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Opening upA shop lady sets up the outside of her stall in the morning along one of the colourful roads in the centre of La Paz. Plenty of neighbours competing to bring in the commerce from the tourists who stumble across the street and the number of people going along the street goes up massively as the day progresses.

 

For more about our time in each of the places, see our posts…

The Yungas “Death”) Road (English) / (Portuguese)

La Paz (English) / (Portuguese)

Salar de Uyuni (English) / (Portuguese)

Não canso de falar como a cidade de La Paz é surpreendente. Os  contrastes tornam tudo especial e caminhar na cidade que em uma ponta é rica, limpa e nova e ver ela se deteriorando subindo sentido norte torna qualquer caminhada interessante. Na zona norte, onde passamos a maior parte dos nossos dias, está repleta de construções velhas e caindo aos pedaços que ao observar dá pra ver escondida a arquitetura clássica e vistosa que um dia já abrigou a região. Andando pela capital boliviana você vai aprendendo a se relacionar com as pessoas, o trânsito e as construções, e essa relação é algo único e particular daquele lugar, você provavelmente não terá outras oportunidades ou lugares te farão mudar tanto o seu modo de interagir.

A comida é algo que interfere e muito na sua adaptação, e com toda a nóia que se cria em relação a higiene aqui eu acreditava que todos os lugares fossem muito ruins, mas como já disse antes a cidade é cheia de surpresas tivemos a oportunidade de ir a lugares muito bons, e hoje segue a minha lista de sugestão:

Café e Restaurante Banais

Um do meus lugares prediletos com uma decoração única. Logo ao entrar você se sente num mundo imaginário, isso porque a decoração é um tanto fantástica: o teto pintado como se fosse o céu da manhã com saias de cholas em tamanho reais e bem coloridas penduradas voando sob as nossas cabeças, seguindo mais a fundo você chega a uma espécie de jardim interno com chão de vidro, com plantas a volta e máscaras de metal penduradas na parede. As cores nas paredes são abóbora e amarela, tudo muito vivo. Para comer você pode se deliciar com os sanduíches, eu recomendo o que leva o nome do café, mas se quiser um prato mais elaborado experimente uma das opções da casa que também são bem gostosas. Os smoothies são bem refrescantes e feitos com frutas frescas. Aceitam cartões/Wi-Fi  Calle Sagárnaga e San Pedro

Sol y Luna

Um pub holandês certamente o lugar predileto do Ben e um dos melhores para comer um bom filé de carne. Para os amantes de cerveja, eles tem uma variedade boa de cervejas nacionais e importas. Para aqueles cansados das músicas locais e gosta de rock de tdos os tempos e estilos vai se deliciar com o set-list variado. Para os amantes de futebol tem um telão no segundo andar e uma tv no primeiro, mas pra quem também curte uma sinuca a mesa fica no subsolo. Aceitam cartões/ Calle Murillo esquina Calle Cochabamba

The Steak House

Eu como brasileira sou suspeita na hora de falar de churrasco, então para um lugar cheio de fumaça e com uma carne Ok o preço é bem alto. Mas para os amantes de carne se prepare porque o pedaço do bife é bem grande, o acompanhamento é buffet de salada, batata-frita ou purê. Se você quiser um show a parte peça as opções Jack Daniels, eles flambam a carne na sua frente e é bem emocionante. Aceitam cartões/ Calle Tarija, 248b

Restaurante Layq’a

Uma das decorações mais bizarras que eu já vi na vida. As paredes são cobertas por quadros gigantes de demônios numa orgia canibal, e essas imagens estão em todas as paredes. A comida é mais local, mas com algumas opções de massas. O atendimento foi rápido e a comida normal apesar de a quantidade ser bem razoável. Calle Sagárnaga e San Pedro

Luna’s Restaurant Coffee Pub

Esse lugar te faz se sentir em casa logo na primeira visita, isso porque o dono é super amigável e sempre vem conversar na sua mesa. A comida é gostosa e as porções bem grandes, a maior parte do cardápio é de comida italiana mas tem opções de carne e saladas também. Para os vegetarianos a lasanha é bem gostosa. Talvez um dos lugares que mais fomos, isso porque o preço é bom e fica aberto até tarde. Calle Sagárnaga 289

Thai Old Town

Restaurante tailandês mais diversificado que já vi, isso porque serve comida tai, chinesa, japonesa e indiana. Na entrada sempre tocando música indiana, mas isso até você chegar a parte interna que toca de Shakira a Beatle’s. Fomos atendidos pelo Tony um boliviano que morou anos em NY e fala um inglês com sotaque italiano de máfia de filme hollywoodiano, o garçom era um personagem e contava diversas piadas e histórias. Um stand up inesperado mas engraçadíssimo. A comida é bem gostosa.Aceitam cartões mas eve dinheiro mesmo assim. Calle Sagárnaga and San Pedro

Alexander Café

Café renomado e uma marca na bolívia oferecem uma grande variedade de bolos, tortas e panquecas. Fica aberto até altas horas e por isso oferece petiscos e porções com comida mexicana, porção de carne e batatas, sopas e sanduíches. O melhor serviço de Wi-Fi da cidade e o melhor café com leite também. Frequentado por bolivianos e turistas o clima no lugar é sempre descontraído. http://www.alexander-coffee.com/home.html

The Ritz

Sim, porque não. Nada como usar a conversão de moeda a nosso favor e tomar uma café da manhã no Ritz por B$30,00 ( – R$10,00). Café, suco, pães, tortas, frutas a vontade e ovos feitos na hora. A decoração é clássica, o atendimento impecável e a chance de se sentir em um filme antigo de cinema. Fomos por acaso, no dia em que ficamos trancados para fora do hotel. Pelo preço e pela qualidade e variedade valeu muito a pena.  Calle Hermanos Manchego 2551

Com certeza tem muitos outros lugares maravilhosos, na Zona Sul não tivemos a oportunidade de nos arriscar mas só de andar pelas ruas de lá com bistrôs aconchegantes, grandes pizzarias, café com ar parisiense notamos que perdemos esse lado gastronômico da cidade…

While we were in La Paz, in between mountains and hiking, we had opportunities to explore and find a number of different restaurants, some of which we really enjoyed and others that… well, we just went the once. A quick word in that service is, in general, not like anything you will get in Sao Paulo, the UK or US – most places take an eternity to get the food to you, so you will most likely need a bit of patience… but it is normally worth the wait. For two people we usually paid between B$100-$150 (main course and drinks, and occasionally dessert), though you can eat for less if you need/want. Here is a quick overview of some places which stick out in the memory.

Thai Old Town

The first night after meeting with Caleb, Kirk and Augusto, we went to this Japanese/Thai/Indian place just off Sagarnaga. The waiter was a Bolivian who had lived in New York for goodness knows how long and had a strong Italian/American accent and wasn’t afraid to show it. Nice guy. We ordered a mix of food – I had a gentle Indian curry which was nice, while Natalia had Japanese food which she enjoyed. We didn’t go more than once, though this wasn’t because it was bad – indeed, we would recommend it to anyone who wants to try different foods in the city and it is worth going to. They accept card, but at the end of the night when we left, they preferred that we paid in cash.

Luna’s Restaurant Coffee Pub

This is a reasonable place on Sagarnaga and is also at the same place as an agency that organises Yungas Road bicycle trips, and there are plenty of gringos here. We went there three or four times – quite a nice vegetarian lasagna (b$55) – large portions though very heavy. Spag Bol is b$35. Natalia did come down with further stomach problems the night after going there the last time, though not sure if this was due to the previous bug she had resurfacing or if due to the food here; I was fine though I ordered and ate the same food as she did. The owner is pretty friendly.

Restaurant Layq’a

On the opposite side of the street to Luna’s is a more traditional Bolivian restaurant. The atmosphere and ambient are… strange, to say the least. There are large satanic-like paintings on the wall, one rather graphically showing a food orgy with demons stuffing food down the guest’s throat… The food is okay though quite small portions, and there is a complimentary salad bar. We were quite late eating (after 9pm) and this bar had depleted somewhat, though Augusto went another time in the afternoon and said it was much better. We didn’t go back more than once.

The Steak House

Most definitely for the tourist. Expensive meat place – quite nice though after living in Brazil for the last five years, it is nowhere near as good as a good Brazilian churrasco. They serve Argentine steak which I found a bit tasteless but not bad. If you order the Jack Daniels Steak (or “Mega Jack Daniels”) you get a big steak which they pour JD over and set alight in front of you which is pretty neat. The Mega Jack Daniels is 600 grams, so go with an empty stomach if you want this! When we were there it was a bit smokey as well, which wasn’t great. The waiters speak English well and can easily help with your order. Accepts card.

Sol y Luna

A Bolivian-Dutch Pub on Calle Murillo with the corner of Calle Cochabamba. Probably our favourite place with the best food, very comfortable and a good selection of beers. Reasonable service as well and quite an eclectic selection of music. The order we enjoyed the most was the Fillet Steak; the steak is great and the veg and sauce that comes with it are also fantastic. Went back a couple of times (and watched Germany-Greece there as well), bringing Augusto and Kirk on one occasion and I believe they liked it too. Definitely worth going to. Accepts credit card as well.

Banais

A very cool place at the bottom of Sagarnaga, near the San Francisco church. As you go in, there are Cholita skirts hanging from the ceiling, and further inside you can find these fantastic masks hanging on the wall. The sandwiches are great (The Banais Sandwich is superb with meat and avocado as well as mushrooms and onions), as are the soups (which come with garlic bread though may lack a little salt but this may depend on the chef at the time) and also the main courses are pretty nice. Accepts cards.

Others

Cafe Berlim

Mercado, 1377 (Central). Not a great place; very heavy food. Not great service either. Natalia really didn’t like it, so no we didn’t go more than once.

Hotel Torino

Calle Socabaya, 457. Great courtyard where the main tables are and there was a tango band playing when we came in (quite loud and they played Happy Birthday at least four times in the hour we were there). Buffet lunch which you pay a fixed price and have two or three choices of main course, along with a salad bar. Food is reasonable and it is worth a visit.

Alexander Coffee

Nice little cafe which has a great llama meat platter as well as a good selections for breakfast, coffees, desserts. There are a number of these cafes in the city (we went to one on Potosi 1091) and they have small stands at the airport. The Spinach and Cheese croissants are nice though slightly heavy. They did forget our orders once so we waited quite a while, but we wouldn’t hold this against them and would probably pop in if we were to pass the place if/when we go back.

The Ritz

Yes, I know…. how decadent of us to go to The Ritz (down near Calle Hermanos Manchego). Let me explain… this was for breakfast early in the morning when we got back from the Salar de Uyuni and the guest house we had booked in had nobody around to let us in, answer phone calls or… anything really. We were hungry and tired, and it just so happened that The Ritz was around the corner. The prices weren’t actually that bad at B$35 for the buffet breakfast, including juice and coffee. It was a nice hour or so we spent there in a pleasant environment. We didn’t go back for dinner or lunch, and the prices are probably much more expensive… but if you have the time and cash on you, it might be worth it.

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There are plenty of random restaurants you can find in the city of La Paz and we went to a load more than what’s detailed above. Just experiment and be adventurous… you will find some great places. As a side note, we also got Saltenas in the street – chicken ones and also beef ones. They are great! With the beef ones… a bit like steak and kidney pie with sweet pastry… strange at first but definitely morish. Generally you get them in the morning, though some places will serve later.

Voltar para Casa

Posted: July 1, 2012 by Natália Almeida in Climbing, Mountaineering, Photography, Training
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Ir a Bolívia fazia parte do nosso treinamento físico e mental. E lá vivenciamos dificuldades e enfrentamos condições que no nosso dia-a-dia aqui não seria possível.

Em 28 dias aprendemos a lidar com nosso corpo, ansiedade, convivência, pensamentos… Sentimos frio, medo, dor, fraqueza, tristeza, solidão mas também nos sentimos fortes, confiantes, seguros, espertos e poderosos. Assim é a vida de montanhista, a montanha não te perdoa porque está exausto ou sem forças, a montanha não está ali para te entender, passar a mão na sua cabeça ou relevar. Não, ela está ali para te fazer superar limites, para te fazer se sentir pequeno, para te fazer pensar nas suas prioridades, pra te questionar. E nós fomos a diversas montanhas para experimentar isso.
As expectativas antes de chegar lá eram meio perdidas, não tínhamos base de como seria o esporte e como seria tudo, as informações da internet não ajudavam a criar o cenário. Os primeiros dias em La Paz foram gostosos, sem sintomas relacionados a altitude e o clima era amigável – nem frio, nem calor – pudemos desfrutar dessa cidade bagunçada e cheia de vida. O tempo na capital boliviana foi de surpresa a cada esquina, e o povo se mostrou alegre e festeiro. Antes de começar a empreitada nos Andes, tivemos tempo de experimentar os lados da Bolívia, e eita país pra ter faces. Eu diria que lá é possível encontrar o tipo de turismo que qualquer um gosta: compras, aventura, natureza, sossego, cultural… E as opções são tantas que normalmente você perde um dia tentando escolher qual a melhor. A escolha mais difícil que encontramos foi entre ficar na cidade para ver a maior festa folclórica do País, o Gran Poder, ou descer de bike a Death Road. Para quem nos acompanha sabe que a escolha foi a aventura de descer uma das estradas mais perigosas do mundo. Tenho lembranças eternas desse dia, seja as cicatrizes ou a memória. Muito podem achar que me arrependo, mas não, recomendo que façam. As paisagens são lindas, a experiência maravilhosa e cheia de emoções. Caí, e reconheço que o meu excesso de confiança foi o culpado. Mas esse dia está entre os melhores para mim dessa viagem.
O treinamento pesado começou quando encontramos o pessoal da Alaska Mountain Guide, aí cada dia era de acordar cedo, caminhadas longas, e aprendizado.
Ir aos acampamentos já não era fácil, saíamos cedo, e caminhávamos longas horas, a beleza dos lugares ajudava a distrair o pensamento em relação as mochilas pesadas nas costas. Na hora do hiking, um ajudava o outro, e foram nesses momentos que mais aprendi. Kirk e Augusto sempre atentos a tudo me davam dicas de como respirar e técnicas de caminhada, até mesmo as conversas sobre as experiências anteriores deles aprendemos muito.
Na hora de acampar mais lições: tratar a sua água com iodo, lembrar de estar sempre se movendo para ajudar seu corpo na aclimatação, a importância em se manter hidratado e de se alimentar constantemente, como evitar a condensação dentro da barraca, etc.
Comer certamente foi uma das parte mais complicada, você perde parte do apetite e meio que se força a comer a todo instante. Como ficamos boa parte acampando a alimentação ficou a base de macarrão, arroz, frios e pão, o que não faz da nossa dieta uma coisa ideal. De volta ara casa esse é um ponto que estudaremos melhor aqui e com a ajuda da Dr. Isabela poderemos ser mais criativos e saudáveis. Com a terrível intoxicação alimentar que eu tive boa parte das opções ficaram intragáveis, doces e chás só pioravam as minhas cólicas, e a ânsia em se aventurar e conquistar um pico me deixou um tanto cética em relação a minha saúde, mesmo com diarreia e cólicas por 17 dias, idas ao banheiro contantes e enfrentando as latrinas e os sanitários a céu aberto com neve, vento, chuva e o que mais São Pedro quisesse mandar, eu acreditei que iria conseguir, achava que ia passar rápido. Os dias passaram e eu lutei para conseguir, forcei meu corpo, ignorei a minha mente, e com isso me detonei. O desafio real pra mim foi lidar com a minha cabeça e meu corpo, o trabalho mental era o de ignorar as cólicas e enfrentar as caminhadas.
Ao fim desses dias sinto que sou outra pessoa, aprendi que respeitar meu corpo é essencial; lidar com a dor e a controlar os pensamentos que às vezes parecem uma tortura mental; saber motivar e compreender meu parceiro foram coisas difíceis no começo mas que conseguímos ver e trabalhar juntos.
 Hoje sei que temos muito o que nos preparar e aprender para encarar uma aventura dessas mas tenho certeza que conseguiremos porque agora nos sentimos mais fortes e seguros para encarar os próximos desafios.

A noite não é como o esperado, primeiro acordo com o quarto super quente e seco. Bebo água, e molho uma camiseta e coloco na cabiceira da cama, de nada adianta. Ben também acorda com o mesmo problema, abro a janela. Ele volta a dormir mas pra mim era só o começo do desconforto. Cólicas estomacais voltam e a noite vira um pesadelo. Molho a minha camiseta e coloco a camiseta sobre ela, quem sabe assim quando respiro fica melhor e na verdade deu uma mehorada sim. Algum tempo depois as cólicas se transformam em mais uma vez diarréia. E pronto já não durmo e as seguidas idas ao banheiro acorda o Ben, que fica aflito. Ligamos para Caleb às 8am e pedimos para adiarmos a ida para o dia seguinte, ele diz que tudo bem, vem ao quarto com uma garrafa de água e remédios. O dia foi de descanso, muita água e de comidas leves. Em nossos rostos era possível ver que estamos tentando lidar com a possibilidade de eu ficar aqui, e além disso temos que lidar com a frustração que aumenta ainda mais de eu ainda não ter conseguido ir ao topo de uma montanha. Chorar não é a solução mas é a única coisa que alívia um pouco o coração apertado.

Com o passar dos dias pareço estar um pouco melhor, e voltamos a nos animar. Amanhã será o dia, amanhã saíremos daqui para o acampamento base e eu vou estar bem, vou conseguir, o pensamento segue assim, e na hora de dormir até me atrevo a tomar um remédio para controlar meu intestino. Durmo aflita porque sei que amanhã não posso decepcionar, e peço para meu corpo ser forte pelo menos nos próximos 5 dias.

Acordamos cedo, descemos as malas e fomos tomar um café da manhã. Enquanto o Ben se esbalda com torradas e ovos, eu tento ser o mais leve e neutro possível. 2 Torradas com manteiga, um copo de leite quente e litros e litros de água. José chega e é era de partir, a viagem de La Paz ao povoado de Pinaya é de +/- 4 horas, as condições das estradas são péssimas, a via de terra e pedras soltas é estreita, diversas curvas super-fechadas e encontros sem aviso de carros vindo do outro sentido. O precipício do lado direito aumenta a aflição, Ben chega a suar olhando a queda que fica a poucos centímetros das rodas de nosso carro. Chegar a Pinaya é mais que um alívio. Lá comemos um sanduíche de pasta de amendoim e geleia e fechamos 2 burros para carregar as coisas até o acampamento base.

Começamos a trilha, o lugar é muito bonito, passamos por diversas casas e cholitas puxando ovelhas, por aqui tudo é muito verde e quente. A medida que vamos subindo o calor vai diminuindo e o vento aumentando. Por mais resistente que eu tente ser meu corpo começa a entrar em colapso, o estomago dói e se revira. Mais uma vez é difícil respirar e manter o ritmo. Todos começam a reparar que estou ficando mais lenta e ofegante, e minha cara de desconforto demonstra que algo está me afetando. De início respondo que tudo está bem quando me perguntam, mas a revira-volta no meu estomago me obriga a confessar que não estou 100%. Diminuímos o ritmo mas seguimos em frente, quando a dor piora paro, sento e espero passar. Depois seguimos mais adiante. Começo a ficar brava porque não sei se mais uma vez fiz a escolha certa, minha cabeça segue com diversas questionamentos que a cada minuto penso em respostas diferentes. A todo instante José nos dá uma previsão de quanto tempo ainda falta sempre diz a mesma frase ” A esse passo mais ou menos 2 horas”. A verdade é que essa trilha normalmente leva entre 2 a 3 horas, e nós levamos umas 5 horas.

Ao chegar no acampamento, me deito sobre uma pedra que está no sol e me aqueço um pouco ali. Os outros vão olhar as coisas deixadas ao lado das barracas que já estavam armadas. Ben vem me checar e me chama para ir deitar um pouco.

A tarde e a noite no acampamento base promete ser tensa, enquanto Caleb e José conversam sobre o dia seguinte, eu e Ben estamos aflitos na nossa barraca.

La Paz é uma cidade bagunçada e um tanto caóticas, carros vem e vão a todo instante e respeito ao pedestre é algo que eles realmente não aprenderam na auto-escola. Uma briga de carros e pessoas que vão e volta sem parar no meio da fumaça e da poeira. O barulho de buzinas gastas, motores velhos, carburadores furados e de pessoas falando são a trilha que embala sua estada pelo centro. Para chegar a Calle Illampu, onde fica nosso hotel, passamos por diversos mercados de ruas e barracas vendendo das coisas mais comuns ao mais bizarro. Mesmo com todo esse caos a me esperar não tem como não sentir aliviado em poder descansar. Ouvir a palavra La Paz soa como calmaria, descanso, noites bem dormidas, banheiros limpos, comida quente e variada, acesso a internet e todo o luxo que estamos privados no acampamento. Não que eu não goste de acampar, aqui na Bolívia tem sido uma experiência de dois lados, boas conversas, caminhadas, lindas paisagens mas de outro muita dor de estômago, uma doença que não para e pouca comida. Me anima sempre a cada novo acampamento que vamos, mas a frustração de ainda não ter conseguido um pico me persegue e invade meus pensamentos a toda hora. Tenho consciência que não tenho controle sobre esse mal que anda me afetando e que me enfraquece a cada retorno. A vinda para La Paz me enche de esperança, vir a capital é sempre sinônimo de fim de uma etapa mas também de recomeço. É daqui que começamos e é aqui que terminamos, logo mais uma chance de recuperação antes do Illimani.

A noite saímos para comer no Café Banais, ver o Augusto melhor foi bom, pena que daqui para frente não teríamos mais a sua companhia ou a de Kirk, eles fecharam o pacote de 14 dias que se encerrava essa noite. No dia seguinte partiriam para o Uyuni numa viagem de 3 dias conhecendo o salar, as grutas e as lagoas com flamingos.

Volto para o hotel e não ter nenhuma dor de estômago só me deixa mais animada. Vamos dormir que amanhã é dia de passear e levar os nossos 2 parceiros para conhecer a porte cult da cidade, do outro lado da avenida Perez Velasco tem uma infinidade museus, catedrais e galerias. O destino na verdade era a Calle Jaen a mais antiga da cidade.

Acordamos atrasados para o café da manhã mas mesmo assim conseguimos chegar a tempo. O dia foi cheio como imaginamos e o passeio agradável. Entramos no museu de intrumentos musicais e nos divertimos muito, por 5 bolivianos você pode conhecer um pouco da cultura musical local e tocar muitos dos instrumentos expostos. Depois fomos a um café que fica no fim da rua, onde comemos sanduíches e bebemos capuccino. O Ben e o Augusto provaram Chocococo, que é um chocolate quente com leite condensado, mais gostoso do que imaginei. 

Depois de muito passeio hora de voltar ao hotel e arrumarmos as malas seja pra ir para o Illimani ou para o Uyuni. Uma despedida breve e a certeza do reencontro quando voltarmos da montanha.

Arrumar a mala parece cada dia mais simples, e dessa vez fica fácil saber escolher o que fica no hotel e o que levamos. A noite chega e junto a fome, ligamos para Caleb e vamos ao Lunas, um restaurante bem perto do hotel. Lá conversamos sobre o que nos espera em Illimani e comemos uma lasanha vegetariana. Voltamos para o hotel e combinamos de sair amanhã às 9am.

Agradecimento a Augusto por suas fotos aqui nesse post.

Hora de voltar a La Paz, antes temos que descer até o acampamento 1 e arrumar as coisas. Descer foi tão difícil quanto subir, as botas plásticas escorregam em todo lugar e certeza que umas 4 vezes rezei pedindo pra não morrer, mesmo sendo ateia nessas horas recorro a todos. Vou o caminho todo me equilibrando e tentando tomar cuidado, a cada escorregada meu pensamento vai para o Ben e para minha mãe. Morrer não é uma opção, ainda mais assim tão nova, a cada escorregada José brincava que eu queria esquiar sobre a pedras, eu retribuo a risada e falo que esquiar ali é suicídio e que se eu morrer minha mãe me mata. Ele ri muito e diz que nada vai acontecer.

Vou andando super lenta, e as pessoas vao me passando com facilidade. José se irrita com o fato de eu não ter aprendido a usar crampons e as botas direito, e fica tentando me ajudar. Presto atenção a cada conselho e ensinamento dele, mas a velocidade do meu passo não aumenta.

Tudo bem não estamos com pressa, os outros iam descansar, desarmar as barracas, arrumas as mochilas e descer.

Ao chegar no refúgio, estou morrendo de fome, a última coisa que comi foi a meia noite e já são mais de 16h. Sento dentro do refúgio mas estão cozinhando sopa e macarrão, saio procurando um cheiro neutro, encontro José que tenta resolver meu problema com um copo de chá.

Algumas horas depois os outros finalmente chegam, Kirk compra cerveja e resolve comemorar. Tento beber um copo mas fica difícil. Mesmo assim brindo, tiro fotos e me divirto.

Tudo arrumado, todos no carro, hora de partir para La Paz e contar tudo para Augusto.

A volta para La Paz foi tranquila, tínhamos 2 austríacos nos acompanhando, os dois também estavam super doentes com problemas intestinais e estomacais, nessas condições não dá pra negar uma carona a ninguém ainda mais que a maioria de nós tínhamos passado por isso. A trilha do acampamento base até o carro é repleta de belezas. Os animais na verdade dão a vida e a cor ao local, llamas por todos os lados seguidas de cholitas carregando seus bebês nas costas. Chegando ao fim da trilha tem uma queda d’água que dá vontade de mergulhar, mas falta coragem porque o frio é de matar. Todos resistem a tomar um banho menos Kirk, mais uma vez se mostrando mais vivaz que os outros, tirou as blusas e jaquetas e mergulhou a cabeça na água, até as moradoras do lugar riam impressionadas da coragem. Eu e o Ben ficamos olhando de longe e chegando a conclusão de sempre: Esse cara é louco!

De volta a trilha, Kirk vem sorrindo e dizendo que já se sente mais limpo e humano, mesmo sem xampú ou sabonete para fazer o banho decente. Ao chegar no carro encontramos Augusto todo empolgado tirando fotos das cholitas, com as cholitas e tudo mais. Ele se impressiona com a beleza das cores de suas roupas, seus dente de ouro e na força que tem em carregar tudo nas costas. Enquanto arrumamos o carro, lá está ele clicando, clicando e clicando.Kirk se junta a trupe e acabam deixando as mulheres super envergonhadas, a vergonha delas dava uma graça singela a toda situação.

No carro de volta o caminho foi tranquilo, alguns cochilaram, outros conversaram e eu estava morrendo de calor. A verdade é que quando se anda nessas estradas você escolhe entre calor ou poeira e nesse dia já dá pra imaginar  o que escolheram.

Chegando ao hotel, todos cansados cada qual pegou suas coisas e de elevador chegaram a seus andares. Pelo jeito a sorte não estava do nosso lado, e ao tentar tomar um banho a água só vinha gelada. Liguei na recepção e me pediram para esperar que mandariam alguém. Meia hora depois ligo novamente e a recepcionista me pede calma e diz que em duas horas teremos. Descemos para encontrar os outros e combinarmos o jantar,  Augusto me oferece seu quarto para uma ducha, na verdade eles estavam trocando de quartos e esse ficaria vago. Não resisto e aproveito a chance. Me sinto bem depois do banho e as energias parecem ter se recarregado. O coitado do Ben recorreu ao banho frio mas ainda estava na expectativa de um outro quente. As horas se passaram e nada da água, um pouco antes de sairmos pra comer um homem veio e começou a bater no tubo de gás, 15 minutos depois disse que em pouco tempo teríamos água quente.

Saímos felizes com a certeza que depois do jantar poderíamos tomar um banho quente e relaxante.

Para o jantar escolhemos um café restaurante aqui na rua sagarnaga chamado Banais, aconchegante e muito bonito a decoração  é bem diferente, saias de cholitas bem coloridas penduradas no teto que é pintado imitando o céu, o chão de vidro no terraço e com diversas máscaras de metal. Impressionante como pode haver lugares assim no meio de barracas e mercados a céu aberto. A comida também foi bem gostosa, e os smoothies uma sensação. Uma coisa curiosa sobre La Paz, ou melhor Bolívia, não se importam frutas, então a seleção é curta mas sempre fresca e natural.

Kirk estava pensando sobre fazer a Death Road no dia seguinte e o ajudamos a decidir que sim. De volta ao hotel, chegou a hora que o Ben mais esperou, o banho quente. Mas parece que fomos enganados e a água seguia congelante. Triste ver que o dia não terminou como planejamos.

Apresentações feitas vamos as jornadas porque cada dia é uma maratona. A noite antes da ida ao acampamento já é bem exaustiva. Difícil controlar a ansiedade e organizar o tempo para todas as coisas que uma saída de 6 dias na montanha exige. Arrumar a mochila para quem nunca tinha feito isso antes se mostra muito mais complicado do que poderíamos imaginar. Você tem que pensar no balanço, organizar de acordo com as possíveis necessidades e ainda assim tentar deixar tudo o mais compacto possível. Saber escolher bem o que levar e o que deixar, por isso mesmo acredito que montanhismo é um esporte um tanto sujo, por uma bagagem mais leve e mais fácil de se carregar por longas caminhadas o montanhista abre mão de trocas de roupas. AS únicas peças que você leva a mais são roupas intimas e meias. O resto se resume á uma camiseta, um conjunto de calca e camiseta um pouco mais quente, outro conjunto de fleece (um tipo de moleton), uma jaqueta pesada, um corta vento. A maioria dessas roupas você usa diariamente.

Falando assim parece pouca coisa afinal a roupa dá pra colocar em uma mochila de ataque, mas ainda temos que carregar o saco de dormir, as botas para neve, capacete, colchão térmico, isolante térmico, lenços umedecido, papel higiênico, pratos, mugs, e garrafas de água.

Depois de horas e horas conseguimos finalmente terminar essa façanha. Dormimos um pouco e antes das 7am estamos descendo para recepçao nos reunir com todos e checar as últimas coisas. José chega com seu jipe e começa a colocar tudo em cima. Uma grande montanha de mochilas e malas se forma e ele cobre com lona e amarra com cordas de forma com que não balancem ou se perca algo no caminho.

A viagem de La Paz ao acampamento do Condoriri é de mais ou menos 3 horas, passando pela parte do mercado e dos postos de gasolina com filas gigantes, muita fumaça dos carburadores dos carros e uma grande bagunça no trânsito de pessoas e carros. O tráfego aqui é uma verdadeira bagunça carros se enfiando em qualquer lugar, pessoas atravessando e quase sendo atropeladas a cada metro. Não existe preferencial ou sinalização que ajude a multidão de motoristas apressados. A quantidade de lotação e ônibus é impressionante e pelo o que pude entender não existem pontos específicos de parada, as pessoas param em qualquer lugar tanto para subir quanto para descer. É uma grande emoção estar a bordo de um carro aqui, a todo momento você se espreme para um dos lados e suspira aliviado por ainda não ter colidido.

Ao chegar na estrada a vista muda, ao invês de fumaça, casas de tijolos em construção, e  um mar de carros velhos se transforma em um calmaria, a linda cordilheira real ao lado direito, casas de tijolo de barros, llamas e ovelhas do lado esquerdo. Ao passar pelo pedágio várias cholitas tentam nos vender sacos com uma espécie de suco. Ninguém tem a coragem de tentar. E o Augusto fica tentando tirar fotos da chola com a criança presa no pano nas costa. Irresistível não tirar fotos delas todas com sorrisos de ouro e roupas super coloridas. Com certeza as cores das vestimentas é o que dá vida a Bolívia.

Saindo da auto-estrada, entramos em uma estradinha de terra e pedra, com pontes que pasam por cima de buracos que devem ser lagos em alguma época do ano, alguns lagos sobrevivem e congela uma parte fina, deixando a água barrenta com uma textura estranha. As llamas a esa altura estão em toda parte grandes, calmas e com fitinhas coloridas em suas orelhas dão uma graça especial a os campos secos e intermináveis.

Chegamos a entrada do acampamento, daqui partimos a pé até o acampamento cada um carregando a sua pesada e grande mochila, os burros carregam somente as barracas e as malas de comida. Numa trilha de mais ou menos 4 km, passamos por lagos, cascatas, e avistamos o Condoriri com sua imensidão e beleza. Difícil dizer em que momento ele é mais bonito.

Para mim a caminhada até o acampamento foi fácil, preferi manter um ritmo e não conversar com ninguém, segui atrás do Caleb e do Kirk, enquanto o Ben e o Augusto vieram mais atrás conversando e tirando foto o tempo todo, a mais ou meno 15 minuts de caminhada esperei o Ben e chequei se ee estava bem. Ele disse que sim um pouquinho de dor de cabeça, bebeu água e continuamos a caminhada. Uma meia hora depois ele estava se com ânsia e um tanto deconfortável. Ao chegar no acampamento não tinha forças nem para nos ajudar com as barracas, tinha frio e sede. Dei um pouco de água com maltodextrina, mas foi o tempo dele engolir e começar a vomitar. Daqui em diante o dia foi piorando pra ele. Vômito, diarréia e nauseas constantes. Caleb vinha checar o tempo todo e disse ser muito agressivo para ser somente altitude que podia ser infecção intestinal ou algo parecido. Queria levar-lo  de volta a La Paz, mas Ben pediu para esperar até o dia seguinte.  A noite foi intensa e interminável. Acordava a cada 10 minutos pedindo água e indo ao banheiro. Eu estava preocupada e forçava ele a tentar comer, a tentar beber água. Momento tenso para nós dois, ele doente, irritado e frustrado com a possibilidade de não poder subir a montanha e eu tentando fazer ele se sentir melhor, e também frustrada com a possibilidade de perdermos grande parte do dinheiro investido.

On Sunday night we met with our guide, Caleb Smith, from Mountain Guides International, and our fellow mountaineers – Augusto and Kirk, Italian and American nationals, though Augusto now lives in Texas. The whole group seem really nice and it was great to finally meet up with them and get to know them (mainly done at a Thai restaurant with a Bolivian head waiter who had lived in New York for years and had a strong Italian New York accent). Should be good climbing with them.

So yesterday up early for a day to Tiwanaku to futher acclimatize and to get to know every one. We had very little idea about the Tiwanaku civilization and didn’t know what to expect. The site is impressive though the infrastructure is poor. I haven’t yet been to Machu Picchu, though I have been led to believe that it isn’t quite as spectacular (indeed, the setting of the ancient city of Tiwanaku is on the Andean plains near lake Titicaca as opposed to the Andean peaks a Machu Picchu is). Apparently the civilisation had started around 1500 BC and had spanned until around 1000 AD when they faded away most likely due to drought with the reclining waters of Lake Titicaca which had been close to the city and important for fishing and general hunting life, and the growth of the Incas. It is believed that the city itself had up to 30,000 inhabitants, though the valleys around the city held as many as one million people. The influence of the Tiwanaku civilization spread into northern Chile and also southern Peru.

We got an English-speaking guide who was very interesting. He explained about the layout of the main temple with the corners and main gate being spaced to coincide precisely with the spring and autumn equinoxes, casting shadows to the centre of the temple. He talked about how the civilization had what appeared to be an advanced calendar system, with 52 weeks, aong with 12 months of 30 days. He pointed out  carvings on the impressive monoliths, showing carvings of the Condor representing the sky, the Puma on the ground, and the snakes and fishes for underground. There was also a “mega-phone” in the rock which magnified the voice and also allowed people to hear quite voices from quite far away. All quite interesting. In a second temple which was part underground there were faces carved into protruding rocks – he said that many represented the former leaders of the civilization, though he pointed out a couple made with white stone that appeared to be different to everybody else, suggesting that these represented extraterrestrials… not sure how much we bought into this idea…

As we left the place, there were a few local kids around and we ended up playing kick-around with them using some deflated footballs. A lot of fun and the kids were very sweet. Also, the view going back to La Paz was impressive as we could see the main Cordillera Real and the mountains we would be climbing, with large cumulus nimbus clouds and storms having grown over them – good that we hadn’t been caught in them as that would be terrifying, but impressive to see.

The Tiwanaku didn’t leave any written information about their history or language, so it was not clear as to how much what our guide was saying was speculation, wishful thinking or generally agreed upon points. What was clear was that, with the gigantic monoliths (weighing several tonnes implying quite a lot of hard work in quarrying them and taking them to the city) with impressive carvings, Tiwanaku would have been quite a place to visit. As it is, however, it is definitely worth making the hour journey to if you have time. (As a note, though the town around the temple is nondescript, there is a great church (San Pedro) made from some of the stones from the old temples, surrounded by a plaza with various carvings based on the Tiwanaku culture. Worth an extra hour or so to visit as it is very close.

Descemos de bicicleta a Estrada da Morte, uma experiência única. A estrada encontra-se na cordilheria dos Andes Boliviana,

e antes de 2007 quando era a única opção para chegar a Yungas estima-se que morriam mais de 350 pessoas por ano – para ver fotos de como era

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=1128. A estrada tem 64 km de percurso e com um desnível que chega aos 3600 metros .  Vimos um exemplo, um carro completamente destruído, o acidente ocorreu há 2 semanas atrás e matou 5 pessoas. Descer de bike é uma experiência única e eletrizante, mas ainda assim perigosa. A pergunta que fica na cabeça é como dois ônibus passavam ao mesmo tempo.

A rota é toda de terra com pedras soltas, cheias de curvas. Do lado direito pedras, encostas e cachoeiras do lado esquerdo um precípicio. Te surpreende com paisagens a cada curva, montanhas, picos nevados e floresta tropical. Logo na entrada enquanto admirávamos a paisagem  notamos três cachorrinhos pequeninos e lindos. Estavam quietinhos só nos olhando, não me aguentei e os chamei pra perto assim todos pudessemos brincar e dar carinho a eles. Eu nunca tinha visto três vira-latas abandonados tão lindos quanto esses, vontade de levar pra casa não faltou, mas acho que eles não iam aguentar a subida ao Illimani.

Fomos bem praticamente 95% do trajeto, o Ben um pouco mais que eu. Segue abaixo um vídeo curto da parte ruim da minha experiência

Das 7 pessoas que estavam no nosso grupo 3 caíram de verdade. Jeff um americano caiu no meio e ralou bem braço esquerdo, o Ben que torceu o pulso e eu que cortei a boca e ralei a perna.

Tenho consciência que o problema  foi excesso de confiança. Tanto é que a maioria se machucou nas curvas finais.

Os guias limparam os ferimentos, passaram iodo e fizeram curativos.

Mesmo depois de me machucar eu não me arrependo nem um pouco. Valeu muito a pena!

The streets of La Paz

Posted: June 1, 2012 by Ben Weber in English
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La Paz is really one great city to wonder around in. It is busy – lots of pedestrians, lots of cars; police in the streets whistling at the traffic; lots of hills to walk up and down; hundreds of buses (probably more than have ever seen in one place at one time); loads of people in buses yelling at the people in the streets about which direction their bus is going in; musical cash machines; so many ladies dressed in traditional clothes, with bowler hats on at slanted angles, balanced on top of their heads, and long flowing skirts as well as decorative showls… it is difficult not to find something of interest whichever street you end up going along. The fumes from the traffic can be difficult to take – the black, unfiltered, smoke does poor into the street – but, with the exception of when we got fumigated along the main avenue going towards the city’s bus terminal (if there is a next time during our time here, we will get a taxi to this place… but mountaineering is starting soon, so I doubt this will happen!), fortunately these fumes haven’t taken too much  away from our enjoyment of the place…

Whilst we have been in the city, we have spent much of the time in the northern region around the San Francisco Church, where we initially went on our first full day here. To the left of the Church (as you face up the hill) you can go up the valley sides to a load of different side alleys where there are a hundreds of little stores with handicrafts (and also the Coca Museum for anyone interested in the history of Coca). So much colour, it makes it extremely photogenic (though be careful about the time you go for photography as the contrast between the light and shadow is extreme, making it difficult to meter the light properly (HDR images could be a good idea). We also found a mountaineering store a few blocks up called Tatoo – very good place where we were able to pick up some last minute items.

We also found Calle Sagarnaga, which crosses the main trunk road going from north to south. The street is a bustling commercial area, which features street markets at night as well as plenty of shops during the daytime. On one part of the street near the municipal theatre (at the moment at least) there is a series of four strange metal-structured-cows. Very bizarre, and quite fun to see how they were made. Also the street leads into a plaza with government buildings and churches. Jaen Street – an old, quaint and extremely picturesque street, with four museums and some nice café-bars. One of these, Mistiso café bar, whilst providing us with one of the worst ice-cream-coffee experiences ever (just go for a normal latte… much safer!), has a great selection of music during the daytime and also has great character – looks like it will be good to spend a Friday or Saturday evening there, so we will be off there later tonight.

At night the area behind the San Francisco Church really comes to life with a huge street market sprawling across the streets on both sides of the main avenue. Plenty of foods, cheap products and interesting bits and pieces as well as a lively atmosphere can help you while the hours away as you go through all the stalls.

La Paz is high. Over 3,500 metres (and the airport at El Alto is at just over 4,000 metres) – coming from São Paulo at around 760 metres above sea level, this is a bit of a change. Altitude sickness starts to become more common for travellers reaching 2,400 metres, so we are a bit higher than this.

During my time in Tibet and also Colombia, I had been to some pretty high places and had generally got by okay with standard acclimatization – relaxing for a few days before doing anything strenuous. Natalia hasn’t had quite so much experience and when we were in Quito last time, it was slightly harder for her, so this time she also prepared by taking Diamox (a drug for Glaucoma but also commonly used for helping climbers with altitude sickness). When we arrived in La Paz on Monday evening, we were prepared for an environment which would leave us slightly breathless.

We didn’t feel much at first – though we did just stroll along at the airport, and then it was a taxi to the hotel. It was an amazing view, by the way, as we came down from the airport. El Alto looks a bit of a slum and hides much of the city of La Paz, but as you start descending, you get a fantastic view over the city down the valley, with the snowy peaks of Illimani a beautiful backdrop to the place. When we got to the hotel, I carried both the bags for a while and that certainly left me short of breath. We both noticed quite quickly that our mouths became dry very frequently and we definitely needed to keep drinking plenty of water.

After having been shown around the hotel, we just relaxed and rested for the night in our room. I read for a while, while Natalia slept. A rather alarming thing happened in that Natalia got up to go to the bathroom, and she said that she was thirsty. When she was walking, it looked like that she was drunk, and then when she got back, she closed the door behind her and tried to switch on the light. But she collapsed and bashed her head against the door handle. Fortunately, she was okayish, though she couldn’t remember exactly what happened. I gave her more water and she recovered – just a bit of pain on the side of her face. Not sure exactly for the reasons for this – whether it was due to the altitude, maybe she needed more water (though she didn’t see dehydrated), though at the same time I noticed that one of the side effects of Diamox is confusion/disorientation – climbers have commented about how on the first day of using Diamox, they felt like they were climbing after having had a few drinks. Everything turned out okay in the end though.

So yesterday, we just wondered around La Paz – up the main trunk road to the San Francisco Church – a former convent that was constructed in the mid-16th Century (quite splendid inside, with an amazing chapel and a host of religions paintings as well as an impressive exterior which features a host of catholic and indigenous carvings in the stone) – and enjoying the restaurants (Llama meat was really very nice!). Bolivians seem to like their fried chicken and desserts (a hundred metre queue for one dessert shop was quite impressive – though we didn’t wait in line to find out what the delights there were really like. We probably walked steadily over the day for about six hours or so (with breaks for sitting, eating etc), and while we were occasionally short of breath, we felt okay on the whole and were pleased with the way things had gone.

As a note, the difference between being in the sun and the shade was quite impressive – really felt quite cool in the shade and we needed our fleeces, though we were easily able to walk in just t-shirts in the sunlight. But something I forgot from my time in Tibet was how bright the sun can be. Even with the pretty dark mountaineering sunglasses (with side protection as well to make sure that the eyes are full protected from snow-blindness while out in blinding white snow conditions) my eyes hurt a little and I was grateful to have taken them with me just for a day trip.

Finally, one of the … more interesting… parts of the day was at a cash machine, and we thought we would record a little for prosperity… (speaking in Portuguese, but it should be quite easy to see what was happening…)

A primeira noite estava sendo de muito descanso. Escrevemos o post, fizemos um lanche rápido aqui mesmo no hotel e enquanto fui dormir o Ben ficou lendo livro e na Internet.

Por volta da meia-noite acordo morrendo de vontade de ir ao banheiro e beber água, de acordo com o Ben levantei da cama parecendo uma bêbada. Quando voltei do banheiro a luz do quarto estava apagada e ele me pediu para acender resolvi fechar a porta antes e a próxima lembrança foi eu no chão passando a mão no rosto e chorando de dor. Nossa meu rosto doía muito. O Ben do meu lado tentando me acalmar, dizendo que estava tudo bem e me pedindo para beber mais água. Apaguei literalmente.  Hoje passei o dia rindo tentando entender o que tinha acontecido!

Acordei diversas vezes por enconstar os lados doloridos do rosto na cama. Ontem pela manhã fui correndo ao espelho pensando que devia ter ficado vários hematomas, mas nada. Eu examinando bem de perto consegui notar mas o Ben não via nada.

Os efeitos da altitude são incríveis, e se não estiver bebendo água o tempo todo você percebe bem. Ontem bebi água a toda hora, e tentei acordar durante à noite para me hidratar.

O dia foi interessante, andamos o dia todo e por estarmos na parte baixa da cidade em sua maioria subimos, o que é um bom treino. Caminhamos pelo centro, nos encantamos com a Igreja e Convento de San Francisco uma construção do século 16, destaca-se na entrada um portal todo esculpido em pedra que mistura imagens sacras e indígenas, descobri que o nome dado a esse estilo é barroco mestiço. Lindo de se ver. Ao entrar no Museu você pode se ver quadros e entender como viviam os franciscanos antigamente. É possivel entrar na cripta e subir onde ficam os sinos, de lá a vista é incrível.

O centro da cidade é recheado de praças e é impossível não notar a quantidade de livrarias e restaurantes que vendem frango frito, pelo jeito a paixão culinária do país.

Na hora de almoçar não optamos pelo “pollo frito” mas sim por um retaurante chamado Café Colonial onde comemos Picada de Llama, uma delícia. O lugar é muito simples e decorado com diversas capas de vínil antigos de jazz, blues, tango, entre outros. Amúsica do mesmo estilo da decoração, logo maravilhosa. Gastamos nem 30 reais com os comes e bebes.

O Illimani ao fundo deixa a cidade muito bonita, de todos os lugares se vê o pico nevado e tudo vira um cartão postal,

nos pegamos num certo momento descendo uma das avenida em direção a ele, a impressão é que dá pra ir andando e isso chega a ser hipnotizante e tentador. Nas calçadas da Avenida Camacho é possível  ler diversos trechos de poemas e frases sobre a montanha, e se nota a importância que ela tem para a Bolívia.

Para terminar o dia fomos jantar no restaurante Mongos, famoso por bons pratos e uma noite animada ao som de salsa. Lá pudemos brindar a viagem com uma cerveja boliviana Huaris que dá de 10 a 0 na Quilmes, Patrícia ou Norteña, que importem ao Brasil já.

Com certeza o que ronda a cabeça de vocês é o que gostamos mais né?

Hummm para ser sincera acho que vocês nunca pensariam o que foi.

Apesar de tantas vistas apaixonantes, comidas deliciosas acho que vou concordar com o Ben que o ponto alto do nosso dia foi onde menos esperamos que fosse, em menos e 1 m² foi possível encontrar algo inimaginável e surpreendentemente engraçado:

Espero que tenha achado tão cômico e surreal quanto a gente.