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Vida Saudável!
Na Terça-feira  completei 1 semana de regime… Acho que até agora o maior desafio foi por ser meu aniversário então fiquei a base de chá verde na festa e jantei em casa antes de ir… Os amigos são os amigos, alguns te entendem e te apoiam já outros se divertem em te tentar com tudo o que veem pela frente.
Tenho conseguido me organizar e me manter disciplinada, na segunda talvez tenha sido o dia mais difícil, tive que correr de cima pra baixo na cidade, e tive que comer a minha marmita fria no taxi e depois comprei o iogurte no caminho, como não tinha fruta na vendinha, tomei o iogurte sem nada mesmo, ainda bem que gosto!
Ser mulher só complica as coisas, de TPM não poder recorrer ao chocolate me deixa querendo ficar ainda mais irritada, mas me foco pensando que tenho um bom motivo. O doce em si não é um problema, até porque chocolate eu gosto de amargo, sou daquelas que quando vê que lançaram mais uma barrinha 90% cacau abro um sorriso gigante, o que na verdade só facilita, quando a tpm aperta recorro a um café se açúcar e tudo certo.
Organizar a alimentação anda fácil, como não preciso cozinhar muita coisa, e normalmente os pratos são assados eu meio que coloco tudo numa assadeira e deixo o resto por conta do fogão.
Acho o mais inacreditável é que parece que tudo está se apertando na mesma semana:
Primeiro o regime proposto pela Isabella Alencar, depois as tarefas que estão começando a ser incluídas pelo Personal Alércio Dias, e ontem chego na musculação e a Luciana trocou todo o meu treino por um bem mais pesado.
Mas o jeito é respirar fundo e seguir concentrada!
Sigam torcendo por mim.
Mais tarde posto as minhas refeições para vocês conferirem como não estou passando fome!
O ingrediente escolhido pela Dra. Isabella Alencar essa semana é a amêndoa.
As amêndoas são fontes de fósforo, cálcio, vitamina B2, fibra, proteínas e vitamina E. Além de fontes de gorduras boas, possuem propriedades relaxantes sendo uma ótima opção em momentos de estresse..
Por ser tão um alimento tão rico, escolhemos ele para te dar opções de leite vegetal!
Espero que goste!

ImagemOntem tive mais um encontro com a minha Nutricionista a Dra. Isabella Alencar, a cada novo encontro aprendo mais e mais sobre o que preciso melhorar, o que comer em cada hora e saber adaptar um pouco mais minha alimentação de acordo com o meu ritmo e rotina.  Mas esse último encontro me surpreendeu!

Depois de mais de um ano de acompanhamento nutricional já passamos por diversos momentos que achávamos que seria complicado: um mês sem derivados de leite, aprendendo a montar um prato, trocar arroz branco por outros carboidratos integrais, aumentar o consumo de água e por ai vai. a cada nova proposta um resultado.

Dessa vez algo um pouco mais desafiador: perder 4 kg de gordura em 10 semanas.

Para isso uma dieta montada com horários e quantidades que vão exigir disciplina e determinação. Agora o foco vai ter que estar ligado 24h por dia, sem escorregadas ou desistências. Tudo bem que vou precisar da colaboração dos amigos e família para não ficarem me tentando, e olhando por esse lado o desafio será meu, do Ben e certamente da minha mãe que vai ter que resistir em fazer pudins e comidas como lasanha e estrogonofe,  

Olhando para trás, pensando em todo esse tempo de acompanhamento e até mesmo na minha vida sem muito conhecimento nutricional, eu nunca segui uma dieta ou regime. Desde o começo com a Isa ela nunca foi de nos impor quantidades certas e sim nos explicar o que é legal e o que não é. 

Vocês devem estar se perguntando o porque dessa mudança agora.

Mas desde o mês passado começamos a contar em nossa equipe com o Personal Alércio Dias, que com um treino funcional vêm melhorando nosso preparo, e trabalhando : potência, explosão, agilidade, equilíbrio e  resistência. Ele e a Isabella trabalham hoje lado a lado, e foi assim, juntando as avaliações de cada um e estudando nossa rotina de hoje e vendo toda a nossa evolução que eles chegaram a conclusão que sem esses 4kg a minha performance iria melhorar e muito.

Torçam por mim, realmente acredito que vou conseguir, e vou usar aqui para ir contando minhas vitorias e dificuldades. 

 

Hoje finalmente estreia o Entre Papos e Panelas, um programete semanal que teremos aqui no site.

A Dra. Isabella Alencar – nossa nutricionista funcional – comandará as facas e panelas da nossa cozinha para ensinar receitas super práticas, saudáveis e que certamente ajudará na nossa – e porque não sua – performance esportiva.

E por falar em performance nada mais justo que a primeira receita seja daquela que é adorada pela maioria dos atletas de alta performance: a batata-doce.O baixo índice glicêmico dela nos permite ter energia por mais tempo durante a atividade esportiva!

Abaixo uma lista de benefícios sobre esse tubérculo só lembrado nas nossas mesas durante as festas juninas:

  • Fonte de carboidratos, fibras;
  •  Rica em vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, ferro, potássio e fósforo.
  •  Regula o sistema nervoso e Digestivo;
  •  Previne a hipertensão;

Cada 100g de batata doce tem em média 116 calorias – 1,16g de proteínas, 30,10g de carboidratos e 0,32g de lipídios.

A primeira rocha você nunca esquece em Pedra Bela, SP

Aproveitando o tema tempo do post passado, hoje queria falar na velocidade que as coisas acontecem e em como a vida parece a cada dia estar pisando mais forte no acelerador.

Eu me dei conta disso na segunda (17-09), eu e o Ben completamos 1 ano de casamento e nesse 1 ano nossa vida realmente mudou. Não pelo casamento eu digo isso. Acho que essa foi a menor das mudanças, a não ser pelos presentes que ganhamos. Mas  digo porque a mais ou menos 365 dias atrás toda essa ideia do 360 extremes começou a surgir.

Digo que o tempo passou rápido mas não que foi rápido demais, não mesmo. Olhando para atrás vejo o quanto fiz, aprendi, vi e criei nesse tempo. E olhando para frente meus olhos se enchem de lágrimas com tantas possibilidades e coisas que me aguardam. Eu encho a boca pra dizer que eu sim tenho um Mundo de possibilidades a frente. E repito que isso me emociona sim.

Tantos sonhos e conquistas que duas palavras fizeram entrar na minha vida, um mundo que há um ano atrás se o Ben não tivesse dado assas a sua imaginação ou se eu as tivesse cortado não existiriam hoje.

Depois da rocha hora de ver o pôr do sol em Salesópolis, SPHoje vejo que essas duas palavrinha (360 Extremes) nasceram de uma vontade latente em nossos corações e pensamentos. Uma vontade simples e um tanto primitiva, algo que talvez esteja presente em você ou que pelo menos você reconheça da sua época de criança. A vontade de sonhar e acreditar. Acreditar que as aventuras realmente acontecem fora dos filmes, que o mundo sim é nosso quintal e que tudo é possível se você realmente quiser.

Nesse tempo conheci um mundo novo, esse meu mundo de hoje que me encanta a cada dia e que me ensina. Treinos intensos que me introduziram a escalada, a pedalada, ao trekking. Que me levou a montanhas frias, altas e de uma beleza inimaginável; a estradas com curvas, a beira de rios e que aproveitei e suei cada quilômetro e que ao chegar onde queria me senti realizada de enxergar que sobre duas rodas cheguei inteira onde eu quis; ralei a mão, cunhei calos e levei minha cabeça a uma pressão em rochas porosas, abrasivas e de baixo de um sol escaldante tudo isso por um cume.

Conquistando um cume em Pedra Bela, SP

Aprendi tanto sobre mim, sobre meu corpo, sobre minha mente. Vi que sou fruto das atividades que incluo ou excluo do meu dia, sou feita do que como e sim  meu corpo é 70% composto de água e por isso hoje bebo bastante água para não viver uma vida desidratada.  Sou menos ansiosa e mais calma, o sorriso que sempre foi presente no meu rosto hoje se faz impossível de se desfazer, o estresse não me acomete e dos meus finais de semanas antigos só sinto falta da presença de meus amigos e familiares. A vida hoje é corrida sim, muito trabalho na semana e pedaladas longas nos finais de semana. Achar um tempo para as pessoas que amo é complicado, mas hoje sei que todos que me acompanham sentem falta assim como eu, mas me apoiam e me admiram.Conhecendo um Glaciar em Jasper, Canadá

Admiram uma coragem que levei tempo em crer e enxergar, mas que hoje depois de todo esse tempo vejo. Treinar, se comprometer e viver algo que está te levando a largar toda uma vida aqui em busca de um sonho que deve durar mais de 3 anos exige coragem, a incerteza a frente dá medo às vezes, mas o medo não consegue tirar da minha cabeça o querer de viver isso até o fim.

Mesmo o fim sendo o começo ( São Paulo – São Paulo), mas anos depois a cidade que eu devo deixar não será a mesma que eu encontrarei e essa ideia só torna tudo ainda mais interessante.

Sonhos existem e acreditar neles é o primeiro passo para que eles aconteçam, fica a dica.

Todo começo de atividade é de certa forma complicada, porque o gostar nem sempre basta e incluir na sua agenda um esporte exige muito mais que vontade. Desde pequena sempre pensei que tempo é questão de prioridade e isso é uma verdade porque cada coisa que você prioriza acaba chamando outra prioridade e outra e outra que no fim é complicado organizá-las.

Com esse projeto conseguimos incluir a musculação e a escalada em nossos treinos semanas, hoje a bicicleta é um dos nossos focos e já estudamos como fazer dela um treino constante. São Paulo não é a cidade mais amiga dos ciclistas e pegar a bike ra ir e vir pela cidade não me agrada muito, o Paulo que já é um apaixonado pelas pedaladas treina 2 veze por semana na ciclovia da marginal e faz viagens aos fins de semana, enquanto eu e o Bem ainda temos que comprar a nossa. Mas calma, iremos comprar até o fim deste mês. É que nem sempre a nossa conta bancária e nossas vontades estão na mesma página, ainda mais agora depois da Bolívia. Agora antes mesmo de ter a bike já tentamos bolar um esquema. Pesquisando passeios na internet achei diversas opções legais e queria compartilha-as com vocês, quem sabe alguém também está incluindo ciclismo em suas atividades.

No site da WDE (http://www.wde.com.br/bike/passeios.htm) tem uma matéria muito legal ra quem mora aqui em São Paulo Capital orque tem um calendário semanal falando sobre diversos grupos de edaladas e passeios, com dados como horário de saída, percurso, nível dos ciclistas e tempo de passeio. Existem gruos para iniciantes, para quem gosta de velocidade, pra quem gosta da madrugada para pedalar e trlhas mais longas aos finais de semanas.

Já no www.ondepedalar.com existem grupos de todo o aís e dicas de competições, esse site funciona como um guia de cicimo em geral, dando dicas sobre bike, ensina como montar uma, mecânica online e por aí vai.

Se você estiver querendo começar a viajar ou até mesmo fazer trilhas, se prepare antes. Bicicleta exige bastante dos musculos das ernas e de condicionamento aeróbico, então treine antes de se arriscar na estrada, porque você pode sofrer exaustão e exigir de mais de seu corpo. A experiência que poderia ter sido maravilhosa vai se transformar em tortura por pura falta de planejamento sua.

Todo mundo por aqui deve saber que nós nunca estivemos numa montanha, logo nunca enfrentamos os perigos que existem ali. Por isso o terceiro dia foi um dia de se aprender. Também não queríamos forçar os que estavam doente e mesmo Augusto ainda não estava 100%. Acordamos umas oito da manhã, nos reunimos para um chá quente e cereal. Demos uma caminhada pelo lago, brincamos com um estilingue boiviano que Kirk tinha comprado no primeiro dia. Depois nos reunimos para treinar tipos de nós. Os principais foram: oito – o nó mais usado no montanhismo e também na escalada da rocha, “eight in a bite” , prusik, clover, fishmen, e outros mais. Aprendemos onde deve ficar a sua ancora, o texas kick, o prusik de segurança, e como deixar sua cadeirinha mais segura com carabinas no seguro.

Como não temos fotos e esse monte de nome de no deve parecer grego, segue um vídeo mostrando como se fazer esses e outros nós tão importantes para o escalador:

Depois aprendemos que em caso de queda numa crevasse o certo é deixar os pés longe das paredes, porque o crampon pode segurar bruscamente e você acabar girando o corpo, não se deve soltar o ice axe e assim que possível craválo com as duas mãos na parede usando-o como breque, entendido isso depois de compreendido o posicionamento fomos para a rocha para aprender como sair de dentro da crevasse, subindo com a ajuda do texas kick.

Vídeo demonstrando o uso do Texas kick:

Fomos até uma rocha velha e que me dava medo só de olhar a cada agarrada as pedras se soltavam. Mas de acordo com o Caleb era segura se pendurar na corda e se içar até mais ou menos 10 metros do chão. O primeiro a tentar foi Augusto, que por ter uma cadeirinha de fita simples, não conseguiu nem sair do chão, falando português claro, as fitas amassavam as bolas dele. Desistiu e foi a vez do Ben que teve um pouquinho de dificuldade no começo, é complicado se equilibar e tentar se sustentar tão perto do chão, mas ele conseguiu, dificuldades na descida também superadas, chegou a vez de Kirk que tinha uma cadeirinha parecida com a de nosso parceiro italiano mas o nosso super homem não teve problemas, até brincou com o aperto na virilha. Finalmente chegou minha vez, por causa do vento forte estava com um pouco de sinusite mas me esforcei e encarei a tarefa, todos dando o suporte e falando que eu etava indo muito bem, fui subindo, subindo e subindo até que Caleb riu e perguntou quando eu ia começar a descer, dei graças por poder começar a descida. Treino terminado hora de voltar ao acampamento, com a sinusite mais forte e os ventos também a volta não foi das mais agradáveis. Chegando no acampamento vesti uma touca e me enfiei dentro da barraca não saindo nem pra comer. De lá pude ouvir eles combinando a nossa primeira saída para a montanha, às 2h30 da manhã começariamos a caminhada sentido ao Pequeño Alpamayo. Comemos um macarrão e dormimos ansiosos.

O segundo dia não melhorou, quer dizer melhorou um pouco pelo menos para o Ben. Ele acordou um pouco mais forte, os vômitos continuaram mas mais espaçados. Em compensação Caleb e Augusto acordaram com os mesmo sintomas. Caleb não teve nem coragem de sair da barraca enquanto Augusto vomitava a cada gole de água. Eu e o Kirk eramos os únicos fortes e saudáveis e por isso mesmo ficamos meio que cuidando de todos. Levamos o Ben para uma volta enquanto os outros tentavam cochilar. A caminhada não foi longa mas acreditávamos que um pouco de exercício iria ajudá-lo.

A parte complicada foi tentar esquentar a água. O fogão eo combustível era algo que de olhar não dava pra entender como funcionava. Bombamos, viramos e reviramos a bomba de gás tentando ascender o fogão. Todas as tentativas frustradas. Acabamos pedindo ajuda a um rapaz da barraca ao lado. Tato, um argentino sem sotaque argentino no espanhol ou no inglês, super atencioso. Levamos o fogão até sua barraca e ele nos mostrou como fazer. Pareceu simples e ao voltar para nossa tenda tentamos novamente. Que frustrante o fogo ascendia e apagava segundos depois. Tentamos por uns 15 minutos até que Kirk pediu pra eu ir de novo ao Tato e trazer ele. Ele veio e ascendeu, oferecemos chá quente e o convidamos para um bate-papo. A melhor ideia do dia, o rapaz era bem conversador e acabou distraindo um pouco o grupo de doentinhos. Ele é guia de montanhismo na Patagônia e matou a curiosidades de todos sobre o lugar. Kirk contou a sua história no Aconcágua e ficou perguntando sobre outros lugares para se conhecer na América do Sul. Caleb resolveu se juntar e conhecer o argentino que repetia o tempo todo a vontade de ir escalar no Alaska. Os dois trocaram informações sobre a cidade de cada um e as diferenças e similaridades dos dois lugares. Caleb ficou impressionado com o jeito relaxado em relação a segurança com que se levam os turistas para conhecer os glaciares, sem segurança eu diria, nada de cordas ou cadeirinhas.

O bate-papo durou quase 2 horas e depois os mais cansados voltaram para suas barracas.

Eu e Kirk preparamos sanduíches de salame, e outros de pasta de amendoim com geléia. Ben foi o único que conseguiu comer e não passar mal. Ótimo sinal, e com certeza acalmou os medos que tínhamos antes de voltarmos ao Brasil sem subir uma montanha sequer.

O dia foi passando e cada um foi mostrando sinais de melhora, o único a não demonstrar reação foi Augusto. Dava pra ver como emagrecia a cada hora. O pior é que ele desistiu de comer, porque achava que comer só ia piorar e nesse momento estava se desidratando. De manhã havíamos decidido que todos os doentes iriam começar a tomar Ciprus, um antibiótico que tivemos que trazer no kit-med a pedido da agência. Augusto foi o único que começou a toma mais tarde e por isso mesmo devia se o que mais demorava a se recuperar. Horas se passaram e de noite nos reunimos na barraca do Caleb para o jantar. Nada muito substancioso mas quente e acolhedor. Uma sopinha de tomate, e bem picante do jeito que nosso guia americano gosta. Não me pareceu uma escolha sábia porque coisa picante tende a ser agressivo ao estômago e a sopa sem calórias ou vitaminas suficientes para tudo o que a maioria perdeu nos ultimos dias. Depois de uma conversa rápida todas para cama.

Finalmente eu e o Ben tivemos uma boa noite de sono, eu até fiquei cantando na barraca antes de dormir o que me rendeu vários pedidos no dia seguinte. Acho que de fora da barraca minha voz parece boa, porque enquanto o Ben sofria com minha desafinada voz o Kirk e Augusto achou bem relaxante.

Apresentações feitas vamos as jornadas porque cada dia é uma maratona. A noite antes da ida ao acampamento já é bem exaustiva. Difícil controlar a ansiedade e organizar o tempo para todas as coisas que uma saída de 6 dias na montanha exige. Arrumar a mochila para quem nunca tinha feito isso antes se mostra muito mais complicado do que poderíamos imaginar. Você tem que pensar no balanço, organizar de acordo com as possíveis necessidades e ainda assim tentar deixar tudo o mais compacto possível. Saber escolher bem o que levar e o que deixar, por isso mesmo acredito que montanhismo é um esporte um tanto sujo, por uma bagagem mais leve e mais fácil de se carregar por longas caminhadas o montanhista abre mão de trocas de roupas. AS únicas peças que você leva a mais são roupas intimas e meias. O resto se resume á uma camiseta, um conjunto de calca e camiseta um pouco mais quente, outro conjunto de fleece (um tipo de moleton), uma jaqueta pesada, um corta vento. A maioria dessas roupas você usa diariamente.

Falando assim parece pouca coisa afinal a roupa dá pra colocar em uma mochila de ataque, mas ainda temos que carregar o saco de dormir, as botas para neve, capacete, colchão térmico, isolante térmico, lenços umedecido, papel higiênico, pratos, mugs, e garrafas de água.

Depois de horas e horas conseguimos finalmente terminar essa façanha. Dormimos um pouco e antes das 7am estamos descendo para recepçao nos reunir com todos e checar as últimas coisas. José chega com seu jipe e começa a colocar tudo em cima. Uma grande montanha de mochilas e malas se forma e ele cobre com lona e amarra com cordas de forma com que não balancem ou se perca algo no caminho.

A viagem de La Paz ao acampamento do Condoriri é de mais ou menos 3 horas, passando pela parte do mercado e dos postos de gasolina com filas gigantes, muita fumaça dos carburadores dos carros e uma grande bagunça no trânsito de pessoas e carros. O tráfego aqui é uma verdadeira bagunça carros se enfiando em qualquer lugar, pessoas atravessando e quase sendo atropeladas a cada metro. Não existe preferencial ou sinalização que ajude a multidão de motoristas apressados. A quantidade de lotação e ônibus é impressionante e pelo o que pude entender não existem pontos específicos de parada, as pessoas param em qualquer lugar tanto para subir quanto para descer. É uma grande emoção estar a bordo de um carro aqui, a todo momento você se espreme para um dos lados e suspira aliviado por ainda não ter colidido.

Ao chegar na estrada a vista muda, ao invês de fumaça, casas de tijolos em construção, e  um mar de carros velhos se transforma em um calmaria, a linda cordilheira real ao lado direito, casas de tijolo de barros, llamas e ovelhas do lado esquerdo. Ao passar pelo pedágio várias cholitas tentam nos vender sacos com uma espécie de suco. Ninguém tem a coragem de tentar. E o Augusto fica tentando tirar fotos da chola com a criança presa no pano nas costa. Irresistível não tirar fotos delas todas com sorrisos de ouro e roupas super coloridas. Com certeza as cores das vestimentas é o que dá vida a Bolívia.

Saindo da auto-estrada, entramos em uma estradinha de terra e pedra, com pontes que pasam por cima de buracos que devem ser lagos em alguma época do ano, alguns lagos sobrevivem e congela uma parte fina, deixando a água barrenta com uma textura estranha. As llamas a esa altura estão em toda parte grandes, calmas e com fitinhas coloridas em suas orelhas dão uma graça especial a os campos secos e intermináveis.

Chegamos a entrada do acampamento, daqui partimos a pé até o acampamento cada um carregando a sua pesada e grande mochila, os burros carregam somente as barracas e as malas de comida. Numa trilha de mais ou menos 4 km, passamos por lagos, cascatas, e avistamos o Condoriri com sua imensidão e beleza. Difícil dizer em que momento ele é mais bonito.

Para mim a caminhada até o acampamento foi fácil, preferi manter um ritmo e não conversar com ninguém, segui atrás do Caleb e do Kirk, enquanto o Ben e o Augusto vieram mais atrás conversando e tirando foto o tempo todo, a mais ou meno 15 minuts de caminhada esperei o Ben e chequei se ee estava bem. Ele disse que sim um pouquinho de dor de cabeça, bebeu água e continuamos a caminhada. Uma meia hora depois ele estava se com ânsia e um tanto deconfortável. Ao chegar no acampamento não tinha forças nem para nos ajudar com as barracas, tinha frio e sede. Dei um pouco de água com maltodextrina, mas foi o tempo dele engolir e começar a vomitar. Daqui em diante o dia foi piorando pra ele. Vômito, diarréia e nauseas constantes. Caleb vinha checar o tempo todo e disse ser muito agressivo para ser somente altitude que podia ser infecção intestinal ou algo parecido. Queria levar-lo  de volta a La Paz, mas Ben pediu para esperar até o dia seguinte.  A noite foi intensa e interminável. Acordava a cada 10 minutos pedindo água e indo ao banheiro. Eu estava preocupada e forçava ele a tentar comer, a tentar beber água. Momento tenso para nós dois, ele doente, irritado e frustrado com a possibilidade de não poder subir a montanha e eu tentando fazer ele se sentir melhor, e também frustrada com a possibilidade de perdermos grande parte do dinheiro investido.