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Natália no Solo Sagrado

Natália no Solo Sagrado

O segundo treino de bike foi mais puxado. E ter feito no sábado ao invés de domingo não ajudou muito. Como domingo era dia dos pais, parte do grupo resolveu fazer o treino no sábado, um grupo pequeno de 9 pessoas. A saída estava marcada ara às 8 am na estação Vila Olímpia, como era cedo saímos de casa e pedalamos até lá. A cidade às 7vam no final de semana é perfeita para pedalar, até as grandes avenidas estão bem vazias. Levamos menos de 20 minutos até a estação.

Mesmo olhando o mapa antes não consegui saber quais seria o desafios dessa pedalada, iríamos para o extremos sul da cidade e passaríamos por ruas e avenidas que eu nunca antes havia passado.

O início foi bem fácil ciclovia da Marginal, aqui eu sempre pedalo forte porque normalmente é a parte do trajeto em que eu me sinto mais segura.  Mas também segura até que ponto, não sei se eu gostaria de ir sempre treinar ali, o cheiro é forte e o rio extremamente poluído. Em dias secos e de sol o odor é ainda pior e não sei se é saudável fazer exercício aeróbico respirando os gases que devem sair do rio. A única imagem que me faz pensar que não deve ser tão maléfico são as famílias de capivaras e as aves que vivem ao redor dele.

O caminho até o Solo Sagrado era recheado de subidas e descidas, avenidas grandes com grande movimentação de ônibus e carros, e ruas em condições péssimas. Durante a pedalada me questionei  sobre a escolha das ruas desse trajeto.

Eu pedalei super bem no plano e as subidas foram de certa maneira bem fáceis.  Só foi mais puxado numa das ultimas subidas, mas consegui conquistá-la sem descer da bike. Nas subidas eu sempre conseguia passar uma galerinha e ir pedalando na frente mas por incrível que pareça bastava chegar uma descida e eu ia pro último lugar. Só de ver que vai começar a descer eu paro de pedalar e tento segurar o freio a descida inteira. Nessa estradinha que leva ao Solo sagrado principalmente por que havia diversas curvas e era uma faixa pra ir outra pra voltar. Meu coração acelerava de medo e eu ficava toda tensa. Ver o grupo descendo super rápido só me dava mais medo ainda. Não sou tão fã de velocidade  assim e não gosto da ideia de não ter muito controle em caso de queda ou de aparecer um buraco pelo caminho.

Depois de mais ou menos  4horas chegamos ao templo. Lá um guia nos mostrou o lugar e fizemos um picnic. Para quem não sabe o Solo Sagrado é um templo da igreja messiânica localizado ao lado da represa de Guarapiranga. Conta com diversos jardins, espelhos d’água, espaços de contemplação e meditação. Pra quem não conhece vale uma visita.

The Circle South – route planned by O Bicicreteiro

Depois de uma horinha de descanso era hora de continuar a pedalada, aqui o grupo se dividiu, a maioria a seguir de volta pra casa e 4 (Eu, Ben, Ricardo e Weber) iriam seguir a planilha de volta a estação.

O trajeto agora me assustava, passaríamos pelo Rodoanel e pela Régis Bittencourt, onde o movimento de caminhões é grande. No caminho até o Rodoanel fui tentando me acalmar e pegar mais confiança. Chegando no rodoanel eu estava bem e ver que tinha acostamento ajudou a me deixar segura. Aqui como sempre o que eu ganhava frente nas subidas me passavam nas descidas. Em um certo momento o Ricardo foi atrás de mim me aconselhando, falando que eu ia mais rápido no plano do que na descida. Mas quando ele ficava perto de me acostumar minha imaginação fértil me bombardeava de ideias de coisas que poderia acontecer se eu fosse muito rápido e minha mão voltava instintivamente a segurar o freio. Um pouco antes de acabar o trecho do Rodoanel, achamos uma área verde com sombra e nos sentamos lá para mais um lanchinho. Todos os caminhões que passavam nos buzinavam como que nos apoiassem. No começo as buzinadas me deixavam intrigadas, eu achava que era uma repreensão mas depois vi que era uma forma dos motoristas nos darem um apoio moral.

O trecho da Régis foi mais complicada porque não tinha acostamento e os motoristas já não respeitavam . E a condição da estrada era péssima o que não nos permitia pegar muita velocidade. Ao terminar esse trecho respirei aliviada. Daqui para a estação foi um passeio.

Na estação todos decidiram seguir o rumo de casa no pedal. O Ricardo já morava por ali, eu e o Ben rumamos para a Ana Rosa e o Weber seguiu para Santana.

Ao chegar em casa decidimos ir até a padaria e pegar o buffet de sopa e assim terminar o dia de forma mais relaxada. Lá rimos e conversamos sobre os desafio enfrentados.

After the relatively flat and calm ride through the cycle ways of São Paulo, the Bicicreteiro group organized a ride that would take us a little further out of the city in the direction of Interlagos and the Solo Sagrado temple. A few more hills which required lower gears and a few more main avenues meaning more cars to deal with – not helped by the fact that we went on the Saturday (because of Father’s Day on the Sunday) meaning that there were much fewer cycle ways. With Father’s Day, it also meant that the group was much smaller this time with only nine of us – we were following a route printed out from André’s instructions, with a guy called Ricardo leading the way. We probably averaged around 20km/hour though had plenty of stops to work out where we were and where to go next.

The Circle South – route planned by O Bicicreteiro

The route started off at Vila Olimpia, at the cycle path along the River Pinheiros – probably one of the worst smelling rivers I have passed by in my entire life, in all the countries I have been to. It is just a slow-moving cess pool of filfth, filled to the brim with chemicals and pollution from people and industries. The local government has had the decency though to put in a nice long cycle path which must go for around 40km along the side of the river. I guess that as the cars are not killing off the cyclists fast enough, poisoning us all with the foul fumes from this stench hole might do the trick. Okay, sorry, I am being ungrateful – it is definitely nice to have the path there. Going along the path for about 8km, we turned off, went along the Marginal Pinheiros highway (extremely busy road with about six lanes of traffic in either direction), along the pavement, for a few hundred metres before crossing a bridge over the river and then moving up into Interlagos.

A bit of relaxation at the Solo Sagrado

It probably took us three or four hours or so to get to the Solo Sagrado which is only around 30km or so away from our start point. The Temple is a very nice and calm place above a lake, and we took the chance to relax and walk around, have a picnic on the grass and look at the giant carp. We even got a mini free tour from one of the people there, and Natalia saw a snake in the grass as we sat down – fortunately she only told me after we got up.

Going back was different – half of the group went back the way we had gone, while Natalia, Ricardo, myself and one other guy decided to keep following André’s route… which meant going along the Rodoanel and the Rodovia Regis Bittencourt (BR 116). The Rodoanel is a giant ring road around Sao Paulo which is used by all heavy traffic and as you can imagine, plenty of cars. We went along it for about 20km or so. The surface is smooth which definitely helped, and there is a hard shoulder, which helped even more so: the giant trucks and long vehicles passing by occupy the entirety of their lanes and you wouldn’t want to be in front of them steaming up behind you. These trucks come with a considerable amount of fumes coming out of them, and plenty of wind pressure which pushes you forward but also sideways – every time they went by, you could feel yourself and the bike getting bushed a bit to the side. The drivers all probably thought we were crazy, but fortunately everything was okay and I even quite enjoyed it – especially in comparison to the BR 116. This road connects São Paulo with Curitiba and is another main trunk road. There is a hard should but there are many more vehicles going off and on it than on the Rodoanel. The surface is much more patchy than the Rodoanel meaning that you had to pay much more attention to where you were going as this is not a road where you would like to fall off…

We all made it safe and sound though eventually, and it was lovely being back on the smelly cycle path a few kilometres north from where we started. Natalia and Ricardo pulled up the rear though it was good seeing Natalia increasing in confidence with downhill riding and also with her gears, even though theses gears needed a good adjustment. We felt better afterwards than after the ride the previous Sunday, and looking forward to the next ride.