamentos normais de segurança acham que não há riscos, doce ilusão. Se não forem tomados os devidos cuidados existe a grande chance de uma torção de tornozelo ou até mesmo uma lesão pior. Para o boulder  é necessário – além de sapatilhas e magnésio – um Crash Pad e um segurança de corpo. Esse segurança de corpo seria um parceiro que tem que observar o escalador e dar um suporte na coluna na hora da queda para este cair de forma equilibrada em cima do crash pad.

Segue um vídeo: