Desafio Sorocaba

Posted: September 3, 2012 by Natália Almeida in Cycling, Logistics, Português, Training
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O trajeto partindo da Vila Olímpia era de 105 km. Estudamos a rota durante a semana que precedeu o evento é já percebemos que seria bem puxado. Muita subida e descida, trechos de terra e praticamente um único ponto de parada no começo do pedal. Mas o que mais me preocupava era o longo trecho na Rodovia Raposo Tavares. Só de pensar já me via assutada.

A insegurança me deixaria mais frágil e propícia a acidente, por isso trabalhei a minha cabeça para ficar mais confiante. Conversei muito com o Ben, li um pouco sobre o trajeto, treinei de bike durante a semana, e assim fui ficando mais confortável com a ideia.

No domingo pela manhã o clima estava ameno, mas a partir de Embu o sol resolveu nos acompanhar lado a lado.

Eu e o Ben acompanhamos o primeiro pelotão. A variedade de bikes aqui gerava cenas um tanto engraçadas. A maioria era híbrida, mas tínhamos 2 com speedy e 4 com moutain bike. Numa bifurcação em Cotia, paramos para olhar a planilha, do lado direito asfalto, do lado esquerda estrada de terra. Os de mountain torciam pela terra, já os de speed rezavam pelo asfalto. Eu ficaria mais feliz com asfalto também, mas teríamos pela frente 6 km de pedra.

Fui na manha, não parando tanto com eles, seguindo a frente com certeza que me alcançariam em alguma descida. Dito e feito.  No fim da estrada de terra uma descida no asfalto, a galera a minha frente indo rápido, eu controlando um pouco, logo a frente no meio da ladeira um buraco gigante, me senti certa em tomar cuidado. Andamos por dentro da cidadezinha até chegar na Raposo. A rodovia não estava muito movimentada e tinha acostamento.  Nela começou um trecho interminável de sobe e desce, as descidas ajudavam em algumas subidas para pegar embalo mas na maioria não. Meu joelho começou a doer no meio de uma delas e na dúvida do que seria melhor , resolvi parar e empurrar a bike. Chegando no topo, meu pelotão juntamente com o Ben tinham sumido.  Segui em frente confiando que se fosse pra virar em algum ou se parassem num posto de gasolina eles me esperariam. O bom de ficar sozinha foi por poder ditar meu ritmo e parar para beber água quando a sede apertava. Pedalei uns 20 minutos até chegar a um posto, lá comi um picolé e me reabasteci de água. Perguntei para o frentista sobre o pelotão e ele me disse que já tinham passado fazia um tempo, pergunto se seguindo a rodovia dá em Sorocaba ele afirma e subo na bike pra seguir viagem. O frentista me olha assustado e fala que não, que como eu vou pedalar sozinha até Sorocaba, que era melhor eu esperar ou ligar pra alguém. Ele me empresta o celular, eu ligo pro Bem que fica de me esperar onde ele está.

Saio pedalando e encontro o Ben mais 3 ciclista, um novo grupo se formou.

Meu joelho continuava doendo mas até consegui subir algumas partes. Mas uma subida super íngreme e interminável surgiu a minha frente. Tentei pedalar mas não consegui chegar nem a metade. Desci e comecei a empurrar, eu e um outro ciclista do grupo. Chegamos no topo, anchamos, bebemos água e continuamos.

Chegamos no centro de São Roque as 14h, encontramos o pelotão inicial almoçando mas resolvemos continuar. Almoçar mesmo só em Sorocaba. A galera dizia que daqui em diante seria só descida, mas na entrada da estrada já tinha uma subidona. 

Seguimos num ritmo bom, mas como estavam com fome parávamos para beliscar algo. Numa subida 2 ciclistas ficaram para trás e paramos para esperar num pedaço de grama perto do acostamento. De repente para um carro, e desce o Diego um amigo que trabalha comigo. Foi engraçado, rimos um pouco ele disse que estava indo escalar em São Roque e ficamos de combinar um dia de irmos juntos.  20 minutos e nada dos 2 desgarrados nos alcançarem, resolvemos seguir e e esperá-los em Sorocaba. Faltavam 17 km, e eu estava super ansiosa em chegar logo, muita fome e o joelho doendo um bocado.  Ao chegar na cidade fico aliviada. Na rodoviária mesmo lanchamos, tomamos um suco compramos mais água e esperamos os outros. Uns 40 minutos depois chegou os 2 que ficaram para trás, conversamos um pouco e voltamos para casa. No ônibus dormi igual criança, acordei mas ainda estávamos na estrada, o Bem disse que tava trânsito por isso ainda não estávamos em São Paulo. Dormi mais um pouco, até chegar na Barra Funda.

Em casa bebi mais água, tomei um banho demorado e fui pra cama com a sensação de dever cumprido.

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