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Satisfação total!

Como eu já disse viver na capital paulistana nem sempre é fácil, por isso a busca por lazer e uma vida saudável é interminável e um tanto desafiadora. Pedalar aos finais de semana para a praia ou interior é muito bom, mas para aqueles que tem sede por mais e mais, o jeito é incluir outros esportes. E as vantagens de diversificar as suas atividades esportivas não param só em te dar opções mas também previnem contusões e tendinites. Por exercitar diferentes  músculos com outros  movimentos gera um fortalecimento mais completo. A musculação sempre deixada de lado por aqueles que não buscam ficar bombados é essencial para uma evolução em qualquer esporte além de dar suporte para os ligamentos e articulações. Nós que precisamos estar com o corpo e a mente prontos para qualquer coisa já que esse projeto vai nos levar ao limite, ficamos cada vez mais versáteis e buscando treinos e atividades que nos ajudem. E foi por isso que começamos a escalar. A escalada é uma ótima dica para aqueles que buscam um corpo forte, alongado e maleável. Por trabalhar flexibilidade, resistência e força do corpo todo é um esporte mais que completo, sem falar da melhora na auto-estima, concentração e resistência mental.

Paulista - Va de BikeHoje mais do que nunca percebo como o mundo da bike e da rocha andam cada dia mais perto um do outro. Afinal de contas nada mais gostoso do que cair na estrada em cima da magrela, chegar no meio da natureza em algum cantinho razoavelmente perto da capital e escalar na rocha. Lá de cima ver a vista e pensar que conquistou não só quilômetros mas também “alturas”. Essa proximidade vejo pelos que estão a minha volta, a quantidade de gente indo e voltando da Casa de Pedra de bike aumenta mais e mais, hoje são organizadas pedaladas as quintas e até rola uns pedais longos de final de semana, na CP alunos novos são frutos invertidos, ciclistas que vão lá ver qual é a boa das agarras e paredões. Esse crescimento de ambos dos esporte é animador, e até dá um tanto de orgulho ver o rumo que as pessoas estão pegando. Na Europa o uso de bike e escalada como lazer e meio de se manter em forma já é antigo, e tenho certeza que um dos fatores por grande parte da postura aventureira, da consciência ambiental e da maneira de lidar com coisas ligadas a melhora da qualidade de vida sejam tão enraizadas.

Para pedalar existem diversos grupos no face, em blogs, bicicletaria e bairros da cidade que te ajudam a iniciar a prática já a escalada parece mais distante, por isso hoje vim aqui mostrar que não é tão difícil começar a escalar, muito menos ir atrás de experimentar. Treino de Equilibrio - Slackline

Caso você queira tentar a primeira vez num ginásio com diversos níveis de dificuldades e segmentos do esporte sugerimos a Casa de Pedra que fica pertinho do metro Barra Funda. Além de ser o maior ginásio de escalada esportiva do país com paredes de até 14m de altura e mais de 100 vias de escalada guiada, top rope e boulder você ainda conta com uma estrutura completa de musculação. É possível ir um dia só para conferir ou fazer um plano mensal, dá uma olhadinha no site ou passa lá e conversa na recepção.

Casa de Pedra climbing gym, São Paulo

Casa de Pedra, São Paulo

Para aqueles viciados em esporte na natureza, e não querem nem passar perto de uma academia, indicamos a Kaiporah uma agência de esporte de aventura que nasceu justamente para ajudar ao acesso a esportes como: bike, yoga, trekking e claro escalada. Todo mês são programadas diversas saídas para as rochas no interior que cerca a cidade de São Paulo. As vias normalmente tem de diversos níveis de dificuldade e eles fornecem todo o equipamento de segurança, lanches super saudáveis e instrutores super experientes que vão te ajudar a superar os obstáculos e conquistar o cume.

Esse domingo caso você queira ir conferir vai rolar uma saída para o Guarujá no Morro do Maluf com vias muito boas para iniciantes e intermediários, caso queira saber mais informações dá uma perguntada lá na pagina deles Kaiporah.

Map - Timsbury - Worcester

O quinto dia de pedal foi longo. E o tempo não quis ajudar tanto dessa vez: chuva e vento. A rota até Wocesteralém de longa era recheada de subidas e descidas no começo e a estrada em alguns momentos me dava dúvida se ciclistas podiam ou não andar por ela.

Dias longos assim normalmente não permitem muito aproveitar e parar. Mas os vilarejo que cruzamos me faziam pensar em como um lugar tranquilo deve ser bom de se viver. Passamos por tantas casas e seu largos jardins que me fizeram imaginar como seria bom morar por ali. Ter um ou dois cachorros, andar de bike para todos os lugares e poder curtir mais a natureza e tudo mais que um pouco de calmaria poderia oferecer.

Sempre nas minhas viagens pareço apreciar e ver mais e mais como a natureza é perfeita. E aqui fico ainda mais encantada. Como pode cidade após cidade, independentemente do tamanho ter tanta variedade de pássaros. São tantos cantos, tantas cores e tantos tamanhos. Pela Inglaterra é possível ver diversas aves com o alcance do seu olhar. Fiquei triste a cada ave morta que vi nas estradas, e não só por elas mas também pelos coelhos e raposas. Me pareceu injusto com esses animais a forma como os carros passam por cima deles sem se arrepender e sem às vezes dar uma chance de fuga.

Numa hora me choquei ao ver pelo menos 5 aves no meio da estrada mortas em menos de 5km. Sinceramente me pareceu meio burro todas ali, um corpo seguido do outro. E me perguntava como pode todas elas morrerem tão perto. Depois fui saber que a tal ave era um phesants e que vários fazendeiros criam para soltá-las essa época do ano para as pessoas caçarem – um negócio bem lucrativo por aqui -, o que me fez ainda mais triste. Eu achei as cores dela tão viva e um pássaro tão bonito e mata-o assim me pareceu um tanto cruel.

Mas o que manda sempre é o dinheiro quem sou eu para julgar alguma coisa.

Os quilômetros passaram. As paisagens mudaram, e todos esses pensamentos sobre os bichos foram passando. Um mantra que fico repetindo durante o caminho com o forma de agradecer o tempo um tanto generoso que temos tido nesse inverno é “ Nature you are the best of all”, e assim me distraio.

Stats - Timsbury - Worcester

O dia passa de forma rápida e mais uma vez o que parece não passar são os últimos 15 km. Acho que a essa altura estou ansiosa demais por um banho, por um chá e por algo quente para se comer que devo olhar no odômetro de 5 em 5 segundos. Ao chegar no centro da cidade a ansiedade é substituída pela atenção, também com tanta rotatória e carro não dá pra ficar muito de olho no quanto falta. Os últimos km foram no total breu, então meu olhar ia se adaptando com as luzes dos carros.

Finalmente chegamos a casa de Caryl e Lyndoll, que nos receberam com um vinho aberto, e a janta posta (cordeiro assada com batatas, ervilhas e cenouras). Papeamos muito, afinal eles eram dois ciclistas cheios de histórias para contar. O Paulo teve um motivo a mais para comemorar as suas sapatilhas finalmente chegaram e agora ele poderia pedalar clipado. Por falar em clipe esse foi um dia que eu consegui pedalar tudo com o pé preso, tive uma queda no início, mas com o tempo melhorei.

 

 

Cataratas do Iguaçú não é à toa que está entre as 7 maravilhas naturais do mundo. Mas a cidade de Foz do Iguaçú tem muito mais do que o Parque Nacional, a cidade oferece diversas opções de parques e lojas para quem gosta de fazer compras.

Para chegar lá é bem fácil tem aviões saindo das principais cidades do Brasil e diversas opções de onibús. Para ficar, você pode escolher entre albergues e hotéis chiques, para comer esse é o problema a cidade oferece poucas opções de qualidade, churrascarias e casas de massas são os restaurantes mais comuns.

Segue um pouco sobre os pontos a serem visitados:

Parque Nacional de Iguaçú – é um conjunto de cerca de 275 quedas de água que estão compartilhadas entre o território brasileiro e argentino. Os dois parques no total possuem  mais de 250 mil hectares de floresta subtropical. As diferenças entre os dois é notória, enquanto no Brasil se tem uma visão ampla da cortina de água do lado argentino você fica mais perto das quedas graças as suas passarelas suspensas que passam por cima das quedas ou te permite estar cercada por 260 graus de cachoeiras. Além das quedas você consegue ver diversos animais. Então fique bem atento. Para entrar nos parques é cobrada uma entrada de R$41,10 para estrangeiros e R$24,60 para brasileiros no Parque Nacional do Iguaçú; Parque Nacional de Iguazu $130,00 para estrangeiros e para Brasileiros e Mercosur $90,00,no lado argentino só é aceito pagamento em pesos argentinos.

Macuco Safári: passeio inicia-se a cerca de 3km das Cataratas, na rodovia que corta o Parque. Nos jipes os guias vão explicando as principais características da fauna e da flora da região.
Depois, parte do percurso é feito a pé, descendo à garganta do rio, onde imponentes penhascos permitem ver de perto o salto do Macuco (altura de mais de 20m sobre rochas). Depois o passeio continua em barcos infláveis, que nos levam até bem perto da base das quedas. O Passeio sozinho custa R$156,00, mas se tiver tempo e pique vale a pena comprar o passaporte do parque por R$200,00 onde além do macuco safari você tem direito ao parque das aves, almoço no restaurante porto canoas e jantar na noite italiana.

Dentro do parque ainda é possível fazer diversos passeios de trilhas, observação de aves, arvorismo, rapel e outras coisas para mais informações acesse o site ou se informe dentro dos parques na central de turismo.

Fora do Parque

Usina de Itaipu: uma das maiores atrações da região. De lá é possível entender como funciona e qual a importância dessa usina que com a sua construção teve sim diversos pontos negativos mas que também permitiu o crescimento da região e o abastecimento de energia elétrica ao país.
A barragem foi construída no Rio Paraná, a cerca de 16km de Foz do Iguaçu, nesse passeio é possível ver a escada de migração de peixes que foi construída para que os peixes pudessem se reproduzir, subindo o rio durante a piracema.
A Usina oferece um permanente centro de recepção com auditório e projeção de filmes explicativos, além de acompanhamento de um guia.
Também abriga o  Ecomuseu de Itaipu com sua coleção de interesse arqueológico, etnográfico e antropológico. Tem como objetivo estudar os impactos da relação do homem com o meio ambiente. O preço para este passeio pode variar entre R$20,00 e R$51,00. Cheque as opções.

Refúgio Biológico Bela Vista : a caminho da Usina vale a pena visitar esse lugar onde os animais e plantas resgatados da região inundada se abrigam. São animais raros ou ameaçados de extinção, como o urubu-rei, o cachorro-vinagre e o veado bororó. O refúgio é considerado um sucesso já que com sua organização propiciou até a procriação de algumas espécies silvestres. A entrada é de R$19,80.

Parque das Aves Foz Tropicana: para quem gosta de aves, aqui vai se impressionar com as mais de 600 aves de 170 espécies diferentes. Em grandes viveiros perfeitamente integrados à floresta alojam-se ricas espécies de aves. Traga sua camera fotográfica por ser permitido entrar em alguns viveiros você consegue tirar fotos bem próximas de aves como: periquitos, tucanos, araras e outras, propiciando o conhecimento das aves brasileiras, bem como de espécies vindas da África, Ásia e Austrália. R$35,00 é o custo do ingresso.

Se quiserem mais dicas ou tiverem dúvidas é só deixar um comentário.

Nada como viajar, acredito que essa seja a melhor coisa no mundo. Porque não existe viagem ruim, pode dar tudo errado: o avião perder a sua mala, pegarem seu dinheiro na mochila, te tratarem mal na imigração ou até mesmo perder um dos aviões num mochilão. Pelo menos pra mim nada disso estraga a viagem por inteiro. Já passei por coisas parecidas e no fim da viagem ainda me senti feliz.

De certa forma ao sairmos do nosso habitat natural devemos estar abertos a novas experiências e o mais importante estarmos dispostos a aprender. Nada como dar algo errado para aprendermos.

Melhor do que voltar a um lugar é descobrir algo novo sobre ele e essa semana mesmo sem sair de São Paulo tive o prazer de descobrir e querer voltar para um lugar: o Maranhão.

Li uma reportagem da Aventura &Ação sobre a Chapada das Mesas e fiquei impressionada como nunca havia ouvido falar sobre esse lugar espetacular.

A beleza dessa área maranhense é bem diferente do que poderíamos esperar desse estado. Aqui você encontra muitas cachoeiras, lagos e reservatórios de água limpa e natural, diversos chapadões areníticos num ambiente que lembra uma savana.

Para chegar lá não é tão fácil, como a região fica na parte sul do estado a capital fca bem longe. Você deve pegar um avião até Imperatriz e de lá alugar um carro para ir e se instalar em Carolina. Aqui tem diversas opções de pousadas e hotéis.

No Parque Nacional  da Chapada das Mesas você vai encontrar dversas opções de trilhas a pé e de carro, as principais são:

Trilha do Cume do Morro do Chapéu – uma caminhada de mais ou menos 2 horas de ida e volta num calor de rachar, por isso não esqueça de levar bastante água e de iniciar a trilha cedo. Por ser um dos pontos mais altos do Parque (378 metros de altura) você tem uma vista panorâmica da região.

Trilha do São Romão e do Prata: próximo ao Rio Farinha existem duas quedas de água, para quem gosta de cachoeiras é uma ótima opção. Para chegar aqui você vai precisar de um carro 4×4 para ultrapassar os 56 km de estrada de areia fofa. Da queda de São Romão é possível caminhar por dentro de uma gruta que está atrás da queda, e se prepare ao fim da caminhada você vai encontrar diversas andorinhas que abrigam seus ninhos ali. Lindo!

Pedra Caída – fora do parque você tem ótimas opções também, a melhor é o Santuário Ecológico da Pedra Caída. Trata –se de uma reserva particular com diversas trilhas pelo cerrado além de opções de esportes de aventura como rapel, arvorismo e tirolesa.

Então fica a dica, se você quiser uma aventura diferente  e com muita beleza natural ao redor, vá para a Chapada das Mesas, se conseguir separar 2 semanas no mínimo das suas férias seria ótimo, senão vai  conhecendo aos poucos.

Segue link com fotos pra você olhar, se deliciar e se surpreender

<— Serra da Canastra: Dia 01

O segundo dia foi menos cansativo. Fechamos um passeio com guia na Central de Turismo (37 3433-1641) com a Dani. Às 9 am saímos de lá com mais dois casais e o nosso guia o Boca. O Passeio dura o dia todo então se esqueça de levar lanches e água pra aguentar o dia. Dentro do Parque da Serra da Canastra não existe lanchonetes ou conveniências então saia despreparado. Outra coisa boa de se falar é que é cobrada a taca de R$6,50 por pessoa para entrar no parque e essa taxa não está inclusa no passeio fechado com a Central de Turismo.

Da caçamba do jipe pode mos ficar de pé e observar os animais de cima. No caminho até a nascente do Rio São Francisco – nossa primeira parada – vimos muitos caracará, corujas toucadeiras, águias cinzentas e siriemas.

O Boca tem olhos de águia e ia nos avisando de tudo. Ao passar pelos campos abertos ele parava o carro e apontava para os veados campeiros, parava e apontava os caracará do outro, assim seguimos a viagem a procura de tamanduás, lobos guará, coatis, emas e outros animais.

Ao chegar na primeira cachoeira descemos do carro e fizemos uma trilha bem curta que nos dava diferentes pontos de vista, estávamos na Casca d’Anta parte alta. Ao fim da trilha chegamos em um mirante onde é possível ver muito longe e a vista é muito bela. Lá o Boca falou pra eu deitar sobre uma pedra pra ver a queda da cachoeira. A altura é incrível, são 186 metros de altura  Depois de tirar uma foto à la SuperMan, desci a trilha e fui mergulhar um pouco nas piscinas que se formam. A água é gelada mas relaxante. Algo com o clima todo do lugar que mesmo na correria da viagem de dois dias me sentia relaxada como há tempos não me sentia.

Ao sairmos da cachoeira para ir para o jipe para a próxima parada vejo  o Boca acenando e nos chamando com pressa. Ele apontava para a direita e eu já imaginei que devia ter algum tamanduá por ali… Corremos eu e o Ben, e ao chegar onde o Boca apontou vemos uma família de patos mergulhões, essa é uma espécie que está em extinção, onde o total de indivíduos tem diminuído de forma rápida devido a poluição pluvial, estima-se que a população atual seja de menos de 250 patos. Uma pena só termos tirado fotos de longe.

Próxima parada foi a Cachoeira dos Rolinhos parte alta, aqui é irresistível não entrar na água. A cachoeira forma verdadeiras hidromassagens naturais. E todas as quedas são muito gostosas de se banhar. Atravessando a primeira cachoeira chegamos a outra logo em seguida a Cachoeira Rasga  Canga aqui nessa parte é possível sentar embaixo de uma escada que se formou ali, assim dá pra relaxar sentado e com as quedas menores batendo nos ombros.

No fim da tarde é hora de voltar, porque afinal o parque fechas ás 17h. De volta a São Roque, comemos uma deliciosa comida da roça no Restaurante Vivá, já aviso que o restaurante é um das únicas opções abertas aos domingos e a comida é um banquete.

Saímos rapidinho para Piumhi pra pegar o ônibus de volta pra São Paulo que saiu às 22:30.

Se me perguntar se cheguei cansada em casa. Não, nada cansada, mesmo depois de encarar uma viagem de 8h e de ter ido trabalhar praticamente direto da rodoviária.

Por isso recomendo pra você ir conhecer, seja só por dois dias ou melhor ainda em uma semana.  É tanto sossego, natureza e cachoeira que a gente volta renovado de lá.

Para quem quiser saber mais:

Nesse site tem a lista de atrações do parque e avalia cada uma delas (http://www.serradacanastra.com.br/atracoes/outras_atracoes.html)

Parque Nacional da Serra da Canastra: (37) 3433-1840

Central de Turismo: (37) 3433-1641

Restaurante Vivá: Av. Vicente Picardi, 446 (tem a opção de comer a vontade e a comida é servida direto no fogão a lenha ou a la carte)Central de Turismo –

Para dormir indicamos a Pousada Barcelos (http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/minas-gerais/sao-roque-de-minas/pousada/pousada-barcelos/)

<— Serra da Canastra: Dia 01

Se tiver dúvidas ou quiser saber alguma coisa pode perguntar que respondemos.

Já vou logo avisando que 2 dias é pouco para conhecer tudo o que tem dentro do parque mas é o suficiente para se apaixonar.

O Parque Nacional da Serra da Canastra possuí 71.525 hectares demarcados e está presente nas cidades de Sacramento, São Roque de Minas e Delfinópolis em Minas Gerais. Você pode entrar no parque por uma das 4 portarias (São Roque de Minas/São João da Canastra/Sacramento/Casca D’Anta) e é cobrada a taxa de R$6,50 por pessoa. O parque está aberto a visitação das 8H às 18H. Você pode ir com o seu carro mas o estado das estradas internas são péssimas e nos dias de chuva pioram ainda mais. Recomendo que você pegue um guia ainda na cidade.

Em São Roque de Minas tem a Central de Turismo lá você pode conversar com a Dani que sabe tudo o que está rolando e certeza vai indicar a aventura que você procura. Se estiver com fome aproveite para conhecer as delicias do Restaurante Vivá servida no fogão a lenha.

Para aqueles com pouco tempo e sem carro dou a dica do nosso primeiro dia: Cachoeira Capão do Forro e Da Mata. 

Chegamos em São Roque às 7 da manhã fomos na padaria tomar café da manhã e a decepção – acredite se quiser – o pão de queijo não era bom. Quando se está no estado de Minas Gerais pensamos que o pão de queijo vai ser bom em qualquer lugar, mas pelo menos dessa padaria te garanto que qualquer padaria em São Paulo faz um melhor. Caminho explicado, lanche na bolsa agora é hora de por o pé na estrada – literalmente.

Foram 5 km andando pela estrada com muita terra, poeira e subidas, mas em compensação as paisagens são belas e pra quem gosta de curtir a natureza uma ótima oportunidade para observar as aves. Vimos bastante pássaros como: caracará, pica-pau do campo, periquito rei, entre outros.

Na estrada ficávamos ouvindo um barulho que parecia uma risada. Procuramos muito, olhamos atrás dos matos, sobre as árvores atrás dos cumpinzeiros e nada. Mais tarde descobrimos que é o som da siriema.

5 km de estrada e chegamos numa bifurcação com uma placa gigante sinalizando as trilhas e cachoeira, viramos a direita e descemos por um caminho de pedras passando por bois e vacas até chegar a portaria, lá tivemos que pagar a taxa de R$10,00 por pessoa para poder ir até as cachoeiras. A primeira, Cachoeira Capão Forro, ficava logo em frente e contornando ela pela direita tem a Cachoeira do Lobo e diversas piscinas naturais. Depois de aproveitarmos essa pegamos uma trilha que fica antes da portaria até a Cachoeira da Mata essa sim é um espetáculo. Aqui nadamos, e aproveitamos o resto da tarde. 

No fim de tarde voltamos para São Roque a pé apesar de muito insistirem em nos dar carona. O fim de tarde é muito bonito, e compensou cada passo só para ver as paisagens lindas com o céu colorido e às vezes dramáticos.

Segue algumas informações:

Parque Nacional da Serra da Canastra: (37) 3433-1840

Central de Turismo: (37) 3433-1641

Restaurante Vivá: Av. Vicente Picardi, 446 (tem a opção de comer a vontade e a comida é servida direto no fogão a lenha ou a la carte)

Já falei num post anterior sobre a nossa ida ao Parque intervales e sobre as trilha que fizemos, a maior dificuldade e a maior emoção foi dentro da caverna principalmente na Caverna do Fendão, nesse vídeo tentei re-criar o clima que vivenciamos lá dentro. Então apague as luzes e preste atenção.

Esse final de semana fomos para o Parque Estadual Intervales para fazer uma trilha, o mais impressionante foi ao chegar ver que o parque é muito famoso nos Estados Unidos. A maior parte dos freqüentadores são americanos. Como pode, um lugar que fica a menos de 4 horas de São Paulo, que ninguém nunca nem ouviu falar, ser famoso no exterior?

O motivo de tanto sucesso é a grande diversidade de aves. No meio da Mata Atlântica o parque oferece diversas trilhas, cachoeiras, grutas e cavernas e diversas opções de ecoturismo. Uma pena que a gente só tinha ido passar o Domingo, o site do governo do estado não descrevia bem o parque e pensávamos que só tinha uma trilha para fazer.

Fizemos a trilha Divisor das Águas com um percurso de mais ou menos 13 km e com uma duração que pode chegar a 9 horas. A caminhada é longa mas sem muitas dificuldades, alguns trechos molhados e escorregadios mas nada demais. A maior dificuldade foi ao entrar nas cavernas. Foi a nossa primeira experiência e não imaginávamos que seria tão complicado. Na maior parte tínhamos que andar agachados, com água na altura da canela, alguns trechos com o teto baixo e largura estreita. Alem disso tínhamos que iluminar o caminho porque dentro da gruta era um breu só. De uma galeria para outra tínhamos que pular fendas, se arrastar em túneis, escalar mini boulders… Uma experiência desafiadora e muito gostosa.

Certeza que iremos repetir.

DICA

Para você que gosta de aventuras:

Parque Estadual Intervales Monitor R$ 50,00 por dia.

Hospedagem no parque? R$50,00 por dia.

Sai ônibus da Rodoviária da Barra funda para Capão Bonito de lá você pode pegar um taxi o custo médio da corrida é de R$70,00.

Para mais informações sobre essa e outras trilhas: http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/principal_conheca anos.

Trilha da Pedra Grande

Posted: March 10, 2012 by Natália Almeida in Hiking, Português, Training
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Eu já falei no post anterior um pouco sobre essa trilha, são 9km de caminhada, numa subida sem fim para chegar até a Pedra Grande, de lá uma vista incrível, a fusão nada suave entre a Mata Atlântica e a Metrópole. De certa forma assustador, porque pensamos em  como antes essa mata devia dominar tudo a nossa frente.

Dentro do Parque do Horto, você ainda tem diversas outras trilhas como a Trilha do Bugio, da Bica, das Aguas Claras…

Pra quem mora ou está visitando São Paulo vale muito à pena conhecer.

Agora espero que gostem do vídeo!

Uma batalha pela sobrevivência

Posted: March 5, 2012 by Natália Almeida in Português
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No meio da trilha encontramos uma batalha pela sobrevivência…

De um lado uma vespa com um veneno paralisante capaz de praticamente zerar o metabolismo de sua presa, do outro , uma aranha armadeira duas vezes maior. Antes mesmo de começarmos a filmar a aranha jea tinha tentado fugir da briga, mas a vespa é daquela que não deixa barato, briga é briga, façam as suas apostas, eu posso adiantar que perdi a minha.