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Down from the mountainClimbing down the knife-edge ridge from the summit of Huayna Potosi, just over 6,000m above sea level. With a 1,000m  drop on one side and 500m on the other, it’s slightly scary for anyone with a bit of vertigo..!

 

Huayna Potosi, with its summit under cloud - quite daunting!

Huayna Potosi, with its summit under cloud – quite daunting!

It has been almost a year since our first major training project, mountaineering in Bolivia, and I am very definitely missing it all and would love to go back. I don’t know what it is exactly – I must confess that I did not enjoy every minute of it; I got pretty sick for a couple of days; I must have lost a good few kilograms of weight going up those mountains; the fear of heights and looking down those steep steep drops… those 1,500metre falls just inches to one side, and those 500metre drops just inches away on my other side… nope, those knife-edge ridges were not nice! Mountaineering certainly leads to a lot of suffering if you ask me, especially when you are adapting for the first time to the high altitudes; your body just isn’t used to it and doesn’t know what to expect. Looking back at the video when I got sick and remembering back, and the change in my own physical state from good and enthusiastic, to vomiting and other nasty things, is too alarming to think about; literally in an hour or so!!

But I miss it, and I look at the photos and videos – even the one when I got sick – and the good memories of it all easily outweigh the difficult parts.

Why..??!

I guess all the moments which were hard were all balanced by the exhilaration of the challenge; really going for a goal that I had never done before but had wanted to do, and in facing some of my worst fears; going against the exhaustion with the altitude and the fatigue that the lack of oxygen causes in the body; managing to get to the summit and (more importantly!) back again… definitely amazing feelings. Seeing the tents of base camp, after 15 hours of climbing from midnight, just as the weather closes in… a superb sense of accomplishment. So I really do want to go back.

When will we be able to? Good question. I thought about it for this June, but we really do need to train for the kites, so we are going to Fortaleza for training with that for a week or so. Then we will have to keep working to keep income in for paying for this whole project; a month or so training up in northern Canada in February next year… meaning that may be possible next June or July – this would be the last chance before heading on the actual journey… so here’s hoping.

La Paz é uma cidade bagunçada e um tanto caóticas, carros vem e vão a todo instante e respeito ao pedestre é algo que eles realmente não aprenderam na auto-escola. Uma briga de carros e pessoas que vão e volta sem parar no meio da fumaça e da poeira. O barulho de buzinas gastas, motores velhos, carburadores furados e de pessoas falando são a trilha que embala sua estada pelo centro. Para chegar a Calle Illampu, onde fica nosso hotel, passamos por diversos mercados de ruas e barracas vendendo das coisas mais comuns ao mais bizarro. Mesmo com todo esse caos a me esperar não tem como não sentir aliviado em poder descansar. Ouvir a palavra La Paz soa como calmaria, descanso, noites bem dormidas, banheiros limpos, comida quente e variada, acesso a internet e todo o luxo que estamos privados no acampamento. Não que eu não goste de acampar, aqui na Bolívia tem sido uma experiência de dois lados, boas conversas, caminhadas, lindas paisagens mas de outro muita dor de estômago, uma doença que não para e pouca comida. Me anima sempre a cada novo acampamento que vamos, mas a frustração de ainda não ter conseguido um pico me persegue e invade meus pensamentos a toda hora. Tenho consciência que não tenho controle sobre esse mal que anda me afetando e que me enfraquece a cada retorno. A vinda para La Paz me enche de esperança, vir a capital é sempre sinônimo de fim de uma etapa mas também de recomeço. É daqui que começamos e é aqui que terminamos, logo mais uma chance de recuperação antes do Illimani.

A noite saímos para comer no Café Banais, ver o Augusto melhor foi bom, pena que daqui para frente não teríamos mais a sua companhia ou a de Kirk, eles fecharam o pacote de 14 dias que se encerrava essa noite. No dia seguinte partiriam para o Uyuni numa viagem de 3 dias conhecendo o salar, as grutas e as lagoas com flamingos.

Volto para o hotel e não ter nenhuma dor de estômago só me deixa mais animada. Vamos dormir que amanhã é dia de passear e levar os nossos 2 parceiros para conhecer a porte cult da cidade, do outro lado da avenida Perez Velasco tem uma infinidade museus, catedrais e galerias. O destino na verdade era a Calle Jaen a mais antiga da cidade.

Acordamos atrasados para o café da manhã mas mesmo assim conseguimos chegar a tempo. O dia foi cheio como imaginamos e o passeio agradável. Entramos no museu de intrumentos musicais e nos divertimos muito, por 5 bolivianos você pode conhecer um pouco da cultura musical local e tocar muitos dos instrumentos expostos. Depois fomos a um café que fica no fim da rua, onde comemos sanduíches e bebemos capuccino. O Ben e o Augusto provaram Chocococo, que é um chocolate quente com leite condensado, mais gostoso do que imaginei. 

Depois de muito passeio hora de voltar ao hotel e arrumarmos as malas seja pra ir para o Illimani ou para o Uyuni. Uma despedida breve e a certeza do reencontro quando voltarmos da montanha.

Arrumar a mala parece cada dia mais simples, e dessa vez fica fácil saber escolher o que fica no hotel e o que levamos. A noite chega e junto a fome, ligamos para Caleb e vamos ao Lunas, um restaurante bem perto do hotel. Lá conversamos sobre o que nos espera em Illimani e comemos uma lasanha vegetariana. Voltamos para o hotel e combinamos de sair amanhã às 9am.

Agradecimento a Augusto por suas fotos aqui nesse post.

Hora de voltar a La Paz, antes temos que descer até o acampamento 1 e arrumar as coisas. Descer foi tão difícil quanto subir, as botas plásticas escorregam em todo lugar e certeza que umas 4 vezes rezei pedindo pra não morrer, mesmo sendo ateia nessas horas recorro a todos. Vou o caminho todo me equilibrando e tentando tomar cuidado, a cada escorregada meu pensamento vai para o Ben e para minha mãe. Morrer não é uma opção, ainda mais assim tão nova, a cada escorregada José brincava que eu queria esquiar sobre a pedras, eu retribuo a risada e falo que esquiar ali é suicídio e que se eu morrer minha mãe me mata. Ele ri muito e diz que nada vai acontecer.

Vou andando super lenta, e as pessoas vao me passando com facilidade. José se irrita com o fato de eu não ter aprendido a usar crampons e as botas direito, e fica tentando me ajudar. Presto atenção a cada conselho e ensinamento dele, mas a velocidade do meu passo não aumenta.

Tudo bem não estamos com pressa, os outros iam descansar, desarmar as barracas, arrumas as mochilas e descer.

Ao chegar no refúgio, estou morrendo de fome, a última coisa que comi foi a meia noite e já são mais de 16h. Sento dentro do refúgio mas estão cozinhando sopa e macarrão, saio procurando um cheiro neutro, encontro José que tenta resolver meu problema com um copo de chá.

Algumas horas depois os outros finalmente chegam, Kirk compra cerveja e resolve comemorar. Tento beber um copo mas fica difícil. Mesmo assim brindo, tiro fotos e me divirto.

Tudo arrumado, todos no carro, hora de partir para La Paz e contar tudo para Augusto.

The views from the summit of Huayna Potosi were spectacular. We could see the Condoriri mountains with Pequeño Alpamayo; Illimani  was clear behind La Paz… lake Titicaca; Mount Sajama in the distance. It truly felt like we were on the roof of the world. There was a group of five other climbers who shared the summit with us for ten minutes or so, but when the left, it was just myself, Kirk and Caleb. There was not even any wind so there was a blissful silence as we looked over Bolivia. Incredible.

We had a couple of chocolate bars each (these had become our staple energy diets when going up the mountains. Apparently we were easily spending about 5,000 calories each in the course of the ascents); took a few photographs, and packed up to leave. Descending didn’t take too long with the exception of the knife-edge ridge from the summit. Going down was even harder for me than going up, though maybe I was not quite so breathless with each step. I guess in going down, as with Pequeño Alpamayo, we are forced to look at the consequences of any fall… down, and a long way down at that. The wall of ice to our left was a great help as I was able to plunge my ice axe into that every couple of steps and it was nice to have that extra security, but the fully exposed part towards the end, with no ice walls for protection, was again terrifying, but Kirk and Caleb coaxed me along and I was able to maintain my balance. As you can imagine, I was extremely pleased to get to the end of that part.

And yes, straightforward after that – the trail through the ice and snow was quite clear; all the main crevasses were clear either side of this path and no new crevasses opened up beneath our feet, so it was all good. Back to high camp and it was nice to see Natalia and José again, though they were leaving earlier to go down to base camp. We had chance to have a quick nap and some noodle soup before we had to pack our things up to go down. It was heavy work. Going down the perilously slippery rock-ice path with full back packs was tough (no porters); we needed crampons for parts because the snow was quite deep and going down in inflexible plastic mountain boots made it even harder. Then after that, the path just seemed to go on forever until we saw the buildings of the refuge. We saw a group of people on the glacier leading up to the mountain and they were coming down – they soon passed us and apparently this was training that they were doing in preparation for an ascent. José commented to Natalia that in general in Bolivia, inexperienced groups would do this type of training – and it would have been nice if we could have spent time doing it… but ah well, we had managed it anyway.

So back to the refuge; Kirk got us all a beer which was great, then the two hour drive to La Paz, a day’s rest and then, if things went according to plan, to Illimani.

Obrigada Casa de Pedra!!

À meia noite acordamos e tentamos nos aprontar rápido, mas coisa difícil com a barraca uma zona e tudo perdido no meio de tudo. No atrasamos e corremos para tomar um chá na barraca do Caleb. Chegando lá ele disse que sem pressa, para comermos e nos arrumarmos com calma. Granola com leite para café da manhã, mochila nas costas e embracamos em mais uma longa noite sentido ao cume. As mochilas estavam bem leves e não atrapalhavam, eu segui na frente com José enquanto um segundo time formado por Caleb, Bem e Kirk me seguiam. Eu andava muito de vagar seguindo os ensinamentos de Kirk no dia anterior. José sempre atencioso viagiava meu ritmo e me desacelerava toda vez que me via mais apressada. Como não tive nenhuma introdução no uso de crampons, ele também ia me guiando em qual seria a melhor forma de poupar energia. Caleb atrás sempre vendo tudo o que José me ensinava e se intrometia quando achava que não era necessária essa ou aquela técnica. José preocupado com os outros que vinha atrás pedia a todo momento que passassem a frente e nos deixasse acompanhando atrás, o frio é o pior inimigo na subida e pensar que os outros estão ficando mais tempo expostos. Caleb se negava o tempo todo, dizia que era dois times mas um só grupo.

Essa situação me fazia sentir mal, mais uma vez aquela que atrasa o proceso. Tirar esse pensamento da cabeça foi o foco. Andando devagar e com um ritmo constante, mais ou menos 2 horas depois fome e sede já me maltratavam, parei comi um biscoito bebi muita água e recomecei a caminhada. No escuro fica difícil messurar a distância, a altura e ver a trilha. Cada vez colocava um ponto alto como objetivo e chegando nele tinha ainda mais para se andar. No escuro e no meio de tanta neve você perde a noção de tempo, espaço e tudo parece pesar mais, levar mais tempo e absurdamente mais dificil. Várias pessoas desistem e nos passam voltando, o que comprova a dificuldade do que temos a frente.

José sempre improvisa paradas de descanso para mim, dizendo que é melhor parar para deixar outros montanhistas passar. Uma garrafa de água vazia, e começo a pensar que ainda nem clareou e minhas reservas já estavam acabando. Mais uma preocupação para tirar da cabeça.

A cada minuto percebo como a luta é dura, a sua cabeça tenta racionalizar tudo e sempre chega a conclusão que não faz sentido colocar seu corpo em uma situação tão extrema. Seguir em frente é a minha opção e vou caminhando. O ritmo diminui, a força parece estar secando também. As sensações mudam e você se transforma. Seu corpo começa a se euxarir e tenta chamar a sua atenção a todo momento. Primeiro dor na cabeça que segue crescendo a cada passo. Aviso José, que me pergunta se quero continuar, digo que sim, que a dor não é tão ruim. Sigo em frente, começa a amanhecer e as cores do ceu refletindo na neve são lindas. Uma boa distração. Já passamos da metade do caminho,e a subida parece mais ingreme.

Meu corpo começa a mandar sinais de todos os lugares, dor de cabeça forte, cólicas estomacais e exaustão. Mais uma vez hamo a atenção de José, ele me pede para tentar um pouco mais, pedimos que Caleb e os outros sigam em frente enquanto eu só tento. Seria um absurdo mantê-los atrás sendo que não sei mais se vou conseguir. Antes dou para o Ben minhas barras de chocolate e  nos despedimos, digo que vou continuar tentando, ele só me entende e diz para eu não me matar tentando.

Vejo eles a frente e José me chama para continuar. Vou em frente, tento me distrair mas são tantas coisas no meu corpo que fica difícil. A cólica piora e começo a perceber que o meu caminho só pode ser sentido a um lugar com banheiro. Respiro fundo e com muito pesar aviso a José que para mim já era. Ele ainda tenta me animar, dizendo que estamos a poucas horas, mas as minhas condições são as piores pssíveis, e ele entende que seria um perigo para nos dois continuar.

Voltamos novamente para o acampamento, a volta é mais fácil, gentil e rápida. Vamos conversando e nos distraindo. Algumas horas chego a dormir andando e meu querido guia boliviano pergunta se não quero sentar um pouco. Respondo rindo que se fizer isso provavelmente durmo e não acordo tão cedo. Ele me olha preocupado e diz que melhor continuarmos então. Ao chegar no acampamento me deito e durmo umas boas 3 horas. O meu corpo está exaurido de forças e o fato de não ter nada para comer não ajuda. José vem me checar a cada hora. Quando a tarde chega, ele me avisa que os outros estão chegando que vai me deixar ver o Ben e depois comeamos a descer para o carro antes dos outros.

Começo a arrumar as coisas e ouço Ben falando com outras pessoas do refúgio. Vejo suas pernas pela porta da barrraca e ouço pedir papel e dizendo que precisa muito ir ao banheiro. Ele volta depois feliz e cansado. Conversamos um pouco, Kirk vem e me mostra as fotos do pico, mais uma vez ele tirou sua camiseta.

Dou risada e os aviso que vou descer com José na frente.

Todos acordaram cedo e desceram para o café da manhã. Um pouquinho de mingau de aveia. Augusto não parecia melhor e na verdade já avisou que não iria subir, se sentia mal e com dores, e o melhor seria voltar a La Paz. José chega e leva nosso companheiro italiano para a capital boliviana. Ficamos triste com a baixa na equipe, mas temos que seguir em frente, essa noite ainda sairíamos rumo ao cume do Huayna. Mochilas só com o que precisamos, botas plásticas calçadas e era hora de seguir para o próximo acampamento.

A subida era bem íngreme, repleta de pedras soltas, resto de neves da noite anterior. No começo fui indo bem, mas com o decorrer do tempo o ar me foi faltando. Mais uma vez Kirk para ao meu lado e começa a me ensinar técnicas de respiração. A que ele me aconselha em usar é o rest step, você ritmiza sua respiração de acordo com os passos, deixa a caminhada mais lentas mas a respiração mais eficiente. Fico melhor e vou conseguindo, o problema é que estou muito mais atrasada que os outros. No meio do caminho Caleb sugere uma parada e pega parte das coisas da minha mochila pra carregar, manda o Kirk e o Ben seguir na frente e vai comigo mais atrás. Aqui recomeçam os problemas, o guia começa a me apressar e dizer que tenho que tentar criar um ritmo a cada dois passos. Vou ficando nervosa e ansiosa e me perco no ritmo respiratório. Começo a ficar mal de novo, sem ar e ter um colapso, a cada 3 passos uma parada.

Demoro bastante tempo para chegar ao topo e quando chego me sento na primeira pedra que encontro, sento e choro. Ben vem ao me encontro, e tenta me acalmar, explico que para mim não foi fácil, que com Kirk me acompanhando foi fácil porque ele me ajudava, mas já com Caleb foi difícil porque ele me pressiona e daí eu não consigo me concentrar e só consigo me sentir atrapalhando.

Ele me acalma e me leva a tenda, era hora de descansar. Caleb aparece com uma panela de creme de batata com feijão e salame. Como e me esforço para ter calorias e força o suficiente para o que me aguardava em poucas horas.

Up at 12.30am for hot drinks, we thought we were a little late, especially as we still needed to sort out our layers and backpacks for the ascent. As it turns out, when I got to Caleb’s tent to get hot water, we were actually doing pretty well for time and we ended up leaving the camp to the summit at 2am.

There were perfect conditions: the sky was perfectly clear and the stars were fully visible, and the weather was calm without even the hint of a wind. We made tea with the hot water, tea which went down pretty well as in spite of the perfect conditions, it was still around -10C, so quite cold. A thick base layer for both legs and torso; middle fleece layers and water and wind-proof outer shells, with big down jackets in our bags in case we were still cold. Oh and yes, big down mittens as well. Headlamps on… gaiters, crampons… ready to go and off we went – with around 25 other lights flashing in the darkness belonging to others hoping to summit.

The walk through the snow and over the glacier was easy enough. As with Pequeño Alpamayo, I was in the rope team with Caleb and Kirk, while Natalia was with José. They were in front of us and it was clear Natalia was having a bit of trouble getting to grips with the crampons and it didn’t look like she felt too good. Even though Augusto and José had gone effectively separate from us, for some reason we didn’t let them get on with it and we slowed down behind them. I heard Caleb saying some things, seemingly suggestions to help, and also José was saying for us to pass them. I am not sure why we didn’t as José is a more than capable guide.

But okay, we continued on up and a few other groups passed us. Our pace was reasonably good, though and I though that Natalia was doing pretty well considering this was her first time up so high. She had established a decent pace and rhythm and was going well. As dawn approached, however, and as we passed over half way up the mountain, she and José stopped. They started again, though Natalia was clearly uncomfortable. After some discussion and a couple more attempts to keep going, they turned back. It turned out that the stomach problems that almost ruined the start of my time climbing; the same problems that had ruined the second half of Augusto’s mountaineering; had come back to hit Natalia. A real shame as she was getting on so well.

We had no choice but to continue on as José had gone back with Natalia. The sunrise soon lit up the mountains and the snow around us and the goggles I had really did have a tremendous effect in reducing the flare and the brilliance of the light. We drew ever closer to the summit of Huayna Potosi and it was nice to see that there were no steep slopes as there were with Pequeño Alpamayo – though had we gone the direct route, there looked to be a 60 degree climb for anyone brave or strong enough. We instead took the traditional route: going along a path that went past the summit, steadily increasing in height, before doubling back on ourselves to go up the summit ridge.

My favourite part (yes, a lot of irony there!). On reaching this ridge, the first section is completely exposed and less than a metre wide. The fall on the other side: 1,500 metres or so; the fall back to the path below… enough to do a lot of damage. Great. I didn’t have much choice but to walk along it, with Caleb coaxing me along. Not particularly enjoyable. Fortunately, I was not quite so breathless as I was on the previous occasion. After the exposed part, the ridge was built of kind of ice walls which were to our right – stopping any potentially long fall to that side. It certainly eased a lot of the anxiety as it was only the short fall on the left and we were able to use our ice axes to help support as we went along. Half an hour or so later, and we were there, on the summit.

Obrigada Augusto por sua foto!

Mais um dia de decanso em La Paz, e acordamos já irritados com o fato de a água quente ainda não ter chegado ao quarto 206. Descemos para o café da manhã, e de lá fomos pedir um outro quarto para poder tomar banho, a recepcionista me pede paciência novamente e diz que vai mandar alguém. Outro rapaz vem verificar e vê que não tem jeito. Ao descer a recepção novamente uma discussão para a recepcionista nos ceder outro quarto, mas problema resolvido e lá fomos nós ficar limpos antes de começar a arrumação das malas e mochilas.

Nesse dia nenhuma grande novidade. No dia seguinte saímos cedo para o acampamento base do Huayna Potosi, na frente do hotel ao invês de José e seu Land Cruiser 91, estava Miriam a gerente da Agência local, e dois táxis. As malas já tinham ido mais cedo. Alguns quilômetros a frente encontramos o sorridente José e seu carro já todo pronto. O caminho do centro ao acampamento base leva mais ou menos 2 horas, em uma estrada que na minha opinião deve ser a mais nova Death Road. Entre uma curva e outra brincamos que temos que calcular o peso para  lado mais longe do precipício. A poeira e o deserto nos acompanham até um cemitério. Parada obrigatória para fotos. Enquanto o Ben e Augusto se deliciavam com as fotos das mini capelas e louças, eu ouvia a explicação de José, O cemiterio é para os mineradores que morreram nas antigas minas de zinco. Muitos trabalharam lá anos atrás, mas com o preço baixo do mineral acabaram fechando. Mais a frente passamos por toda a estrutura das minas, ainda de pé mas bem deterioradas.

Alguns minutos depois descemos no acampamento, a ideia inicial era acampar mas como tinha muita neve, Caleb optou pelo refúgio. Nos arrumamos em colchões, e Kirk nos convidou para um hiking. A ideia me pareceu ótima e seria uma boa oportunidade para treinar nas botas plásticas. Augusto começou a ter problemas estomacais de novo e decidiu ficar e descansar.

A caminhada por entre pedras foi difícil, não confiava em minhas botas grandes e pesadas, e escorreguei em muitas pedras, nos locais com neve era ainda pior. Com calma e me irritando em alguns momentos logrei chegar ao topo. Ao fim uma pedra lisa e que para mim parecia um escorregador era a parte final. Me neguei em pisar mas com a insistência do Ben e do Caleb encarei o desafio com muito medo. Sobrevivi, mas ainda tínhamos que descer. Kirk me ajudou com as botas, apertou bem no tornozelo e me deu dicas de como seria melhor. De volta ao refúgio cochilamos enquanto Kirk ainda caminhava nos arredores.

Acordamos uma hora depois e começamos uma partida de Uno, todos menos Augusto que não tinha melhorado nada. As regras do jogo me pareciam confusas e Caleb inventava coisas novas que nos deixava com dúvidas sobre de quem era a vez a todo momento.

No fim, o Ben ganhou e tivemos que aguentá-lo se chamando de rei do Uno o tempo todo.

Às 21h, finalmente uma refeição quente, macarrone cheese com atum. Comi um pouco porque não me parecia a melhor comida do mundo. Augusto pulou a refeição e os outros se esbaldaram.

Hora de dormir, amanhã será um dia puxado, a trilha até o acampamento superior prometia ser curta porém complicada.

Leaving the Condoriri base camp to go to Huayna Potosi… quite a change

Leaving the Condoriri base camp the day after summitting Pequeño Alpamayo was straightforward enough. We were mostly in cheerful spirits and all of us felt reasonably well and accomplished after the six days spent at the place, in spite of the bugs that had gone around and the varying degrees of illness we all experienced. Natalia still felt slightly bad because of the stomach bug, but was able to manage with the heavy rucksack. All of us turned back on a number of occasions to take last glimpses of the mountains behind us. Now we would have a day’s rest in La Paz before going to Huayna Potosi – what would be the first time any of us (with the exception of Caleb and Kirk) have been higher than 6,000 metres.

It was nice to get back to the hotel and have hot showers, and even get some laundry done, though it wasn’t long before we were up at dawn getting our re-packed bags downstairs to take to the first camp. The itinerary for the journey would be for us to go to base camp for one evening (4,800m), a couple of hours away from La Paz, and from there we would hike for about four hours or so up to high camp (5,200m), and whilst we would arrive there in the afternoon of day 2, we would start our summit attempt at 2am on day 3. Easy.

Huayna Potosi reveals itself

Driving to the mountain was quite impressive. On leaving La Paz, you can only see the peak of the mountain, however, after an hour or so, the full body of Huayna Potosi reveals itself and you can really see how beautiful it is. Also, looking at it up close for the first time filled each of us with a bit of nervousness as we all thought “are we really going to climb that in a couple of days..???!”.

When we got the the refuge at base camp, Caleb decided that we would stay in a small hostel building which was there, rather than pitching our tents. Much easier and much more convenient and even vaguely comfortable – though we could not wear our boots inside and the floor was freezing. We did have chance to play Uno though (which, miraculously enough, I managed to win!) whereas if we had been in our tents it probably would not have been quite so social. In the afternoon we also went for a hike in the area nearby, though Augusto was feeling worse and was not able to come with us. This was the first proper time Natalia wore here heavy mountaineering boots over difficult terrain as well, and it took her a little while getting used to them, but she managed okay with a little coaching.

In the evening, Augusto said that he would not be able to come to high camp as he was feeling terrible. He had just not been able to recover from the stomach bug and needed to get back to La Paz. Not much that could be done about it unfortunately, and it was clear he was not well in the way that he needed to leave the refuge to go to the outside toilets every half an hour or so. So the day after the remainder of us packed our things and began the walk. And it was a tricky hike. We were going over a mixture of loose rock and black ice at a steadily increasing gradient. There were a number of people who passed us as we went down as well and a few of them stumbled. This, again in conjunction, with the altitude, made things extremely slow as though the falls were not the steepest in the world, with rocky landings and our heavy rucksacks, we could have given ourselves significant injuries should we have lost our balance. We were all pretty much exhausted by the time we made it up though – especially considering that most people had used porters to carry their equipment up and we were carrying our own. Our team had used one porter and he had carried up the tents and sharp objects, but at least it was good seeing that the tents had all been setup for our arrival, so Natalia and I were able to crash down in to ours. I just had one task to do before taking  a nap before the summit hike – waddle down 15 metres of snow and ice to refill our water bottles from a water hole made in the ice. Doesn’t sound the hardest thing in the world to do, but after that hike… tiring!

Illimani atrás de La Paz

Semana pré viagem… Hummm! Tanto a fazer e eu e o Ben parecemos dois idosos esquecidos, cada hora vemos que algo está faltando. Serão 28 dias na Bolívia, tudo será uma grande novidade o clima, as cidades, a altitude, a cultura, o esporte, a paisagem, as pessoas, a comida… UFA, tudo. Adoro me sentir desafiada e de aprender coisas novas, e nada como um mês no desconhecido.

Algumas coisas conseguimos nos preparar como o frio, que compramos diversos layers um pra cada tipo de temperatura; quanto ao montanhismo treinamos os nós e tentamos concentrar o treino em força e resistência; quanto a altitude a Dr Isabela explicou a importância de estar hidratado e que lá mais importante do que nunca é seguir a risca a alimentação de 3 em 3 horas e consumir entre 3 a 4 litros de água por dia…

De todos os fatores o que mais me dá medo é a altitude. Quando fomos para Galápagos ficamos 2 dias em Quito – que é quase 1000 metros mais baixa que La Paz – eu fiquei grogue. Cansada, com dor de cabeça forte e falta de apetite. Não sei ao certo quanto tempo levei pra me adaptar porque para ser sincera não deu esse tempo, viajamos para Galápagos no segundo dia de manhã.

Tudo bem que dessa vez temos 7 dias de aclimatação. Depois encontramos com o grupo da MGI.

O roteiro é assim:

Os primeiros dias serão de aclimatação em La Paz mesmo e nas ruínas de Tiwanaca. Seguimos em direção a Copacabana onde aproveitaremos o Lago Titicaca (o lago navegável mais alto do mundo) onde passearemos de barco e caminharemos bastante em volta. Uma vez aclimatados nas partes baixas, iremos para montanhas mais baixas treinar a parte técnica. A primeira montanha será o Condoriri (15200 pés), depois de aclimatados aqui vamos para o pico Pequeno Alpamayo (17,613′), Ilusioncita (16,896′) ou Ilusion, (17,500′) ou até mesmo completar o Condoriri, que seria demais. Se der tudo certo aqui vamos ao nosso primeiro grande objetivo o Huayna Potosi.  Com 6088 metros, parecendo uma grande pirâmide de gelo é a montanha mais frequentada da Bolívia. Ao terminar esse pico terminamos também a primeira fase da viagem. Depois de 14 dias voltamos a La Paz, mas só por um dia. Certeza que dormir numa cama quentinha e tomar um banho quente será um presente.

A Cordilheira Real

Depois seguimos para o Illimani o pico mais alto da Cordilheira Real, com 6462 metros. Esse é o nosso objetivo. Sabemos das dificuldades, sabemos das exigências físicas e como teremos que nos dedicar à parte técnica nas montanhas anteriores. Mas quem acredita sempre alcança, assim diz o ditado e assim queremos que seja…. Quer dizer pelo menos assim dizia Renato Russo.

É agora a ansiedade bate, afinal escrever o roteiro, preparar as malas, comprar as coisas que faltam… Esses preparativos todos só me fazem ter mais e mais vontade de ir logo…

Nesse mês tentaremos mantê-los o mais atualizados possíveis. E vão acompanhando as aventuras do Paulo por aqui, esse mês pra ele também vai ser puxado semana que vêm tem mais uma etapa da competição de endurance dele, 300km. Toda a força pra ele nessa etapa e pra nós lá na Bolívia.

Illimani – one of our objectives – a tremendous backdrop to the city of La Paz

So yes, less than three days to go till we leave São Paulo! Our excitement is growing – this will be a major first for us. The first time to Bolivia; the first time on a big mountaineering expedition; the first time going over 6,000 metres… feelings of anxiety, excitement, worry… nervousness… all setting in! Have we done enough training to be able to deal with the challenges ahead? How will we cope with the climbing in the snow? Carrying the heavy rucksacks? How will we be able to cope with the altitude (La Paz is around 4,000 metres, and the body starts feeling the effects of altitude at about 2,100 metres)? The amount of oxygen in the air at 5,000 metres is about half what it is at sea-level…

Well, we believe we have done enough and are in good enough shape for this training project (training for a training expedition… sounds strange, doesn’t it..?! but we are taking this all very seriously and everything needs to be trained for!). And what we will be doing over the next few weeks will be exciting. Traversing glaciers; setting out at midnight for summit attempts; climbing some of the most beautiful mountains in the Andes… a lot to learn and a lot to look forward to!

So, here is a basic overview of our itinerary for the month – an itinerary that should allow us good time to provide updates on the site and indeed, we should have plenty of great stories from the expedition!

  • Days 1-3: Settling in to La Paz and acclimitising to the altitude
  • Days 4-6: To Salar de Uyuni and the salt flats
  • Days 7-10: Back to La Paz and hikes at Tiwinaku (one of Bolivia’s most important archaeological sites) and Isla Surique on Lake Titicaca
  • Day 11: To our first base camp near Lake Tuni Condorini (4,500 metres / 15,000 feet)
  • Day 12: Further acclimitisation hiking to 4,875 metres (16,000 feet) at the glacier terminus
  • Day 13: Reviewing skills and preparation for ascent of Ilusion
  • Day 14: Climb over a heavily crevassed glacier and steep snow ridges to the Ilusion peak
  • Day 15: Summit attempt of Pequeno Alpamayo, from where (hopefully!) we should have some fantastic views Huayna Potosi, the first major objective
  • Day 16: Hiking and return to rest at La Paz
  • Day 17: Relaxing in La Paz
  • Day 18: To our Huayna Potosi base camp at 4,785 metres (15,700 feet)
  • Day 19: Climbing all day to high camp at 5,600 metres (18,400 feet)
  • Day 20: Up at midnight for our Huayna Potosi summit attempt, over glaciers, through ice falls and around crevasses for over eight hours to the peak at 6,088 metres (19,974 feet)
  • Day 21: Resting
  • Day 22: To Illimani base camp, near Pinaya village, at 4,420 metres (14,500 feet)
  • Day 23: To Camp I at 5,090 metres (16,700 feet)
  • Day 24: Scrambling over rock to High Camp at 5,600 metres (18,372 feet)
  • Day 25: Summit day on Illimani! Going along crevassed glaciers and slopes of 30-40degrees to the summit ridge and reaching the top at 6,438 metres (21,122 feet) – the highest mountain in the Cordilleira Real and second highest peak in Bolivia! Should be quite a view!
  • Day 26: an optional summit/weather day
  • Day 27: Return to La Paz
  • Day 28: Back to Sao Paulo
  • Day 29: Back to work and back to planning!!

Exciting news in moving this project forward in that we have established a partnership with Mountain Guides International – an Alaskan-based international mountain guides organization and expedition organizer.

We shall be working with them in our training, first of all by going on our first expedition to Bolivia – a 21 day adventure which will start off at La Paz (the highest capital city in the world) and see us have a bit of sight seeing at Tiwanaku and Lake Titicaca, before we go further up in the Andes and climb Pequeno Alpamayo, the 6,088m Huayana Potosi peak, and the 6,438m Illimani mountain – the second highest peak in Bolivia.

The trip will see us learning advanced roping techniques, navigation through crevassed areas as well as helping us really experience in climbing in the cold, high altitude. Looks like it will be a lot of fun and certainly great preparation for the main expedition ahead!